| | BOM DIA. | parece que, de uns tempos pra cá, a gente ficou nostálgico de uma época em que smartphones não existiam. | apps que bloqueiam outros apps, como o Opal, estão cada vez mais em alta. por aqui, nosso algoritmo não cansa de mostrar vídeos de hobbies analógicos. | tudo muito irônico… não é? a tecnologia ficou tão boa em nos prender que o novo desejo se tornou escapar dela. e você, como marca: qual hobby para combater o doomscrolling você já surfou? se precisar de inspiração, clique aqui. | Na edição de hoje, vamos destrinchar o DVD que mudou o mercado de games no Brasil, trazer um aprendizado da COO da Publicis no SXSW e outras pautas em alta, como o boom dos peptídeos. 📲 Clique aqui pra compartilhar essa newsletter com um amigo, rende conversa. |
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| | | ANOTA ESSA | O que significa um like? | Com certeza, algo bem diferente do que já representou um dia. Obcecados pelo online, o offline virou território de memórias inesquecíveis, e todo mundo correu para lá. | Mas, no meio de tantos, como se destacar? | Foi isso que aprendemos com Guilherme Bailão, diretor de Brand Experience & Partnership do Grupo Heineken Brasil. Confira aqui. |
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| | RESUMO DA SEMANA | Hot takes pelo 🌎 | 💉 Você tá se injetando de quê? O boom dos peptídeos é real. Pra quem não conhece, são cadeias de aminoácidos que prometem de tudo: queima de gordura, pele melhor, longevidade… Até pouco tempo, isso vivia no gray market. Mas o Ozempic normalizou a agulha — rápida, simples, quase plug & play. Desde janeiro, as buscas por “peptídeos” nos EUA bateram 10M, +300% em um ano. Já passaram até Ozempic. No TikTok, virou trend. No Vale do Silício, já é status, com direito até raves de peptídeos chineses. O problema? Na prática, as pessoas estão virando seus próprios “lab rats”, testando substâncias sem regulação. Agora com a possível flexibilização da lei, o que era underground pode virar uma nova categoria dentro do mercado farmacêutico. | 🎤 "You get the best of both worlds..." Pra quem não identificou a letra… te apresento: Hannah Montana. 20 anos depois, ela voltou, com um especial na Disney+ que bateu +6,3M de views em três dias. Mais do que nostalgia, virou um cultural moment, e uma oportunidade para marcas falarem com a Gen Z (veja exemplos aqui). Um dos trending points é a vida dupla: Hannah vs. Miley, que talvez, sem querer, tenha sido o primeiro blueprint da cultura de influenciadores. Hoje, isso se traduz em: advogada de dia, influenciadora à noite. Duas profissões. Duas versões. Só pra ter uma ideia: na base do the news, quase 1/3 diz ter um negócio próprio — e, pra maioria, essa não é a sua única profissão. O takeaway? A fragmentação não é mais só entre indivíduos, ela também acontece dentro deles. | 💄 Como falar com a Gen Z? Está aqui o que podemos aprender com os últimos movimentos da Starbucks, que está mirando com tudo neles. IRL: a Starbie esteve presente no evento da Sephora, com um espaço físico e trabalhando com a queridinha teen influencer, Salish Matter. Partnerships: colocou a bebida funcional queridinha da Gen Z, Poppi, para ser vendida lá. Aesthetic: o novo spring menu parece que foi desenhado para o Instagram. Novos produtos: os energy refreshers, com opção de deixar a bebida com benefícios funcionais. E até uma bebida “secreta” com a Hannah Montana. Comunidade: foco em third place. Investindo US$1 bi em coffeehouses, tentando ser cool sem perder a conveniência. Vamos ver se pega. Mais uma coisa que eles entenderam: bebidas são um sinal de identidade para a Gen Z (read more). | | POLL OF THE WEEK | Essa semana, vamos testar algo diferente por aqui: trivia!! Vamos ver se vocês acertam: | Qual foi a primeira coisa a realmente viralizar na internet? | | (Continue rolando para saber a resposta) | — |
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| | MARKETING CASE STUDY | O DVD de R$5 que todo o Brasil comprou nos anos 2000 | Se você ainda não sabe do que estamos falando, fica com a gente. O case de hoje conta a história de uma marca que moldou a indústria de games no Brasil — e mostra que, enquanto tendências vêm e vão, tem comportamento que nunca muda. |
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| Em meados dos anos 2000, toda criança no Brasil queria jogar FIFA e PES. Locadoras e lan houses viviam cheias, e o papel dos donos era: fazer sua “casa” ser a mais atrativa possível. | Foi com esse objetivo que Allan Jefferson, sem querer, acabou criando um novo jogo que redefiniu o futebol digital brasileiro. | Em 2007, ele tinha uma locadora no interior paulista e precisava atrair jogadores para torneios de PS2. Como fazer isso? Insatisfeito com versões defasadas dos jogos atuais, decidiu atualizar manualmente times, nomes e escalações, usando improviso e conhecimento de mods antigos para deixar o jogo mais atual e relevante. |
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| | Funcionava assim: se o Neymar saía do Santos para o Barcelona, ou se o Ronaldo mudava o corte de cabelo… essas mudanças só chegavam um ano depois na versão do jogo brasileiro. | No início, era gambiarra pura. Mas a atualização em tempo real entregava fidelidade ao futebol brasileiro da época. |
