| | | | | | | Em Um Dia, Emma e Dexter se conhecem na noite da formatura, em 1988. | A partir dali, o filme acompanha suas vidas ao longo de duas décadas, sempre na mesma data, mostrando como os dois mudam, se apaixonam por outras pessoas, seguem caminhos diferentes e continuam cruzando a vida um do outro. | Entre encontros, desencontros e oportunidades perdidas, a história mostra como o tempo pode transformar uma conexão — e como nem sempre estamos prontos para viver algo no momento em que acontece. | Existe pessoa certa na hora errada? | | |
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| | | | | | | BIG STORY | “O disco não vai morrer” |  | (Imagem: Pinterest) |
| Durante muito tempo, ter acesso a tudo pareceu melhor do que possuir algumas coisas. | Primeiro, paramos de comprar CDs porque podíamos baixar as músicas. Depois, paramos até de baixá-las porque o streaming colocou praticamente qualquer álbum a um clique de distância. | | 💿️ Só que o CD resolveu voltar. Nos primeiros meses de 2026, as vendas cresceram 16% nos Estados Unidos, chegando a 16,3 milhões de unidades, segundo dados da Luminate. | O mais curioso é que o crescimento foi maior que o do vinil — queridinho da nostalgia musical nos últimos anos —, que avançou apenas 2,4% no mesmo período. |
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| Para um formato que parecia ter sido enterrado junto com o Discman, não é pouca coisa — e parte da explicação vem de um lugar bastante familiar para quem acompanha a cultura pop atual. | A culpa é do BTS (em parte) 🫰🇰🇷 | O K-pop transformou o álbum físico em algo que vai muito além do disco. |  | (Imagem: Divulgação) |
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| São diferentes capas, photocards, pôsteres, encartes e conteúdos exclusivos que fazem cada versão parecer um objeto de coleção. | Em 2026, o BTS levou essa lógica para Arirang: as diferentes edições físicas do álbum venderam quase 600 mil cópias nos EUA. |
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| Mas tirar o K-pop da conta não faz o fenômeno desaparecer. Sem BTS e outros grupos do gênero, as vendas de CDs ainda cresceram quase 7% no primeiro semestre. E há outro dado curioso: 60% dos ouvintes da Geração Z dizem escutar principalmente músicas dos anos 1990 ou anteriores. | Ou seja, tem uma geração que cresceu sem precisar comprar música descobrindo justamente a graça de comprar música. | Mas por que o CD? | O vinil voltou primeiro. Virou decoração, objeto de colecionador e quase sinônimo de “eu realmente gosto de música”. Só que ele também é caro, grande e exige um toca-discos. | O CD ocupa um lugar diferente. Para artistas independentes, pode custar cerca de US$ 4,50 por unidade para produzir. É pequeno, portátil e relativamente barato para quem compra.
