the news

Terceiro filho é mais comum entre 1% mais rico nos EUA, diz Banco Central

Dados de 2013 a 2025 mostram que quase 5 em cada 10 famílias do 1% mais rico têm três filhos ou mais, enquanto no Brasil a taxa de fecundidade caiu para 1,55

Por Redação

|

Ter mais de dois filhos se tornou mais raro na terra do Tio Sam para todas as classes sociais — exceto para os mais ricos. Pelo menos é isso que dizem os dados do Banco Central americano sobre famílias de meia-idade entre 2013 e 2025.

Para se ter uma ideia, entre o 1% mais rico, quase 5 em cada 10 famílias têm três filhos ou mais. Entre o restante dos 10% mais ricos, o número cai ligeiramente, para 4 em cada 10 famílias.

Na prática, a novidade não é exatamente que os ricões possuem mais filhos, mas que o terceiro filho se tornou mais raro para todo o resto. A aposta da pesquisa é que a velha regra de que, quanto mais rico, menos filhos, já não vale tanto em países desenvolvidos.

Pense que, quando se está no 1% mais rico, muitas das dificuldades práticas, como pagar creche ou babá, não são um problema tão grande.

Já no Brasil, a cegonha anda bem tímida. Em 2022, a taxa de fecundidade caiu para 1,55 filho por mulher — o menor nível já registrado pelo IBGE. E, pela primeira vez, as famílias formadas por casais com filhos representavam menos da metade do total: 42% em 2022, ante 56,4% em 2000.

Compartilhe