|
|
BOM DIA. |
quando cupom, cashback e brinde começam a parecer commodity, talvez a oportunidade esteja em criar novas formas de benefício — mais úteis, desejáveis e conectadas ao momento. |
já pensou em oferecer tokens de IA como recompensa? |
eles podem ser só uma utilidade para o cliente no dia a dia ou uma forma de aproximá-lo do ecossistema da marca, com personalização, cocriação e relacionamento. |
no fim, se fizer sentido para o seu território, você troca desconto por utilidade, status e mais proximidade. ou só agrada os Gen Z, que estão loucos por mais créditos. risos. |
|
|
|
|
|
RESUMO DA SEMANA |
Hot takes pelo 🌎 |
🎮 OpenAI vai lançar jogos? Durante a final da NBA, a empresa colocou no ar o comercial do Codex, sua ferramenta de programação, chamado Time to Fly. Só que o que pouca gente percebeu é que tinha um easter egg escondido ali no meio: esse minigame online. O jogo era um puzzle espacial de lógica, em que usuários podiam competir no ranking e ganhar tokens gratuitos de IA. Ou seja: não, a OpenAI não está exatamente lançando jogos. Ela está usando jogos para explicar seu produto, fazer as pessoas testarem e compartilharem — com sensação de exclusividade e first access. No fundo, é a lógica da própria IA aplicada à campanha: não falar com o consumidor de um lado só, mas fazer dele parte da experiência. |
🌕 Marketing de luxo agora é espacial? Depois do premium e do luxo, estamos observando uma nova estratégia: marcas que conseguem provar valor fora da Terra. Foi essa a sacada da Prada ao criar, com a Axiom Space, componentes dos trajes lunares da NASA para a Artemis IV, prevista para voltar à Lua em 2028. A nossa leitura é: se um produto é bom o suficiente para funcionar na Lua, ele automaticamente parece mais desejável aqui embaixo. Para a Prada, também é uma forma de conversar com uma tendência do seu futuro consumidor UHNWI: um mundo em que o espaço pode virar território de consumo, status e turismo bilionário. Trazendo para o nosso dia a dia: é a estratégia de construir marcas premium nos extremos. Quando uma marca prova que opera no limite, ela sobe a régua de percepção. Mesmo que o consumidor nunca use aquilo na Lua, passa a olhar para tudo que a marca vende na Terra com outro valor. |
💪🏻 Proteína, gummies, salgadinhos e RTDs funcionais. Se você passou pela Naturaltech na semana passada, provavelmente viu pelo menos uma dessas apostas em quase todos os stands. O que isso ensina? |
(1) Se não tiver benefício, não vale. Em uma sociedade obcecada por otimização, o consumidor busca produtos que entreguem o que sente que está faltando: proteína, fibra, glutamina… |
(2) Saudável, sozinho, já não basta. Nos últimos anos, o diferencial era “ser saudável”. Agora, a régua subiu: além de saudável, precisa ser gostoso. |
(3) O formato importa tanto quanto o benefício. Gummies, shots, snacks e ready-to-drinks crescem porque resolvem outro problema: conveniência. |
Nosso hot take volta para o básico: o produto do momento precisa ser fácil de consumir, gostoso de repetir e útil o suficiente para parecer necessário. |
|
DEEP DIVE |
A final da NBA superou o início da Copa do Mundo? |
Foi um grande fim de semana para o esporte. O mundo parou para assistir à largada da Copa do Mundo de 2026. | Nós, por aqui, garantimos nossa festa e nosso compromisso com a data. | | Mas teve outro evento que também dominou o nosso feed: a vitória épica do New York Knicks nas finais da NBA, a primeira em 53 anos. |
| |
|
Lá nos EUA, em vez de as ruas estarem tomadas apenas pela comemoração da largada do maior evento de futebol do mundo, elas acabaram sendo preenchidas por uma celebração azul e laranja. | Um retrato do desafio que a gente já vinha falando sobre a Copa em solo americano: por mais que o futebol seja o esporte mais popular do planeta, o soccer ainda disputa espaço com esportes que têm uma relação muito mais antiga, emocional e cotidiana com o público dos EUA. |
| |
|
E, nesse fim de semana, na batalha pela atenção, o basquete venceu. |
 | Pesquisa de NBA Vs. FIFA nesses últimos 7 dias. |
|
Mas o ponto aqui não é dizer que a NBA fez algo que a Copa do Mundo não fez. Pelo contrário: muito do playbook usado pela NBA é exatamente o mesmo da Copa. |
|
Esse playbook começa no broadcast, claro. Em uma mídia cada vez mais fragmentada, o esporte ao vivo segue sendo um dos últimos ambientes capazes de reunir atenção massiva ao mesmo tempo. |
E os números dessa final mostram isso muito bem: o Jogo 3 registrou 23,8 milhões de espectadores, com pico de 26,3 milhões — a maior audiência de um Jogo 3 das finais desde a era Michael Jordan, em 1998.
