| | | | | | | Em Vidas Passadas (2023), filme dirigido por Celine Song e estrelado por Greta Lee e Teo Yoo, Nora e Hae Sung são dois amigos de infância que se separam quando a família dela deixa a Coreia do Sul. | Mais de vinte anos depois, os dois se reencontram em Nova York. Entre lembranças, conversas e caminhos que seguiram em direções diferentes, precisam lidar com os sentimentos que permaneceram e com as vidas que construíram longe um do outro. | O filme parte de uma pergunta que talvez todos nós já nos tenhamos feito: e se as coisas tivessem acontecido de outra maneira? Uma história sobre os amores que nos transformam, mesmo quando não permanecem em nossas vidas. | Você acredita que um amor pode ter sido verdadeiro mesmo que tenha chegado ao fim? | | |
| |
| |
| | |
| | | | | | | BIG STORY | “A fórmula do final feliz” |  | (Imagem: Divulgação) |
| Em 2020, enquanto o mundo se trancava em casa por causa da pandemia, um livro de capa colorida começava a aparecer nas recomendações de leitores do TikTok. | A história acompanhava dois escritores que passavam o verão em casas vizinhas. Ela escrevia romances com finais felizes, enquanto ele preferia histórias consideradas mais sérias. Para superar um bloqueio criativo, os dois decidiam trocar de gênero literário. | O livro era Leitura de Verão, de Emily Henry, uma escritora americana que, até então, havia publicado algumas obras de ficção juvenil sem alcançar grande reconhecimento. |
|
| A história conquistou leitores, ganhou espaço no BookTok e passou 55 semanas na lista de mais vendidos do New York Times. | Seis anos depois, Emily Henry já vendeu mais de 12 milhões de exemplares, teve cinco livros encaminhados para adaptações audiovisuais e se tornou um dos nomes mais disputados de Hollywood. | Mas como uma autora de histórias de amor chegou tão longe? | Antes de se tornar um fenômeno editorial, Emily escrevia sobretudo para o público jovem. Seu primeiro livro, The Love That Split the World, foi publicado em 2016 e acompanhava uma adolescente que transitava entre realidades paralelas. | | Perto dos 30 anos, ela começou a se interessar pelas complexidades dos relacionamentos adultos. Foi assim que, quase em segredo, passou a escrever o que se tornaria Leitura de Verão. | Curiosamente, embora fosse apaixonada por comédias românticas no cinema, Emily nunca havia lido um romance do gênero antes de escrever a primeira versão do livro. | | Quando Leitura de Verão chegou às livrarias, em 2020, a editora Berkley Books estava apostando em uma mudança na apresentação dos romances. | Em vez das capas tradicionais, com casais em poses apaixonadas, o livro ganhou uma ilustração colorida, mais próxima da estética dos clubes de leitura (veja ao lado). | A intenção era conquistar também quem normalmente não escolheria um romance. Emily brincou que a estratégia funcionava como um “cavalo de Troia” romântico. |
|
| E funcionou! | Depois de Leitura de Verão, vieram De Férias Com Você, Loucos Por Livros, Lugar Feliz, Nem Te Conto e Uma Vida Incrível e Maravilhosa. | Juntos, os seis títulos ultrapassaram a marca de 12 milhões de exemplares vendidos. Para dimensionar o fenômeno, segundo dados da Circana BookScan, um em cada três exemplares de comédias românticas vendidos nos Estados Unidos em 2025 era de Emily Henry.
| E, com toda essa atenção, vieram os estúdios de Hollywood. Até o momento, cinco livros da autora já tiveram seus direitos negociados para adaptações cinematográficas ou televisivas. | O primeiro a chegar às telas foi De Férias Com Você, lançado pela Netflix em janeiro de 2026, com Emily Bader e Tom Blyth nos papéis principais. Outros projetos também estão a caminho. | Leitura de Verão está em produção pela 20th Century Studios, com Phoebe Dynevor e Patrick Schwarzenegger no elenco; Já Loucos Por Livros, Lugar Feliz e Nem Te Conto estão em diferentes estágios de desenvolvimento.
