| | | | | Essa semana, fizemos uma pergunta simples no nosso Instagram: "Qual é algo de que você se orgulha e ninguém sabe?" Esperávamos algumas respostas engraçadas, mas, em vez disso, recebemos histórias de recomeços, de coragem, de quem aprendeu a dizer não e de quem venceu batalhas que quase ninguém viu. | Ler cada uma dessas respostas nos lembrou de algo importante: as maiores conquistas da vida quase nunca vêm com troféus ou aplausos. Às vezes, acontecem em silêncio, quando ninguém está olhando. E talvez seja justamente isso que as torna tão grandes. | Clique aqui para ler — e depois nos conta a sua. | |
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| | | | | BIG STORY | “Não é o que dizemos ou pensamos que nos define, mas o que nós fazemos” |  | (Imagem: Pinterest) |
| Em 1811, Jane Austen publicou seu primeiro romance e escolheu começar pela pergunta mais antiga do amor: é melhor amar com a razão ou com a sensibilidade? | | A obra acompanha as irmãs Dashwood, que, depois da morte do pai, veem suas vidas virar de cabeça para baixo. Obrigadas a deixar a casa onde cresceram, elas descobrem o amor de maneiras opostas. | Elinor sente muitas coisas, mas raramente demonstra; Marianne, por outro lado, demonstra tudo, pois acredita que um amor vivido em volume baixo não merece esse nome.
| Durante todo o romance, Austen evita escolher um lado. Pelo contrário, mostra que tanto a razão sem sensibilidade quanto a sensibilidade sem razão podem nos levar ao mesmo lugar: o sofrimento. |  | (Imagem: Razão e Sensibilidade, 1995) |
| A mulher por trás do romance… | Jane Austen nasceu em 1775, numa pequena vila inglesa. Era filha de um clérigo e de uma mulher de espírito afiado que, segundo os biógrafos, passou para a filha o gosto pela ironia. | Publicou seus livros anonimamente, assinando apenas “By a Lady” (Por uma Dama), e transformou bailes, jantares e visitas da aristocracia inglesa em alguns dos retratos mais precisos já escritos sobre comportamento humano. | | Poucos autores sobreviveram tão bem ao tempo. Seus seis romances continuam sendo lidos, estudados e adaptados porque abordam algo que nunca muda: as pessoas. | Corta para 2026: o clássico ganha uma nova vida |  | (Imagem: Razão e Sensibilidade, 1995) |
| Depois da adaptação vencedora do Oscar, dirigida por Ang Lee em 1995 — estrelada por Emma Thompson e Kate Winslet —, e da minissérie produzida pela BBC em 2008, Razão e Sensibilidade volta aos cinemas em outubro de 2026. | | O primeiro trailer já indica uma mudança de olhar: menos interessada na rigidez das convenções sociais e mais interessada nos silêncios, gestos e conflitos emocionais que sempre fizeram de Austen uma autora tão contemporânea. | Há algo de muito atual na forma como Oakley parece querer contar essa história… Um espelho, disfarçado de romance de época. |  | (Imagem: Razão e Sensibilidade, 1995) |
| Porque Elinor e Marianne não ficaram presas às páginas do livro. Elas continuam aparecendo por aí. E, vez ou outra, na mesma pessoa — dependendo do dia. | Na versão de nós que contém o choro até chegar em casa e na que envia a mensagem antes de respirar; Na versão de nós que calcula cada passo e na que se joga sem saber onde vai cair; Na versão de nós que protege o próprio coração e na que acredita que amar sempre vale o risco.
| Austen sabia que ninguém é só uma coisa. E foi exatamente essa ambiguidade que fez de Razão e Sensibilidade um livro tão duradouro. | Georgia Oakley agora assume o desafio de contar essa história para uma nova geração. | Mas algumas perguntas atravessam séculos justamente porque não admitem uma resposta simples. Duzentos e quinze anos depois, a dúvida de Jane Austen continua viva: é possível amar só com a cabeça ou só com o coração? |
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| | | | | | BASEADO EM UMA HISTÓRIA REAL | Paris nunca foi o ponto |  | (Imagem: Pinterest) |
| Carolina não estava procurando por nada. | Havia passado dois anos se reconstruindo depois de um relacionamento que a tinha esvaziado por dentro. Em algum momento desse caminho, o lado romântico dela havia adormecido silenciosamente. | Então, veio Paris — um casamento de um amigo, cento e cinquenta convidados, um château que durou até o amanhecer. | Foi na recepção da cerimônia, em um iate, que Sebastian a ouviu falar português e se apresentou. | Houve uma foto em frente à Torre Eiffel. Uma conversa breve. Um convite para o bar do hotel, que ela recusou. Naquela noite, um roupão macio e uma cama confortável pareciam opções muito mais interessantes do que qualquer flerte. | Nos dias seguintes, ele continuou aparecendo — e ela continuava recusando. | Chamou para dançar; ela recusou. A elogiou; ela agradeceu. Sussurrou em espanhol, em francês e em inglês. Ela entendia todos os idiomas, mas não respondeu a nenhum deles com flerte.
