| | | | | | Em 1995, Richard Linklater lançou Antes do Amanhecer, um filme sobre dois estranhos que se conhecem em um trem pela Europa, passam a noite inteira conversando por Viena e sabem, desde o início, que aquilo tem hora para acabar. | Sem vilão, sem conflito externo. Só duas pessoas e a consciência silenciosa de que aquele encontro é inevitavelmente passageiro. | Linklater disse que quis capturar algo que todo mundo já sentiu, mas raramente vê nas telas: a melancolia de um encontro perfeito que já nasce temporário. | Você já amou alguém que não ficou? | | |
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| | | | | THE BIG PICTURE | "Ser vista não é o mesmo que ser compreendida." |  | (Imagem: Pinterest) |
| Nos últimos anos, a internet desenvolveu uma obsessão quase coletiva pelos chamados book boyfriends e TV boyfriends. | Homens sensíveis, atenciosos e emocionalmente disponíveis. Personagens que sabem ouvir, respeitar e cuidar… Tudo aquilo que muita gente gostaria de encontrar fora da ficção. |
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| E, se você passou algum tempo no TikTok recentemente, provavelmente também já leu a frase que acompanha muitos desses personagens: “Esse homem foi escrito por uma mulher.” | Mas, afinal, o que isso significa? | Tudo começou com personagens literalmente escritos por mulheres. Os personagens de Jane Austen, das irmãs Charlotte Brontë e Emily Brontë, de Louisa May Alcott e muitos outros. |  | (Imagem: Pinterest) |
| Homens capazes de demonstrar afeto sem transformar sensibilidade em fraqueza. Com o tempo, o termo deixou de falar sobre autoria e passou a definir uma estética masculina. | Harry Styles, por exemplo, é chamado de “escrito por uma mulher” por usar roupas andróginas e demonstrar sensibilidade emocional. |
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| A expressão virou uma forma de dizer: esse homem desafia o que tradicionalmente se espera de um homem. | E então veio o passo seguinte. Mulheres começaram a postar vídeos dos próprios namorados cozinhando, limpando a casa ou cuidando de crianças com a legenda: “ele foi escrito por uma mulher.” |  | (Imagem: Pinterest) |
| O que antes parecia uma análise cultural virou elogio — e, para muita gente, também provocação. | Se o básico ainda surpreende, o que isso diz sobre a média? | O curioso é que a trend do TikTok toca em uma discussão muito mais antiga do que parece. | Nos anos 1970, a teórica Laura Mulvey cunhou o termo male gaze para descrever a forma como o cinema hollywoodiano costumava enxergar mulheres. | Corpos fragmentados pela câmera. Mulheres observadas o tempo inteiro — raramente compreendidas. |
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| O female gaze propõe justamente o contrário: histórias em que mulheres existem para além do olhar lançado sobre elas. | | Sofia Coppola costuma ser citada como exemplo. Em Encontros e Desencontros, Maria Antonieta e As Virgens Suicidas, a câmera parece mais interessada em entender como aquelas mulheres se sentem na intimidade do que apenas observá-las. | Solidão, desejo, melancolia e deslocamento. |
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| Mas existe uma armadilha nesse debate. | Female gaze não é necessariamente sobre quem escreve. Muitos romances contemporâneos escritos por mulheres — e frequentemente celebrados como feministas — continuam romantizando homens possessivos, controladores e emocionalmente abusivos. | O motivo: mulheres também cresceram consumindo narrativas moldadas pelo olhar masculino. E isso inevitavelmente atravessa a forma de escrever, os desejos e os tipos de relação que continuam sendo romantizados. | | E o que a trend realmente revela é isso: não apenas um desejo por personagens fictícios perfeitos, mas por relações em que mulheres sejam sujeitos, não objetos. |
