Governo avalia adiar reforma tributária por seis meses
Empresas pressionam por mais tempo devido à falta de clareza nas regras
Por Redação

A principal pressão vem das empresas, que apontam falta de clareza sobre regras importantes e pouco tempo para adaptar sistemas, preços e contratos.
Um dos pontos mais urgentes é a alíquota da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), que entra em vigor em janeiro, mas ainda precisa ser confirmada pelo Senado até 15 de dezembro.
O TCU estipulou a alíquota em 11,3%, valor 2,2% acima do índice indicado pelo Comitê Gestor. O senador Eduardo Braga, líder do MDB, já defendeu que o percentual seja discutido. A preocupação é que uma definição muito próxima do início da reforma dificulte a preparação das empresas.
Além dos prazos, há críticas à falta de operacionalidade do sistema de apuração dos novos tributos e aos atrasos na definição de normas.
Especialistas também estimam que o IVA brasileiro poderá superar 30%, acima dos 27% cobrados atualmente pela Hungria, que tem a maior alíquota do mundo.
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