Seu voto vai funcionar diferente em 2030?
Se depender do presidente da Câmara, Hugo Motta, sim. Ele começou a discutir uma PEC para implementar o voto distrital misto a partir de 2034 — com um modelo de transição já nas próximas eleições para...
Por Redação

(Imagem: rédito: Marina Ramos | Câmara dos Deputados)
Se depender do presidente da Câmara, Hugo Motta, sim. Ele começou a discutir uma PEC para implementar o voto distrital misto a partir de 2034 — com um modelo de transição já nas próximas eleições para deputados e vereadores.
A proposta foi debatida durante uma reunião com líderes dos maiores partidos do Brasil, como PP, União Brasil, Republicanos e MDB.
Antes da proposta, um passo para trás: Hoje, nas eleições para vereadores e deputados, os políticos recebem os votos. Esses votos são somados por partido e, com eles, determina-se quantas cadeiras cada sigla terá. Só a partir disso acontece um ranking interno de cada partido e os nomes mais votados são eleitos.
O que mudaria, então?
A primeira etapa começaria já em 2030 com um modelo de transição, o “distritão”. Nele seriam eleitos os candidatos individualmente mais votados em cada estado — que corresponderiam a um distrito.
A etapa final seria em 2034. Os estados seriam divididos em vários distritos. Depois disso, o eleitor tem dois votos: um para escolher o candidato e outro para escolher o partido da sua preferência. Metade dos políticos são eleitos com o voto direto e a outra metade é escolhida pelos partidos.
Por um lado, a mudança aproxima o político de um território específico, facilitando a fiscalização do trabalho. Por outro lado, ela amplia a força dos partidos, que passam a controlar metade dos nomes que serão eleitos.
O esforço para aprovar a mudança ganhou força após a eleição, com o crescimento do PL e a perda de espaço de partidos do Centrão. Os partidos que discutirão a proposta irão buscar apoio de outras siglas, enquanto o Hugo Motta disse que irá conversar com o Alcolumbre para garantir o avanço da pauta.
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