| | | | | | | Em Quando o Coração Floresce, clássico de 1955 dirigido por David Lean, Katharine Hepburn interpreta Jane Hudson, uma americana que decide realizar sozinha o sonho de conhecer Veneza. | Entre canais, praças e ruas desconhecidas, ela conhece Renato, um comerciante italiano por quem acaba se apaixonando. | O que deveria ser apenas uma viagem de férias se transforma em algo muito maior, e Jane descobre que nem sempre voltamos de um lugar da mesma forma que chegamos. | |
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| | | | | | | BIG STORY | “Tudo começa quando as luzes se apagam” |  | (Imagem: Pinterest) |
| Em agosto de 1932, algumas centenas de pessoas se reuniram no terraço do Hotel Excelsior, na ilha do Lido, em Veneza, para assistir a uma coisa que ainda não sabiam muito bem como chamar. | Filmes de diferentes países seriam exibidos e celebrados juntos pela primeira vez. |
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| O público escolhia seus favoritos por meio de um referendo, e o evento atendia pelo nome de Exposição Internacional de Arte Cinematográfica. | Noventa e quatro anos depois, o Festival Internacional de Cinema de Veneza — o mais antigo do mundo — continua acontecendo na mesma ilha. | O evento nasceu como parte da Bienal de Veneza, criada em 1895 | Ele carregava uma ideia bastante ambiciosa para a época: colocar o cinema ao lado da pintura, da escultura e das outras artes. | O problema é que o festival surgiu em um dos momentos mais turbulentos da história italiana. Sob o regime fascista, a política rapidamente entrou nas salas de exibição. |  | (Imagem: Pinterest) |
| O principal prêmio chegou a se chamar Taça Mussolini e, em 1938, a interferência dos regimes de Benito Mussolini e Adolf Hitler nos resultados afastou países e colocou em xeque a legitimidade do evento. | Não por acaso, o Festival de Cannes foi fundado em 1939, justamente como resposta às manipulações de Veneza. |
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| Após a Segunda Guerra Mundial, o festival precisou se reinventar. | Em 1946, ao retomar as atividades, premiou Jean Renoir — um conhecido antifascista exilado da França durante a ocupação — num gesto simbólico de ruptura com o passado; Em 1949, o prêmio principal ganhou um novo nome: Leão de São Marcos, em homenagem ao símbolo milenar da cidade; Em 1954, o nome se consolidaria definitivamente como Leão de Ouro.
|  | (Imagem: Pinterest) |
| Até que o Leão desapareceu | Na esteira dos protestos de 1968, o festival entrou em colapso. Diretores se recusaram a participar e os prêmios foram abolidos. Entre 1969 e 1979, não houve Leão de Ouro. O festival, inclusive, nem aconteceu em 1973, 1977 e 1978. | O retorno veio em 1980, quando Louis Malle e John Cassavetes dividiram o prêmio, inaugurando uma nova fase. |
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| A década seguinte devolveria ao festival parte do prestígio perdido, com espaço para novos talentos e filmes que desafiavam o status quo. | Corta para 2026… | A 83ª edição acontece entre 2 e 12 de setembro, novamente no Lido di Venezia. Vinte filmes disputam o Leão de Ouro diante de um júri presidido por Maggie Gyllenhaal. | O Brasil também chega à competição principal com Retorno a Buenos Aires, coprodução ítalo-brasileira dirigida por Marco Bechis. | | Fora da competição, outro nome conhecido chama atenção: Don't Look Back in Anger, documentário sobre a reunião da banda Oasis, que também será exibido no festival. |  | (Imagem: Pinterest) |
| Quase um século separa a edição deste ano daquela primeira noite de 1932. | Nesse tempo, Veneza atravessou fascismo, guerra, protestos, crises do cinema e a chegada da televisão, dos blockbusters e do streaming. Viu formatos nascerem, morrerem e voltarem. Viu o próprio significado de "cinema" mudar diante de seus olhos. |
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| Mas existe algo bonito no fato de que, todo mês de setembro, a indústria ainda faça a mesma viagem até essa pequena ilha italiana. | Porque, apesar de tudo que mudou, o ritual continua praticamente intacto: uma sala escura, uma tela acesa e a expectativa de descobrir algo que ninguém viu antes. |
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| | | | | | | | BASEADO EM UMA HISTÓRIA REAL | O ônibus errado |  | (Imagem: Pinterest) |
| Monique e Matheus trabalhavam na mesma empresa, mas nunca tinham se encontrado. | Até que, em um dia completamente comum de 2018, ela pegou um ônibus fretado, diferente do habitual, pois precisava ir até uma faculdade participar de uma feira de profissões. | | O dia começou caótico. Monique dormiu no ônibus e perdeu o ponto onde deveria descer. Quando percebeu, foi desesperada falar com o motorista. Não tinha nem dinheiro para pegar outro ônibus. | Matheus ouviu a conversa. Disse que também estava indo para a faculdade e se ofereceu para dar uma carona. Só precisaria passar em casa antes para buscar o carro. Na cabeça de Monique, todos os alertas possíveis dispararam. | Mas eram colegas de empresa, havia gente em comum e, até aquele momento, ele não parecia oferecer nenhum risco.