| Por volta das duas da manhã, Carolina tomou uma decisão silenciosa: se fosse beijar alguém naquele fim de semana, provavelmente seria ele. | A vida, porém, tem uma relação estranha com o timing. | O exato momento em que ela chegou a essa conclusão foi o momento em que ele deixou de aparecer. A pista esvaziou. Os ônibus voltaram para o hotel. A noite parecia ter terminado. | Mas era justamente ali que ela começava. | Casamentos têm uma energia própria. Fazem as pessoas acreditarem, por algumas horas, que o amor é inevitável — e que talvez também chegue a vez delas. Por acaso, ou por essa magia coletiva que paira no ar, eles se encontraram caminhando por Paris antes do nascer do sol. |
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| A cidade estava quase vazia. Em algum lugar entre as ruas silenciosas e a primeira luz da manhã, a distância que ela havia cuidadosamente mantido desapareceu. | Eles se beijaram. | No dia seguinte, caminharam por Paris como se sempre tivessem planejado aquilo. Procuraram cartões-postais. Entraram em tabacarias atrás de selos. | Carolina ficava como uma criança animada cada vez que encontrava o que procurava. Ele observava; ela o beijava. E, pela primeira vez em muito tempo, percebeu que estava feliz sem precisar pensar no motivo. | Na hora do voo, Sebastian pediu seu número. | "Prefiro não dar", disse ela. "Eu gosto muito dessa história, do jeito que ela está." |
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| Deveria ter terminado ali, mas um voo cancelado lhes deu mais um dia. Depois vieram as ligações, os áudios, os convites para a Colômbia e para Harvard. Quando ela recusou os dois, ele disse que poderia voar para o Brasil. | Então, em uma conversa, pararam de flertar por tempo suficiente para falar com sinceridade. | | A conversa foi educada, mas o silêncio se instalou nos dias seguintes. | Sentia falta dele? Pensou bastante antes de responder. | Descobriu que sentia falta de outra coisa: da atenção, da expectativa de acordar e encontrar uma mensagem, da leveza, da mulher que ria com facilidade, caminhava por Paris antes do amanhecer e descobria que ainda conseguia se apaixonar pela possibilidade de um encontro. | Sebastian não foi o amor da vida dela, mas foi quem lhe devolveu uma parte que ela imaginava ter perdido. | | Carolina voltou para casa sem Sebastian, mas levou consigo a certeza de que o amor ainda morava dentro dela. | |
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| | | | | Gostou da história que leu? | Pois saiba que a próxima pode ser a sua. Conte pra gente aquela história de amor que só você sabe e tem dentro de si. Afinal, todo mundo tem a sua. | Queremos compartilhar, pelo menos um pouquinho, desse sentimento que você tem aí dentro. Você nunca sabe o que ele pode provocar nas pessoas… | |
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| | | | | EXTRA | “A mim que desde a infância venho vindo, como se o meu destino fosse o exato destino de uma estrela, apelam incríveis coisas: | pintar as unhas, descobrir a nuca, piscar os olhos, beber. | Tomo o nome de Deus num vão. | Descobri que a seu tempo vão me chorar e esquecer. | Vinte anos mais vinte é o que tenho, mulher ocidental que se fosse homem, amaria chamar-se Fliud Jonathan. | Neste exato momento do dia vinte de julho, de mil novecentos e setenta e seis, | o céu é bruma, está frio, estou feia, | acabo de receber um beijo pelo correio. | Quarenta anos: não quero faca nem queijo. | Quero a fome.” | — Adélia Prado |
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| | | | | EM CARTAZ | Nos cinemas ou no conforto do seu sofá |  | (Imagem: Divulgação) |
| Vinte e cinco anos após chocar e consagrar-se no Festival de Cannes, o perturbador drama A Professora de Piano retorna oficialmente aos cinemas brasileiros a partir do dia 30 de julho, com sessões especiais antecipadas já em cartaz em circuitos selecionados. | Dirigida pelo mestre do desconforto Michael Haneke e baseada no icônico romance da vencedora do Nobel Elfriede Jelinek, a obra-prima ganha uma cópia restaurada em 4K, trazida pela distribuidora FILMICCA. | Longe de qualquer sentimentalismo, o longa se consolidou na história do cinema europeu por sua estética seca, fria e cirúrgica, capaz de radiografar os abismos mais profundos e sombrios da repressão e da psique humana. | Confira os principais lançamentos da semana: | Pequenas Criaturas — 23 de julho, nos cinemas Mil Luas — 23 de julho, nos cinemas Ransom Canyon (2ª temporada) — 23 de julho, na Netflix Para Além do Tempo — 23 de julho, na Disney+
| E você, assistiu a qual dos lançamentos que mencionamos na | |
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