| | | | | | Em 2012, o sueco Fredrik Backman publicou Um Homem Chamado Ove, um livro sobre um viúvo rabugento, solitário e obcecado por regras. Ove reclama dos vizinhos, fiscaliza o condomínio e parece determinado a não gostar de ninguém. | Mas a trama ganha sentido porque Backman entende que as pessoas mais importantes da nossa vida raramente chegam anunciadas. | Elas aparecem pela vizinhança, pelo acaso, por um erro de percurso ou por uma conversa que não deveria durar tanto. E, pouco a pouco, vão ficando, até se tornarem parte da rotina, da história e de quem somos. | |
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| | | | | BIG STORY | "O verdadeiro luxo de 2026 é conseguir prestar atenção." |  | (Imagem: Pinterest) |
| Durante séculos, riqueza e conhecimento caminharam lado a lado. | Quem tinha dinheiro podia estudar, viajar, aprender idiomas, frequentar universidades e até construir bibliotecas. O acesso ao conhecimento era, em si, uma demonstração de privilégio. | Com o tempo, os símbolos de status mudaram. A distinção passou a ser comunicada por outros códigos: o carro, a bolsa, o relógio, o endereço. Bastava ter. Não era necessário saber. |
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| Mas algo curioso parece estar acontecendo. Em um mundo dominado por vídeos de quinze segundos, respostas instantâneas e conteúdo produzido por IA, a inteligência voltou a ser desejável — e o livro se tornou seu símbolo mais visível. |  | (Imagem: Pinterest) |
| Não é coincidência ver celebridades sendo fotografadas carregando romances, influenciadores transformando estantes em cenário de gravação ou o BookTok ter convertido autores desconhecidos em best-sellers globais. | O livro deixou de ser apenas um objeto cultural e se tornou social. Uma forma silenciosa de dizer algo sobre quem você é — ou sobre quem gostaria de ser. | E a indústria da moda, na qual encontrar tendências está praticamente enraizado em seu DNA, percebeu isso rapidamente. | | Durante décadas, o luxo foi associado à visibilidade, com logos enormes, objetos reconhecíveis à distância e símbolos que anunciavam status antes mesmo de qualquer conversa começar. | Agora, o movimento parece apontar para outra direção, e o livro comunica algo que uma bolsa não consegue: tempo. Tempo para sentar, prestar atenção e terminar algo. |
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|  | (Imagem: Pinterest) |
| Em uma economia construída sobre distração, a capacidade de concentração se tornou um recurso escasso. E tudo o que é escasso ganha valor. | Existe, claro, um certo grau de performance nisso tudo | Nem toda foto com um livro significa leitura — e talvez seja esse justamente o paradoxo mais interessante. | | Quantas pessoas compraram um livro porque ele apareceu no TikTok e acabaram descobrindo um autor que mudou suas vidas? |  | (Imagem: Pinterest) |
| A moda aproximou uma geração inteira dos livros. E, por mais contraditório que pareça, isso não é pouca coisa. Porque, no fim, quem lê sempre soube de algo que o resto do mundo está redescobrindo: | Conhecimento é relevante porque traz repertório, imaginação e profundidade. |
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| E talvez o verdadeiro luxo de 2026 não seja ter acesso a tudo, e sim conseguir parar para prestar atenção em uma única coisa. |
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| | | | | APRESENTADO POR MAGALU | Como seria o cenário de Friends se eles fossem brasileiros? | | Se Friends tivesse sido gravada no Brasil durante a Copa do Mundo, o Central Perk provavelmente seria bem diferente: no lugar das conversas sobre a vida amorosa do Ross, teria discussões sobre a escalação da Seleção, a caneca de café daria espaço para cerveja e refrigerante, e a trilha sonora seria substituída pelo som de uma sala inteira comemorando gol. | | Pensando nisso, o Magalu transformou o Payday 6.6 na oportunidade perfeita para preparar sua própria versão desse cenário. São até 60% de desconto e mais de R$ 50 milhões em cupons para trocar a TV, renovar o sofá e deixar sua sala pronta para receber a torcida. | |
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| | | | | | BASEADO EM UMA HISTÓRIA REAL | Quanto tempo tem o tempo? |  | (Imagem: Pinterest) |
| Existe uma pergunta que aparece em quase todo relacionamento: “Mas vocês estão juntos há quanto tempo?” | Como se o amor pudesse ser medido em aniversários, meses ou anos. Como se a duração fosse sempre a melhor forma de medir uma história. | Mas Isabella e Aron talvez sejam a prova de que o tempo nem sempre é a unidade mais importante. | A história deles começou com uma previsão. | Durante um Carnaval no Rio de Janeiro, uma das melhores amigas de Isabella conheceu Aron e voltou com uma certeza absoluta: | — Esse é o amor da sua vida. | A afirmação foi feita entre blocos, cervejas e a confiança que só existe nas madrugadas de Carnaval. Ninguém levou muito a sério. | Mas os dois tinham amigos em comum, corriam, se seguiam nas redes sociais e, aos poucos, as interações foram surgindo. Primeiro por acaso; depois nem tanto. | | Até que, um ano depois daquele Carnaval, voltaram a se encontrar no Rio de Janeiro. Dessa vez, Aron falou da saudade e dos sentimentos que continuavam ali, e decidiram tentar de verdade. | Hoje, moram juntos em Santiago de Compostela, na Espanha. E talvez a parte mais bonita da história seja que eles são absurdamente diferentes. | Aron gosta de dias sem compromisso; Isabella precisa de planejamento. Ele dorme tarde; ela dorme cedo. Ele adora experimentar comidas novas; ela poderia comer exatamente a mesma coisa todos os dias sem reclamar. Ele ama doces e tem um autocontrole impressionante; ela ama doces e considera o autocontrole uma habilidade claramente superestimada.
