Quem vigia quem vigia?
As inovações geralmente trazem pontos positivos e negativos. É exatamente essa questão em jogo com as câmeras de segurança utilizadas pelo estado nos EUA e no Brasil. Na gringa, a discussão está mais ...
Por Redação

(Imagem: Prefeitura de São Paulo)
As inovações geralmente trazem pontos positivos e negativos. É exatamente essa questão em jogo com as câmeras de segurança utilizadas pelo estado nos EUA e no Brasil.
Na gringa, a discussão está mais ampla. Nos últimos três meses, pelo menos 6 cidades americanas encerraram contratos com a Flock — uma empresa que oferece câmeras de vigilância baseadas em AI. Uma das principais preocupações é relacionada à privacidade e vazamento de dados.
Em agosto um policial foi acusado de usar câmeras Flock para perseguir sua ex-esposa durante o processo de divórcio. Em setembro, outro policial foi condenado à prisão por usar o dispositivo para perseguir sua ex-namorada.
Por aqui, o problema cresceu em SP. Nesta semana, a prefeitura da cidade iniciou uma investigação sobre uma falha no sigilo de dados de 17 mil câmeras integradas ao Smart Sampa. Esse programa usa câmeras inteligentes para identificar casos de violência urbana e foragidos da polícia.
No mês passado, também descobriram que dados sigilosos desse programa ficaram expostos na internet por cerca de 11 meses, com imagens de mais de 58 mil câmeras.
Esses casos mostram o x da questão. Ao mesmo tempo que mais tecnologia e monitoramento ajudam a combater crimes, também deixam os dados da população mais vulneráveis. A pergunta que fica é até onde vale a troca.
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