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BOM DIA. |
nunca esqueça o seu valor, e que ele também está diretamente relacionado ao seu contexto. |
os Knicks chegaram à final da NBA pela primeira vez em 27 anos e, de repente, seus ingressos passaram a valer até US$ 176 mil. um bom lembrete de que valor não é só sobre produto, mas sobre momento, escassez e desejo de estar perto. |
e, quando algo está valorizado, quem se associa a esse algo também ganha valor. a famosa lógica da amiga da amiga famosa. a Delta entendeu isso e está surfando o hype dos Knicks. |
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RESUMO DA SEMANA |
Hot takes pelo 🌎 |
🥅 The least-known player alive. Um creator argentino resolveu criar uma missão para a audiência dele: encontrar o jogador menos conhecido da Copa 2026 e torná-lo famoso. O escolhido foi Tim Payne, da Nova Zelândia, com 4.715 seguidores e só 2 posts no ano. Dito e feito: o cara foi para 5 milhões de seguidores, ultrapassando até o próprio creator que começou a trend. A AT&T não foi boba e surfou a onda no timing perfeito. Patrocinou o que todo mundo queria ver: o encontro entre o jogador e o creator. E fez muito sentido. O território da marca é conexão. A internet conectou essas duas pessoas e a AT&T ajudou essa conexão a acontecer de verdade. A mensagem foi passada sem interrupção. |
🍦 A marca de barrinha de proteína que agora lançou… sorvete. Esse foi o 3° strike da David Protein, que quer virar uma plataforma de protein-maxxing aplicada a qualquer categoria. A lógica é pegar produtos familiares, como snacks, sobremesas e até peixe enlatado, e reprogramá-los com o máximo de proteína, o mínimo de calorias e uma estética premium. O sorvete segue a fórmula: 30g de proteína, até 2g de açúcar e entre 210 e 260 calorias. Tudo isso usando EPG, o ingrediente que entrega textura de gordura com menos calorias absorvidas, e que também esteve no centro das últimas polêmicas da marca. Só que, em vez de deixar a controvérsia esfriar o hype, a David parece ter usado a conversa a seu favor. O lançamento esgotou em 28 minutos. |
📦 Walmart quer virar uma dark kitchen? Bom, não exatamente. Mas a varejista quer dar um passo maior no mundo do delivery, mirando se tornar uma infraestrutura de conveniência. E, se pensarmos bem, a Walmart já tem quase tudo para isso. Tem capilaridade física, com lojas espalhadas por todos os EUA. Tem uma rede própria de entregadores, o que reduz a dependência de terceiros. E tem um app que os consumidores já usam para fazer compras de mercado. Ou seja: ao adicionar comida pronta na jornada, a Walmart aumenta frequência, conveniência e ticket médio. O MVP vem agora, no verão americano. Quando o cliente for fazer suas compras de mercado pelo app, poderá adicionar um sanduíche do Subway no mesmo pedido, com entrega em até 30 minutos. Guardadas as diferenças, é quase como se o Mercado Livre tentasse competir com o iFood por aqui. |
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DEEP DIVE |
Seremos a primeira geração que talvez não morra? |
Essa é a provocação que Bryan Johnson nos faz. E, por mais extrema que pareça, ela aponta para uma mudança muito maior do que a rotina de um bilionário tentando não envelhecer. |
📕 Contexto: Para quem não conhece, Bryan Johnson é o cara que transformou o próprio corpo em um laboratório vivo de longevidade. | Ele se autodenomina um rejuvenation athlete e dedica sua vida, dinheiro e rotina a um único objetivo: não morrer. Ou, pelo menos, retardar ao máximo esse processo. | Na prática, isso inclui milhões de dólares por ano em saúde, exames constantes, tracking de absolutamente tudo, protocolos rígidos e até transfusão de sangue com o filho mais novo. |
|  | Imagem: The Guardian |
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Em cima disso, nasceu a Blueprint, sua empresa que tenta democratizar parte dos procedimentos, produtos e protocolos que ele vem testando. |
Mas o ponto mais interessante não é o Bryan em si. |
É o que ele representa. |
A ideia de que talvez a gente viva muito mais do que imaginava muda completamente a forma como olhamos para trabalho, dinheiro, saúde, corpo e tempo. |
Durante muito tempo, a lógica era: trabalhe muito, ganhe dinheiro e depois tente aproveitar um pouco antes de morrer. Só que, se a jornada fica mais longa, os sprints começam a fazer cada vez menos sentido. Aquilo que você faz todos os dias precisa ser sustentável por mais tempo — mentalmente, fisicamente e emocionalmente. |
