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BRASIL |
2026 começou pegando fogo em todos os cantos do mundo |
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Não havia completado nem 60 horas do Novo Ano quando os EUA surpreenderam o mundo. Em uma operação militar planejada por meses, forças especiais americanas capturaram o presidente venezuelano Nicolás Maduro em Caracas após ataques aéreos e uma ofensiva terrestre autorizada por Donald Trump. |
A missão, acompanhada em tempo real pela Casa Branca, contou com inteligência da CIA e treinamento prévio em réplicas do esconderijo do líder venezuelano. A captura ocorreu em poucos segundos, mas deixou dezenas de mortos. |
Horas depois, as Forças Armadas reconheceram Delcy Rodríguez como presidente interina por 90 dias. Ao longo do mês, a então vice de Maduro fez críticas aos EUA, mas abriu o mercado para a exploração de petróleo por parte de empresas americanas e libertou líderes políticos que estavam presos por anos no país. |
O caos também atingiu o Oriente Médio |
Diferente da Venezuela, no Irã a população foi às ruas para tentar tirar o regime do Aiatolá Ali Khamenei devido à grave crise econômica vivida no país, com a inflação chegando a 40%. |
Prédios estatais e da TV estatal chegaram a ser incendiados, enquanto civis gritavam “morte ao ditador”. Contudo, a repressão das forças militares foi violenta: o governo reconheceu mais de 3 mil mortos, enquanto organizações independentes apontaram números que ultrapassam os 30 mil. Poucas informações foram obtidas, já que o governo local cortou a internet. |
Trump chegou a afirmar que o Irã havia “cruzado a linha vermelha”, sinalizando possíveis medidas mais duras contra o regime. Porém, os EUA não chegaram a tomar nenhuma medida militar sobre o assunto. |
Tensão em Minneapolis |
O primeiro mês do ano também foi marcado por uma escalada de tensão nos EUA em torno da política migratória. |
Após protestos contra operações do ICE em Minneapolis, a morte do cidadão americano Alex Pretti, baleado por agentes federais durante uma abordagem, ampliou a indignação popular e levou manifestações a cidades como Nova York, Chicago e Los Angeles. |
O caso foi o segundo episódio fatal envolvendo forças de imigração na cidade em poucas semanas, no contexto da maior operação federal já realizada ali. Com pressão dos democratas e a maioria dos americanos sendo contrários a atuação do ICE na região, Trump ordenou a retirada de 700 polícias da cidade. |
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BRASIL |
O assunto por aqui continuou sendo o mesmo do final de 2025… |
… Master. Novos desdobramentos do caso da fraude do banco de Daniel Vorcaro envolveram ministro do STF e influenciadores. |
A começar pelo Supremo, reportagens do Metrópoles revelaram relatos de funcionários do Tayayá Resort indicando que Dias Toffoli, ministro do STF, teria forte ligação informal com o empreendimento, que recebeu investimentos de um fundo ligado ao Master — justamente no momento em que Toffoli atua em processos relacionados ao caso no STF. |
Além disso, ainda tivemos a revelação que o Master tinha um contrato de Master tinha um contrato de R$ 6,5 milhões com o escritório de advocacia de Ricardo Lewandowski durante o período em que atuou como Ministro da Justiça.
