| | BOM DIA. | Já não é mais Carnaval no Brasil. Podemos então oficialmente decretar o fim da música JETSKI, né? E para quem estava com a atenção na magia dos Jogos de Inverno nas últimas duas semanas, ontem também marcou o seu fim. Bateu um vazio aí? | Percebem como esses momentos deixaram de ser só eventos e viraram picos culturais de atenção? Nos últimos anos, aposto que suas marcas fizeram menos campanhas sobre si e passaram a esperar momentos como esses para contar suas histórias. | Como disse a ex-CMO da Netflix e da Uber: “The consumer is in control. The brand’s job is to show up in culture.” | 💭 uma fonte de inspiração para os seus conteúdos, estratégia e uma pitada de insights para a sua marca. |
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| | | ANOTA ESSA | Esse episódio é uma masterclass em marketing com o CEO da Ridge. | Ele cobre: – O paradoxo entre marca vs. empresa de marketing – Estratégia de conteúdo e testes constantes de ads (organic first, paid later) – Evolução de produto com foco em LTV – O “hack” dos influenciadores: será que “spray and pray” funciona? – E o perigo de levantar capital com fundos de PE |
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| | POLL OF THE WEEK | Para você que está aqui lendo nossa newsletter de marketing: ela é mais do que uma newsletter. Ela traz um pouco dos bastidores do the news. O que estudamos e como olhamos para as tendências que vêm por aí. | Dito isso… se estivesse do lado de cá, qual você faria ser o nosso próximo passo? | | .(Continue rolando para ver os resultados do poll da semana passada) | — |
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| | RESUMO DA SEMANA | Hot takes pelo 🌎 | 🥥 Romeo, a criadora por trás do jingle viral da Dr. Pepper, está de volta — agora com a Vita Coco. Usou a mesma fórmula para conquistar a marca e ir parar na sua campanha online para o Super Bowl. O resultado? +130 mil novos seguidores no TikTok, fazendo a Vita Coco ultrapassar 1 milhão na plataforma. As buscas no Google também atingiram o maior nível em quatro anos. Essa matéria mostra a lógica da marca para atuar em social: responder rápido, engajar a comunidade, transformar comentários em conversa e conversa em campanha. Tratar social como laboratório criativo e não só mídia. First owned and organic media, then paid — scale. | 📻 A Forbes lança rádio — e só no Brasil. A Forbes Brasil estreia a Forbes Rádio FM 105.7 em SP — primeira rádio da marca no mundo. O movimento expande um ecossistema que já inclui revista, portal de notícias, imprensa, podcasts, videocasts e divisão de eventos. Agora entra o áudio ao vivo como novo ponto de contato. A rádio nasce com posicionamento premium e o slogan: “The Soundtrack of Success”. Para inaugurar, trouxeram a jornalista Anne Lottermann, com 10 anos de TV Globo, para assumir as manhãs. E não perderam tempo: marcaram presença no Alma Rio, na Sapucaí, já colando o lançamento ao território de luxo e networking. | 🥡 iFood vs 99: a guerra dos deliveries no Carnaval. A 99 apostou no espetáculo: presença forte na Sapucaí, bloco com Ivete, cupons de até 99% e foi o delivery oficial do Rio Carnaval. Já o iFood jogou xadrez: dominou aeroportos e pontos estratégicos, cercou blocos da concorrente e distribuiu viseiras, chapéus e pochetes — transformando foliões em mídia ambulante ao longo de toda a jornada da folia. No fim, dá para dizer que a 99 ganhou o momento. E o iFood ganhou o território? | 💗 “Charmed to Meet You” marca a entrada da Crocs no universo de original entertainment content, com um microdrama em formato vertical. A história, é inspirada em um caso real de uma funcionária da marca que começa um romance com um par de Crocs. A iniciativa reflete a tendência dos “microdramas”, que vêm sendo explorados por marcas como P&G e JC Penney, fugindo do simples formato de mídia paga e indo para o owned media para fortalecer a conexão com o público, gerando valor e interesse antes da venda. | | BIG STORY | As Olimpíadas estão aprendendo a vender diferente | Os Jogos de inverno terminaram ontem. Para quem acompanha a indústria de mídia e marketing esportivo, ficou claro que esta edição marcou algo maior do que um bom ciclo de audiência. | 🔎 Zoom out: Nos últimos anos, o evento vinha perdendo relevância. Entre pandemia e tensão política, a sensação era de desgaste. A volta à Europa, pela primeira vez desde Sochi em 2014, foi estratégica, mas não foi o único fator determinante. Alguns números 👇🏻 |
