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MUNDO |
O retorno da humanidade à órbita lunar |
 | (Imagem: Kenny Holston | The New York Times) |
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Depois de seis adiamentos, a NASA lançou a missão Artemis II, levando astronautas à Lua pela primeira vez em mais de 50 anos. |
Sem pouso programado, a expedição teve como grande momento a passagem pelo lado oculto lunar, onde os tripulantes realizaram registros científicos inéditos. Mais do que simbólica, a missão reforçou a nova corrida espacial entre EUA e China. |
O objetivo agora vai além de “visitar” a Lua: a ideia é transformá-la em base estratégica para futuras viagens a Marte, além de explorar recursos como hélio-3 e testar tecnologias para permanência humana fora da Terra. |
O resgate do soldado Ryan da vida real? |
Os EUA conseguiram resgatar o segundo piloto do caça F-15 abatido no sul do Irã após mais de 24 horas escondido e ferido nas montanhas. A missão envolveu cerca de 200 soldados de operações especiais, apoio de inteligência da CIA e até campanhas de desinformação para despistar forças iranianas. |
Durante a ação, aeronaves americanas foram destruídas pelos próprios militares para evitar que tecnologia caísse nas mãos da Guarda Revolucionária. Segundo Donald Trump, o resgate foi “milagroso”. O episódio virou símbolo da escalada militar no Oriente Médio e da crescente tensão entre Washington e Teerã. |
Foi ou não foi blasfêmia? |
Donald Trump publicou — e depois apagou — uma imagem gerada por AI em que aparecia como uma figura semelhante a Jesus, cercado por aura divina. |
A reação foi imediata: aliados conservadores e nomes influentes do movimento MAGA classificaram a postagem como blasfêmia. Pressionado, Trump negou qualquer associação religiosa e afirmou que queria parecer um médico da Cruz Vermelha. |
O episódio ocorreu logo após ataques do presidente ao Papa Leão XIV, aprofundando tensões com o eleitorado católico — grupo cada vez mais relevante entre jovens conservadores americanos — em um momento de queda de popularidade por causa da guerra no Irã. |
Fim de semana tenso em Washington |
O tradicional jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca terminou em caos após disparos próximos ao evento, forçando a retirada imediata de Trump, JD Vance e outras autoridades. |
O atirador, identificado como Cole Tomas Allen, carregava armas e havia enviado um manifesto antes da ação, citando funcionários do governo como alvos. O episódio reacendeu o debate sobre violência política nos EUA, especialmente após as tentativas de assassinato sofridas por Trump durante a campanha de 2024. |
O caso também aumentou a sensação de instabilidade em Washington, em meio a uma sequência de atentados e ataques políticos que vêm elevando a tensão no país. |
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BRASIL |
Um mês doloroso para Lula |
 | (Imagem: Wilton Junior | Estadão) |
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Derrotas históricas para o presidente. No finalzinho do mês, o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias ao STF por 42 votos a 34 — algo que não acontecia desde 1894. |
Nos bastidores, o episódio consolidou o poder de Davi Alcolumbre, apontado como principal articulador da derrota, em movimento visto como demonstração de força do Congresso contra o Planalto. O caso também expôs divisões internas no próprio sistema político, com relatos de resistência de ministros da Corte à indicação. |
A crise se aprofundou horas depois, quando Câmara e Senado derrubaram o veto presidencial ao PL da Dosimetria, abrindo espaço para redução de penas dos condenados do 8 de janeiro — incluindo possíveis benefícios a Jair Bolsonaro. O episódio transformou o mês em um dos momentos de maior tensão entre Executivo, Legislativo e Judiciário no atual governo. |
A despedida de uma lenda |
O país se despediu de um dos maiores atletas brasileiros de todos os tempos. Oscar Schmidt, responsável por popularizar o basquete no Brasil e um dos maiores jogadores de todos os tempos do esporte, faleceu aos 68 anos. |
O “Mão Santa”, como era conhecido, marcou 49 mil pontos na carreira (2° maior pontuador da história do basquete) e virou lenda olímpica, com cinco participações. Seu momento mais brilhante foi no heroico título do Pan-Americano de 1987, quando marcou 46 pontos para ajudar o Brasil a vencer a seleção americana em pleno EUA. |
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NEGÓCIOS |
A nova liderança da Big Apple |
 | (Imagem: Empreendedor | Reprodução) |
