| | | | | nunca estaremos sós | “somos o resultado de tanta gente, de tanta história, tão grandes sonhos que vão passando de pessoa a pessoa, que nunca estaremos sós.” | | Pra entrar no clima da edição, é só escutar essa música aqui (de novo, de novo e de novo). 🥹 |
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| | | | | FIRST THINGS FIRST | O Filho de Mil Homens |  | (Imagem: Netflix) |
| | ❝ | | | “Ser o que se pode é a felicidade. Pensou nisto a Isaura. Não adianta sonhar com o que é feito apenas de fantasia e querer aspirar ao impossível. A felicidade é a aceitação do que se é e se pode.” | | | | Valter Hugo Mãe |
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| O livro “O Filho de Mil Homens”, de Valter Hugo Mãe, acabou de ganhar uma adaptação cinematográfica da Netflix, dirigida por Daniel Rezende. | Com a mesa delicadeza do livro, o diretor conseguiu abraçar a alma dessa história feita de recomeços, comprovando que ninguém nasce fadado a caminhar sozinho. | Valter Hugo Mãe lembra que a vida pode costurar encontros improváveis, que o afeto é uma casa que se constrói aos poucos e que, às vezes, basta uma mão estendida para que novas famílias — de sangue ou de escolha — encontrem seu lugar no mundo. |
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| Na história, acompanhamos Crisóstomo — interpretado por Rodrigo Santoro —, um pescador solitário que, ao completar 40 anos, percebe o vazio deixado pelo sonho nunca realizado de ser pai. | A partir daí, a narrativa se abre para outros personagens igualmente deslocados, perdidos, cheios de cicatrizes, até que suas vidas se cruzam e ganham um novo sentido. | | Focando nos detalhes que ninguém percebe, Daniel Rezende mostra o que realmente importa: mesa posta, rotina que nasce, objetos simples que ganham sentido. Amor que aposta no vínculo, não no sangue. | “O Filho de Mil Homens” é, acima de tudo, uma história sobre segundas chances. Valter Hugo Mãe reafirma que ninguém está condenado à solidão, e que se o mundo falhou no desenho da família, cabe a nós reinventá-la. | Talvez não por acaso esse filme tenha estreado bem pertinho do Natal, aquela época em que a gente se recolhe um pouco e lembra do que nos sustenta de verdade. |
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| Finalizando com as palavras do próprio Crisóstomo, “somos o resultado de tanta gente, de tanta história, tão grandes sonhos que vão passando de pessoa a pessoa, que nunca estaremos sós.” |
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| | | | | EDITOR’S PICK | Sunday Love 🌻 |  | (Imagem: vienna.sz) |
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| | | | | BASEADO EM UMA HISTÓRIA REAL | O amor acontece mais de uma vez |  | (Imagem: Tumblr) |
| Jak já teve muita dificuldade em aceitar que precisava deixar a pessoa que amou tanto ir embora. Sentiu dor, tristeza e, em muitos momentos, acreditou que não conseguiria superar. | Até que, algum tempo depois, encontrou sua avó — e o novo namorado dela. Ela começou a namorar novamente depois de perder o marido há mais de uma década. | Há muitos anos ela não visitava a família, por morar sozinha e em outro estado. Talvez ir acompanhada tenha dado a coragem que faltava para embarcar naquela viagem. |
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| Com 80 anos, encontrou alguém para compartilhar a vida — e parecia mais feliz do que nunca. Isso deixou Jak de coração quentinho, algo que ela estava precisando, já que o peito andava gelado demais naquela época. | Em uma conversa com o namorado da avó (seu “vôdrasto”), ele contou sobre a perda da primeira esposa, numa viagem ao exterior. | Ela faleceu no aeroporto, a quilômetros de distância, sem que eles pudessem se despedir. “Foi como se tivessem enfiado um tijolo no meu coração”, ele disse, e Jak nunca esqueceu. | | Hoje, ela enxerga a força que existe em