| Mas o amor tem um jeito curioso de misturar as coisas. | Aron, que antes não gostava de caminhar uma quadra, hoje percorre quinze quilômetros turistando ao lado dela sem reclamar. | Isabella, que era perfeitamente feliz com um banho por dia, passou a entender por que alguém tomaria três. | Ele gosta de sair com horas de antecedência; ela sempre acreditou que daria tempo. Ela lê romances e prefere John Lennon; ele lê literatura russa e consegue explicar cada detalhe da vida de Paul McCartney. |
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| Ela é meia-maratonista e acha assustadora a ideia de correr trinta quilômetros; ele é maratonista e, às vezes, reclama de correr cinco. | Ela gosta de competir; ele odeia perder. Por isso, uma simples partida de canastra pode terminar em gargalhadas ou em uma pequena crise diplomática. | Aron cozinha tão bem que Isabella quase perdeu a vontade de sair para jantar fora. Em compensação, o bolo de abacaxi continua sendo responsabilidade dela. | E existe uma coisa que ela só percebeu depois de morar junto: Aron acorda cantando. Tem dias em que a casa desperta junto com ele — músicas aleatórias, piadas sem sentido, danças improvisadas na cozinha. | | Já faz oito meses que dividem a mesma casa. Ao mesmo tempo, estão juntos há pouco mais de um ano. | Ainda estão aprendendo: os horários, os silêncios e as prioridades do outro, tentando encaixar um quebra-cabeça em que as peças são completamente diferentes. | Talvez seja por isso que o tempo seja uma medida tão falha para certas histórias. | Porque algumas pessoas passam anos sem mudar nada em nós. E outras conseguem transformar a forma como habitamos o mundo em poucos meses. | |
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| | | | | EXTRA | “De tudo, ao meu amor serei atento Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto Que mesmo em face do maior encanto Dele se encante mais meu pensamento | Quero vivê-lo em cada vão momento E em seu louvor hei de espalhar meu canto E rir meu riso e derramar meu pranto Ao seu pesar ou seu contentamento | E assim, quando mais tarde me procure Quem sabe a morte, angústia de quem vive Quem sabe a solidão, fim de quem ama | Eu possa me dizer do amor (que tive) Que não seja imortal, posto que é chama Mas que seja infinito enquanto dure” | — Vinicius de Moraes |
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| | | | | EM CARTAZ | Nos cinemas ou no conforto do seu sofá |  | (Imagem: Divulgação) |
| O mestre da ficção científica se prepara para desvendar o maior segredo da humanidade em 11 de junho nas telonas. | Dirigido por Steven Spielberg, o aguardado longa Dia D (Disclosure Day) traz um elenco de peso liderado por Emily Blunt, Josh O’Connor e Colin Firth, mergulhando o público em uma crise global assustadora, disparada no momento exato em que a existência de vida extraterrestre se torna uma realidade inegável. | A trama, roteirizada por David Koepp, acompanha o pânico e o colapso mundial que começam quando uma meteorologista (Emily Blunt) é dominada por uma força invisível em uma transmissão de TV ao vivo, desencadeando sinais de controle mental em massa pelo globo. | Confira os principais lançamentos da semana: | Por Cima do Seu Cadáver — 10 de junho, no Prime Video. 8 Décadas de Amor — 11 de junho, nos cinemas Criadas — 11 de junho, nos cinemas Eu & Você na Toscana — 11 de junho, nos cinemas
| E você, assistiu a qual dos lançamentos que mencionamos na última edição? | |
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| | | | | BÔNUS | A cura tem olhos azuis |  | (Imagem: Arquivo Pessoal) |
| Em 2022, Daiane deixou uma pequena cidade do interior do Rio Grande do Sul para tentar a vida em São Paulo. | Pela primeira vez, morava longe da família, dos amigos e de tudo o que conhecia. A experiência trouxe aprendizados, mas também uma saudade que não cabia na rotina. | | De volta ao Rio Grande do Sul, escolheu morar sozinha e recomeçar. Mas, junto com a mudança, carregava também as marcas do fim de um relacionamento e de um período que havia sido mais difícil do que costumava admitir. | Foi então que, em novembro de 2023, uma nova companhia atravessou sua porta: Pérola, que chegou pequena, mas ocupou todos os espaços. | O apartamento ganhou pelos nas esquinas, caixas arranhadas e ronronares inesperados. | | Hoje, Daiane costuma dizer que Pérola lhe ensinou uma das maiores verdades sobre o amor: ele nem sempre chega em forma de romance. Às vezes, chega em quatro patas. | Ela não passa um dia sem olhar para Pérola e dizer: “Te amo, Perolinha.” | Porque, desde que ela chegou, a vida ficou mais leve. |
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| | | | | | FINAL NOTES | A próxima pode ser a sua 💌 | Gostou da história que leu? A próxima pode ser a sua. Conte pra gente aquela história de amor que só você sabe e tem dentro de si. Afinal, todo mundo tem a sua. | | Queremos compartilhar, pelo menos um pouquinho, desse sentimento que você tem aí dentro. Você nunca sabe o que ele pode provocar nas pessoas… |
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| | | | | RODAPÉ | the news cult | Seu hub abrangente de curadoria cultural e comportamento. Uma lente para entender o mundo e as conexões humanas através do amor, da arte, do cinema, da literatura, das tendências de lifestyle e da vida digital. | Sempre aos domingos de manhã, às 10:00. |
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