| Mas a própria Emily tem suas ressalvas sobre essa corrida de Hollywood pelos romances. |  | (Imagem: Reprodução) |
| Em entrevista à Bloomberg, a autora afirmou que os estúdios já perceberam o dinheiro que essas histórias podem render, mas que ela não tem certeza de que compreenderam por que os leitores gostam tanto delas. | E, para entender essa diferença, é preciso olhar para aquilo que acontece nas páginas de seus livros. | Muito além do final feliz 💌 | Quem lê um romance sabe que, na maioria das vezes, os protagonistas vão terminar juntos. Essa é uma das convenções mais conhecidas do gênero, e Emily Henry não vê problema algum nisso. | Para ela, a certeza de um final feliz oferece uma espécie de segurança emocional: o leitor sabe que as coisas vão dar errado, que os personagens vão sofrer e que haverá conflitos, mas também sabe que existe uma promessa de resolução. |
|
| É justamente dentro dessa estrutura que a autora encontra espaço para falar de assuntos difíceis. | Seus livros abordam luto, doenças, arrependimentos, amizades que mudam com o tempo e o medo de se envolver emocionalmente com alguém. |  | (Imagem: Pinterest) |
| São histórias de amor, mas também de pessoas tentando entender quem são e o que desejam. | Emily rejeita a ideia de que romances sejam menos complexos por seguirem determinadas convenções narrativas. Afinal, histórias policiais também costumam apresentar estruturas previsíveis, e isso raramente é usado para diminuir seu valor artístico. | Mesmo depois de vender milhões de exemplares, a autora ainda ouve pessoas descreverem seus livros como um guilty pleasure, uma espécie de prazer que deveria ser mantido em segredo. | É justamente esse preconceito que ela gostaria de ver desaparecer. Porque saber como uma história termina não significa saber tudo o que vai acontecer até lá. |
| |
| |
| | |
| | | | | | | APRESENTADO POR ECAD | Quem está por trás da sua música favorita? 🎧 | | Muito antes de chegar ao seu fone e virar a trilha sonora do seu mês, aquela música passou pelas mãos de muita gente: compositores, arranjador, músicos, produtores, técnicos de som, cantor… | ✨ Todo esse trabalho merece ser valorizado. Por isso, a Lei do Direito Autoral, 9.610/98, prevê que toda música tocada em público seja licenciada, como uma forma de agradecer e remunerar quem transformou uma ideia em uma canção capaz de emocionar multidões. |
|
| No Brasil, quem faz essa ponte é o Ecad, que <u>conecta quem quer usar uma música a quem a criou</u>, garantindo o respeito ao direito autoral e mantendo as marcas envolvidas alinhadas ao ESG. | |
| |
| |
| | |
| | | | | | | | BASEADO EM UMA HISTÓRIA REAL | A mesma história, duas cartas |  | (Imagem: Pinterest) |
| Ane se apaixonou por Tot antes mesmo de eles terem uma conversa de verdade. | Foi em uma terça-feira, durante uma aula de francês. Ela havia acabado de voltar de Paris e decidido retomar os estudos do idioma. Tot já frequentava aquela turma, embora não gostasse tanto assim de francês. | Quando ele se apresentou, Ane sentiu que havia alguma coisa especial naquele rapaz. Tot, por sua vez, conta o começo dessa história de outro jeito.
| Na memória dele, tudo começou em 20 de maio, quando a menina elegante da aula de francês o convidou para tomar um café. | Havia apenas um problema: Tot era intolerante a café. Mesmo assim, aceitou. Queria descobrir se ela estava interessada nele. Parecia que sim, mas resolveu ir com calma. | Ane não estava disposta a esperar tanto. | Os dois começaram a sair para comer pizza depois das aulas. No caminho, havia uma praça com uma estátua de Getúlio Vargas. Sabendo que Tot adorava história, Ane aproveitou para puxar assunto. | Pararam diante da estátua, leram a última carta de Getúlio e conversaram. Ela tinha certeza de que ele a beijaria ali. | Mas o beijo não veio. | Foi preciso mais uma aula, mais um café e mais algumas fatias de pizza para que, finalmente, se beijassem diante do portão da casa dela. | E continuaram por horas. | A partir dali, as terças-feiras ganharam um nome especial: les mardis heureux (as terças-feiras felizes). |
|
| Vieram as pizzas, os poemas, as cartas, as músicas que Tot compunha para Ane e muitos beijos diante da estátua de Getúlio. | Mas, apesar de compartilharem o romantismo, eram bastante diferentes. | Ane não tinha sonhos. Tinha planos. Organizada e determinada, gostava de estabelecer objetivos e pensar nos próximos passos. | Tot tinha sonhos de sobra. O que nem sempre tinha eram planos para realizá-los. Curioso, idealista e apaixonado por história, tinha uma biblioteca com mais de mil livros e interesses que mudavam a todo instante.
