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BOM DIA. |
já acordou vendo a fotinho de alguém em Cannes? boa semana para aqueles que estão em Cannes, ou só vendo todo mundo em Cannes pelo feed. |
mas, enquanto metade do mercado olha para a Riviera Francesa, um dos maiores sinais de mudança na atenção está acontecendo bem aqui, no dia a dia. |
a CazéTV chegou a 34 mi de inscritos no YouTube, ganhou 5,5 mi em dez dias de Copa e bateu recorde com 12,7 mi de aparelhos conectados simultaneamente. quem diria… |
um lembrete de que quase toda ideia grande começa parecendo pequena, estranha ou cedo demais. então hoje me parece um bom dia pra tirar algo novo do papel. bora? |
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RESUMO DA SEMANA |
Hot takes pelo 🌎 |
💸 A maior redistribuição bilionária da atenção adolescente. O banimento das redes sociais para menores de 16 anos no UK vai muito além da saúde mental das crianças: ele pode redesenhar o mercado de mídia. Um novo estudo da eMarketer prevê uma queda de £1,3 bilhão em digital ads, já que marcas perderiam acesso a adolescentes em plataformas como YouTube, TikTok, Instagram e Snapchat — onde a mídia é barata, segmentada e tem escala. Mas esse dinheiro não desaparece, ele só muda de lugar. A aposta é que o budget migre para streamings com ads, TV familiar, esporte, cultura offline, ambientes educacionais e creators mais family friendly. As Big Techs devem sentir o baque no início, mas tendem a reagir com mais foco em adultos, commerce, DMs, creators e formatos family safe. No fim, a mudança pode redefinir como marcas falam com a Gen Z/Alpha. Veremos se o debate chega por aqui… |
⌚️ Virginia x Jacob & Co. A joalheria de altíssimo luxo transformou Virginia Fonseca em embaixadora global. Para a marca, ela é porta de entrada para o público latino e aspiracional; para Virginia, a parceria endossa seu momento de transição de criadora de conteúdo digital para figura mainstream global (Copa + Globo + eventos internacionais). O principal objetivo não é vender o relógio de US$ 200 mil para sua base, mas vender o imaginário de status que ela representa. Vale dizer que o movimento veio com ruído: a internet resgatou o passado judicial do fundador e somou isso às polêmicas recentes da influenciadora. Mas no fim, isso é um case de posicionamento: luxo usando alcance popular para virar conversa, e Virginia usando luxo para subir de prateleira. O que acharam? |
🏆 Cannes aposta em creator como mídia partner. O festival deixou de ser só palco de agências e marcas e virou também o grande encontro dos criadores. Com +250 creators circulando por lá, o movimento mostra uma virada maior na publicidade: com a audiência fragmentada e a TV perdendo força, marcas estão tratando creators como canal de atenção, influência e conversão. Outras apostas do festival para este ano: criatividade mais amarrada a dados e resultado de negócio, IA com craft humano, retail media como camada de mídia e personalização, além de categorias voltadas para IP e branding (Veja as novas categorias). No fim, o festival que começa hoje tenta recuperar a credibilidade perdida no ano passado e ilustrar melhor para onde vai o futuro da publicidade. |
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DEEP DIVE |
Rolex: a non-profit que não vende relógios |
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💭 Uma pergunta rápida para você. Num mundo com IA, marcas novas surgindo todo dia, e social media corroendo qualquer senso de escassez que o luxo ainda tinha, como você constrói algo que não só sobrevive, mas fica mais desejado com o tempo? |
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A resposta pode estar num relógio. |
📍Começa aqui. Em 1905 em Londres. Um alemão chamado Hans Wilsdorf tem uma ideia maluca: e se as pessoas usassem o relógio no pulso, não no bolso? |
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Hans não ligou. Criou uma empresa e, depois de testar nomes como Unicorn, Falcon, Genex e Rollo, escolheu Rolex. Ele queria algo com no máximo 5 letras, fácil de pronunciar em qualquer idioma e bonito no mostrador. |
