bom dia. passamos boa parte da vida aprendendo coisas novas. mas e quando aquilo que aprendemos deixa de fazer sentido? para o mundo que vivemos hoje, onde tudo muda tão rápido, talvez nosso maior desafio não seja acompanhar cada novidade, mas ter coragem de questionar o que sempre tomamos como verdade. aproveita o feriado para refletir no que você precisa desaprender para continuar aprendendo?
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🛍️ TikTok Shop ganhou uma nova concorrência. A Twitch, plataforma de lives da Amazon, acaba de começar a testar sua própria área de Shopping.
📺 Sammi Cohen, ex-Amazon, lança programa de negócios ao vivo com a ambição de se tornar a CNBC da Gen Z. Já virou um queridinho por aqui, check out.
fonte: investwithcherub
🛒 A Amazon deu a largada na temporada de compras de fim de ano. Dona de cerca de 40% do e-commerce dos EUA, acabou de realizar seu Prime Big Deal Days, levando concorrentes como Target e Walmart a lançarem seus próprios eventos promocionais no mesmo período. Vale dizer que, para a Amazon, o evento é menos sobre descontos e mais sobre publicidade. Afinal, as marcas pagam caro para aparecer no topo das buscas da plataforma. Só para ter uma ideia, a empresa deve faturar US$ 84 bilhões apenas com ads neste ano. O desafio? Cerca de 2/3 dos compradores já usam IA para pesquisar produtos, e parte dessas buscas pode acontecer fora da Amazon, ameaçando seu lucrativo negócio de publicidade.
💸 Welcome to the Creator Equity Era. Conheça a Cherub, uma espécie de rede social de investimentos que conecta startups em busca de capital a investidores e creators. Na plataforma, criadores podem encontrar empresas para investir ou se tornar sócios em troca de conteúdo, divulgação e conexões. O diferencial? A Cherub quer transformar essas parcerias, antes negociadas caso a caso, em um modelo escalável, com contratos padronizados e ferramentas para acompanhar as entregas dos creators. We love this!
A taxa de aceitação de Harvard gira em torno de 3,6%. A do MIT, 4,7%. Mas existe uma universidade que conseguiu ser ainda mais disputada do que as duas.
Esse ano, mais de 1 milhão de pessoas se inscreveram para participar da Streamer University, uma universidade criada pelo streamer Kai Cenat que durava apenas 4 dias, não cobrava mensalidade e ensinava algo que nenhuma Ivy League tinha como especialidade: viralizar na internet.
O currículo incluía matérias como Defense Against Hating e Internet Beef. Entre os professores, personalidades da interne como Mr. Beast. A T-Mobile patrocinava a iniciativa, oferecendo celulares para os alunos transmitirem a experiência ao vivo.
Kai Cenat é o streamer mais seguido da Twitch. Tem 24 anos.
E entendeu antes de muitas universidades tradicionais uma mudança nas aspirações profissionais da geração Z: para muitos jovens, o sonho já não é conseguir um emprego, mas construir a própria audiência.
Então, ele criou uma escola para ensinar exatamente isso.
Enquanto isso, do outro lado dos Estados Unidos, um dos maiores fundos de venture capital do mundo resolveu fazer um movimento um tanto contraditório.
O Vale do Silício sempre glorificou quem abandonou a faculdade. Bill Gates, Mark Zuckerberg e Steve Jobs ajudaram a transformar o dropout em símbolo de rebeldia, genialidade e sucesso.
Pois, em setembro de 2026, a Andreessen Horowitz, a famosa a16z, anunciou a criação da sua própria escola: A Horowitz Andreessen Academy.
Com uma primeira turma prevista para cerca de 50 alunos, o projeto promete acesso a 200 palestrantes e mentores, além de oportunidades de trabalhar com empresas como OpenAI, Anthropic, Google, Meta, Nvidia e Stripe.
Nada de vestibular tradicional. O principal critério de seleção é o chamado proof of work: o que o candidato já construiu, lançou ou conseguiu realizar.
E não é preciso ir até o Vale do Silício para encontrar iniciativas semelhantes.
Aqui no Brasil, na Vila Leopoldina, em São Paulo, a Ânima Educação se uniu à Agência California para criar a Community Creators Academy, um campus inteiramente dedicado à creator economy.
O projeto prevê R$ 40 milhões em investimentos, 13 mil m², 20 estúdios e +100 cenários pra produção de conteúdo.
Entre as formações, programas voltados a criadores, profissionais e executivos que querem aprender a transformar conteúdo e audiência em negócio.
💡 São três escolas, com propostas completamente diferentes, mas que partem de uma mesma inquietação: será que as universidades tradicionais estão conseguindo acompanhar a velocidade com que o mercado de trabalho muda?
Ou seja, o problema não é simplesmente a falta de empregos. É o descompasso entre as habilidades que as pessoas têm e aquelas de que as empresas vão precisar.
💡 Olhando para esse cenário, surge uma questão: como preparar profissionais para um mercado em que nem sabemos quais habilidades serão necessárias daqui a cinco ou dez anos?
Com a inteligência artificial tornando o conhecimento mais acessível e facilitando tarefas cada vez mais complexas, saber fazer pode deixar de ser tão importante quanto saber o que fazer, por que fazer e como conectar os pontos. É aí que habilidades como criatividade, pensamento crítico, adaptabilidade e repertório ganham ainda mais valor.
Talvez o maior desafio das universidades, e das próprias empresas e líderes, não seja apenas ensinar novas habilidades, mas preparar pessoas para aprender, desaprender e se reinventar várias vezes ao longo da carreira.
Afinal, se a tecnologia está transformando não apenas o que aprendemos, mas também o que somos capazes de fazer, será que a maneira como ensinamos não deveria mudar junto?
💡Por isso, a newsletter de tendências desta semana deixa uma reflexão para todos nós. Em um mundo em que toda hora ouvimos que “isso morreu”, “aquilo não funciona mais” ou “essa é a nova tendência”, e nós nos incluímos nisso, talvez valha questionar um pouco mais aquilo que tomamos como verdade absoluta.
Seja na estratégia que você constrói para uma marca, na forma como lidera sua equipe ou até nas decisões do dia a dia.
No fim, esperamos que, nessas novas escolas, a gente aprenda a desaprender tanto quanto aprendemos. Afinal, muitas vezes, é justamente daí que nasce algo diferente.
Um giro pelas últimas campanhas de destaque
🥒 McDonald’s quer conquistar os corredores. Durante o fds da Maratona de Chicago, a rede vai distribuir o Pickle Boost, uma bebida à base de suco de picles, aproveitando um hábito dos atletas de consumir pequenas doses do líquido para tentar evitar cãibras musculares.
🐎 Ralph Lauren vai lançar seu próprio festival. A primeira edição do PoloFest acontece em Tóquio e reúne colecionadores, artistas e fãs da marca, com exposições de peças históricas, palestras e um mercado de roupas vintage. Ralph, nosso convite se perdeu no correio?
🧻 A Goodwipes aproveitou uma campanha da concorrente para fazer a sua. Depois que a Wet Ones lançou o slogan “Just for Hands”, a marca de lenços íntimos respondeu com “Just for Butts” em menos de 24horas. Check out.
👀 Se você chegou até aqui, já sabe que temos um bom repertório. Imagina o que dá pra construir juntos... Clique aqui e fale com a gente.