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| | | | | APRESENTADO POR INSIDER | Os grandes percursores da estética "Old Money" | | Carolyn Bessette e John F. Kennedy Jr. Os mestres do “menos é mais”. | Esse estilo se repete hoje nas passarelas e pode estar no seu guarda-roupa. Dá uma olhada nas peças práticas e nos tecidos estruturados da Insider. | Aproveite: com o cupom THENEWS com os descontos do site + frete grátis. Aproveite aqui. |
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| | | | | | BASEADO EM UMA HISTÓRIA REAL | Para Paris, com amor |  | (Imagem Pinterest) |
| Tayná nunca havia se apaixonado de verdade — e não foi por falta de oportunidade. | Ao longo da vida, os pretendentes apareceram de todos os tipos, origens e estilos, mas nenhum fez seu coração acelerar. Nenhum fez o tempo parar. | Havia namorado uma vez, por dois anos, e só ao terminar admitiu para si mesma o que sempre soube: o que sentia era carinho de amizade, não amor. |
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| Então, foi para Paris, cidade conhecida mundialmente como a capital do amor. | Engenheira ambiental nascida em Franca, interior de São Paulo, Tayná estava em duplo diploma na França quando a amiga Thaís a levou a um culto evangélico num domingo qualquer. | | Conversaram pouco. Nenhum interesse de nenhum dos lados. | Semanas depois, Tayná foi sozinha ao culto. Ao final, ouviu alguém chamá-la em português no meio da multidão. Era ele. Trocaram Instagram e depois WhatsApp. | As conversas eram esporádicas, sem qualquer intenção romântica. Até que, em abril de 2024, veio o convite para visitar o Jardim de Claude Monet, em Giverny. | Foi ali, naquele jardim de flores e luz, que ela o olhou diferente pela primeira vez. João Vitor havia acabado de comprar uma câmera profissional e fotografava tudo com a atenção de quem enxerga beleza onde outros não veem. |
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| O que seguiu foram semanas de encontros que pareciam casuais — e não eram. | O Centro Pompidou, onde conversaram, riram e, por um momento, improvisaram um diálogo como se já fossem um casal. Um almoço na casa dela — doze metros quadrados de quarto estudantil — onde ficaram horas juntos sem precisar de nada além da presença um do outro. A casa dele, onde João cozinhou picanha com risoto, abriram champagne, assistiram a um filme, jogaram cartas e dançaram lentamente ao som de “Tuyo”, música da série Narcos, até que aconteceu o único beijo que teriam.
| No parque de Vincennes, remando numa canoa, ele olhou para ela com o sol no rosto e disse, com uma voz doce: “Não consigo me concentrar. O sol está batendo em você. Você está muito linda.” Tayná tem o vídeo — e o reviu inúmeras vezes. | Em maio, ela precisou se mudar para Montpellier para um estágio. As mensagens foram ficando mais escassas e o esfriamento chegou sem aviso. | Tayná esperava as respostas com uma ansiedade que nunca havia sentido antes e, pela primeira vez na vida, conheceu a dor no peito do amor não correspondido. | Pediu para se despedirem antes de partir. Ele respondeu: “vou ver se dá.” | | Tayná foi para Montpellier. Chorou diariamente. Escreveu no diário todos os dias. E escreveu para ele uma carta que nunca enviou — a mais bonita de todas, segundo ela própria. | Paris continuou. Após um ano, João Vitor começou a namorar e, algum tempo depois, pediu a namorada em casamento. | No carrossel de fotos do pedido, os dois usavam o mesmo modelo de Vans: preto e branco. O mesmo que ele uma vez disse amar. O mesmo que Tayná usava quando ele a fotografou. |
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| Tayná conheceu a nossa página graças a ele. E escreve agora porque, quem sabe, por ironia do destino, ele ainda possa ler. | Há histórias que não chegam a virar relacionamento, que não têm data oficial de começo ou fim. Elas existem em jardins de flores, em vídeos revistos às escondidas, em músicas que passam a significar alguém. | Paris guardou a história de Tayná — e talvez guarde milhares delas. | E talvez seja por isso que a chamem de cidade do amor: não por criar finais felizes, mas por não deixar certos sentimentos irem embora por completo. |