Em 1919, depois que a Primeira Guerra Mundial elevou os impostos sobre produtos de luxo importados no UK, Hans levou a operação para Genebra. E foi de lá que construiu uma das marcas mais desejadas do mundo em cima de três apostas: precisão, resistência à água e corda automática. |
O caminho para virar luxo |
A Rolex não nasceu como uma marca de luxo. Mas nos anos 70s, a indústria relojoeira suíça entrou em crise com a chegada dos relógios japoneses a quartzo: mais precisos, mais baratos e muito mais acessíveis. |
Para sobreviver, a marca precisou mudar seu posicionamento que hoje parece óbvio, mas na época era uma aposta gigante: parou de se vender como ferramenta de precisão e passou a vender luxo, opulência e status. |
Foi nessa virada que surgiu a Rolex que conhecemos hoje. Campanhas como “Men who guide the destinies of the world wear Rolex watches” colocavam a marca no pulso de quem “chegava lá”. | A empresa entendeu cedo o poder da associação e da prova social. De presentear pessoas como Winston Churchill à colocar suas peças no pulsos de astronatas que vão para lua e nadadores que sobrevivem situações extremas. | O objetivo era mostrar que o relógio funcionava para as pessoas no topo de seus campos. E funcionou. |
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O que muitos não sabem |
Em 1944, após a morte de sua esposa, Hans Wilsdorf criou a Fundação Hans Wilsdorf em sua homenagem. Depois, em 1960 quando faleceu, transferiu 100% da propriedade da Rolex para a fundação. |
Ou seja: a Rolex continua sendo uma empresa altamente lucrativa, mas é inteiramente controlada por uma fundação sem fins lucrativos. Os lucros são reinvestidos na própria marca ou doados para causas ambientais e culturais, sem precisar agradar Wall Street. |
Uma grande franquia |
 | Rue de la Fontaine, 3, em Genebra |
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| Como funciona o modelo de negócio na prática? | A Rolex só tem uma loja no mundo. Uma. Em Genebra, na Suíça. | Todo o resto são 1.816 revendedores autorizados, franqueados independentes que compram os relógios da Rolex e revendem para o consumidor final. |
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Pensa no que isso significa: a Rolex não vende relógio. Ela fabrica relógio. Controla produção e preço sugerido, e abre mão de 20% a 50% da margem de lucro. |
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Assim, ela não precisa correr atrás do consumidor final. E o revendedor acaba precisando mais dela do que ela precisa dele. |
A operação também é extremamente verticalizada: a marca controla boa parte da própria cadeia produtiva, dos materiais à fabricação. Assim protegendo o produto, a distribuição e a percepção de valor. |
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Discreto. Até na arquitetura. |
Funciona? Bom, a Rolex não divulga seus números, mas estimativas da Morgan Stanley apontam: $14 bi em vendas em 2025, 1/3 de toda a indústria relojoeira suíça. Com cerca de 1 mi de relógios por ano, intencionalmente abaixo da demanda. |
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Quando falamos de marketing… |
O seu verdadeiro job to be done não é marcar as horas. É transportar alguém para um estilo de vida mais interessante, aspiracional e duradouro. |
Sem flash marketing, sem trendsurfing, sem collabs e sem desconto. O produto é o marketing. |
Hoje, sua estratégia é quase toda focada em uma coisa: manutenção da desejabilidade no tempo. Cada peça de comunicação reforça o mesmo imaginário: quando você chegar ao topo do seu campo, você vai usar Rolex. Porque é o que as pessoas que chegam lá usam. |
Por isso, a marca não chama seus nomes de “embaixadores”. Chama de Testimonees. Eles não estão ali só para promover, mas para testemunhar excelência. Roster atual: Roger Federer, João Fonseca, Leonardo DiCaprio, Zendaya, Tiger Woods, Martine Grael, Martin Scorsese, James Cameron, Gustavo Dudamel. A lista cruza esportes, cinema, música, vela, exploração e artes. A variação de idade é proposital, é uma transição geracional sendo plantada.
