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fama |
bom dia. Andy Warhol previu que, no futuro, todos teríamos nossos 15 minutos de fama. e cá estamos. mas, se a atenção individual ficou mais fácil de conquistar, mais difícil ficou sustentar. o que sobra depois do pico é aquilo que você construiu quando ninguém estava olhando. por isso, não confunda. fama não é relevância. então o que você vai plantar hoje para ainda importar amanhã? |
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🎬 Dior fecha parceria com a A24, a nova queridinha do cinema americano. Talvez esse seja um dos melhores exemplos para ilustrar como a publicidade está cada vez mais se aproximando do entretenimento. A parceria envolve teatro, cinema e eventos ao vivo, e faz parte de uma jogada de Jonathan Anderson para aproximar ainda mais a Dior da cultura. A A24 ficou conhecida por produzir e distribuir filmes e séries com uma identidade muito própria, quase como uma marca em si. Para dar o pontapé, fizeram um anúncio já bem a caráter: Sabrina Carpenter, Josh O’Connor e Drew Starkey aparecem fazendo uma “audição” para interpretar o próprio Jonathan Anderson. No fim, a Dior está fazendo mais do que patrocinar cultura, está se colocando dentro dela. |
📺 Varejista cria conteúdo pensando em AI. A John Lewis, loja de departamento britânica, vai lançar no YouTube o Gift List, um programa em que convidados conversam sobre presentes bons e ruins. Em paralelo, está montando um social media studio para produzir conteúdo com creators e especialistas que reagem rápido a tendências. A ideia é: se uma exposição, por exemplo, aumenta o interesse por bordado, a marca consegue rapidamente colocar pessoas relevantes falando sobre aquilo e conectar essa conversa ao seus produtos. O objetivo final é produzir mais conteúdo recente e com cara de recomendação, justamente porque modelos como ChatGPT e Gemini tendem a valorizar conselhos de terceiros e conteúdos atuais na hora de responder. Ou seja, é uma nova estratégia de conteúdo desenhada para ganhar espaço nas recomendações feitas pela IA (AEO), afinal, a disputa por atenção também acontece dentro dela. |
🤝 Se Google e Meta tivessem um filho... a OpenAI Ads quer ser ele. Agora, a Amazon pode vender e gerenciar campanhas dentro do ChatGPT. O chatbot já chegou a 900M de usuários semanais e cruzou US$ 1B em receita de ads, e, com 95% da base no free, esse é o inventário. Na prática, a Amazon entra com um ativo valiosíssimo: dados de intenção e compra — quem pesquisa, abandona o carrinho, compra, assiste Prime enquanto espera o delivery. A OpenAI entra com o contexto conversacional. Juntas, elas conseguem fazer o anúncio aparecer dentro da conversa certa, para a pessoa certa, num momento muito mais próximo da intenção. Where are the wins? Para a Amazon, um novo canal. Para a OpenAI, escala na monetização na véspera do IPO. E, para o anunciante, um double win: mais intenção de compra e mais contexto. |
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O que acontece quando todo mundo ganha um paparazzi? |
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Teve uma época em que acompanhar a vida dos famosos exigia algum esforço. |
Você passava pela banca no domingo de manhã e dava uma olhada nas capas antes de chegar na padaria. No aeroporto, folheava a Veja, a Caras, a Quem. | Era assim que a gente descobria quem tinha terminado, quem tinha engordado, quem tinha sido fotografado saindo de uma festa às quatro da manhã. | Foi assim que vimos Britney Spears raspar a cabeça cercada por fotógrafos. Foi assim que Paris Hilton virou personagem diária. Foi assim que “Page Six” virou quase um lugar imaginário onde as coisas importantes aconteciam. |
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Existiam poucos canais capazes de decidir quem merecia ser visto. |
Eles escolhiam. A gente acompanhava. |
A fama, por isso, vinha carregada de escassez. Tinha distância, imaginação, escândalo, glamour, idealização e poder. A celebridade era alguém que você conhecia sem realmente conhecer. |
Hoje, essa distância praticamente desapareceu. |
Todo mundo ganhou seu próprio paparazzi. No bolso. |
Andy Warhol teria previsto: “No futuro, todo mundo será famoso por 15 minutos.” |
Mas talvez a pergunta mais interessante não seja se todo mundo pode ser famoso. É: como chegamos a um mundo em que qualquer pessoa pode ser transformada em celebridade sem sequer escolher isso? Para entender, vale voltar um pouco. |
No dicionário, fama é simplesmente a condição de ser amplamente conhecido, admirado ou comentado por muitas pessoas. |
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A definição continua a mesma. Só que o caminho para chegar até ela mudou. |
Durante boa parte da história, fama era conquistada por feitos militares, políticos ou heroicos. Muitas vezes, se consolidava depois da morte. |
Depois veio a mídia de massa. |
Cinema, rádio e televisão transformaram atores, músicos e atletas nas novas grandes figuras públicas. Hollywood aperfeiçoou isso como indústria: escolher alguém, construir sua imagem, distribuí-la repetidamente até aquela pessoa ocupar espaço suficiente no imaginário coletivo. |
E aí chegou a era digital e das redes sociais, que não destruiu essa lógica. Só trocou os gatekeepers. Rádio virou algoritmo, estúdio virou plataforma… e assim por diante. |
A mecânica central continuou a mesma, com popularidade dependendo profundamente de distribuição. Como Thompson defende no seu livro Hit Makers, não basta uma coisa ser boa. Alguém precisa colocá-la na frente de muita gente, repetidas vezes. |
