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BOM DIA. |
há exatos 101 anos, em 27 de julho de 1925, um carro controlado por rádio cruzou a Broadway diante de jornalistas e curiosos. chamado de American Wonder, ele desviou por pouco de outros veículos, e terminou batendo em uma cerca. |
pra essa segunda, fica o lembrete: carros autônomos já eram imaginados há mais de um século. então, não se desespere se a sua ideia ainda não deu certo. algumas inovações só precisam de mais tempo do que seus criadores gostariam. bora nessa! |
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ℹ️ Uma nova fonte chega para ser lida apenas por humanos. O designer Eric Lu criou a Ghost Font, uma tipografia animada que as pessoas conseguem entender, mas que aparece escrita diferente para IA. Ela não é infalível, users já encontraram formas de orientar chatbots a decifrá-la. Ainda assim, abre uma nova camada de conteúdo feito para humanos e difícil de capturar por máquinas, com possibilidades pra campanhas secretas, proteção de conteúdos exclusivos e experiências interativas. Veja. |
🍜 Chega o primeiro lámen instantâneo feito com água fria. Criado no pós-guerra para ficar pronto em três minutos com água quente, o produto sempre perdeu força no verão. Para combater a sazonalidade, em meio a recordes de calor no Japão, a Nissin passou cinco anos desenvolvendo um método de reidratação a frio. Agora, o macarrão fica al dente em cinco minutos, sem água fervente. A pergunta que fica é: até que ponto a sazonalidade não é apenas uma limitação aceita pela sua marca? E que inovação em produto ou marketing falta para você vender o ano inteiro? |
📱 A Paramount+ aprendeu com o TikTok e vai testar microdramas no app. A estratégia é mudar o hábito de consumo da plataforma: hoje, o streaming costuma ser aberto à noite, enquanto os vídeos curtos podem criar novos momentos de uso ao longo do dia. Com isso, a empresa tenta aumentar a frequência de visitas, o tempo dentro do app, a retenção da assinatura e as oportunidades de recomendar conteúdos longos. Como os microdramas são mais rápidos e baratos de produzir, também viram um laboratório para testar histórias, personagens e gêneros antes de investimentos maiores. Queremos saber o resultado. |
🤺 A guerra pelo ecossistema completo. Cada vez mais, as plataformas não querem dominar apenas uma atividade, elas querem ser um SuperApp. A competição deixa de ser apenas TikTok Vs. Instagram ou Spotify Vs. YouTube. Agora, todas passam a disputar algo maior, a vida digital do usuário. Esses foram alguns dos acontecimentos da semana que reforçam isso: (1) O TikTok testa uma assinatura semelhante ao Amazon Prime. (2) A Amazon coloca videogames dentro do Prime Video. (3) O Spotify avança nos videoclipes para competir com o YouTube. (4) A Apple store vai trazer um assistente de compras com IA, mirando o e-commerce. |
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Atenção vale mais do que um cheque de US$ 100 milhões? |
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Você já parou para pensar quanto custa a sua atenção? Imagine que ela estivesse sendo disputada em um leilão. Quanto alguém precisaria oferecer para conseguir alguns min dela? |
A resposta seria diferente para cada pessoa. Afinal, audiências diferentes têm valores diferentes, dependendo de quem quer alcançá-las, do que pretende vender e da sua influência. |
Mas por que estamos falando disso? |
Porque o mercado de venture capital (as gestoras que investem em empresas promissoras em troca de participação) está vivendo uma discussão parecida. |
Antigamente, conseguir um grande investidor para o seu negócio funcionava como um selo raro de prestígio. Era quase como aparecer usando um Rolex raríssimo: quem entendia reconhecia imediatamente o valor, o acesso e o dinheiro por trás daquilo. |
O cheque não trazia apenas capital. Trazia credibilidade, imprensa, talentos e atenção. |
Só que o mundo mudou. |
Hoje, capital deixou de ser suficiente como diferencial. Há mais dinheiro disponível, ferramentas cada vez mais parecidas e uma facilidade crescente para construir produtos que, até pouco tempo atrás, exigiriam anos e equipes enormes. |
É aí que entra a Andreessen Horowitz, a a16z. Uma das gestoras de VC mais influentes do Vale do Silício, com mais de US$ 100 bilhões sob gestão, construiu uma estrutura que funciona quase como uma agência de crescimento e mídia para o próprio portfólio. |
Ou seja, ela está se tornando uma empresa de mídia que, por acaso, também investe em startups. |
O passado vs. o futuro da mídia |
🔎 Zoom out: Antes de falar dela, vamos entender o cenário, porque a transformação começa na maneira como as empresas se comunicam. |
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A Velha Mídia: defensiva e corporativa | Com a centralização em rádio e TV, marcas com o nome dos fundadores deram lugar a identidades corporativas mais abstratas. Poucos veículos controlavam a distribuição. As mensagens precisavam ser genéricas, seguras e aprovadas por várias camadas. O objetivo do CEO era evitar erros e controvérsias. O resultado eram discursos seguros, ensaiados e esquecíveis.