Patrocínios? Wimbledon desde 1978. Todos os 4 Grand Slams. The Masters. Formula 1. Só esportes onde o ingresso mais barato custa mais que o salário médio de um país. Em social media: presença baixa e controlada. Cada post tratado como peça editorial. UGC com histórias multigeracionais. No YouTube, trazem um Docseries em cima dos seus Testimonees. Principais IP's: Rolex Perpetural Planet (ambiental), Arts Initiative (mentoria de arte) e Awards for enterprise (Premia empreendedores que estão “fazendo o mundo melhor”). Lista de Espera: grande parte da sua estratégia não está no que ela vende, mas o que ela não entrega.
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The takeaway: O luxo está perdendo a escassez para as redes sociais. Quando todo mundo vê tudo, o aspiracional evapora. Como foi o caso da Audemars Piguet, que fez uma collab com a Swatch por $300 e viu os preços do mercado secundário caírem 72% em 24 horas. A Rolex vai pelo caminho oposto. Sua escassez não depende só de percepção, mas de estrutura societária: a marca pode produzir menos do que a demanda pede, manter distribuição seletiva e proteger seu posicionamento sem precisar justificar para acionistas por que deixou dinheiro na mesa. Hans Wilsdorf morreu em 1960, mas a Rolex que existe hoje ainda parece seguir o desenho que ele deixou: uma marca construída para durar mais do que qualquer tendência, com uma arquitetura tão forte que protege o posicionamento até quando a estratégia poderia se perder. Sendo assim, vale nos questionar: o que você está construindo que o tempo não consegue destruir? |
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APRESENTADO POR NEOOH |
Como criar relevância em mercados com públicos tão diversos? |
Consumidores não pensam, circulam ou se conectam da mesma forma. Eles vivem rotinas diferentes, frequentam diversos lugares e interagem com marcas em momentos distintos do dia. Por isso, construir relevância exige presença nos contextos certos. |
É nesse cenário que o OOH se destaca: com 87% de penetração nacional, segundo a Kantar Ibope Media, esse tipo de mídia permite que marcas se conectem a uma audiência ampla e diversa, acompanhando a jornada real das pessoas em diferentes regiões, perfis e momentos.
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A NEOOH ajuda marcas a estarem presentes onde seus públicos estão, por meio de uma estrutura com milhares de telas digitais distribuídas por todo o Brasil. Dessa forma, a empresa combina cobertura nacional e presença estratégica para gerar conexões mais relevantes com audiências diversas. |
👉A vida acontece out of home. Clique aqui e conheça a NEOOH. |
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BYTES TO BITE |
Um giro pelas últimas campanhas de destaque |
🧼 Clean Venue Policy. A regra do “estádio limpo” da FIFA tentou apagar marcas da Copa, e acabou transformando a Levi’s no assunto da semana. Gillette e Heinz também entraram na conversa. |
🫰🏻 OOH com UGC em tempo real. Na Copa, o Snapchat transformou reações de torcedores em mídia externa pra se posicionar como plataforma de reação ao vivo, não só de mensagens. |
🍸 Madonna x Absolut: ICONIC. A marca virou a vodka oficial do novo álbum da cantora. |
🥅 Um microdrama de Neymar. A plataforma FlareFlow fechou com o jogador para lançar 16 microdramas feitos com IA durante a Copa. O objetivo: usar o hype do futebol para transformar o Neymar em IP mobile-first e atrair novos públicos para os dramas verticais. |
🌀 Um giro por outras coisas que vimos por aí: a Liquid Death nunca falhando em um product launch, o OOH da New Balance que muda de cor com a temperatura, o TSA reagindo a turistas descobrindo o molho ranch e a nova plataforma da Coach, a &Coach. |
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FROM SOCIAL |
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até segunda-feira que vem, byeeeeee! 👋🏻 |
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