| | | | | | vida nova | “doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número.” | | |
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| | | | | FIRST THINGS FIRST | E amanhã é domingo |  | (Imagem: Pinterest) |
| Bom domingo pra vocês. Segunda-feira é um dia mais difícil porque é sempre a tentativa do começo de vida nova. Façamos cada domingo de noite um réveillon modesto, pois se meia-noite de domingo não é começo de Ano Novo, é começo de semana nova, o que significa fazer planos e fabricar sonhos. Meus planos se resumem, para esta semana nova, em arrumar finalmente meus papéis, já que a governanta eu não vou ter mesmo. Quanto aos sonhos desculpem, guardo-os para mim, como vocês guardam, com o olhar pensativo, de quem tem direito, os próprios. — Clarice Lispector |
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| Essa crônica da Clarice é bem pequena, mas carrega uma ideia precisa: recomeços não precisam de grandes marcos oficiais. | Ela desloca o “Ano Novo” do calendário para algo muito mais íntimo e recorrente: o domingo à noite. Sem fogos ou resoluções ambiciosas, apenas a consciência de que um novo ciclo começa, mesmo que pequeno. | | Arrumar papéis, aceitar que não haverá governanta, reconhecer os limites da própria vida concreta. Há nisso uma recusa à fantasia da vida perfeita e uma aceitação madura do que é viável agora. | O recomeço, para Clarice, não acontece uma vez por ano, mas todas as semanas, de forma discreta, naquilo que se pode fazer. | Não é sobre conseguir o emprego dos sonhos, correr uma maratona e casar com o amor da sua vida. Pode ser sobre arrumar seu quarto, dar uma caminhada de 20 minutos e se abrir para o amor. |
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| Mas, como a gente nunca deve deixar de sonhar, Clarice ressalta que os sonhos permanecem guardados, protegidos do excesso de palavras e da pressão por realização imediata. | | Carlos Drummond de Andrade já disse que, para ganhar um belíssimo Ano Novo cor do arco-íris, ou da cor da sua paz, você não precisa fazer listas de boas intenções para arquivá-las na gaveta. | Trocando grandes viradas por pequenos ajustes, os dois autores vão na contramão da urgência por mudanças totais. Em vez de prometer uma vida nova, é melhor cuidar da vida que já existe.✨ |
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| | | | | EDITOR’S PICK | Sunday’s Love ❤️🔥 |  | (Imagem: We Heart It) |
| Aproveite o clima de verão, siga as nossas dicas e seja feliz! ✨ | |
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| | | | | BASEADO EM UMA HISTÓRIA REAL | Solitude |  | (Imagem: Pinterest) |
| Quando Yasmin tinha 16 anos, começou a namorar o Pedro. Os dois ainda estavam no ensino médio e, naquela época, tudo parecia funcionar melhor em grupo. Suas melhores amigas namoravam os melhores amigos dele, e os programas coletivos ajudavam a suavizar as brigas — que já eram frequentes. | Pedro era muito ciumento, mas a imaturidade e a inexperiência da adolescência fizeram com que ambos acreditassem que aquele relacionamento era saudável. | Com o tempo, o namoro tornou-se cada vez mais caótico. Após três anos marcados por insegurança e aperto no peito, Yasmin decidiu colocar um ponto final em uma relação que já estava desgastada há muito tempo. | Como diria Roger Scruton, “o amor não é bom em si mesmo: é bom enquanto virtude e ruim enquanto vício.” |
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| O término coincidiu com um período de mudanças. Yasmin foi para outra cidade para fazer cursinho pré-vestibular e se sentia empolgada com a nova rotina e com as possibilidades da vida de solteira. | Em menos de um mês, conheceu Rodrigo. Doce e atencioso, ele era o oposto do ex-namorado, e os dois se envolveram de maneira leve e natural. Logo depois, passaram a se ver com frequência e, em pouco tempo, assumiram um namoro. | | Eles faziam tudo juntos, eram inseparáveis e mal conseguiam diferenciar o “eu” do “nós” — daqueles casais que só falam no plural. | Assim permaneceram por quatro anos, até que a falta de espaço começou a sufocar os dois. Em uma conversa madura e tranquila, decidiram seguir caminhos diferentes. | Na reta final da faculdade, Yasmin passou as férias de verão em sua cidade natal... E foi lá que reencontrou Gustavo, um velho amigo que não via há muito tempo. | | O que deveria ser um simples romance de verão se prolongou: mensagens foram trocadas, e a distância só aumentou a vontade de encontrar. Assim, eles acabaram assumindo um namoro. | Depois de formada, Yasmin se mudou para a cidade de Gustavo e começou uma nova vida por lá. | O início da carreira e da relação foi promissor. Ela viveu experiências profissionais importantes, e o namoro era marcado por admiração e companheirismo. Tudo certo na trabalho e no relacionamento. |