|
Só que hoje o jogo não termina na TV e nem no streaming. O que mantém o assunto vivo é tudo que acontece em volta dele — highlights no YT, push no app, cortes no TikTok, debates da ESPN, podcast esportivos, veículos de mídia… |
Nas redes sociais, a NBA registrou 5 bilhões de visualizações apenas durante os primeiros jogos da série. E isso explica por que o jogo, hoje, é também um produto de conteúdo.
|
As marcas entenderam isso muito bem. |
De um lado, estavam os patrocinadores e parceiros oficiais, que usaram os jogos para ampliar a própria presença. | A Disney esgotou todo o inventário publicitário antes mesmo do Jogo 2, 88 marcas diferentes anunciaram e, só nos três primeiros jogos, a receita de anúncios passou de US$ 82 milhões. |
| Do outro lado, estavam as marcas que não eram necessariamente donas do evento, mas souberam surfar a conversa. Duolingo, Tide, Bratz e várias outras entraram rapidamente no “Let’s go Knicks”, usando conteúdo reativo para participar de um movimento que já estava acontecendo organicamente. |
|
|
Depois vêm os creators e as celebridades, talvez uma das maiores mudanças na forma como a gente consome esporte hoje. Afinal, as pessoas agora assistem aos criadores reagirem às partidas tanto quanto assistem às próprias partidas. Earned mídia > Owned mídia. |
No caso da NBA, o próprio courtside é um motor de conteúdo em sí. Neste episódio, Timothée Chalamet, Kylie Jenner, Taylor Swift e Travis Kelce geraram juntos US$ 111,3 milhões em MIV.
|
E aí ainda temos o IRL, que talvez seja a camada que mais transforma um evento em memória coletiva. Das watch parties no Central Park aos bares lotados, das pessoas usando merch aos vídeos de torcida tomando a cidade, Nova York virou uma extensão da arena. A vitória foi vivida. |
|
Esse é o playbook do esporte ao vivo hoje. Um ecossistema vivo, funcionando ao mesmo tempo para fazer um jogo parecer maior do que o próprio jogo. |
E a Copa do Mundo também está fazendo isso. |
Então qual foi a diferença? |
A diferença é que, nesse fim de semana, os Knicks tinham três coisas que a Copa ainda não tinha nos Estados Unidos com a mesma força: |
Pertencimento cultural: os Knicks já faziam parte da identidade de NY, e o basquete dos EUA, enquanto a Copa ainda tenta conquistar esse lugar no imaginário americano. É como uma marca tentando ocupar um território que ainda não é dela, pode funcionar, mas precisa construir intimidade antes. A segunda era narrativa. Sabemos que a Copa tem uma distribuição e um budget ainda maior, mas nesse final de semana os Knicks tinham uma história simples e emotiva: 53 anos sem ganhar, amigos da faculdade se reencontrando para jogar e a cidade de New York como um próprio personagem dessa história. A terceira era urgência. Ainda teremos muitos jogos e semanas da Copa pela frente. Já o Knicks tinham aquele momento. Escassez ativada.
