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BOM DIA. |
faltam 56 dias para o Leão de Cannes. pra quem não sabe, o festival nasceu em 1954 pra promover a ideia que publicidade também é arte, e merece o mesmo reconhecimento que o cinema. |
inspirado no Festival de Cannes, um grupo criou o International Advertising Film Festival. o primeiro evento foi em Veneza, com 130 pessoas e 187 campanhas de 14 países. depois passou por Monte Carlo até se tornar fixo em Cannes em 1984. |
hoje, é um dos principais benchmarks globais de criatividade em marketing. |
Na edição de hoje, vamos falar sobre uma nova fonte de receita para todas as empresas, como gerar desejo em um app, um novo cartão de débito feito para creators e o que você pode fazer no LinkedIn para gerar mais leads. 📲 Clique aqui pra compartilhar essa newsletter com um amigo, rende conversa. |
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ANOTA ESSA | Se você é do tipo que quer otimizar tempo, como a gente por aqui, fica essa dica. | Quantas vezes você já não quis mandar um áudio porque era mais rápido de explicar… mas ficou meio assim, pensando na inconveniência da pessoa de ter que escutar? | Encontramos essa ferramenta que resolve isso. | Você aperta uma tecla do teclado, fala o que quiser… e ele transforma na hora em texto. Independente do app que estiver. Slack, Teams, email, WhatsApp, Google…. |
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POLL OF THE WEEK | Se você fosse uma marca hoje, ativaria dentro de uma plataforma de prediction market? | ao votar você ver o que os outros estão pensando... | | — |
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RESUMO DA SEMANA |
Hot takes pelo 🌎 |
💳 A receita de creator geralmente é imprevisível… então o que a Visa fez? Se juntou ao TikTok pra lançar um cartão de débito para creators. A lógica do cartão é resolver o maior gargalo da creator economy hoje: fluxo de caixa. Dinheiro que antes demorava dias ou semanas → agora vira liquidez quase imediata. Resultado: creator consegue gastar, reinvestir e operar com mais consistência (não só “sobreviver de publi”). E pra Visa, o objetivo é virar a infraestrutura financeira de um mercado de $500B, se posicionando como dona do dinheiro dos creators. Well done. |
💄 Ninguém conhecia essa marca… até essa despedida de solteira. Swan Beauty era aquela marca que você provavelmente nunca tinha ouvido falar — até pegar uma das influs mais quentes do momento e patrocinar o bachelorette dela em St. Barths. O insight? People don’t care about brands. They care about viral, relevant moments. A despedida já ia performar, a marca só entrou no momento. Mas não foi de qualquer jeito. Eles sabiam que estavam vendendo um produto de $800 com uma barreira enorme de entendimento. Então tinham que chamar atenção. Jato privado inteiro envelopado, villa top e conteúdo 24/7. E o que aconteceu? Todo mundo tentando entender como ela conseguiu aquele luxo. Curiosidade vira busca. Busca vira descoberta da marca — +750% de aumento nas buscas. |
💼 LinkedIn virou a 2ª maior fonte das IAs. Um novo estudo da SEMrush, coloca a plataforma atrás só do Reddit — e à frente de gigantes como Wikipedia e YouTube. O contexto: com +1/3 das pessoas começando suas buscas direto em IA, a gente entra na era do GEO. E as IAs parecem estar favorecendo o LinkedIn. Por quê e como? |
Artigos longos performam melhor (são os mais citados) Originalidade domina (~85–95% dos conteúdos são próprios) Educação > venda (conteúdo útil, não comercial) Clareza importa (a IA replica sua estrutura e ideia) Perfis pessoais vs. páginas corporativas: Tudo indica que ChatGPT e Google AI priorizam perfis individuais, enquanto o Perplexity foca mais em páginas de empresa. Pra uma estratégia completa, o ideal é investir nas duas frentes.
