Dívidas de famílias brasileiras atingem 50,1% da renda anual em agosto, maior nível
O comprometimento da renda com o pagamento de dívidas chega a 29%, com quase R$ 30 de cada R$ 100 destinados a quitar esses compromissos.
Por Redação
Além disso, o peso das parcelas no orçamento mensal também bateu recorde.
O comprometimento da renda com o pagamento de dívidas passou de 28,8% para 29%, segundo o BC. Na prática, quase R$ 30 de cada R$ 100 da renda mensal das famílias já são destinados a quitar esses compromissos.
O cenário reflete, em parte, o encarecimento do crédito. A Selic, taxa básica de juros da economia, chegou a 15% ao ano e está atualmente em 13,75%, após um ciclo de aperto monetário iniciado em setembro de 2024.
Juros mais altos tornam empréstimos e financiamentos mais caros, pressionando ainda mais o orçamento de quem já está endividado.
As renegociações de dívidas também não conseguiram impedir a alta dos indicadores. A primeira versão do Desenrola ajudou a reduzir o endividamento no início do terceiro mandato de Lula, quando o índice chegou a 47,7% em dezembro de 2023.
Já a segunda etapa, encerrada em agosto deste ano, renegociou mais de R$ 22,4 bilhões em dívidas.
Compartilhe