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| A Nova Mídia: ofensiva e pessoal | A internet multiplicou os canais e reduziu os intermediários. Com o fim desse funil estreito, a pessoa por trás da empresa voltou ao centro da marca. O público quer entender como fundadores pensam e enxergam o mundo. O desafio deixou de ser apenas evitar controvérsias e passou a ser conquistar atenção. Empresas podem construir audiência e falar diretamente com o mercado.
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Nesse novo jogo, a comunicação deixa de ser apenas uma ferramenta de proteção de reputação e se torna uma arma de construção de mercado. |
Launch as a service: A estratégia da A16z |
E foi olhando para esse cenário que a a16z lançou uma nova vertical a New Media, que funciona como uma operação interna de conteúdo, distribuição e crescimento para algumas empresas do portfólio. |
Ela faz parte de um ecossistema que pode ser dividido em cinco camadas: |
Capital Plataforma operacional Máquina de mídia Fábrica de talentos Rede de influência
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No centro da estratégia, estão esses três movimentos: |
Launch as a Service: a a16z ajuda startups a “vencer a internet por um dia”, produzindo vídeos, entrevistas, artigos e conteúdos sociais coordenados em torno de um lançamento. Canais próprios: podcasts, newsletters e perfis proprietários garantem distribuição imediata, sem depender exclusivamente da imprensa ou dos algoritmos de terceiros. New Media Fellowship: um 8-week program forma criadores e storytellers para atuarem nas startups e deixarem nelas uma capacidade permanente de produzir mídia.
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Uma VC criou, na prática, um novo modelo de agência que combina produção e distribuição. E para o mercado, isso pode sinalizar uma mudança no funil tradicional de Go-to-Market. |
Que sai de: Produto —> validação —> marketing —> audiência Para: Audiência —> comunidade —> demanda —> produto |
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É um modelo que os criadores de conteúdo conhecem bem. |
Isso não significa que narrativa substitui produto. Uma boa história não sustenta algo que não funciona. Mas um ótimo produto sem distribuição também pode permanecer invisível. |
A nova mídia aproxima as duas construções: a do produto e a da percepção sobre o problema que ele resolve. |
What's the takeaway? |
A a16z concluiu que dinheiro sem narrativa é um ativo sem movimento. Nesse novo jogo, atenção passa a ser premissa para relevância e sucesso. |
Isso deixa alguns questionamentos… alguns deles sendo: |
Se todos usam as mesmas ferramentas e canais, sua narrativa diferencia ou Meta e Google apenas distribuem sua irrelevância? Qual conhecimento sua empresa pode transformar em conteúdo, atenção e um braço próprio de mídia? Pensou em algo né… agora crie. Quais empresas conseguirão formar comunidades fortes e transformar atenção em produtos e receita? Provavelmente, serão as mais financiadas. Quanto mais atenção sua empresa conquista, maior tende a ser o seu valuation.
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| “Executivos dizem o que o cliente quer; donos, o que precisa” | | Must-watch esse papo entre a editora desse caderno e Edu Simões, fundador e CEO da Galeria.ag. | Na conversa, ele revisita sua trajetória, conta como conquistou o Méqui como primeiro cliente, uma parceria que permanece até hoje, e compartilha insights valiosos sobre o que significa ser uma “agência de dono”. | Edu também fala sobre os desafios de liderar uma holding com mais de 700 colaboradores, construir uma cultura forte em meio ao crescimento e administrar diferentes negócios sem perder a identidade de cada um. | |
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Um giro pelas últimas campanhas de destaque |
🍻 A OpenAI foi aos pubs britânicos. Espalhou bolachas de chope com exemplos de usos simples do ChatGPT. A ideia foi inserir a marca exatamente onde a conversa já acontece. |
👟 A Ikea vai fazer uma maratona dentro da sua loja. Os participantes terão até 6 horas para dar 17 voltas pelos corredores da loja, até completar 42 km. Veja só. |
⚡ Kim K encontrou um uso comercial para ter falhado no bar exame: vender energético. Usou humor e sua personalidade workaholic para comunicar sua nova bebida. |
💘 O Tinder quer reconquistar a Gen Z. Em busca de recuperar a confiança da geração, a marca mudou o tom de voz, o visual e até algumas funcionalidades do app. Veja só. |
🧢 Você usaria um merch da OpenAI? A plataforma lançou sua primeira coleção para tirar o ChatGPT das telas e transformá-lo em uma marca de cultura e lifestyle. |
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O que você achou da edição de hoje?Depois conta pra gente o motivo |
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até segunda-feira que vem, byeeeeee! 👋🏻 |
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