| Então, ela aceitou — e passou o trajeto inteiro preparada para pular do carro caso fosse necessário. (Hoje, inclusive, os dois riem muito disso). | Chegaram à faculdade. Monique agradeceu, desceu correndo de vergonha e foi viver o resto do dia. | Só que, algumas horas depois, começou a pensar naquele desconhecido que tinha aparecido justamente quando ela precisava. |
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| Talvez tivesse deixado passar uma oportunidade | Como não tinha o telefone dele, pediu ajuda a uma amiga que ainda estava na feira. Deu o nome e todas as características de que conseguia se lembrar. A amiga o encontrou. | | No dia seguinte, foi a vez de Matheus procurá-la. No chat da empresa, apareceu um convite: | — Vamos almoçar? | Ela aceitou. | Os almoços viraram conversas. As conversas viraram mensagens. E as mensagens viraram ligações intermináveis na volta da faculdade, daquelas que só acabavam porque, em algum momento, um dos dois dormia. | Anos depois, Monique perguntou quando Matheus percebeu que havia alguma coisa diferente acontecendo entre eles. | A resposta foi simples: “Quando percebi que aquela ligação já fazia parte do meu dia.” | Por quase um ano, foram amigos, e talvez tenha sido justamente aí que construíram aquilo que viria depois. |
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| Quando Monique saiu da empresa, já não havia mais almoço para servir de desculpa. Restaram as mensagens e as ligações — e elas continuaram. | Os dois eram diferentes em quase tudo. Monique tinha acabado de fazer 18 anos e queria sair todos os fins de semana, conhecer gente, fazer coisas, viver tudo ao mesmo tempo. Matheus era caseiro, apaixonado por jogos online e não tinha nenhuma vontade de acompanhar o ritmo dela. | Mas combinar nem sempre é gostar das mesmas coisas | Ela planeja, ele confia. Ela acelera, ele acalma. Ela espalha as coisas por todos os lados sem perceber; ele sofre um pouquinho, mas aprendeu a encontrar espaço no meio do caos. | No aniversário de Monique, em 2019, Matheus resolveu ir à festa… e foi naquela noite que a pediu em namoro. | Cinco anos depois, em 2024, veio outro pedido. Dessa vez, em Bariloche, durante uma viagem que Monique descreve como perfeita.
| Em 2025, eles se casaram em Santa Catarina, na Gruta do Poço Certo, cercados pelas pessoas que acompanharam boa parte daquela história. | O curioso é que tudo começou porque Monique errou. Pegou o ônibus errado. Dormiu mais do que deveria. Perdeu o ponto. Precisou pedir ajuda. |
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| A gente passa boa parte da vida tentando chegar aos lugares certos. Planeja a rota, calcula o tempo e escolhe onde descer. | E, nessa pressa de chegar, às vezes esquece que muita coisa importante acontece justamente no caminho. Em uma conversa que se estende mais do que deveria. Em um almoço sem grandes pretensões. Em uma ligação que, de tanto se repetir, vira parte do dia. Em uma carona que poderia ter sido apenas uma carona. | Talvez nem todo desvio precise ser corrigido imediatamente. Alguns merecem ser percorridos um pouquinho, só para descobrir onde vão dar. | Monique perdeu o ponto naquele dia… e acabou encontrando alguém com quem seguir viagem. | |
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| | | | | | | Gostou da história que leu? | Pois saiba que a próxima pode ser a sua. Conte pra gente aquela história de amor que só você sabe e tem dentro de si. Afinal, todo mundo tem a sua. | Queremos compartilhar, pelo menos um pouquinho, desse sentimento que você tem aí dentro. Você nunca sabe o que ele pode provocar nas pessoas… | |
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| | | | | | | EXTRA | “Nas palmas de tuas mãos leio as linhas da minha vida. | Linhas cruzadas, sinuosas, interferindo no teu destino. | Não te procurei, não me procurastes – íamos sozinhos por estradas diferentes. | Indiferentes, cruzamos Passavas com o fardo da vida… | Corri ao teu encontro. Sorri. Falamos. | Esse dia foi marcado com a pedra branca da cabeça de um peixe. | E, desde então, caminhamos juntos pela vida…” | — Cora Coralina |
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| | | | | | | EM CARTAZ | Nos cinemas ou no conforto do seu sofá |  | (Imagem: Divulgação) |
| A história por trás de uma das operações militares mais importantes da Segunda Guerra Mundial ganha vida nas telas com Pressão, novo filme estrelado pelo vencedor do Oscar Brendan Fraser e Andrew Scott, que chega aos cinemas brasileiros no dia 03 de setembro de 2026. | Baseado em fatos reais, o longa acompanha as 72 horas que antecederam o Dia D, mostrando a difícil decisão do general Dwight D. Eisenhower (Fraser) e do capitão James Stagg (Scott), além do papel decisivo de uma equipe de meteorologistas na invasão da Normandia. | Confira os principais lançamentos da semana: | Gonzaguinha, Da Maior Liberdade — 03 de setembro, nos cinemas George Washington — 03 de setembro, nos cinemas Minha Melhor Amiga — 03 de setembro, nos cinemas O Grande Arco de Paris — 03 de setembro, nos cinemas
| E você, assistiu a qual dos lançamentos que mencionamos na última edição? | |
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| | | | | | | | RODAPÉ | the news cult | Seu hub abrangente de curadoria cultural e comportamento. Uma lente para entender o mundo e as conexões humanas através do amor, da arte, do cinema, da literatura, das tendências de lifestyle e da vida digital. | Sempre aos domingos de manhã, às 10:00. |
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