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autenticidade |
bom dia. talvez a grande vantagem competitiva da era da IA seja justamente aquilo que nenhuma ferramenta consegue instalar: sua história, seu repertório, seu gosto e sua forma de enxergar o mundo. Nizan Guanaes resumiu bem esse movimento aqui ao dizer que, quando todos passam a dominar as mesmas ferramentas, a autenticidade deixa de ser detalhe e vira patrimônio. |
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🎬 Creators são o novo SEO da IA. Chegou o Creator-first AEO, uma evolução do influencer marketing para um mundo em que o público não pergunta mais só ao Google, mas também ao ChatGPT, Claude… (Deep dive aqui). |
Empresas como Profound e Later já estão mapeando o que as LLMs respondem, quais fontes aparecem nessas respostas e quais creators exercem mais influência sobre elas, e transformando esses dados em inteligência para campanhas. |
Isso significa que creatores também estão falando com as próprias IAs e um vídeo de review publicado hoje pode continuar servindo como referência para uma resposta de IA meses depois. É um movimento em que o creator deixa de ser apenas mídia e passa a ser SEO distribuído por pessoas. Na sua estratégia, você já está pensando nisso? |
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🚬 Comprar atenção hoje garante a lealdade de amanhã? A nicotina já passou por alguns rebrandings ao longo das décadas. Dos cigarros aos patches e, agora, aos nicotine pouches, a indústria foi se adaptando para continuar relevante para novas gerações. |
Mas uma nova regulação pode colocar essa estratégia em risco. A partir de junho de 2027, publicidade e patrocínio de produtos de nicotina serão proibidos no UK. |
A estratégia de marcas como Zyn, Velo e Nordic Spirit é aumentar a aposta em publicidade, festivais, transporte público e até Fórmula 1, apostando em comprar atenção hoje para colher lealdade quando a publi não puder mais comprá-la amanhã. |
Faz sentido. Usuários de nicotina tendem a ser fiéis às marcas. Então, antes que os canais de aquisição se fechem, a corrida é para conquistar o máximo de consumidores possível. Será que vai funcionar? |
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🎞️ O Vine agora está oficialmente de volta!!!! E por lá, conteúdo por AI não entra. |
O Divine, criado pela organização sem fins lucrativos de Jack Dorsey (cofundador e ex-CEO do Twitter), abriu ao público com milhões de Vines restaurados e uma proposta forte: o conteúdo precisa ter sido capturado por uma pessoa real dentro do app. |
Para isso, a plataforma usa C2PA para verificar a procedência do arquivo. Se o conteúdo não passa na checagem, ele pode ser bloqueado. |
Essa não é a primeira plataforma a vender autenticidade, o BeReal já fez isso alguns anos atrás. Mas a diferença é que o BeReal pedia que você fosse autêntico e honesto. O Divine vai pedir que você prove que é humano. |
E isso pode ser o começo de uma nova onda de selos, plataformas e conteúdos “feitos por humanos”, transformando essa prova em vantagem competitiva. |
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Ela se fez valer US$ 450 milhões |
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Dolly Parton passou boa parte da vida sendo subestimada. |
Talvez pelo sotaque carregado, pelas perucas, pelas unhas, pelas roupas brilhantes. Talvez porque parecia ter construído uma personagem grande demais para ser levada a sério. |
Ela percebeu isso cedo. E, em vez de corrigir a impressão, aprendeu a usá-la. |
Hoje se fala muito sobre marca pessoal e sobre transformar influência em negócio. Mas, olhando para trás, isso não tem nada de novo. Já tivemos alguns mestres para aprender. |
Dolly Parton, que morreu há poucos dias, foi uma delas. |
Afinal, boa parte de seu patrimônio não veio de cantar. Veio de entender que existe uma enorme diferença entre ser famosa e ser dona daquilo que a sua fama cria. |
Let's have a look… |
Nos anos 70, Elvis Presley quis gravar I Will Always Love You. Imagina só. Era o tipo de oportunidade que qualquer artista provavelmente aceitaria sem pensar duas vezes. |
Só tinha uma condição: o empresário de Elvis queria 50% dos direitos de publicação da música. Dolly recusou. |
Quase 20 anos depois, Whitney Houston gravou a mesma música. A versão virou um fenômeno mundial e rendeu a Dolly cerca de US$ 10 milhões em royalties só nos anos 90. |
