bom dia. buscamos respostas nos números, segurança nas previsões e explicações na razão. mas o lembrete de hoje é que nem tudo na vida cabe em um gráfico. no fim, são também as emoções que dão sentido às nossas escolhas. e talvez, depois de tantas incertezas, seja hora de cultivar aquelas que nos aproximam.
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O gráfico mostra o crescimento das visitas diárias às páginas de cadastro de Muse, Instinct e OpenClaw ao longo de setembro de 2026.
🏫 Data centers estão tentando conquistar as crianças.Com o boom da IA, essas instalações se multiplicam nos EUA, mas enfrentam resistência das comunidades locais. A nova estratégia de PR? Ganhar a simpatia dos pequenos com livros infantis, excursões escolares, materiais educativos e até um International Data Center Day. A tática lembra iniciativas já adotadas pelas indústrias de tabaco, petróleo e fast-food para melhorar sua reputação. The takeaway? A disputa pela expansão da IA não acontece apenas nos laboratórios e nas bolsas de valores. Está chegando às escolas. E o setor mostra como o marketing pode conquistar algo que dinheiro e tecnologia, sozinhos, não garantem: a licença social para operar.
🇨🇳 O mundo é dos chineses. O branding chinês parece estar passando por uma transformação: de sinônimo de produto barato para objeto de desejo. De tênis de corrida a lentes fotográficas, marcas como Anta, Li-Ning e Viltrox estão conquistando os americanos mais exigentes com qualidade, tecnologia e inovação. E não são só os produtos que estão ganhando pontos. Segundo o Pew Research Center, a parcela de americanos com uma visão positiva da China passou de 11%, em 2021, para 19%, em 2026. Entre os mais jovens, a percepção é ainda mais favorável. Olhando para o resto do mundo, a virada também chama atenção: em 27 dos 36 países analisados, a China é vista de forma mais positiva que os USA. The big picture: depois de décadas fabricando produtos para marcas do mundo inteiro, a China agora começa a construir suas próprias marcas que o mundo quer consumir.
🤖 Agora é preciso convencer os robôs a comprar. A era do agentic commerce oficialmente chegou. Meta, OpenAI e Anthropic estão apostando em agentes pessoais de IA com Muse, Dots e Claude Duet. E, muito além de executar tarefas do dia a dia, as compras já estão entre os principais usos dessas plataformas. O Muse, já tem 10 milhões de usuários, e +1/4 dos que compram pelo agente registra ticket médio acima de US$ 200. Já a Instinct movimentou US$ 1 bilhão em transações anualizadas. The big picture: chegou a hora de repensar como investimos em mídia. Um novo intermediário está entrando na jornada de compra, a IA, capaz não apenas de recomendar produtos com base em um conhecimento profundo sobre cada consumidor, mas também de executar a compra. Para as marcas, o desafio será entender quais critérios esses agentes usam para escolher o que recomendar e como garantir presença nessa nova jornada.
Eleições acabaram. E agora, marcas?
Fonte: Renato Pizzutto/Band
Os últimos meses foram de grandes incertezas, angústias, ansiedade e bolso fechado.
Buscamos previsões para nos tranquilizar e confiamos em modelos preditivos para nos assegurar de que nosso candidato de escolha iria ganhar. Mas, por mais científicos e racionais que sejam, esses modelos não conseguem oferecer aquilo que mais procuramos: a certeza de que tudo vai ficar bem.
Porque, no fim das contas, muito do que fazemos começa com aquilo que estamos sentindo. E, por mais avançada que seja a tecnologia, ainda não existe algoritmo capaz de prever exatamente como vamos nos sentir.
As marcas sabem bem disso...
Em uma análise de 880 campanhas publicitárias, os pesquisadores Les Binet e Peter Field identificaram que estratégias baseadas em conexões emocionais tendem a produzir resultados comerciais mais fortes do que aquelas focadas apenas em argumentos racionais.
Afinal, poucas marcas conquistam espaço na nossa memória apenas pelo que vendem. Lembramos de como nos fizeram sentir.
Recentemente, a Etsy lançou Celebrate Being Human, celebrando nossas imperfeições. Já o Reddit apostou em People Are The Best, lembrando que nenhuma inteligência artificial substitui a experiência de quem realmente viveu alguma coisa.
Etsy
Reddit
Em um mundo cada vez mais tecnológico, parece que estamos redescobrindo o valor de sermos humanos.
Mas existe um outro lado dessa história
Os algoritmos também aprenderam a explorar nossas emoções. A indignação, o medo e a ansiedade mobilizam pessoas tão intensamente quanto a alegria, a esperança e o amor. Um estudo publicado na PNAS identificou que cada palavra adicional de caráter moral e emocional em mensagens políticas estava associada a um aumento de aproximadamente 20% nos compartilhamentos.