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| Com o passar dos anos, porém, estilos de vida muito diferentes começaram a impor-se. Aquela parceria transformou-se em um abismo entre duas pessoas que já não se encaixavam. Após três anos juntos, o término mostrou-se inevitável. | Algumas semanas depois, Yasmin conheceu Lucas. Mais madura, percebeu algo que até então passava despercebido: havia um padrão em sua trajetória — entrar em um novo relacionamento logo após sair do anterior. | | Ela frequentou shows de rock porque Pedro gostava, entrou no grupo de corrida por incentivo de Rodrigo e aprendeu a andar a cavalo porque Gustavo vivia indo para a fazenda. | Não se arrepende de nada do que viveu e é grata por todas as pessoas que passaram por sua vida. Mas, agora, o foco é outro. | Sozinha, ela descobriu preferir sertanejo ao rock, mas que a corrida realmente veio para ficar. Apaixonou-se pela culinária e percebeu que sua sexta-feira ideal é em casa, assistindo a um bom filme. |
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| Após mais de dez anos afastada de si mesma, Yasmin decidiu que não tinha mais tempo a perder. Está empenhada em conhecer, com honestidade, as dores e as delícias de ser quem realmente é. | Ela acredita que, no momento certo, estará pronta para contar uma nova história de amor. Até lá, aproveita essa versão recém-descoberta, com um aprendizado: antes de amar alguém, é preciso amar a si mesma. |
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| | | | | APRESENTADO POR CAROL BASSI BRAND | Um destino, um look 🏝️ | | Verão está chegando com tudo! Por isso, selecionamos destinos incríveis e peças Carol Bassi Brand perfeitas para cada um deles: | 🌴 Itacaré (BA): Ondas, trilhas e visuais deslumbrantes pedem o vestido Nina off-white, leve e fluído, perfeito para jantares pós-praia ou passeios à beira-mar. 🏝 Noronha (PE): Paisagens paradisíacas combinam com o shorts Isobel areia, que traz conforto e elegância aos looks de verão. ☀️ Pipa (RN): Praias incríveis e festas à beira-mar combinam com o vestido Heloisa amarelo claro, cheio de estilo e frescor. 🌊 São Miguel dos Milagres (AL): Calmaria e águas cristalinas pedem o vestido Mando black, ideal para curtir um beach club ou um dia relax na praia. |
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| Descubra outras peças para te acompanhar nesses e em outros destinos na estação. | |
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| | | | | ENQUETE DO THE STORIES |  | (Imagem: VSCO) |
| O que você mais quer em 2026? | | RESULTADO DA ÚLTIMA ENQUETE 78,58% de vocês (455 pessoas) disseram que amam o Natal. Abaixo, uma resposta de destaque por opção: → (Amo!! 🥰) “O Natal pra mim é mágico desde criança. Pra mim foi, sim, um abalo descobrir que o Papai Noel não era real, mas acreditar nos anos que acreditei foi bom demais. Apesar de amar o resto, a magia natalina em si, para mim o Natal é muito melhor quando há crianças por perto. Elas deixam tudo mais lúdico e mais brilhante.” → (Não gosto. 😖) “No meu Natal, a cada ano falta uma pessoa.” → (Acho indiferente. 😐) “Já amei de paixão o Natal como a Nina. Já detestei o Natal. Porém, hoje se tornou uma data indiferente, levando em consideração a família que tenho e os desafetos com a maioria. O clima alegre, acolhedor, regado de risadas… Tenho certeza que quero construir um Natal completamente diferente para os meus filhos. O que eu não tenho, eles terão!” |
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| | | | | EXTRA
| O tempo |  | (Imagem: Tumblr) |
| Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para diante tudo vai ser diferente. | — Roberto Pompeu de Toledo | — |
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