| | | | | reencontros | “nem todo fim era fim. alguns eram só intervalo.” | | Impossível ler essa edição sem antes escutar esta música. 🥹 |
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| | | | | FIRST THINGS FIRST | Velha infância |  | (Imagem: Getty Images) |
| Você é assim Um sonho pra mim E quando eu não te vejo Eu penso em você Desde o amanhecer Até quando eu me deito Eu gosto de você E gosto de ficar com você Meu riso é tão feliz contigo O meu melhor amigo é o meu amor E a gente canta E a gente dança E a gente não se cansa De ser criança A gente brinca Na nossa velha infância Seus olhos, meu clarão Me guiam dentro da escuridão Seus pés me abrem o caminho Eu sigo e nunca me sinto só |
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| A música “Velha Infância”, do grupo Tribalistas, é como um lugar onde o tempo desacelera. Nostálgica para muitos, a letra fala de um amor que não pesa, não exige performance nem tradução. | Um amor que simplesmente acontece — como respirar, como acordar pensando em alguém, como ir dormir com a presença do outro, mesmo quando ele não está ali. | Logo no início, o amor aparece como sonho, mas não é um sonho distante: é íntimo, cotidiano e que atravessa o dia inteiro.
| Pensar no outro “desde o amanhecer até quando me deito” transforma o amor em hábito. Não é obsessão; é constância. É a ideia de que amar alguém é carregar essa pessoa nos pequenos silêncios do dia. | E quando a letra diz “a gente não se cansa de ser criança”, ela fala não da idade, mas de estado de espírito. Ser criança aqui é poder existir sem cálculo, sem medo do julgamento. | É rir alto, cantar errado e dançar sem saber os passos — e não sentir vergonha disso, porque o outro não observa, mas acompanha. |
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| A velha infância, portanto, não é algo que ficou no passado, mas foi guardada com cuidado e reencontrada no amor. | Como se, ao estar com a pessoa amada, pudéssemos acessar uma versão de nós mesmos que o mundo adulto tentou silenciar: mais leve, curiosa e inteira. | A “velha infância” não ficou para trás; ela sobrevive onde existe afeto suficiente para que a gente baixe a guarda. Amar, nesse sentido, não é voltar no tempo, é deixar de precisar se esconder. |
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| | | | | EDITOR’S PICK | Sunday’s Love 🌻 |  | (Imagem: We Heart It) |
| Aproveite o clima de amor, siga as nossas dicas e seja feliz! 🌹 | |
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| | | | | BASEADO EM UMA HISTÓRIA REAL | Amor de verão |  | (Imagem: VSCO) |
| Tudo começou na praia de Xangri-lá, no Rio Grande do Sul. Tracy e Augusto ainda eram crianças quando se conheceram na rua, durante o verão. | Faziam parte de uma pequena trupe inseparável: Augusto e o irmão, Tracy, a irmã dela, um primo e uma amiga que vinha de Igrejinha. Eventualmente, outros se juntavam, mas aquele núcleo era o mais unido. | | Todo verão era marcado pela espera ansiosa da chegada de Dudi e Augusto, que vinham para a praia depois. Tracy lembra da expectativa, dos momentos em que se arrumavam para assistir ao futebol no fundo da casa deles. | Eram dias longos, cheios de risadas, descobertas e a sensação de que o mundo cabia naquele pedaço de areia. | Com a chegada da adolescência, porém, tudo mudou. A casa de praia foi vendida e, pouco a pouco, os encontros deixaram de existir. Apesar de todos morarem em Porto Alegre, era na praia que os laços se formavam. | Tracy chegou a escrever uma carta sugerindo um reencontro, mas nunca teve coragem de enviá-la. A vida seguiu. |
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| Anos depois, em 2015, o passado resolveu bater à porta. A amiga de Igrejinha enviou uma mensagem no Facebook parabenizando Augusto, marcou todo mundo e propôs um reencontro da antiga turma da praia. | Ele estava se separando e voltando ao Brasil após período vivendo em Israel. Tracy também vivia um recomeço: estava divorciada e tinha um filho, assim como ele. | | Quando Tracy disse que não tinha ninguém, veio a sugestão: chamar o Augusto. Tracy resistiu, brincou que ele podia estar careca ou até ser um psicopata, mas, após uma garrafa de vinho, tomou coragem e mandou a mensagem. | A resposta inicial foi fria: “Vou ver e te aviso.” No dia seguinte, porém, ele confirmou que iria e perguntou o que levar. | Tracy sugeriu um vinho chileno e ainda se ofereceu para irem juntos, já que ele estava recém-chegado à cidade. Augusto recusou, dizendo que se virava sozinho. Mais um balde de água de fria. | No dia do encontro, Tracy se atrasou por causa de uma aula de dança. A irmã também demorou, e Augusto acabou chegando primeiro. O dono do apartamento precisou sair, deixando Augusto sozinho. |
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| Quando Tracy finalmente chegou, foi ele quem abriu a porta. Um “oi” simples, olhos verdes arregalados — e tudo mudou. A conexão foi imediata. | Entre lembranças, conversas e risadas, quando os outros chegaram, os dois já estavam próximos e íntimos, como se o tempo nunca tivesse passado. O vinho ajudou, mas não foi o responsável: havia algo maior ali. | No fim da noite, Augusto ofereceu-se para levá-la em casa. Orgulhosa, Tracy recusou. Mas, na despedida, veio o beijo. E, como se o destino resolvesse assinar aquele momento, começou a chover. Eles nunca mais pararam de se beijar. | | Vieram os cafés, as idas à praia, as gargalhadas, os vinhos e, claro, mais beijos. Em 2018, juntaram tudo: os gatos dela, os gatos dele, os filhos e os sonhos. Em 2021, durante uma viagem de carro pelo Brasil, Augusto a pediu em casamento. | No dia 5 de novembro de 2022, selaram a união cercados pelos amigos da praia — agora padrinhos —, amigos da vida e da família. A lua de mel não poderia ser em outro lugar: a praia, sempre ela. | Hoje, Tracy e Augusto são padrinhos da Olívia, filha daquele primo-amigo da praia. Colhem amoras no quintal de casa e sonham novos sonhos entre xícaras de café, taças de vinho ou uma boa cerveja artesanal. |