| E existe uma vantagem menos óbvia: ele foi feito para durar. | Enquanto a agulha entra em contato com o vinil toda vez que ele toca, um CD é lido por laser, sem atrito físico com a superfície. Bem cuidado, pode ser reproduzido repetidamente sem que a própria reprodução desgaste o disco. |  | (Imagem: Pinterest) |
| Mas acho que a resposta mais interessante não está na tecnologia, mas no que acontece antes mesmo de apertar o play. | Você lembra quando um álbum vinha com coisas dentro? Um leitor explicou ao The Washington Post que gosta de abrir a caixa, folhear o encarte, sentir o papel, ler as letras e observar as imagens que o artista escolheu colocar ali. | | Outra pessoa criou até uma hierarquia pessoal. Se gosta de um álbum e quer ouvi-lo várias vezes, compra a versão digital. Se considera aquele disco essencial para sua coleção, compra o CD — e reserva o vinil para os álbuns que considera praticamente perfeitos. | A diferença parece pequena, mas diz bastante sobre a maneira como nos acostumamos a ouvir música. | No Spotify, uma canção não precisa ocupar espaço na sua casa para fazer parte da sua biblioteca. Você aperta um coração e pronto. | Já um CD exige outra coisa. Você precisa escolher qual álbum merece ocupar espaço… | … e quem cresceu antes do streaming lembra da limitação. Você saía de casa com alguns CDs. Se levasse o álbum errado, era aquilo que ouviria. Se gostasse de uma música específica, precisava esperar a faixa chegar. Comprar um disco significava, quase sempre, ouvir também as músicas que não eram singles. |  | (Imagem: Pinterest) |
| O streaming resolveu todos esses problemas. Agora, podemos pular uma faixa em segundos, embaralhar milhares de músicas e trocar de artista antes mesmo de o refrão terminar. | | É curioso, então, que uma geração criada justamente nesse universo esteja redescobrindo o prazer de escolher um objeto, abrir uma embalagem e decidir que aquele álbum — entre milhões disponíveis — merece ser seu. | Não porque seja impossível ouvi-lo de outra maneira — muito pelo contrário. Quando qualquer música do mundo está a um clique de distância, escolher uma para levar para casa ganha outro peso. |
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| | | | | | | | PRECISAMOS DE VOCÊ | Você já recebeu uma carta de amor? | O the news cult é a newsletter para você pausar a rotina e começar a semana mais leve, com sua dose de cultura e histórias de amor. | A gente quer que cada edição pareça uma carta de amor feita para você. E, para isso, ela precisa ter a sua cara. | Por isso, queremos conhecer melhor quem está do outro lado: seus gostos, interesses e tudo aquilo que faz sentido para você. | Responda à nossa pesquisa aqui. | É rapidinho e ajuda a gente a fazer um the news cult cada vez mais seu. ❤️ |
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| | | | | | | BASEADO EM UMA HISTÓRIA REAL | Até que foi |  | (Imagem: Pint |
| Andréia e Bernardo se conheceram alguns anos antes de começarem a se amar. | Foi em algum momento entre 2019 e 2020 — ela já não lembra exatamente quando —, em um bar depois da praia. | Andréia estava com a irmã e o cunhado quando um dos melhores amigos dele apareceu. Bernardo. | | Depois, cada um voltou para o seu estado. Andréia, para São Paulo; Bernardo, para o Rio. | A vida seguiu. | Eles ainda se encontrariam algumas vezes pelos amigos em comum. Em 2022, inclusive, ficaram lado a lado no altar: os dois foram padrinhos do casamento da irmã e do cunhado de Andréia. Estavam lindos. |
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| Naquela época, porém, Bernardo estava em um relacionamento. | Andréia seguia solteira, mas trabalhava em uma escala de 12 por 36 e mal tinha disponibilidade para viajar nos finais de semana. | Não era a hora dos dois. | No final de 2023, a situação já era outra | Bernardo estava solteiro e Andréia o adicionou no Instagram. Eles conversavam de vez em quando, sem que nada realmente acontecesse. | Até o Réveillon. | A família dela tinha alugado um apartamento em Copacabana para passar a virada e Bernardo acabou entrando na lista de convidados do cunhado. | Dessa vez, eles conversaram de verdade. Entre um papo e outro, Andréia começou a perceber quantas coisas tinham em comum. | | No dia 2 de janeiro de 2024, ela precisava voltar para São Paulo. Antes do voo, Bernardo se ofereceu para levá-la ao Mirante do Leblon. | Foi lá que aconteceu o primeiro