| Enquanto Ane pensava em como fazer as coisas acontecerem, Tot imaginava tudo o que poderia acontecer. Ela conta que ele trouxe leveza à sua rotina; ele diz que ela deu direção à sua vida. | Ao longo de um ano e quatro meses, compartilharam viagens, encontros de família e momentos difíceis. Atravessaram juntos o luto pela perda das avós paternas e encontraram na fé outra maneira de se aproximar. | Também fizeram uma promessa que repetiam desde as primeiras semanas: | “Je t'aime tellement. Je t'aime tout(e) entier(e). Je t'aime pour toujours.” Eu te amo tanto. Eu te amo por inteiro. Eu te amo para sempre. |
|
| Mas essa história não teve o final que os dois imaginavam. | Diferenças de convicção acabaram provocando um desentendimento que não conseguiram resolver. | No dia 19 de setembro, o namoro terminou. | E não foi por falta de amor, como Ane faz questão de dizer. | Tot reconhece que insistiu em uma posição que a machucava. Diz que aprendeu com o que aconteceu e que gostaria de ter outra oportunidade. | Ane, por outro lado, prefere olhar para o relacionamento com gratidão. Acredita que viver aquele amor foi um presente, mesmo que tenha chegado ao fim.
| E é aqui que essa história ganha um detalhe inesperado. | No dia 2 de outubro, recebemos um e-mail na redação do the news cult. | Era de Tot. Ele contou que conhecera nossa newsletter por meio de Ane e que os dois costumavam ler juntos as histórias de amor aos domingos. | Agora, separados, queria compartilhar a história deles. Esperava, quem sabe, que a publicação pudesse ajudá-los a se reencontrar.
| Nove dias depois, chegou outro e-mail. | O assunto era “Um amor Getulista”. Dessa vez, quem escrevia era Ane. | Ela também queria contar a história dos dois. Mas não para tentar recomeçar: queria registrar um amor pelo qual continuava sendo grata. | Ane não sabia que Tot havia escrito; Tot não sabia que Ane faria o mesmo. Em nove dias, recebemos duas versões da mesma história. |
|
| Cada um guardava lembranças diferentes, mas ambos falavam do primeiro beijo, das aulas de francês, das músicas e do quanto haviam mudado desde que se conheceram. | Não sabemos o que acontecerá com os dois daqui para a frente, mas há algo curioso nessa coincidência: quando decidiram contar sua história, ambos se lembraram da newsletter que costumavam ler juntos. | E, sem combinar, terminaram seus relatos com a mesma promessa: Je t'aime pour toujours. | Eu te amo para sempre. | Talvez hoje essas palavras tenham significados diferentes para cada um. Mas, mesmo depois do fim, nenhum dos dois escolheu apagar o amor da história. |
| |
| |
| | |
| | | | | | | EXTRA | “Para viver neste mundo, você precisa ser capaz de fazer três coisas: | amar o que é mortal; | abraçá-lo junto aos ossos, sabendo que sua própria vida depende disso; | e, quando chegar a hora de deixar partir, deixar partir.” | — Mary Oliver |
| |
| |
| | |
| | | | | | | EM CARTAZ | Nos cinemas ou no conforto do seu sofá |  | (Imagem: Divulgação) |
| O novo longa brasileiro Cartório das Almas, dirigido por Léo Bello, chega às telonas no dia 29 de outubro. | Em um futuro distópico no qual a humanidade parou de envelhecer, a trama acompanha Laura (Gabriela Correa), uma "jovem" de 126 anos que assume um cargo na repartição pública responsável por registrar quem decide renunciar à imortalidade. | Ao mergulhar nos motivos de quem escolhe partir, ela passa a questionar o fardo de uma existência infinita, unindo uma atmosfera existencialista com cenários minimalistas do Cerrado. | Confira os principais lançamentos da semana: | As Dez Vantagens De Morrer Depois De Você — 29 de outubro, nos cinemas A Terra Do Meu Pai — 29 de outubro, nos cinemas Razão E Sensibilidade — 29 de outubro, nos cinemas Medley — 29 de outubro, nos cinemas
| E você, assistiu a qual dos lançamentos que mencionamos na última edição? | |
| |
| |
| | |
| | | | | | | | RODAPÉ | the news cult | Seu hub abrangente de curadoria cultural e comportamento. Uma lente para entender o mundo e as conexões humanas através do amor, da arte, do cinema, da literatura, das tendências de lifestyle e da vida digital. | Sempre aos domingos de manhã, às 10:00. |
|
| Alguns servidores de e-mail são teimosos e atrasam… Outros são piores ainda e nos jogam para o spam e/ ou promoções. Sempre que não nos encontrar na caixa de entrada, procure nessas duas. |
| |
| |
| | |
| | até domingo que vem! | powered by | | |
|