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A última dica: O jogo não é ser viral por lá. Afinal, seguidores deixaram de ser diferencial e relevância + consistência ganharam peso (~75% dos criadores citados postam pelo menos 5x por mês). No fim, pensa assim: seja o seu perfil ou o da sua empresa, o seu LinkedIn pode estar levando tráfego pra você, só que agora, via IA. |
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BIG STORY |
E se o seu produto não for seu maior negócio? |
E sim a mídia que você vende a partir dele. |
 | (Foto: Leo Rudi) |
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Pode parecer uma provocação meio ousada, mas já existe um movimento que aponta exatamente nessa direção. |
Não faz muito tempo que elas eram vistas só como anunciantes. Hoje, qualquer marca que tem app/site com tráfego também pode ser um canal de mídia. |
Você pode até pensar: “Ah, mas já é assim há um tempo.” É. Mas nunca foi tão relevante quanto agora. |
Qual é o contexto? |
A gente está vivendo um apagão de dados com o fim dos cookies de terceiros. E, de repente, os dados primários viraram um dos ativos mais valioso das empresas. |
E, desesperados por novas formas de segmentação e chamar atençao, os anunciantes começaram a olhar pra outro lugar: as interações diárias dentro dos apps e das plataformas. |
Porque pensa com a gente, isso nos proporciona dados de quando alguém: |
checa saldo no banco 🏦 pede comida 🍱 busca um voo ✈️…
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E aí as coisas mudam. Porque agora a gente está falando de comportamento real e intenção de compra, algo que redes sociais tradicionais não possuem nesse nível. |
Ao perceber esse valor, empresas além da área tradicional — como Uber, PayPal, United Airlines, Marriott, JP Morgan — passaram a atuar como veículos de mídia, monetizando seu conhecimento profundo sobre os hábitos dos usuários. Um grande exemplo aqui no Brasil é o iFood com o iFood Ads. |
E assim você abre uma nova forma de receita. E não é qualquer receita. |
É um fluxo altamente lucrativo, com margens impressionantes, capaz de impulsionar a lucratividade de toda a operação da empresa. Pega o exemplo da Amazon: foram quase $50 bilhões em receita de ads em 2023 (~8% da receita total). |
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Mas não é só sobre dinheiro. É sobre entregar o “santo graal” dos anunciantes: closed-loop attribution. Diferente de um outdoor ou de um comercial de TV, essas plataformas controlam: onde o anúncio aparece e onde a compra acontece. |
Então dá pra provar exatamente se aquele ad virou venda ou não. |
Fora que, com o dado sendo proprietário, as segmentações deixam de ser demográficas e passam a operar em cima de gatilhos comportamentais. |
Tipo: |
comprou ração pela primeira vez reduziu gasto em uma categoria mudou um padrão de consumo
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Isso permite ativar campanhas automáticas no exato momento da decisão. Essa precisão chega a gerar uma taxa de abertura de e-mail até 73% mais alta e melhorar a retenção em até 89% comparado com abordagens tradicionais. |
No fim, é isso: proximidade com o momento de compra. Alta intenção = Alta conversão. |
E o mais interessante é que isso expandiu muito. Não foi só que mais marcas de diferentes categorias começaram a anunciar nessas plataformas. |
A tendência foi além: ela saiu do digital e foi para o offline. Hoje, qualquer ponto de contato pode virar mídia. Do ON ao OFF. Mesmo sem o mesmo nível de dado do digital. |
Pensa assim: |
 | (Foto: geradas com IA) |
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Dá pra Amazon saber o tipo de filme que o seu usuário mais assiti e colocar um anúncio na embalagem. |
| Dá pra uma marca de suplemento se juntar com Google Calendar e colocar um habit tracker no packaging do produto. |
| Dá pra uma marca de pet se juntar com uma empresa como a Netflix e colocar anúncios de filmes dentro do app. |
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The takeaway: |
Todas as marcas têm potencial de vender mídia. A chave está em dominar os dados de comportamento dos seus clientes e ter canais próprios. |
E isso abre dois caminhos: De um lado, crescimento de receita. Do outro, uma nova forma de entrar nos micromomentos e capturar atenção de um jeito completamente diferente. |
Segundo a McKinsey, isso já é um mercado de +$100 bi. E agora a pergunta é: o que você pode vender como mídia? E em quais dessas micromídias você já poderia estar? |
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BRAND MARKETING CASE STUDY |
O app saiu de 0 para 200K usuários em 2 meses, com CAC praticamente $0 |
Esse é o playbook de crescimento da PHIA. |
Pra contexto: o app é da Phoebe Gates (filha do Bill Gates) com a sua roommate Sofia Kianni. Basicamente, um “Google Flights para moda” — um plugin que você instala e, quando vê uma peça online, ele varre a internet pra encontrar onde ela está mais barata. |
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Hoje, pouco mais de um ano depois, o app já passou de 1 milhão de downloads. E você pode até pensar: “ah, claro… filha do Bill Gates, já deve ter começado com um bom investimento.” |
Provavelmente isso ajudou a atrair bons investidores. Diriamos que o “friends&family” delas foi bem amigavél. Mas, seguindo as próprias fundadoras, o dinheiro foi usado pra atrair talento, não pra comprar crescimento. |
A aposta delas foi em outro lugar. |
👉🏻 Clique nas fotos pra dar um deep dive no que elas fizeram. |
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 | (Foto: the news trends) |
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No fim: clareza de valor + repetição + obsessão por distribuição + proximidade com o usuário foi o que construiu o que a PHIA é hoje. Quer entender melhor essa estratégia? A gente aprofunda no podcast de amanhã. |
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BYTES TO BITE |
Um giro pelas últimas campanhas de destaque |
❇️ Xbox aposta no passado para reconquistar o futuro. Com a nova CEO, a marca lança o slogan “We are Xbox” e um novo logo. O movimento reposiciona o Xbox como centro do gaming da Microsoft. |
🧻 Um papel higiênico de $92,00. Quem vende? A The Ordinary. A marca cria o Markup Marché para expor como branding e buzzwords inflacionam preços, e reforçar seu posicionamento de transparência e preço justo. |
🏃♂️ Vaseline vira “protetor oficial de mamilos” na Maratona de Londres 2026, combatendo assaduras comuns entre corredores. Outro movimento: lançou The Afterglow, um reality de dating para TikTok. Tá aí uma marca trocando ads por entretenimento e experiências. |
👀 Marcas estão soltando bastidores dos seus ads pra provar que não usaram IA. Foi o caso da Apple com o MacBook Neo — e de outras marcas seguindo o mesmo caminho. |
🎸 Hellmann’s transforma costas em mídia. No Cosquín Rock, a marca usou camisetas nas costas dos participantes, principalmente os mais altos, como espaço publicitário. |
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O que você achou da edição de hoje?Depois conta pra gente o motivo |
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até segunda-feira que vem, byeeeeee! 👋🏻 |
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