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Paralelamente, investigações apontaram uma rede de influenciadores digitais que teria promovido ataques coordenados ao Banco Central nas redes sociais, em campanha que pode ter custado até R$ 2 milhões por influenciador, ampliando a crise institucional em torno do banco. |
A polêmica caminhada de 240 km |
 | (Imagem: Mateus Bonom | Reuters) |
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O deputado Nikolas Ferreira liderou uma caminhada de 240 km até Brasília em protesto contra decisões do STF ligadas ao 8/1 e à prisão de Bolsonaro, reunindo milhares de pessoas. |
Em seu discurso final na capital do país, críticas miraram o escândalo do Master e supostas conexões envolvendo o ministro Dias Toffoli, citado após reportagens sobre sua relação com o Tayayá Resort. O movimento teve uma forte repercussão nas redes sociais, com posts alcançando +50M de views. |
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NEGÓCIOS + TECNOLOGIA |
As principais notícias do mundo business e tech do início do ano |
1) Os brazucas fizeram história |
 | (Imagem: Brex) |
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A Brex, fintech fundada pelos brasileiros Pedro Franceschi e Henrique Dubugras, assinou sua venda para a Capital One por US$ 5,1 bilhões — o maior acordo já realizado entre um banco e uma fintech. |
A empresa, criada em 2017 após o sucesso da Pagar.me, cresceu rapidamente, alcançando valuation de US$ 12,3 bilhões e mais de 35 mil clientes corporativos. |
Mesmo abaixo do pico, a operação garantiu retornos expressivos aos investidores e consolidou mais um capítulo da trajetória de empreendedores brasileiros no Vale do Silício. |
2) O primeiro IPO brasileiro em quase 5 anos |
Janeiro marcou o retorno das empresas brasileiras ao mercado internacional de capitais. O PicPay realizou seu IPO na Nasdaq, levantado US$ 432 milhões — a primeira listagem de uma companhia brasileira no exterior desde o IPO do Nubank, em 2021. |
Segundo maior banco digital do país, com 67 milhões de usuários, o PicPay busca ampliar sua base para clientes de maior renda, mirando valuation próximo ao de concorrentes como Inter e Nubank. |
3) Google quer revolucionar o e-commerce |
Na NRF 2026, o maior evento de negócios do mundo, o Google anunciou o Universal Commerce Protocol (UCP), iniciativa para conectar agentes de AI diretamente aos varejistas. |
A proposta é mudar a lógica das compras online: em vez de navegar por sites, consumidores conversam com a AI, que compara opções e conclui a compra automaticamente. |
O projeto já nasceu com parceiros como o Walmart e posiciona o Google como possível infraestrutura central do e-commerce na era da inteligência artificial, mercado estimado em trilhões de dólares nesta década. |
4) A AI das AIs? |
Uma novidade trouxe euforia ao Vale do Silício. A ferramenta de código aberto ClawdBot chamou atenção ao funcionar como um agente de AI integrado a apps do dia a dia, como WhatsApp, Slack e Gmail. |
Criado por Peter Steinberger, o assistente se destacou por agir de forma proativa, lembrar informações e executar tarefas automaticamente, 24 horas por dia. Para muitos desenvolvedores, o ClawdBot representou um passo concreto rumo ao conceito de assistente pessoal digital completo. |
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ECONOMIA |
Acordos e liquidações marcaram janeiro |
Após a Operação Compliance Zero, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Reag — que já administrou R$ 352 bilhões e é investigada por inflar ativos do Master. |
Dias depois, o BC também liquidou o Will Bank, após bloqueio da Mastercard por falta de repasses. Com cerca de 12 milhões de clientes afetados, o efeito dominó elevou o risco para o sistema financeiro. |
Somando os cerca de R$ 41 bi do Master e os estimados R$ 6,3 bi do Will Bank, o FGC pode ter que desembolsar até R$ 48 bilhões, o que representa 40% do seu caixa. |
Acordo firmado 🤝 |
Apesar da resistência da França e da Irlanda, a União Europeia assinou o acordo de livre comércio com o Mercosul após 25 anos de negociações. O tratado, que deve reduzir tarifas, significa acesso a 451 milhões de consumidores, o que deve gerar um crescimento de US$ 9,3 bilhões no nosso PIB até 2040. |
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VARIEDADES |
Um mês histórico para o cinema nacional |
 | (Imagem: Rich Polk | Variety) |
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No Globo de Ouro, o filme O Agente Secreto venceu como Melhor Filme em Língua Não Inglesa — primeira vitória do Brasil na categoria desde Central do Brasil. Logo depois, Wagner Moura foi premiado como Melhor Ator em drama, ampliando a presença brasileira na premiação. |
Dias depois, o filme foi indicado ao Oscar 2026 em quatro categorias, consolidando o início do ano como um dos mais marcantes para o cinema nacional. |
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Fechamento do mercado no mês |
💵 DÓLAR: -4,74% | R$ 5,48 ➡️ R$ 5,22 🪙 BITCOIN: -4,74% | US$ 87.988 ➡️ US$ 83.813 💶 EURO: -3,42% | R$ 6,44 ➡️ R$ 6,22 📊 IBOVESPA: +12,16% | 161.420 pts ➡️ 181.055 pts 🏭️ S&P 500: +0,63% | 6.896,45 pts ➡️ 6.939,65 pts 💻️ NASDAQ: +0,18% | 23.419,08 pts ➡️ 23.461,82 pts | | | | Variação mensal | Dados de 30/12 vs. 30/01 |
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OUTROS HIGHLIGHTS DO MÊS |
Para relembrar |
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RODAPÉ |
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