e implante usa eletricidade para retirar açúcar do sangue
Por the news health · 30 de outubro de 2026
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Sexta-feira, 30/10/2026
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BIG STORY
Mulheres negras morrem 4 vezes mais por câncer de mama
(Imagem: National Cancer Institute | Unsplash)
É bem provável que você já tenha a consciência de que o câncer de mama é um dos principais problemas da saúde feminina. Mas, quando analisamos os subgrupos da população, o problema é ainda maior.
Além disso, existe um paradoxo: as mulheres brancas têm maior incidência de câncer de mama, mas são as negras que mais morrem pela doença.
O que está por trás desses números? 🔍
Parte da explicação pode ser biológica. Segundo o Inca, as mulheres negras têm maior incidência do câncer de mama triplo negativo, o subtipo mais agressivo da doença.
🩺 O nome vem do fato de o tumor não ter três alvos comuns das terapias: os receptores de estrogênio e progesterona e a proteína HER2.
Na prática, ele não responde à hormonioterapianem aos remédios anti-HER2, além de costuma crescer mais rápido, o que reduz as opções de tratamento e piora o prognóstico.
Mas a biologia não explica tudo. Segundo o Inca, entre os 50 e os 69 anos, a mamografia de rastreamento é menos frequente entre as mulheres negras. Além disso:
Seis em cada dez casos em mulheres negras são descobertos em estágio avançado, contra cinco em cada dez nas brancas;
A publicação também aponta outros fatores que podem contribuir, como desigualdades socioeconômicas e dificuldade de acesso aos serviços de saúde;
O estresse ligado às condições de vida também aparece no estudo como uma possível influência.
O que será feito?
Para o diretor-geral do Inca, os dados mostram a urgência de políticas públicas que garantam acesso igual à saúde.
Fora isso, o Instituto afirma que cerca de 17% dos casos de câncer de mama poderiam ser evitados com hábitos saudáveis, como atividade física, manutenção do peso adequado e evitar bebidas alcoólicas.
E, claro, a mamografia periódica continua sendo a principal ferramenta para encontrar a doença cedo, quando as chances de cura são maiores.
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Publicado na Science, o estudo mostrou que o dispositivo estabilizou a glicose e reduziu em 10% o peso de camundongos.
Como funciona a tecnologia?
O dispositivo tem cerca de 2,5 cm e funciona como um pequeno reator químico. Com uma corrente elétrica mínima, ele transforma a glicose em gliconato, uma substância inofensiva ao organismo.
A reação acontece em um eletrodo revestido com nanopartículas de ouro e platina, e o grande diferencial é que ela só ocorre quando o implante recebe energia. Ou seja, a retirada de açúcar pode ser ligada e desligada conforme a necessidade. Funciona da seguinte maneira:
Um monitor contínuo de glicose mede o açúcar no sangue em tempo real;
Quando a glicose sobe, um smartphone envia mais energia ao implante, sem fios;
Quando ela volta ao normal, a atividade diminui, o que evita a hipoglicemia, a queda perigosa do açúcar no sangue.
O futuro 🔮
Apesar de promissor, o implante ainda está longe dos consultórios médicos. Até aqui, ele só foi testado em camundongos e em laboratório.
Para Martin Fussenegger, autor do estudo, o desafio é provar que ele funciona em humanos com segurança a longo prazo. Por enquanto, os próximos passos incluem testes em animais maiores e, depois, em pessoas.
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