beijo. | Depois, ele a levou ao aeroporto. | Desde então, os aeroportos passaram a fazer parte da história dos dois | São 445 quilômetros entre São Paulo e Rio de Janeiro. Na prática, isso significa se ver mais ou menos uma vez por mês e aprender a fazer caber muita vida nos poucos dias em que estão na mesma cidade. | Eles viajam, correm, vão à praia. Conhecem restaurantes, assistem a filmes e peças, entram em museus, livrarias e exposições. | Talvez por saberem que o domingo chega rápido demais, aprenderam a não desperdiçar o sábado. | Andréia diz que eles não têm tempo para perder com ciúmes, implicâncias ou brigas desnecessárias. Preferem a sinceridade, a transparência e aproveitar enquanto estão juntos. |
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| A saudade dói, claro, mas existe algo curioso nisso: Andréia também se sente feliz por poder sentir saudade de alguém assim. | Ele é seis anos mais velho, responsável e precavido. Ela é generosa, divertida e organizada. Os dois se parecem o suficiente para que Andréia brinque que encontrou sua alma gêmea. | | Faz sentido. Porque Andréia acredita que as melhores coisas chegam quando estamos maduros o suficiente para aproveitá-las. | Talvez, se alguma coisa tivesse acontecido naquele bar depois da praia, não tivesse dado certo. | Em 2022, definitivamente não era a hora | Por alguns anos, Andréia e Bernardo continuaram aparecendo na vida um do outro sem que aquela fosse, de fato, a história dos dois. | Até que foi. | Hoje, ainda existem 445 quilômetros, passagens compradas, aeroportos, despedidas e aquela sensação de que os dias juntos sempre passam rápido demais. | Mas também existem próximos destinos, restaurantes ainda não conhecidos, exposições para visitar, praias para correr e um mundo inteiro que os dois querem desbravar.
| Talvez eles tenham se conhecido alguns anos antes da própria história começar. | Mas, quando começou, os dois estavam prontos para vivê-la. | |
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| | | | | | | Gostou da história que leu? | Pois saiba que a próxima pode ser a sua. Conte pra gente aquela história de amor que só você sabe e tem dentro de si. Afinal, todo mundo tem a sua. | Queremos compartilhar, pelo menos um pouquinho, desse sentimento que você tem aí dentro. Você nunca sabe o que ele pode provocar nas pessoas… | |
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| | | | | | | EXTRA | “O tempo passa? Não passa no abismo do coração. Lá dentro, perdura a graça do amor, florindo em canção. | O tempo nos aproxima cada vez mais, nos reduz a um só verso e uma rima de mãos e olhos, na luz. | Não há tempo consumido nem tempo a economizar. O tempo é todo vestido de amor e tempo de amar. | O meu tempo e o teu, amada, transcendem qualquer medida. Além do amor, não há nada, amar é o sumo da vida.” | — Carlos Drummond de Andrade |
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| | | | | | | EM CARTAZ | Nos cinemas ou no conforto do seu sofá |  | (Imagem: Divulgação) |
| A nova adaptação cinematográfica da célebre obra de Jane Austen, Razão e Sensibilidade, chega às telonas em 15 de outubro para reinterpretar os dilemas e paixões das irmãs Dashwood. | A trama acompanha Elinor e Marianne enquanto enfrentam a derrocada financeira da família e as rigorosas convenções sociais da Inglaterra do século XIX, equilibrando a lógica pragmática e a emoção intensa na busca pelo amor verdadeiro. | O longa renova o clássico literário com um olhar contemporâneo sem perder a elegância da época, explorando as nuances entre conveniência, amadurecimento e afeição sincera no universo georgiano — temos até uma edição especial que se aprofunda nos bastidores dessa nova versão e na escrita atemporal de Austen! | Confira os principais lançamentos da semana: | Uma Odisseia Criativa: Em Busca De Tolkien — 13 de outubro, nos cinemas Dentro Da Baleia — 15 de outubro, nos cinemas Masterplan — 16 de outubro, na Prime Video
| E você, assistiu a qual dos lançamentos que mencionamos na última edição? | |
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| | | | | | | | RODAPÉ | the news cult | Seu hub abrangente de curadoria cultural e comportamento. Uma lente para entender o mundo e as conexões humanas através do amor, da arte, do cinema, da literatura, das tendências de lifestyle e da vida digital. | Sempre aos domingos de manhã, às 10:00. |
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