Está aí o primeiro ponto: Dolly tratava o que criava como patrimônio, não como renda. |
Ela entendeu cedo o valor de possuir sua própria propriedade intelectual. Aos 20 anos, já havia criado uma editora musical para manter controle sobre suas composições. |
Depois, começou a usar esses ativos como uma plataforma. |
Saiu da música e entrou no cinema com filmes como 9 to 5 e Steel Magnolias. Escreveu memórias, cookbooks e até thriller. Criou produtos, entrou em beleza, comida e até lançou uma linha pet chamada, claro, Doggy Parton. |
Mas ela também entendeu algo ainda mais visionário, não bastava aparecer na mídia. Era interessante ser dona dela também. |
Em 1986, fundou com seu empresário a Sandollar Productions, produtora por trás de projetos como Buffy the Vampire Slayer. |
Aos poucos, Dolly foi construindo um mundo ao redor de Dolly. |
E o ápice disso talvez seja Dollywood. |
Perto da região pobre do Tennessee onde cresceu com 11 irmãos, ela ajudou a construir um ecossistema com parque temático, parque aquático, hotéis e outros negócios de entretenimento. | Hoje, cerca de 4 milhões de pessoas visitam Dollywood por ano. |
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Agora me diga se não parece que Dolly simplesmente foi colocando seu nome em tudo? |
De longe pode até parecer, mas quando olhamos no micro, vemos que ela esperou 40 anos para verticalizar nessa dimensão seu ecossitema. |
Primeiro construiu significado. O cabelo gigante, as unhas, o sotaque, o humor, as músicas, as histórias sobre pobreza, família e o interior americano. | Antes de expandir a marca, ela construiu a marca. | Por isso, quando Dolly vendia uma mistura para bolo ou colocava seu nome num produto para cachorro, aquilo não parecia uma extensão aleatória criada numa reunião de licenciamento. | Parecia mais um pedaço do universo dela. |
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No fim, ela conseguiu fazer algo que muitas marcas passam anos tentando fazer: verticalizar sem diluir. |
What's the takeaway? |
Hoje falamos de personal branding, creator economy e transformar audiência em negócio como se fosse uma descoberta recente. |
Mas, quando quiser prever o futuro, às vezes vale olhar para trás. |
Dolly já tinha entendido esse playbook décadas atrás. |
Primeiro, own what you create. Se você cria algo valioso, construa patrimônio em cima dele, não apenas renda. |
Depois, construa significado antes de construir extensão. Uma marca pode viajar por várias categorias, desde que exista uma ideia forte o suficiente conectando todas elas. |
Na edição de hoje, queríamos revisitar uma das marcas pessoais mais icônicas já construídas. Porque talvez a maior prova da força de uma marca seja justamente essa: ela continuar viva, e às vezes até maior, depois que a pessoa se vai. |
Dolly conseguiu isso porque entendeu cedo que ela própria era o produto. E foi justamente por construir uma versão tão inconfundível de si mesma que conseguiu transformar esse significado em dezenas de negócios, sem nunca diluir a marca no caminho. |
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Um giro pelas últimas campanhas de destaque |
🎮 Crush the Sugar! A Heinz transformou o principal benefício do Ketchup Zero em entretenimento: em vez de dizer que tem 0% de açúcar adicionado, criou um jogo em que você literalmente elimina o açúcar. Adoramos quem transforma mídia em jogo. |
🧴 Uma creator coreana chamou Vaseline de “Baseline”, e a marca entrou na brincadeira, adotando o nome em todas as suas contas e gerando essa campanha aqui. |
🍦 Snoop Dogg quer te pagar US$ 10 mil por mês para provar sorvete. A contratação é para a Dr. Bombay, marca que ele criou com o filho. A pessoa vai testar sabores, identificar tendências e ajudar a desenvolver os próximos produtos da marca. |
🃏 UNO quer fazer com as cartas o que os games fizeram com os esports. A Mattel criou um campeonato oficial valendo US$ 50 mil e ainda lançou uma linha inteira de produtos pensada para esse novo universo. |
🎬 Apple aposta em stop motion sem IA para apresentar o novo Mac Mini. É uma tendência? |
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O que você achou da edição de hoje?Depois conta pra gente o motivo |
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até segunda-feira que vem, byeeeeee! 👋🏻 |
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