Por décadas, Hollywood e a imprensa controlaram essa máquina de cima para baixo. |
Então entregamos a máquina para todo mundo. |
E foi aí que a fama deixou de ser um produto escasso e começou a virar uma commodity cotidiana. Mais influenciada por proximidade, identificação, consistência e branding. |
| O caso da kiss cam no show do Coldplay talvez seja uma das imagens mais perfeitas dessa mudança. | Duas pessoas desconhecidas aparecem por alguns segundos em um telão. | Alguém grava, posta e milhões assistem. A internet investiga quem são, onde trabalham, com quem são casadas. Em questão de horas, estranhos viram personagens públicos. | A internet normalizou a ideia de que qualquer pessoa ao nosso redor pode virar matéria-prima para conteúdo. |
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E dessa democratização da atenção nasceu uma indústria inteira. |
Primeiro vieram os blogueiros. Depois, os influenciadores. Pessoas comuns perceberam que podiam transformar alcance de plataforma em receita de marca. Era quase uma arbitragem de atenção: conquistar distribuição barata em um ambiente novo e vender acesso a ela. |
No começo, tudo era meio improvisado — campanhas pontuais, métricas inconsistentes, negociações por DM. Cada creator construindo seu próprio pequeno negócio. |
E talvez justamente por isso fosse tão interessante. |
Só que escala exige processo. |
Hoje, creator marketing já senta ao lado de televisão, search e mídia programática no planejamento anual das grandes marcas. Queremos a mesma previsibilidade, mensuração e eficiência que esperamos de qualquer outro canal. |
Mas aqui aparece o problema. |
Quando uma campanha depende de dezenas de creators, agências, empresários, plataformas e ferramentas diferentes, os dados se fragmentam. A responsabilidade se dilui. A operação fica difícil de controlar. |
O que funcionava como improviso deixa de funcionar quando vira infraestrutura e influencer marketing hoje é infraestrutura. A creator economy se consolidou. |
Por isso, estamos começando a ver um novo movimento por aí… |
Holdings de publicidade comprando plataformas de influencer marketing. Private equity consolidando agências de talentos. Empresas tentando juntar creators, tecnologia, dados, mídia e serviços de marca debaixo da mesma estrutura. |
A fama descentralizou. O dinheiro está começando a centralizá-la novamente. |
Pensa até nos próprios tipos de creator, que começaram a ocupar papéis cada vez mais claros dentro dessa máquina. Afiliados viram força de vendas. Influenciadores mid-level viram branding. Grandes celebridades passam a ser investidores e entram cada vez mais dentro da operação. |
A plataforma democratizou a fama. A fama criou a creator economy. E, agora, com o amadurecimento dessa economia, o improviso começa a dar lugar a processo. E a creator economy passa a se integrar cada vez mais às organizações. |
Talvez seja assim que sistemas funcionem. Eles se abrem, ficam caóticos, descobrem novas possibilidades e, quando crescem demais, começam a procurar controle outra vez. |
Porque descentralização cria liberdade, mas escala pede organização. |
Então, onde isso nos deixa? Na era da consolidação. |
As empresas mais preparadas para essa próxima fase provavelmente não vão parecer apenas agências, nem apenas plataformas, nem apenas empresas de talentos. Vão misturar as três coisas: gestão de creators, serviços para marcas, tecnologia e dados proprietários dentro da mesma estrutura (Read more). Elas serão menos intermediárias e mais plataformas. |
E isso muda os dois lados da relação. Creators vão precisar construir relações mais duradouras com algumas marcas, quase como parceiros de negócio. E as marcas vão precisar aprender a tirar mais valor dessa infraestrutura inteira. |
No fim, talvez a história da fama seja uma história sobre distribuição e controle. |
Durante décadas, poucas empresas decidiam quem merecia atenção. A internet quebrou esse poder e entregou um pedaço dele para cada indivíduo. |
Agora estamos tentando juntar os pedaços de novo. Seria um ciclo que se repete? |
O como mudou. |
O quê, talvez, nem tanto. |
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Um giro pelas últimas campanhas de destaque |
🏀 Só esporte. A nova plataforma de prediction market, NOVIG, focada só em esportes e com Sydney Sweeney como acionista, lança com uma campanha em que a atriz praticamente nua. Será que sex appeal ainda vende como antes? |
🍫 Demi Lovato é fã de brigadeiro. Depois de soltar um “brigadeiro” no lugar de “obrigada” no fim de uma palestra, a Nestlé entrou na conversa e trouxe Demi para divulgar Leite Moça. |
🧘 Os influencers-investidores seguem em alta. Dessa vez, Kendall Jenner se juntou à Trip, marca de bebidas calmantes, para construir a empresa. Alô, nova categoria surgindo? |
🌭 Tá difícil chamar atenção? Leve sua marca até onde ela já está. A loja de conveniência QuikTrip, nos EUA, literalmente colocou hot dogs infláveis no meio de um jogo de beisebol. |
🎡 Rock in Rio acabou e deixou três bons highlights de marca. A ação do Itaú que emocionou o festival, o Mercado Livre reforçando para onde quer levar seu posicionamento e a febre dos brindes e colecionáveis — uma tendência que até o próprio festival soube surfar. |
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até segunda-feira que vem, byeeeeee! 👋🏻 |
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