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| Enfrentaram batalhas, dificuldades e imperfeições, como toda história real, mas seguem firmes, lembrando sempre a canção que marcou o início do namoro e que virou voto de casamento: “sinceramente você pode se abrir comigo”. | No último 9 de outubro, completaram-se dez anos desde o primeiro beijo — ainda com a mesma intensidade, carinho e amor. | É difícil duvidar do destino diante de uma história assim. Às vezes, o amor está do outro lado do mundo, apenas esperando o momento certo para voltar, brindar e ficar. | | Ela quer envelhecer ao lado dele, sorrir eternamente, reviver a velha infância, brincar e dançar. Porque o riso dela é mais feliz com Augusto, seu melhor amigo e seu grande amor. | |
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| | | | | ENQUETE DO THE STORIES |  | tradução: “eu com aquele garoto com quem sou ‘apenas amiga’” |
| O que sustenta mais um relacionamento? | | RESULTADO DA ÚLTIMA ENQUETE 35,24% de vocês (216 pessoas) disseram que dinheiro é o que mais querem em 2026. Abaixo, uma resposta de destaque por opção: → (Saúde) “A saúde ganha de qualquer coisa. Sem saúde a gente não ama, não tem paz. O amor pode não ser tão leve — e como fazer dinheiro sem saúde? Depois de um susto de quase câncer este ano, tudo o que eu quero é saúde para alcançar o restinho acima! E também desejo muita saúde para vocês continuarem inspirando meus domingos <3” → (Amor) “Porque finalmente já me encontrei, entre meus vícios e virtudes. Estou pronta pra dividir a vida com a minha pessoa sem me perder.” → (Dinheiro) “Que não compra as outras haha, mas permite pagar o plano de saúde, traz a paz dos boletos pagos e, consequentemente, tempo e paciência para o amor.” → (Paz) “Acho que ter paz interior, me sentir completa e feliz comigo mesma, de maneira que o exterior não abale minha paz interior. Ultimamente, o que vem de fora tem afetado muito meu humor e meus sentimentos. Não quero isso para 2026.” |
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| | | | | EXTRA
| Você foi minha dança inesquecível |  | (Imagem: Pinterest) |
| Oi, Fulano. Tudo bem com você? | Nas últimas semanas, uma lembrança sua voltou de forma sutil — dessas que insistem em aparecer para lembrar que, entre tantos momentos da vida, houve um que valeu muito a pena viver. Senti vontade de te escrever não para mudar nossas histórias, mas para compartilhar algo que me acompanha em silêncio há alguns anos. | Não é uma confissão nem um pedido, muito menos uma tentativa de reescrever caminhos. É apenas uma lembrança bonita que guardo desde 2017, quando nos conhecemos na igreja e, após o culto, fomos dançar forró com João, Jéssica e você. | Você me tirou para dançar e, embora tenha sido breve, foi um momento singelo que me marcou profundamente. Seu jeito natural, respeitoso e confiante de conduzir a dança, como quem entende o ritmo e antecipa os passos da música, me surpreendeu. Havia ali uma delicadeza difícil de explicar — como se você soubesse exatamente para onde a música queria nos levar. Foi uma dança que ficou em mim, daquelas que continuam mesmo após a música acabar. | Pouco depois, você voltou ao Rio para se preparar para retornar a Viçosa e realizar o sonho de estudar na UFV. Quando voltou, um ano depois, fiquei feliz em ver esse sonho acontecendo. Desde então, mesmo distante, sempre te admirei: sua inteligência, dedicação, nobreza, fé e a amizade sincera com meu irmão Airton sempre disseram muito sobre quem você é. | Nunca abri meu coração pra você. Guardei tudo como quem guarda uma canção — ouvindo baixinho, só para si, para não estragar a delicadeza do sentimento. Segui minha vida: atualmente moro em Teresópolis, tenho um bom emprego e faço meu doutorado em astrofísica de forma remota. Gosto da cultura do Rio, que às vezes me lembra um certo carioca que conheci no interior de Minas. | Às vezes, ouço notícias suas: a graduação concluída, a mudança para o Centro-Oeste, a constância na igreja. Cada um seguiu seu caminho, mas há lembranças que não obedecem ao tempo nem à distância. Permanecem porque nasceram especiais. | Nas últimas semanas, tive a esperança de reencontrar-te no casamento do meu irmão. Era uma esperança simples, sem pretensões. Imaginei que, ao te ver, nos reconheceríamos naquele momento que guardo com tanto carinho. Mas você não pôde ir, e foi essa ausência que me levou a te escrever. | Não espero nada com essa carta. Não quero despertar sentimentos nem criar expectativas. Apenas acredito que certos momentos são especiais demais para morrerem sozinhos dentro da gente. Aquela dança é assim pra mim — uma melodia que o tempo não conseguiu apagar. | Dizem que a vida é uma festa que um dia termina. E, entre tantas músicas e passos, você foi a minha dança inesquecível. | Desejo, de coração, que você esteja bem, cercado de coisas boas e de pessoas que reconheçam o quanto você é especial. E, se um dia essa lembrança também passar por você, deixe a música tocar — nem que seja por um instante. | Com carinho, Karol Ferreira | — |
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