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MUNDO |
Semanas e semanas de conflito no Oriente Médio |
 | (Imagem: Axios) |
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Março foi marcado por uma escalada intensa no conflito entre EUA e Irã. No início, Donald Trump adotou um tom duro, afirmando que a ofensiva estava apenas começando e que o objetivo era eliminar a ameaça nuclear iraniana. |
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A disputa pelo controle do Estreito de Ormuz virou o centro da crise, com aliados inicialmente relutantes em apoiar os EUA, mas mudando de posição após ataques iranianos elevarem o preço do petróleo. A pressão econômica forçou uma coalizão internacional. |
Nos últimos dias do mês, sinais de trégua surgiram, mas até o momento nenhum acordo foi selado. |
Panelaço, apagões e revolta em Cuba |
Protestos se espalharam pelo país, incluindo a invasão de uma sede do Partido Comunista em Morón, com registros de destruição de bens públicos. A população foi às ruas em “cacerolazos”, reagindo a apagões que chegam a durar mais de 15 horas e à escassez de alimentos. |
A crise, agravada por sanções, queda no turismo e falta de petróleo venezuelano, pressionou o governo a mudar o tom. Pela primeira vez em anos, autoridades cubanas admitiram negociações com os Estados Unidos, sinalizando possível reaproximação diplomática. |
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BRASIL |
Como já diria o ditado: o print é eterno |
 | (Imagem: Ton Molina | Estadão Conteúdo) |
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Março trouxe novos capítulos no escândalo do Banco Master. Conversas atribuídas a Daniel Vorcaro indicariam tentativas de contato com o ministro Alexandre de Moraes no dia de sua prisão, levantando suspeitas de interferência em investigações. |
Mesmo após negativa do ministro, prints das mensagens vieram à tona, mostrando uma dinâmica de envio por visualização única. As conversas sugerem articulações envolvendo o vazamento de informações sigilosas, inclusive com pagamento para divulgação na imprensa. |
O episódio aumentou a pressão sobre o STF e aprofundou a crise institucional, com questionamentos sobre a condução do caso e a relação entre investigados e autoridades. Enquanto isso, a Segunda Turma do Supremo decidiu manter a prisão de Daniel Vorcaro. |
Bolsonaro volta para casa |
Na última semana do mês, o ministro Alexandre de Moraes autorizou transferência do ex-presidente para prisão domiciliar por 90 dias, após internação por broncopneumonia. |
A decisão, respaldada pela PGR, impôs restrições como tornozeleira eletrônica e proibição de uso de celulares e redes sociais. O episódio reacendeu o debate político e jurídico em torno de Bolsonaro, que havia cumprido apenas 1% da pena até então e acumulava 140 atendimentos médicos desde sua prisão. |
STF enterra CPMI do INSS |
O Supremo Tribunal Federal derrubou, por 8 a 2, a decisão de André Mendonça que tentava prorrogar a CPMI do INSS. A comissão, que investiga desvios em aposentadorias e possíveis conexões com o caso Banco Master, passou a ser vista como uma “caixa de Pandora”, com potencial de atingir nomes relevantes. |
O episódio elevou o clima político, com ministros criticando vazamentos e a atuação de parlamentares, ampliando o embate institucional ao longo do mês. |
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NEGÓCIOS |
Recuperação Judicial à vista? |
 | (Imagem: O GLOBO) |
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O Grupo Pão de Açúcar e a Raízen entraram com pedidos de recuperação extrajudicial para renegociar dívidas bilionárias — cerca de R$ 4,5 bilhões no GPA e R$ 65 bilhões na Raízen. |
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Enquanto o GPA tenta ganhar fôlego após anos queimando caixa, a Raízen busca capitalização, mas ainda deve vender ativos. O movimento reforçou o ambiente desafiador para grandes empresas no país. |
Vem aí Bold sabor Nutella? |
O Grupo Ferrero anunciou a aquisição da Bold Snacks, maior marca de barrinhas de proteína do Brasil, em mais um passo na estratégia de expansão em produtos saudáveis. |
Com faturamento de R$ 200 milhões em 2025, a Bold passa a ter acesso à ampla rede de distribuição da Ferrero no país. O negócio, ainda sujeito à aprovação do Cade, reforça a onda de consolidação no setor alimentício e a aposta global em opções mais saudáveis. |
O café agora vem com farofa e pipoca |
A General Mills vendeu sua operação no Brasil para o Grupo 3corações por cerca de R$ 800 milhões, incluindo marcas tradicionais como Yoki e Kitano. |
O negócio, considerado barato considerando que a multinacional comprou só a Yoki por R$ 1,75 bilhão em 2012, nos valores da época, reforça a estratégia da 3corações de expandir além do café e ganhar presença em diferentes momentos de consumo. |
A transação também simboliza um movimento maior de consolidação, com marcas populares passando para controle nacional em um setor que movimenta mais de R$ 1,4 trilhão no país. |
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TECNOLOGIA |
O Google Maps não vai ser mais seu GPS |
 | (Imagem: Google Maps) |
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O Google lançou o “Ask Maps”, integrando o Gemini para transformar a busca em conversas com AI, capazes de entender preferências e sugerir lugares personalizados. |
Com +2 bilhões de usuários, a atualização reforça a disputa com OpenAI e Apple. Além disso, a plataforma ganhou navegação imersiva em 3D, permitindo visualizar ruas e estruturas de forma mais realista, elevando o nível de experiência no app. |
Claude em alerta máximo |
Um erro da Anthropic expôs mais de 500 mil linhas de código do Claude Code, revelando detalhes do funcionamento atual e futuros planos da ferramenta. |
O vazamento mostrou como a AI gerencia memória e executa tarefas no computador do usuário. Para rivais como OpenAI e Microsoft, o material virou um “manual gratuito”. O mais curioso é que o pacote incluía um sistema criado justamente para evitar vazamentos. |
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ECONOMIA |
PIB e redução da Selic marcaram o mês de março |
O mês de março trouxe o retrato atualizado da economia brasileira. Dados do IBGE mostraram crescimento de 2,3% do PIB em 2025 — o pior resultado desde 2020, com clara perda de fôlego ao longo do ano. |
O segundo semestre praticamente estagnou, pressionado por juros que chegaram a 15%, encarecendo o crédito e freando o consumo. O destaque positivo veio do agro, que cresceu 11,7% e sustentou boa parte da expansão. |
No cenário global, o Brasil perdeu posição no ranking das maiores economias e terminou o ano com desempenho modesto frente a outros países. |
Além disso, o mês registrou o primeiro corte da taxa de juros desde maio de 2024. O O Banco Central do Brasil, via Copom, reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano. Apesar disso, o país seguiu entre os maiores juros reais do mundo, |
|  | (Imagem: g1) |
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RODAPÉ |
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