|
É por isso que, nesses dias, a NBA conseguiu parecer maior que a própria Copa do Mundo. Porque colocou por cima do playbook uma narrativa mais quente, mais local e mais emocional. |
É quase como ver uma marca com menos budget hackear uma marca com muito mais budget. Não necessariamente fazendo mais barulho, mas fazendo um barulho mais relevante para uma comunidade específica. |
E esse é o aprendizado que fica para a gente. Hot take 01: não é sobre simplesmente patrocinar um grande evento. É mapear todos os touchpoints em volta dele e escolher em quantos faz sentido estar. Hot take 02: No fim, para marcas novas e antigas, fica o lembrete: a mídia ainda compra atenção. Mas é a cultura que faz essa atenção se espalhar. |
|
|
|
BRAND TO WATCH |
A Apple dos bancos |
Existe uma característica comum entre pessoas, e marcas, altamente confiáveis: consistência. |
Com a IA democratizando criação e distribuição de conteúdo, falar ficou fácil demais — e é exatamente por isso que a próxima grande vantagem competitiva das marcas será cada vez mais definida por quanto as pessoas acreditam nelas. |
E acreditar leva tempo. Exige a mesma mensagem repetida até virar percepção. Servir o consumidor até ele não precisar mais da sua palavra, porque já tem a sua experiência. |
Um belo case que estamos acompanhando é o da Stark Bank. Em um setor onde bancos B2B são conhecidos por relações frias e comunicação técnica, Marcela Rezende quer construir algo diferente: uma marca que não fala de excelência, mas faz o cliente sentir excelência. |
A lógica é simples: show, don’t tell. |
Em vez de prometer proximidade, a marca cria situações que provam isso — como levar clientes ao GP de Mônaco, não como gesto de relacionamento, mas como uma forma de conectar empresários a ambientes e pessoas que aceleram crescimento. | No fim, é um case que reforça o que toda marca B2B deveria entender: confiança não se declara, se demonstra. E a forma de fazer isso é transformar experiência em serviço — colocar o cliente em situações onde ele cresce, onde boas histórias acontecem, e onde a sua marca fica óbvia sem precisar dizer nada. | |
|  | Simon Sinek e Marcela Rezende |
|
|
|
|
BYTES TO BITE |
Um giro pelas últimas campanhas de destaque |
🚗 A primeira campanha nacional da Waymo. Depois de 17 anos do projeto secreto do Google para criar carros sem motorista, a empresa de veículos autônomos da Alphabet estreia na Copa da Fox com um filme que busca humanizar uma tecnologia que ainda gera medo. |
👜 A segurança reforçada dos Knicks virou campanha. Quando Jordyn Woods não conseguiu entrar no jogo com sua famosa bolsa da sorte, sua marca, Woods by Jordyn, criou sapatos combinando e transformou a restrição em uma ação de produto. Veja só. |
🧠 Smart partnership: Heinz + Heineken. Depois de anos juntas nas mesmas festas, as duas gigantes assumiram o relacionamento com um combo de 5 drinks + 1 ketchup. Check out. |
🩸 Um jornal com sangue. Para expor a pobreza menstrual na África do Sul, a The MENstruation Foundation imprimiu manchas de sangue nas capas de três jornais. Impactante. |
🎬 Toy Story 5 chega no modo collab. Entre elas, temos: tênis com Adidas, Crocs temáticas, Porsche com 3 modelos únicos, Pop Mart com doces colecionáveis, Papa John’s com pizzas temáticas, coleção com Starbucks Korea, Dr. Squatch com 3 sabonetes and more. |
|
FROM SOCIAL |
 | Watch now on TikTok | @slogan.cc | "Eu precisava de uma mentira plausível" - Bruno Sabino, Head de Marketing e Diretor Criativo do Canva Brasil #Slogan #Marketing #Canva |
|
|
|
|
|
|
O que você achou da edição de hoje?Depois conta pra gente o motivo |
|
até segunda-feira que vem, byeeeeee! 👋🏻 |
|
POWERED BY |
|