E, em um mundo de bolhas digitais, fica cada vez mais fácil confundir discordância com distância.
O Edelman Trust Barometer 2026 revelou que 7 de 10 pessoas resistem ou hesitam em confiar em quem pensa diferente.
É interessante como até as marcas começam a responder a esse comportamento. Em sua campanha Algoritmo, a Heineken nos convida a sair das bolhas e voltar a nos encontrar.
Talvez essa seja uma das mensagens mais importantes para o Brasil neste momento. Acabamos de passar por mais uma eleição. Para alguns, o resultado é motivo de comemoração. Para outros, de frustração. E tudo bem. A democracia também é feita de diferenças e convicções.
Mas uma eleição escolhe quem governa. Não deveria determinar com quem somos capazes de conviver e o que somos capazes de fazer.
O papel das marcas nisso tudo?
Talvez maior do que imaginamos.
Segundo o Edelman Trust Barometer 2026, 67% dos brasileiros confiam nas empresas, enquanto apenas 45% confiam no governo. Para além de unir pessoas, elas também têm a capacidade de transformar a realidade em que vivemos.
A Natura é um exemplo disso. Em 2025, a empresa beneficiou cerca de 13,1 mil famílias por meio de suas cadeias produtivas e iniciativas na Amazônia. Um negócio de beleza que também gera renda, conserva florestas e movimenta economias locais.
E isso não é exclusividade de uma grande empresa. Cada negócio, dentro da sua realidade, pode criar oportunidades, desenvolver pessoas e melhorar o lugar onde atua.
Talvez a gente subestime o poder que existe dentro das empresas para transformar o mundo ao nosso redor.
Porque, antes de serem marcas, empresas são feitas de pessoas. Pessoas que tomam decisões, desenvolvem produtos, escolhem fornecedores e influenciam a vida de tantas outras.
Antes de pensar que o mundo está perdido ou que tudo depende de quem está no poder, talvez valha olhar para a empresa em que você trabalha hoje e se perguntar: qual é o impacto que podemos causar na vida das pessoas?
E o que vem agora?
Com as eleições encerradas, parte da incerteza dá lugar a novas expectativas. Mas o consumo não volta automaticamente.
Um levantamento do Ibevar-FIA mostra que o varejo ampliado historicamente cresce, em média, 1,5% entre novembro e janeiro após anos eleitorais. Em disputas apertadas, como 2014 e 2022, a recuperação foi menor.
Agora, com Black Friday e Natal se aproximando, as marcas entram em um dos períodos mais importantes do ano. E talvez precisem entender algo além da intenção de compra: o que as pessoas estão sentindo.
Nosso takeaway?
Aprendemos que as marcas mais memoráveis são aquelas capazes de despertar emoções. Talvez, na vida, valha lembrar que também podemos escolher quais emoções queremos cultivar.
E, antes de esperar que as mudanças venham de algum lugar distante, talvez seja hora de reconhecer o poder que temos de fazer a diferença a partir de onde estamos.
Afinal, o marketing sempre soube como mover pessoas. Talvez seja hora de lembrar que também podemos movê-las para mais perto umas das outras e, juntas, transformar a realidade ao nosso redor.
Um giro pelas últimas campanhas de destaque
🍻 Sai do sofá e bora pro bar! A Heineken cansou de ver a galera maratonando séries em casa e criou o Pubscription, um streaming de bares em parceria com a Amazon. Em vez de escolher o que assistir, você escolhe onde beber. E ainda ganha uma cerveja grátis por semana para incentivar o encontro fora das telas.
🧘♀️ A Alo Yoga chegou a Berlim em grande estilo. A marca inaugurou seu primeiro espaço de bem-estar na Alemanha com uma experiência nada convencional, veja só.
🎮 Call of Duty ganha uma versão na vida real. Para promover o novo jogo, a Activision se juntou ao MrBeast, conhecido por suas competições milionárias, para levar o universo de Call of Duty para fora das telas. O creator recriou um dos modos do game como um desafio, com helicópteros, veículos militares e US$ 1 mi em jogo. Assista aqui.
💪 A primeira academia de longevidade. Mark Wahlberg lança a Municipal Gym, combinando musculação, exames médicos e terapias de recuperação.
💇♀️ Uma marca de biotech para cabelos? Jennifer Lawrence lança a mês°, marca de haircare desenvolvida em parceria com a empresa de biotecnologia Arcaea.
Atenção e atenção de qualidade são duas coisas diferentes. O mercado começa a evoluir suas formas de mensuração para que a qualidade da atenção deixe de ser apenas uma métrica de efetividade e passe a ser também uma variável de precificação da publicidade.Quem presta atenção gasta mais. Entre quem mais consome mídia, só 36% estão entre os que mais gastam. Entre os que consomem com atenção ("content lovers"), são 50%.
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