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Após quase 15 anos no comando, Tim Cook anunciou que deixará o cargo em setembro, encerrando um dos ciclos mais lucrativos da história corporativa. Sob sua liderança, a empresa saltou de US$ 350 bilhões para US$ 4 trilhões em valor de mercado, consolidando produtos, serviços e uma operação global extremamente eficiente. |
O sucessor será John Ternus, chefe de engenharia de hardware e um dos responsáveis pela transição para os chips Apple Silicon. O anúncio mexeu com Wall Street e levantou dúvidas sobre o futuro da BIG TECH sem o executivo que sucedeu Steve Jobs. |
O roxinho é a nova casa do Porco 🐽 |
O Nubank acertou a compra para assumir os naming rights do Allianz Parque, casa do Palmeiras, em um acordo de R$ 50 milhões por ano até 2044. |
A possível troca reflete a valorização explosiva da arena, que virou uma das mais movimentadas do planeta, combinando jogos e grandes shows internacionais. Com o deal, o Nubank assumirá o maior contrato de naming rights do país, reforçando sua estratégia global de marca após também batizar o estádio do Inter Miami, time de Lionel Messi. |
O cabo de guerra bilionário do Pão de Açúcar |
A varejista acelerou negociações para reestruturar uma dívida de R$ 4,5 bilhões por meio de recuperação extrajudicial, propondo descontos que chegam a 90% para parte dos credores. |
O plano gerou forte tensão nos bastidores, especialmente entre investidores menores, que acusam a empresa de favorecer grandes bancos e enfraquecer garantias imobiliárias. |
O GPA precisava atingir apoio suficiente antes do fim do prazo de proteção judicial para evitar uma recuperação judicial completa, considerada mais longa, cara e arriscada. |
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TECNOLOGIA |
OpenAI e Microsoft decidem viver um “relacionamento aberto” |
 | (Imagem: Axios) |
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Depois de anos funcionando quase como exclusivas uma da outra, as empresas flexibilizaram o acordo bilionário que sustentou o crescimento do ChatGPT. A OpenAI agora poderá operar também em nuvens rivais, abrindo espaço para alianças com Amazon e Google. |
A mudança mostra como a disputa no mercado corporativo de AI ficou mais intensa, especialmente com o avanço do Claude, da Anthropic. |
Mesmo perdendo exclusividade, a Microsoft manteve acesso estratégico aos modelos até 2032, enquanto o mercado interpretou o movimento como o início de uma nova fase na guerra das BIG TECHs pela infraestrutura da inteligência artificial. |
A empresa de 2 homens e quase US$ 2 bilhões em vendas |
A Medvi, startup criada por Matthew Gallagher e seu irmão com apenas US$ 20 mil, chamou atenção ao projetar US$ 1,8 bilhão em vendas operando com somente duas pessoas. |
A plataforma de telemedicina usa AI para desenvolver software, criar campanhas de marketing e atender pacientes automaticamente, alcançando margens muito acima das empresas tradicionais do setor. |
O caso virou símbolo de uma nova era da economia digital, em que automação e agentes inteligentes começam a substituir grandes estruturas corporativas. A discussão passou a ser menos “quantos funcionários uma empresa precisa” e mais “quanto dela pode ser automatizado”. |
A empresa de 2 homens e quase US$ 2 bilhões em vendas |
O mês também trouxe rumores que movimentaram o Vale do Silício: a OpenAI estaria trabalhando no desenvolvimento de um smartphone próprio em parceria com empresas como a Qualcomm. |
A ideia seria criar um aparelho pensado desde o início para inteligência artificial, substituindo aplicativos tradicionais por agentes capazes de agir de forma autônoma. O mercado reagiu rapidamente, impulsionando ações de fornecedoras envolvidas no projeto. |
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ECONOMIA |
Tentativa de alívio no bolso dos brasileiros |
 | (Imagem: Washington Costa | MF) |
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O mês também foi marcado pelo anúncio do Desenrola 2.0, nova aposta do governo Luiz Inácio Lula da Silva para enfrentar o avanço histórico do endividamento no país. |
Com cerca de 82 milhões de inadimplentes e 80% da população endividada, o programa promete descontos de até 90% em dívidas e liberação parcial do FGTS para renegociação. Em troca, participantes ficarão impedidos de apostar em bets por seis meses. |
O plano gerou debate político e econômico, com críticos apontando que a primeira versão do Desenrola não conseguiu conter o crescimento da inadimplência no Brasil. |
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RODAPÉ |
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