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| | | O ponto central não está apenas na escala, e sim em como essa escala foi construída. | No nosso olhar, houve uma troca de P.O.V. As pessoas não estão interessadas apenas no esporte em si, mas nos atletas e em quem eles são como pessoas. Quando a narrativa passa a falar deles, e o jogo vira apenas a arena onde a história acontece, tudo muda. | | Esse deslocamento, do esporte para a pessoa, redesenha a forma como o evento é consumido. | Para fazer os Jogos alcançarem bilhões de pessoas em diferentes fusos horários, a organização entendeu que a distribuição precisava acompanhar a forma como o público consome mídia hoje. | Por isso, operou com mais de 24 parceiros globais de direitos e cerca de 80 sublicenciados, ampliando a capilaridade da transmissão. Ao mesmo tempo, fortaleceu uma estratégia multicanal e fragmentada — da TV linear ao streaming, do TikTok ao Instagram, do YouTube aos ambientes de game, ativações de marca e criadores — com um time de mais de 100 presentes no evento, fazendo cobertura. | O público já não consome como antes. Com filmagens imersivas — como o uso de drones — e ativações estratégicas, os Jogos transformaram audiência em participação. A experiência deixou de ser distante para quem estava em casa, e as marcas foram decisivas ao converter espectadores em parte ativa da conversa. | Esse novo modelo acabou alterando, naturalmente, a própria lógica de patrocínio. | Os patrocinadores globais continuam relevantes — de Airbnb e Coca-Cola à Omega — mas o ecossistema ficou mais complexo. Há patrocinadores de evento, de equipes, fornecedores especializados, partnerships, licenciados e, cada vez mais, acordos individuais com atletas que constroem suas próprias audiências digitais. | | Milão também desempenhou um papel importante nesse reposicionamento. Ao sediar os Jogos em uma capital global de moda e design, o evento ganhou uma camada estética e cultural que ampliou sua relevância. Os Jogos deixaram de ser apenas um evento e passaram a assumir uma identidade de marca, com lifestyle, design e sofisticação que transcende os dias de competição. O esporte continuou sendo o núcleo, mas o entorno passou a fazer parte do produto. | O que se viu não foi apenas uma recuperação de audiência. Foi uma reconfiguração do modelo de venda. A Olimpíada deixou de depender exclusivamente de uma transmissão centralizada e passou a operar como uma plataforma distribuída de histórias. Em vez de vender modalidades, passou a vender jornadas. Em vez de disputar apenas share de TV, passou a disputar relevância no feed e no emocional das pessoas. | Se esta edição sinaliza alguma tendência, é a de que grandes eventos, não só esportivos, precisam ser pensados como ecossistemas culturais. As marcas que vão vencer não serão necessariamente as que pagarem a maior taxa de patrocínio, mas as que compreenderem como criar experiências compartilháveis, empoderar criadores e ocupar os espaços onde o público realmente está. E os Jogos foram um belo case disso. | As Olimpíadas voltaram a crescer. Mas, mais importante do que isso, aprenderam a vender diferente. | | TRENDING EM EXPERIÊNCIAS | Por que a Noruega dominou as Olimpíadas? | Outros destaques dos jogos de inverno: | 1️⃣ Mesmo com apenas 5,6 milhões de habitantes — o equivalente à população da Região Metropolitana de BH, o país lidera o quadro histórico de medalhas de Inverno, com mais de 400. | Como? A resposta começa na base. Até os 13 anos não há placar, rankings ou pressão competitiva. Com baixo custo e foco em diversão e desenvolvimento, a Noruega alcança 93% de participação esportiva juvenil (˜40 pontos acima dos EUA), sob o lema “Joy of Sport for All”. Depois, os próprios jovens decidem se querem competir. | Mais crianças no esporte, por mais tempo e sem burnout, aumentam naturalmente as chances de formar atletas de elite. |
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| 2️⃣ Os drones também se destacaram. Embora já estivessem presentes em edições anteriores, a nova geração de drones FPV (first-person view) levou a transmissão a outro nível. Com cerca de 250g e capazes de atingir até 120 km/h, passaram a acompanhar os atletas durante a prova, integrados à transmissão oficial. Sabe quando você joga um simulador de corrida e sente que está dentro do carro? Essa era a sensação de quem estava assistindo. Veja. |
