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Rumores em torno da Selic tornam reunião do Copom ainda mais relevante

A reeleição de Lula mexeu com os planos da Faria Lima. Nos dias pós resultado das urnas, o Ibovespa acumulou uma queda de 18,12% — a maior desde março de 2020. Nesta semana, a atenção se volta para a ...

Por Redação

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Rumores em torno da Selic tornam reunião do Copom ainda mais relevante

(Imagem: SBT News | Reprodução)

A reeleição de Lula mexeu com os planos da Faria Lima. Nos dias pós resultado das urnas, o Ibovespa acumulou uma queda de 18,12% — a maior desde março de 2020. Nesta semana, a atenção se volta para a reunião do Copom para definir os juros.

  • Antes do segundo turno, as opções negociadas na B3 indicavam mais de 70% de chance de redução dos juros em novembro. Depois da vitória de Lula, a probabilidade de manutenção da taxa em 13,75% chegou a 68,8%.

Agora, chegou mais um alerta ao mercado: o economista e cocriador do Plano Real, André Lara Resende, teria encontro marcado com Lula nos próximos dias para apresentar sua proposta de reduzir a Selic, segundo Lauro Jardim.

Por que o mercado não gostou do rumor: Em um artigo recente, Lara Resende defendeu que o problema das contas públicas está nos altos juros. Isso porque, quanto maior a taxa de juro do país, mais o governo paga de juros da dívida, que hoje somam R$ 1,4 trilhão por ano, cerca de 10,5% do PIB. As contas sem os juros ficam perto do equilíbrio, com déficit de 0,4% do PIB, segundo projeção do FMI.

Rumores em torno da Selic tornam reunião do Copom ainda mais relevante

(Imagem: the news)

Na visão dele, a saída é reduzir a Selic — hoje em 13,75% — para perto de 7,5% ao longo de 12 meses, independente da inflação. A partir disso, um conselho definiria metas de contas públicas e de inflação, e o Banco Central manteria a Selic entre a meta de inflação (3%) e o crescimento nominal da economia (cerca de 5,5%).

O economista reconhece que a redução poderia provocar uma alta inicial da inflação. Para conter uma eventual desvalorização do real, Resende propõe recorrer às reservas internacionais do Banco Central.

  • Em post no X, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) classificou o artigo como “fundamental”.

Após a reação do mercado com a possibilidade, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, reforçou que nenhuma dessas ideias está na mesa do presidente, e que não há reunião agendada com Lara Resende.

Do lado do mercado, gestores de dois grandes bancos disseram que a medida levaria à dominância fiscal e ao fim da autonomia do Banco Central, cenário que classificaram como "desastre".

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