quem enfrenta um luto — de qualquer natureza. Em conversas com diferentes pessoas, algo se repetia: tudo passa, e em algum momento conseguimos nos reerguer. | Mas ter paciência é a parte mais difícil. A sensação é de que vamos morrer, uma dor física mesmo. E mesmo quando a outra pessoa está viva e bem, saber que ela seguiu em frente e nos deixou para trás dói. | Claro que desejamos a felicidade dela, afinal, o que sobra, no fim, ainda é amor. Mas é um amor que machuca, que carrega perguntas sem resposta. E nem sempre as respostas chegam. A vida é assim. | O que Jak foi aprendendo é que todo mundo tem algo a ensinar, e quase todos já passaram por dores parecidas. Existe uma beleza estranha no que aprendemos com as próprias quedas — e com as dos outros também. |
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| Jak não sabia como sobreviveria ao seu primeiro término, depois de quase seis anos de relacionamento. Agora ela sabe: família, amigos e terapia. Não deixar nada sufocando ali dentro. Viver um dia de cada vez, fazer o que é possível. | Às vezes, não conseguimos nos imaginar sem alguém e dói perceber que teremos que aprender. Mas, com o tempo, conseguimos imaginar até mais longe. | | Jurava que seria a tia dos gatos (ou dos cachorros, ou das plantas) e que nunca mais encontraria alguém que despertasse aquele sentimento. Mas aconteceu, e ela encontrou um amor mais maduro, que curou feridas que não causou. | Então, fica um consolo para quem está no olho do furacão: passa. Se a avó dela encontrou alguém e reconstruiu a vida, juntando sua história à de outra pessoa marcada pela dor, é porque realmente é possível. | É possível sobreviver, e mesmo que demore, mesmo que pareça interminável, um dia ficamos bem. Coisas melhores chegam, e tudo passa a fazer sentido. E, mesmo quando não faz, alguém pode ouvir nossa história e pensar: “se ela conseguiu, eu também consigo. Eu vou ficar bem um dia”. | E ficamos. Às vezes demora, às vezes a fé falha. Mas a vida é feita de mudanças, e cada ciclo nos fortalece. |
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| Hoje Jak sente que ama ainda mais profundamente. Enxerga um futuro aconchegante nesse romance, uma certeza tranquila, um retorno que nunca sentiu antes. | Ela está feliz e agora carrega uma certeza: o amor pode não acontecer da mesma forma, nem no mesmo lugar, nem com a mesma pessoa. Mas o amor acontece mais de uma vez. | |
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| | | | | ENQUETE DO THE STORIES |  | (Imagem: VSCO) |
| É melhor viver um amor tranquilo ou intenso? | |
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| | | | | CARTA ABERTA
| Amar é se atirar do precipício |  | (Imagem: Pinterest) |
| Hoje, favoritei o seu primeiro “oi” em nossa conversa. Reler nossas mensagens antigas tornou-se um hábito inarredável, um refúgio perfeito. Me pergunto como têm sido seus dias, se está se alimentando bem, se o morango ainda é sua fruta preferida ou se encontrou alguém tão compatível quanto eu. | Não consigo tirar da cabeça a ideia de que pertencemos um ao outro, e a sensação de estar deixando você escapar da minha vida como areia que escorre entre os dedos me perturba cada vez mais.
Do meu lado, espero que o amor te visite novamente e faça questão de avisar que amar é viver o agora, é se atirar do precipício e sentir toda a adrenalina que precede o impacto com o solo, mas sentindo-se segura, pois lá embaixo haverá alguém que amortecerá sua queda e te poupará de todos os danos. | Tento combinar com o destino nosso reencontro, mas ele, teimoso, insiste em dizer que seu lugar em minha vida ficará restrito às conversas antigas e a um sem-número de cenários imaginários criados por minha esperança infinita de encontrar o amor.
Desta vez, acho que cederei à teimosia do destino. | - I. | — |
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