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BOM DIA. |
Nos anos 70/80, em meio à crise econômica nos EUA, supermercados passaram a vender produtos genéricos, tipo o que vemos em remédios hoje. Embalagens brancas ou amarelas, sem marca e até 40% mais baratos. E, naquele contexto, funcionou. |
Com o tempo, esses genéricos evoluíram para o que conhecemos como private labels, como a Qualitá do GPA. Hoje, com a nostalgia em alta, esse visual aqui daria uma boa marca (risos). |
Na edição de hoje, vamos entender os próximos movimentos das big techs, como OpenAI e Meta, e fazer um deep dive em como o biohacking está mudando a forma como a gente se alimenta. 📲 Clique aqui pra compartilhar essa newsletter com um amigo, rende conversa. |
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ANOTA ESSA | SCARF Model. Um modelo de comportamento criado por David Rock que explica o que ativa (ou trava) decisões nas pessoas. Ótimo para testar se sua campanha ou proposta vai converter. | S — Status: Você está reconhecendo seu público? Faça ele se sentir especial. C — Certainty: Está claro o que ele vai receber? Reduza dúvidas, mostre benefícios. A — Autonomy: Ele tem controle? Dê opções, escolhas, caminhos. R — Relatedness: Ele se identifica? Use creators, comunidade e prova social. F — Fairness: Parece justo? Seja transparente, evite sensação de enganação. |
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TRIVIA OF THE WEEK | Somente 22% de vocês acertaram a triva de semana passada. | Qual dessas NÃO é uma mudança que o Instagram está fazendo? | | (Continue rolando para saber a resposta) | — |
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RESUMO DA SEMANA |
Hot takes pelo 🌎 |
📺 Dá pra comprar influência? A OpenAI certamente está tentando. Ela acaba de comprar o TBPN — um talk show de tech que viralizou entre a galera do Vale do Silício. O formato é entretenimento + educação, com linguagem leve. Ou seja, o ambiente perfeito pra fazer propaganda… sem parecer propaganda. A jogada deles é fugir da dependência da mídia tradicional e criar a própria conversa. Agora, em um canal próprio, com audiência formada e distribuição direta para quem influencia o mercado. Jogada parecida com quando empresas criam seus próprios braços de mídia (como a Red Bull Media House). Leia mais sobre. |
🤑 Meta chega com afiliados. A plataforma passa por uma das maiores mudanças da história. Uma delas é virar um canal de vendas. Assim como o TikTok Shop, a Meta lança seu próprio programa. Na prática, o feed principal passa a ser focado em Reels, com criadores virando canais de venda comissionados, podendo marcar até 30 produtos por vídeo, com checkout dentro do próprio app. E o mais interessante: a IA da Meta vai ler os comentários da galera em tempo real e resumir as avaliações. Ou seja, prova social vira pré-requisito. Nossa aposta: já já vamos começar a contratar pessoas e influs só para comentar. |
🐣 Por que o Natal é maior do que a Páscoa? Historicamente, eles tinham um peso semelhante no cristianismo. Mas os puritanos, primeiros colonizadores dos EUA, eram contra feriados, associando-os à embriaguez, desordem e excesso. Assim, por muito tempo, nenhuma teve o peso cultural de hoje. Até que, no século XIX, o Natal passou por um rebranding. Escritores o transformaram em uma celebração familiar, centrada na infância, criando o que conhecemos hoje. A Páscoa não teve o mesmo. Até passou por pequenas adaptações, mas parou por aí. No fim, duas datas igualmente importantes seguiram caminhos diferentes, não porque uma era mais relevante, mas porque uma foi melhor contada. |
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BIG STORY |
Já pensou em poder comer o que quiser e não engordar? |
Pode ser justamente para aí que estamos caminhando. As últimas movimentações do mercado têm nos feito refletir sobre o que será da indústria alimentícia. |
Do boom do Ozempic à nova epidemia dos peptídeos, passando pela crise da David Protein Bar, até chegar nas nossas próprias prateleiras de supermercado… |
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1980s | O industrializado já existia. Mas vinha para escalar e baratear — era sobre produção. Os ingredientes estavam ali para viabilizar isso, não para otimizar nada além do produto. |
| 2026 | Agora não. A sensação é que os ingredientes ficaram mais “fabricados” e controlados — e, na prática, viraram ferramentas que ajustam sabor, controlam o impacto metabólico, simulam prazer e até reprogramam o que acontece no seu corpo. |
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E quando a forma como a gente come muda, o impacto chega até a cadeia inteira. | Você sabia que injeções para perda de peso ajudaram a levar o preço do açúcar ao menor nível em cinco anos? | Pode ser que ele volte a subir em algum momento, mas dificilmente será visto com os mesmos olhos daqui para frente. |
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Vamos dar um zoom out para entender 🔎… |
Começando pelo açúcar. Estamos usando menos, e mantendo o mesmo sabor. Empresas já estão usando IA para ajustar a intensidade da doçura, controlar o aftertaste e potencializar o prazer sensorial do carboidrato. Na prática, é conseguir colocar 5g de açúcar em vez de 10g e ainda entregar a mesma experiência. Ou ir além: otimizar o produto no próprio processo digestivo, reprogramando o impacto do que você come. |