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| E isso importa para o marketing porque muda a experiência. Quando a sensação muda, a atenção muda — e onde a atenção vai, o valor acompanha. E como se os drones não fossem suficientes, a experiência imersiva foi além da transmissão e entrou no metaverso. A edição contou com uma versão no Roblox, dentro do Brookhaven RP, que gerou mais de 1,3 bi de visitas. | 3️⃣ Para não deixar de falar de uma das nossas marcas favoritas: Delta. Como patrocinadora oficial do Team USA, ela se integrou à jornada do atleta, do fã e à camada de hospitalidade. Customizou um Airbus para levar o time dos EUA e, dentro da aeronave, tudo era pensado: flight map personalizado, conteúdos a bordo e drinks temáticos. A marca esteve presente desde os pré-treinos em altitude até o check-in e o embarque, construindo uma ativação 360° que conectou operação e narrativa. | Em termos práticos, adicionou 70 voos transatlânticos, ativou pacotes de fidelidade com milhas e lançou uma campanha que transformou a jornada aérea em metáfora da jornada olímpica. A presença ainda ganhou as ruas com OOH. |
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| E, como sempre, a dona do melhor TikTok, foi social first. Criou uma série de entrevistas com Serena Kerrigan inspirada na jornada de voo e trouxe Lindsey Vonn — uma das maiores atletas nas redes sociais — para mostrar bastidores, preparação e a carga emocional de quem talvez estivesse vivendo sua última Olimpíada. Houve conteúdo contínuo durante os Jogos — vlogs, athlete spotlights e storytelling. Palmas para quem entende que não basta patrocinar; é preciso se integrar à estratégia e co-construir a narrativa. | | BYTES TO BITE | Um giro pelas últimas campanhas de destaque | 🍺 Vivibora vai de Itaipava. No Carnaval, a Itaipava anuncia Vivi como nova embaixadora em um vídeo onde ela busca a icônica garrafa que a marcou, e, ao encontrar, já está toda de Itaipava. | 💄 Parece que alguém se inspirou na Carmed. A marca de protetor solar Vacation fez uma collab com a Pepsi para lançar um novo lip balm com SPF 30 inspirado na Pepsi Wild Cherry. | 🍔 O presidente do Burger King publicou seu número pessoal nas redes. Clientes agora podem ligar ou mandar mensagem direto para ele — e a promessa é responder a todos. Transparência virando experiência de marca. | ☕️ O the news está de cara nova. Para aqueles que não conhecem o grupo, veja aqui. | 🍦 Você comeria um sorvete de ketchup? A Heinz traz um gelato sabor ketchup, pra acompanhar sua batata frita, explorando o contraste entre doce e salgado que a gente já ama. | 🥇 O top da Nike que viralizou nos Jogos de Inverno. Jutta Leerdam, noiva de Logan Paul, conquistou o ouro nos 1.000m do speed skating com direito a novo recorde olímpico. Ao cruzar a linha de chegada, abriu o zíper do macacão e mostrou o top da Nike que usava. A imagem viralizou — ela deve faturar ˜US$ 5 M em contratos impulsionados pela exposição. | | TRENDING NOW | ❄️ Olha esse product placement nas Olimpíadas de Inverno, a marca virou literalmente parte do jogo, não tem como não ver. | 🗞️ Para quem também está viciado na série sobre John F. Kennedy Jr. e Carolyn, vale ler mais aqui sobre a revista George, criada por John, que tinha o intuito de make politics sexy. | 💉 Seria a contratação do Toguro pela Cimed uma grande estratégia de marketing para o lançamento do seu genérico de Ozempic? Veja só. | 🎁 Para quem tem curiosidade de ver um PR box do YouTube: esse foi o enviado para quem celebrou os 20 anos na plataforma. |
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| | LAST WEEK POLL RESULT: | A justiça do Reino Unido decidiu que a marca sueca Oatly não pode mais usar a palavra “milk” para seus produtos vegetais. O que você acha dessa decisão? 51% diz que “Protege o consumidor de confusão” e 21% aponta que “linguagem evolui — a lei está atrasada”. |
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| “acho que nenhum carnívoro vai se incomodar tanto ao tomar leite vegetal invés do animal, já o contrário….. besteira demais” | “Militancia desnecessaria, lobby total. Quando voce chama um produto de leite de aveia ou leite de amendoas, voce usa o termo leite como um referencial familiar ao consumidor, para facil entendimento do objetivo do produto e o que é o produto. isso é user experience básico…” | “Na pressa, o consumidor pode se confundir. A maioria nao ke rótulos e detalhes de embagens. Logo, é necessário clareza e cuidado no uso de palavras como Leite” |
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