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| E assim, mais pessoas começaram a ir até a loja para jogar essa versão. Mas ele sabia que isso ainda não era suficiente. Era bom, mas podia ser melhor. Foi aí que veio a ideia: criar desejo pela competição. Porque, sem incentivo, ela sempre esfria. | A solução? Uma premiação. Pegou “emprestado” as bombas de chocolates deliciosas da sua mãe e colcou como prêmio. Funcionou na hora. A locadora bombou. O campeonato virou Copa Bomba, e o jogo, Bomba Patch. | Produto feito. A distribuição veio depois, quase sem querer. Amigos começaram a pedir cópias para levar para casa. |
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| Até que, em algum momento, caiu na mão de um camelô. Gravado, replicado e vendido, o mod se espalhou pelo Brasil. Todo mundo queria jogar o mais atualizado, mas, mais do que isso, queria pertencer. | Do funk do Bomba Patch ao humor dentro do jogo: quando o Ronaldinho foi preso, seu personagem jogava com roupa de presidiário. O Bomba Patch falava a língua do brasileiro. | OBS: Até hoje, o Bomba Patch segue ativo, atualizado para 2026. E o Allan? Pelo Instagram, parece Paris, trabalhando na Microsoft. Mas a verdade é que a gente não sabe. O produto foi muito além da pessoa. | E é isso que podemos aprender com a pirataria que mudou uma industria no brasil. Pessoas seguem onde já tem gente. Pessoas respondem a incentivos. Pessoas querem o que está mais próximo do agora, afinal carrega status. Pessoas lembram da experiência, não do produto. Pessoas compartilham o que as faz se sentirem parte. E ninguém quer ficar de fora. |
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| | COFFEE TALK | Estamos terceirizando rápido demais? | | | O avanço da inteligência artificial não está só ampliando o que somos capazes de fazer. Ele está, silenciosamente, deslocando o que escolhemos continuar fazendo — e quem participa dessas decisões. | Estamos obcecados com o que a IA vai fazer. Mas a pergunta mais importante mudou. | Mais do que capacidade, o que está em jogo é responsabilidade. |
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| No SXSW, entre tantas discussões sobre tecnologia, cultura e trabalho, ficou claro que não estamos vivendo só uma mudança de ferramenta, mas uma mudança de posição. | Saímos de um mundo onde a gente observava, planejava e depois executava. Existia uma ordem, um tempo entre as coisas. | Agora, tudo acontece ao mesmo tempo. A cultura não espera, os sistemas não param, e as decisões deixaram de ser lineares. | E, pela primeira vez, não estamos sozinhos nesse processo. Já parou para pensar que hoje você opera acompanhado de uma inteligência artificial? | Pensamos com ajuda, decidimos com suporte, executamos mais rápido. Somos, na prática, sistemas híbridos. E, enquanto isso é potente, também traz um risco silencioso. | Quando tudo acelera, cresce a tentação de terceirizar exatamente aquilo que mais importa: as decisões, o senso crítico, a responsabilidade pelas escolhas. | A tecnologia aprende com dados. Mas, antes disso, aprende com quem decide quais dados importam. E hoje, essas decisões ainda estão concentradas. | Se não ampliarmos as vozes que participam dessa construção, estaremos apenas replicando o presente e programando o futuro com as mesmas limitações. |
| Ao mesmo tempo, empresas nunca tiveram tanta capacidade de escalar. Mas escala sem densidade humana não sustenta nada. |
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| Sistemas funcionam. Mas são pessoas que dão significado. Marcas aparecem. Mas só permanecem aquelas que participam de verdade. | Talvez por isso a mudança mais importante não seja tecnológica. Seja comportamental. | Porque no fim, o que está em jogo não é o que a inteligência artificial vai ser capaz de fazer. É o que nós escolhemos continuar fazendo. | | BYTES TO BITE | Um giro pelas últimas campanhas de destaque | 🎨 Canva + Podpah: depois do lançamento dos ovos da Gracyanne Barbosa, foi a vez das canetas emagrecedoras. Confira aqui. | 👛 Chanel quer mostrar que entende de cultura. Sua nova campanha aposta na nostalgia, com Margot Robbie recriando um videoclipe icônico dos anos 2000. Uma vibe. | 📖 Um anúncio de 50 páginas. Essa foi a estratégia da Target para sua promoção de inverno — transformar a sazonalidade em um evento para disputar atenção com a Amazon. | 🛣️ Aproveite a atenção distribuída. É isso que as marcas estão fazendo em não só patrocinar ou criar o evento, mas dominar a mídia no caminho até ele. Essa foi a última da Sephora em LA, mesma lógica que a Uber usou no Oscar. | 👑 O ambassador marketing está ganhando força. Um reflexo de marcas priorizando relações contínuas. Exemplos: Dua Lipa pra a Nespresso, Gisele Bündchen pra Garnier e Natalie Portman pra a Tiffany. | | | | RESPOSTA DO POLL OF THE WEEK | HOTMAIL | Em 1996, surge o Hotmail: o primeiro serviço de e-mail completamente gratuito da internet. Mas e aí, faz como pra as pessoas usarem? | A empresa logo entendeu que quem tem e-mail… naturalmente vai mandar um e-mail. Então, em vez de investir em mídia, foram por uma estratégia de member get member, colocando no final de toda mensagem enviada pelos usuários a frase: “P.S. I love you. Get your free email at Hotmail.” | Simples assim. Resultado? Cada usuário virou um canal de aquisição. Em 18 meses, saíram do zero para ~12 milhões de usuários, cerca de 15–17% de toda a internet da época, antes de serem vendidos para a Microsoft. |
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| | | | O que você achou da edição de hoje?Depois conta pra gente o motivo | | até segunda-feira que vem, byeeeeee! 👋🏻 | | POWERED BY | |
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