Foodtechs como a Zya já estão desenvolvendo enzimas capazes de converter açúcar em fibra dentro do corpo, atuando antes que ele seja absorvido. |
E estão fazendo o mesmo com gordura. É o caso da David Protein Bar. Para quem acompanhou, a marca esteve no centro de um escândalo recente após um processo judicial que questionava a veracidade da tabela nutricional — que depois foi retirado. | A discussão trouxe à tona a tecnologia usada por eles, chamada EPG, que basicamente permite replicar a textura da gordura sem que ela seja absorvida pelo corpo, sendo eliminada diretamente. |
|  | Foto: David Protein Bar |
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No fim, isso começa a ser possível para praticamente qualquer ingrediente. Principalmente com o avanço da precision fermentation, que vem se tornando cada vez mais acessível. A lógica é o seguinte: usar micro-organismos como fábricas para produzir ingredientes específicos. Em vez de criar uma vaca para gerar leite, você programa um micro-organismo para produzir a proteína do leite. Empresas como a Ginkgo Bioworks já operam assim. |
Ao mesmo tempo, cresce o espaço das comidas funcionais. Marcas como AG1 e Huel vão além de alimentar, buscam otimizar o corpo: controlar glicemia, melhorar energia e ajudar na queima de gordura. A comida deixa de ser passiva e passa a ter uma função ativa no organismo. |
Junto a isso, os próprios limites do corpo começam a ser reescritos. O GLP-1 é só um exemplo dentro de um universo maior de peptídeos que permitem controlar fome, metabolismo e a resposta do organismo. E isso ainda está só no começo. |
Claro que esse movimento não vem sem implicações. A ultra-processação em um novo nível, a concentração de poder em grandes empresas de tech e biotech, os efeitos de longo prazo que ainda não entendemos completamente, as implicações socioeconômicas… a lista é longa. |
Mas é difícil ignorar o que tudo isso já está sinalizando sobre o futuro. Um futuro em que categorias gigantes, como a de snacks indulgentes, que em 2024 movimentaram mais de $112 bilhões, começam a ser redesenhadas. |
E, principalmente para nós, um futuro que muda completamente a forma como marcas vão precisar se comunicar com seus consumidores quando o assunto é comida. Seja você que tem um produto no setor ou que apenas explora esse território como linguagem. |
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BRANDS TO WATCH |
Direto do corredor de biohacking |
| Marca de wearable focada em saúde e performance já vale $10 bilhões. E se aproxima cada vez mais dos médicos… |
| | A OneSkin viralizou no Vale do Silício como o skincare que criou seu próprio peptídeo para longevidade celular. |
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| Acabou a ressaca? A ZBiotics criou um probiotic drink geneticamente modificado que você toma antes de beber para reduzir o impacto depois. |
| | Sua assinatura de performance na mão. Igual à Netflix — mas agora para otimizar seu corpo. De queda de cabelo a GLP-1 e hormônios. |
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BYTES TO BITE |
Um giro pelas últimas campanhas de destaque |
⚽️ Todo mundo quer um pedaço desse patrimônio Lego. CR7, Mbappé e Vini Jr. — esse foi o squad que a Lego juntou para estrelar sua campanha como patrocinadora da FIFA 2026. |
🍫 Uma boa loooorr sempre vende mais. Um caminhão de KitKat foi roubado pré-Páscoa, e a marca transformou uma possível frustração dos consumidores em engajamento e conversa. Uma das jogadas? Criou esse site para descobrir se você estava comendo chocolate roubado. |
🇺🇸 Kalshi foi pra rua falar com o governo americano. A plataforma de prediction markets, com risco de banimento, lançou essa campanha em D.C. para mostrar ao público e aos políticos que está dentro da lei. |
🫱🏻🫲🏼 O que as pessoas querem? Conexão. A Heineken entendeu isso e, para o Coachella, criou uma pulseira inteligente que mede a compatibilidade musical entre desconhecidos. |
🏠 Não dá pra chamar exatamente de campanha, mas quem está por trás do TikTok da Casa Branca sabe muito bem o que está fazendo. Veja só. |
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TRENDING NOW | 📼 Monte sua fita cassete. Com a nostalgia em alta, já pensou em ter sua marca em uma dessas relíquias? Veja como ficaria aqui. | 💭 O 1º de Abril das marcas é um banco de ideias pra você. Várias campanhas que provavelmente nunca vão sair do papel, nas quais você pode se inspirar. Veja aqui. | 🎲 Reality shows de competição estão em alta. Depois do MrBeast, com Beast Games, agora foi a vez de Alex Cooper (aka Call Her Daddy) criar o seu: Unwell Winter Games. | 🎾 Se você ainda não está acompanhando essa marca, tem algo errado. Community first, a fundadora vem construindo uma lifestyle brand que vive sold out. |
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RESPOSTA DO TRIVIA OF THE WEEK | Criar uma métrica de screenshots como engajamento | Ainda não existe uma métrica oficial de screenshots… mas é algo que eles já estão de olho 👀. E faz sentido. Quantas vezes, em vez de encaminhar um post, você não tira print pra mandar no grupo do WhatsApp? |
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O que você achou da edição de hoje?Depois conta pra gente o motivo |
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até segunda-feira que vem, byeeeeee! 👋🏻 |
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