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| | | | | EXTRA | “Todas as cartas de amor são ridículas. | Não seriam cartas de amor se não fossem ridículas. | Também escrevi em meu tempo cartas de amor, como as outras, ridículas. | As cartas de amor, se há amor, têm de ser ridículas. (…)” | — Fernando Pessoa, sob o heterônimo de Álvaro de Campos
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| | | | | SEIS&SEIS | Imagina conhecer alguém tão inteligente quanto você? ❤️ | | Talvez o lugar para encontrar alguém assim já tenha data marcada… | No dia 20/08/2026 acontece o seis&seis, o evento anual do the news que reúne algumas das pessoas mais interessantes e inteligentes do mercado. | E a lista de espera acabou de abrir. | Quem entra primeiro garante acesso antecipado aos ingressos, benefícios exclusivos e ainda pode desbloquear vantagens indicando amigos. | Se fosse você, não ficaria de fora dessa! | Acesse a lista aqui. |
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| | | | | EM CARTAZ | Nos cinemas ou no conforto do seu sofá |  | (Imagem: Divulgação) |
| Um dos heróis mais poderosos da cultura pop se prepara para sua aguardada estreia em 3 de junho nos cinemas — para o delírio dos pais de muitos dos seus amigos. rs. | O aguardado live-action de Mestres do Universo traz He-Man (Nicholas Galitzine) enfrentando o maligno Esqueleto (Jared Leto) para salvar o planeta Eternia e proteger os segredos do Castelo de Grayskull, apostando em uma explosão de cores vibrantes e cenários práticos após anos longe dos cinemas. | Confira os principais lançamentos da semana: | Not Suitable for Work — 02 de junho, na Disney+. Michael Jackson: O Veredito — 03 de junho, na Netflix. 100 Noites De Desejo — 04 de junho, nos cinemas. Cabo do Medo — 05 de junho, na Apple TV+ Entrevista com o Vampiro (3ª temporada) — 07 de junho, no Prime Video.
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| | | | | BÔNUS | O primeiro amor |  | (Imagem: Arquivo pessoal) |
| Sophia foi o primeiro grande amor da infância de Ana — e também seu primeiro bichinho de estimação. | Ela chegou em um Dia das Crianças, depois de um passeio no parque de diversões. Ana tinha 6 anos e sonhava em ganhar um cachorro. Até encontrar aquela gatinha. | O nome era Sophia, mas o pai começou a chamá-la de “Rumão”, pois era exatamente assim que ela miava. Com o tempo, ela passou a responder apenas pelo apelido.
| Sophia esteve na vida de Ana dos 6 aos 15 anos. Cresceram juntas… até que, um dia, Sophia desapareceu. | A família procurou por ela durante meses. Chamaram seu nome pela vizinhança, esperaram ouvir seu miado no portão mais uma vez — mas Sophia nunca voltou. | | E existe um detalhe que ainda emociona a família: quando Ana chama pelo nome de Sophia, os dois começam a procurá-la pela casa — como se também sentissem falta daquela que começou tudo. |
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| | | | | | FINAL NOTES | A próxima pode ser a sua 💌 | Gostou da história que leu? A próxima pode ser a sua. Conte pra gente aquela história de amor que só você sabe e tem dentro de si. Afinal, todo mundo tem a sua. | | Queremos compartilhar, pelo menos um pouquinho, desse sentimento que você tem aí dentro. Você nunca sabe o que ele pode provocar nas pessoas… |
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| | | | | RODAPÉ | the news cult | Seu hub abrangente de curadoria cultural e comportamento. Uma lente para entender o mundo e as conexões humanas através do amor, da arte, do cinema, da literatura, das tendências de lifestyle e da vida digital. | Sempre aos domingos de manhã, às 10:00. |
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