Você deixaria uma tecnologia escolher o amor da sua vida?
Essa é a pergunta por trás do Overtone , o mais novo “não dating app” do fundador do Hinge. Diferente dos aplicativos de relacionamento tradicionais, você não consegue ver nenhuma pessoa ou escolher s...
Por Redação
Essa é a pergunta por trás do Overtone, o mais novo “não dating app” do fundador do Hinge. Diferente dos aplicativos de relacionamento tradicionais, você não consegue ver nenhuma pessoa ou escolher seu próximo contatinho com base nas imagens e perfis.
À la “Casamento às Cegas”, a ideia do aplicativo é conhecer você pela sua própria voz, ouvir suas histórias e só te apresentar alguém quando uma inteligência artificial entender que faz sentido.
Mas enquanto as startups já cobram para uma tecnologia marcar o primeiro encontro por você, uma pesquisa com nossos leitores mostrou que o público não está pronto para dar esse passo — pelo menos não quando o assunto é o coração.
Questionados sobre qual decisão jamais deixariam nas mãos de um algoritmo, 75% dos entrevistados apontaram a escolha de com quem se relacionar. Para se ter uma ideia, 10x mais pessoas rejeitam o algoritmo na escolha de um parceiro do que na escolha do seu trabalho.
Por que isso importa? Embora o mercado de aplicativos use AI para direcionar desde vagas de emprego — como o LinkedIn — até destinos turísticos, o estudo demonstra que a sociedade impõe uma linha vermelha emocional.

(Imagem: the news)
Um dos principais motivos relatados para esse resultado é a insegurança em terceirizar uma decisão central e pessoal para uma tecnologia. Na prática, parece que a principal barreira de avanço do algoritmo não é mais técnica, mas as próprias preferências humanas.
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