O Centrão está recalculando a rota?
A federação União Brasil e Progressistas (PP) anunciou hoje apoio formal à reeleição de Davi Alcolumbre, do União, ao comando do Senado . O movimento sela o desembarque do Centrão do possível projeto ...
Por Redação

(Imagem: Folhapress | Reprodução)
A federação União Brasil e Progressistas (PP) anunciou hoje apoio formal à reeleição de Davi Alcolumbre, do União, ao comando do Senado. O movimento sela o desembarque do Centrão do possível projeto da oposição logo após a vitória de Lula.
Como assim? Nos bastidores, o senador Rogério Marinho, do PL, coordenador da campanha do Flávio, era dado como nome certo caso a direita vencesse a eleição presidencial.
Com o revés nas urnas, o bloco de centro voltou a se aproximar do Palácio do Planalto — quem tem o orçamento nas mãos —, esvaziando a articulação da maior bancada da Casa.
Por que isso importa: Se Alcolumbre continua na presidência, é bem provável que ele siga sem pautar votações de pedidos de impeachment de ministros do STF.
Isso faria o PL (direita) perder a sua principal cartada no cabo de guerra do poder de Brasília: ser a maior bancada do Senado Federal, com 29 cadeiras.
Um molho a mais na história… Tudo indica que Ciro Nogueira, presidente do PP, tomou a decisão sem consultar a própria bancada. O movimento gerou surpresa, pelo fato do PP ter apoiado o Flávio no 2º turno e ter nomes da direita como Derrite e Tereza Cristina — que inclusive cogitava participar da disputa.
O grande ponto agora é se outros partidos do Centrão, como o MDB, Republicanos e PSD, vão (i) apoiar Alcolumbre, (ii) apoiar o nome do PL ou (iii) buscar outra opção. A posse dos eleitos e a votação para a presidência acontece em fevereiro. Se você achou que as eleições só voltavam em 2028… risos.
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