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É aí que ele conecta com a nossa obsessão por saúde, longevidade e performance. |
Ou, como podemos chamar: a era da optimization. |
A mesma lógica que já aparece nas redes em trends como proteinmaxxing, looksmaxxing, joymaxxing e tantos outros “maxxings”. A ideia de que tudo pode ser otimizado. Não só tarefas operacionais com IA, mas também o nosso próprio corpo. |
Claro que isso tem seus pontos negativos. Mas, nosso objetivo aqui é olhar pela ótica de comportamento e marcas, porque o movimento é grande demais para ser ignorado. |
Esses são alguns dos movimentos que estamos de olho: |
1. Toda marca vai precisar conversar com wearables |
O que não for medido talvez deixe de ser tangível. Biological age, VO2 max, HRV, nível de inflamação e qualidade do sono serão métricas que o consumidor vai olhar com cada vez mais frequência. A pergunta para marcas passa a ser: como você faz parte dessas métricas? Porque, assim como hoje não existe não estar no celular de alguém, amanhã talvez não exista não estar no wearable dessa pessoa. |
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2. Marcas vão vender estados emocionais |
Isso nos leva ao segundo ponto. Se vamos ter cada vez mais dados sobre o que estamos sentindo, fica mais fácil associar marcas aos nossos próprios estados emocionais. Não é só sobre o que o produto entrega, mas sobre como ele faz você se sentir. | Por isso já vemos patches que prometem foco, fragrâncias feel-good, bebidas funcionais para relaxar e marcas mudando a forma de vender seus produtos para estar mais proxímo de uma forma de viver. | 💭 Qual sentimento sua marca vende? | |
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3. Healthcare vira rotina |
Assim como temos rotinas de skincare e haircare, teremos rotinas de healthcare cada vez mais estabelecidas. Dentro disso entram os stacks: a combinação de suplementos, hábitos e protocolos que uma pessoa usa para otimizar o corpo. | O “acordei, tomei isso, fiz sauna, oxigenação e treino” começa a ser comunicado como são as rotinas de beleza. |
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4. Health optimization vira o novo território de luxo |
Saúde já vinha virando status. Mas, enquanto wellness vai se democratizando, o biohacking/ health optimization entra em um lugar mais aspiracional e restrito. |
O “quiet luxury” sai da roupa cara sem logo e passa ser estar em um hotel de luxo exclusivo, usando uma roupa de esporte e seguindo um protocolo de longevidade. Ou construir um HQ de recovery no seu jardim… Health is wealth nunca fez tanto sentido, tanto na camada mais superficial quanto na mais literal. |
5. Hospitality vira infraestrutura de longevidade |
Comprar marcas de luxo ficou mais acessível. Viver experiências de ultraluxo, não, principalmente quando envolvem saúde, biohacking e longevidade, algo ainda caro, novo e em teste. | Por isso, hotéis, clubes, resorts e marcas premium começam a incorporar sono, nutrição, recuperação e medicina preventiva nos seus ecossistemas. | Nossa aposta: a próxima Hermès talvez seja uma marca de health optimization. |
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6. Prevenção ganha rebranding |
Falar de prevenção sempre foi meio chato: tome isso para evitar aquilo. Agora, começa a ficar mais sexy e aspiracional. Sai do medo e entra em claims mais positivos. É a mesma lógica que a Nike usou nos anos 80 e 90 ao transformar treino em identidade cultural. Existe espaço para uma marca fazer isso com essa nova categoria. |
💭 Sua marca já pode transformar prevenção em desejo, usando os códigos que mencionamos acima? |
7. O Huberman effect muda a influência |
IA democratizou a produção e distribuição de conteúdo, com isso especialistas se tornam fontes cada vez mais confiáveis. A aposta é uma migração para “protocol following” , onde consumidores não compram só um produto, eles adotam o protocolo de uma figura de autoridade e compram tudo que está nele. É o que já vemos com Huberman e suas altas taxas de conversão em affiliate marketing. Quanto mais confiam em você, mais você converte. E essa provavelmente será uma métrica que marcas vão começar a olhar. |
the takeaway |
Essas são só algumas apostas do que já estamos vendo no mercado. |
É claro que a economia da longevidade ainda é nichada, cara e distante da realidade da maior parte da população. Mas movimentos começam assim: primeiro parecem extremos, depois viram aspiração, depois entram no mainstream. |
E se esse mercado já deve ultrapassar $740B in 2026. O ponto aqui não é apenas o tamanho da oportunidade, mas o tamanho da mudança cultural. |
Porque longevidade não fala só sobre viver mais. Fala sobre como trabalhamos, consumimos, moramos, descansamos, nos cuidamos e buscamos realização. |
No fundo, é o início de um movimento que pode mudar a forma como nos relacionamos com os grandes pilares da vida, e, consequentemente, como marcas se posicionam, criam pertencimento e entregam valor. |
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WHAT'S ON OUR RADAR |
👍🏻 Following: Camila Coelho |
Pra quem não conhece, estamos falando de uma das primeiras e maiores influenciadoras brasileiras. Hoje morando na gringa e com +10 milhões de seguidores. |
Recentemente, a influenciadora, que tem uma marca de roupas com a Revolve, lançou no próprio perfil um desafio em que a vencedora viajaria com ela para uma brand trip no México. |
O que era para ser um simples “giveaway” virou um momento cultural. O resultado foi além dos milhões de views e engajamento (+150K comentários em um único post), e gerou uma cascata de UGC, com pessoas criando conteúdo para explicar por que deveriam ser escolhidas. (Até o @zezinhotiktoker123 entrou na trend) |
Reforçando pra gente: seja você uma marca institucional ou pessoal, quem tem audiência não precisa só surfar trends, também pode criar momentos culturais relevantes do zero. |
🎫 Attending: seis&seis |
Um evento com pessoas interessantes para conversas inteligentes. Estamos fazendo uma curadoria de pessoas com quem adoraríamos ter um bom papo de bar, e colocando todo elas no mesmo lugar, no mesmo dia. Conteúdo bom, pessoas que buscam ser mais inteligentes e muita troca. 20.08 em são paulo. |
🧪 Testing: Gemini Omni |
Não sei se você acompanhou os 100 novos lançamentos do Google. Caso não tenha visto, vale olhar aqui. Muitasss coisas incríveis, mas uma que chamou nossa atenção foi a nova ferramenta de edição de vídeo. Você faz o que quiser só conversando com a IA, e nem precisa escrever, pode ser por comando de voz. |
🎧 Listening: Gstaad Guy no The Bossticks |
Para quem não conhece o Gstaad Guy, já falamos um pouco sobre ele por aqui. O influenciador ficou conhecido por imitar novos e velhos ricos, e conseguir vender para eles. Foi o primeiro influenciador da Loro Piana, depois de vender mil pares de sapatos para a marca em apenas 6 horas. Mais do que conhecê-lo, esse episódio mostra como se comunicar com os HNWI e UHNWI. |
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BYTES TO BITE |
Um giro pelas últimas campanhas de destaque |
🥤 OLIPOP resolveu mudar seu jogo. Nasceu como sinônimo de refrigerante funcional, até todo mundo copiar sua fórmula. Quando “prebiótico” deixou de diferenciar e a marca percebeu que as pessoas bebiam mais pelo sabor, resolveu se reposicionar como “feel good soda”. |
💛 Precisamos destacar essa. Afinal, quem nunca passou por isso? Identificável, autêntica e tão boa que a gente compartilhou antes de perceber que era publi. |
👀 O fim dos filmes de campanha? Talvez não seja o fim. Mas, por aqui, temos sido menos impactados por campanhas tradicionais e mais por marcas que aparecem nos momentos certos. Nesta última semana: Bottega no casamento da Dua Lipa, Stella Artois em Roland Garros, Starkbank no GP de Mônaco. |
💰 Essa marca transformou cap table em prova social. A Phia, marca da filha do Bill Gates, anunciou sua Série A com um line-up digno de Coachella (veja). A lógica foi usar o fato dessas pessoas estarem apostando na empresa como motivo para você também olhar para ela. |
✔ 30 big names e uma campanha. A Nike amarrou várias conexões do futebol em um só vídeo. A gente só consegue pensar em quanto deve ter custado… Mais do que campanha, parece o pontapé inicial para as conversas que a marca quer criar durante o evento. Veja só. |
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até segunda-feira que vem, byeeeeee! 👋🏻 |
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