| | | | | Em 1974, os psicólogos Donald Dutton e Arthur Aron conduziram um experimento que ficou conhecido como o estudo da ponte suspensa. | Homens que atravessavam uma ponte instável e alta tinham muito mais chances de se sentir atraídos pela pessoa que encontravam do outro lado do que os que atravessavam uma ponte firme e baixa. | A conclusão: situações envolvendo adrenalina e altura fazem o coração acelerar e os sentidos se aguçarem, levando o cérebro a associar aquela intensidade à pessoa ao lado. | E você, já confundiu adrenalina com paixão? | | |
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| | | | | THE BIG PICTURE | “Dê a uma garota os sapatos certos e ela conquistará o mundo.” |  | (Imagem: Netflix) |
| Paris abriga hoje duas exposições simultâneas sobre o século 18, uma no Musée des Arts Décoratifs e outra no Palais Galliera. Uma semelhança entre elas? Ambas lotam. Não por nostalgia, mas por reconhecimento. | A verdade é que esse período talvez seja a maior influência invisível da moda e da cultura contemporânea. Invisível porque já está incorporada. Alguns exemplos: | A cadeira medalhão do Rei Louis XVI inspirou a marca de grife Dior e o designer e arquiteto francês Philippe Starck. Os corpetes e saias volumosas que Christian Dior ressuscitou nos anos 1950 — quando a moda francesa precisava recuperar seu prestígio no pós-guerra — vieram diretamente do século 18. Chanel reinterpretou o vestuário da época em 1992. Em setembro, o Palácio de Versalhes celebra 20 anos do filme Marie Antoinette, de Sofia Coppola.
| Mas por que, 200 anos depois, ainda somos tão fascinados? | O século que nunca saiu de moda | Arrumar-se podia levar até quatro horas. O corpete com barbatanas comprimia o corpo e exigia ajuda para ser vestido e limitava cada movimento. As perucas eram tão elaboradas que criaram uma profissão. Os tecidos carregavam bordados, rendas e fitas que não comunicavam apenas beleza, mas posição. |  | (Imagem: Pinterest) |
| A roupa era linguagem, e quem conseguia interpretá-la, sabia exatamente com quem estava falando. | | E então, às vésperas da Revolução Francesa, tudo muda. Os vestidos se simplificam, as cores suavizam e as formas se aproximam do corpo real. Pela primeira vez, a moda permite que ele respire. | Maria Antonieta e o paradoxo do ícone… | Hoje, ela é vista como um ícone de moda. Mas, ao contrário do que muitos pensam, Maria Antonieta seguia as orientações das costureiras e mercadoras parisienses. |  | (Imagem: Pinterest) |
| O ícone era, na prática, uma cliente, e há algo curiosamente moderno nisso. | A figura que o imaginário transformou em símbolo máximo de luxo era, em grande parte, uma mulher usando o guarda-roupa como armadura em um ambiente que a devorava. |
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| A corte de Versalhes era um campo de batalha em que a aparência decidia alianças, rivais e destinos — algo distante do cenário de glamour que muitos imaginam. | O luxo como espelho | As mansões aristocráticas de Paris funcionavam como uma barreira: isoladas do caos das ruas sem calçamento, sujas e mal iluminadas. Por dentro, excesso; por fora, precariedade. Soa familiar? |  | (Imagem: Pinterest) |
| Além da estética, o que o século 18 nos deixou foi um sistema: do desejo fabricado, da distinção social pelo objeto e da roupa como discurso. | Tudo o que hoje chamamos de luxo, tendência e moda tem raízes fincadas naqueles salões de Versalhes. A diferença é que hoje o corpete não comprime mais, mas o desejo de ser visto… esse não mudou nada. |
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| | | | | | BASEADO EM UMA HISTÓRIA REAL | Sobre o que insiste em ficar |  | (Imagem: Pinterest) |
| A história de Felipe e Luana começou, estranhamente, com um adeus. | Ela estava em Curitiba para fazer o Enem. Felipe era da cidade. Se conheceram por acaso, através de amigos em comum, num final de semana que nenhum dos dois planejou. | Luana diz que foi amor à primeira vista; Felipe confessa que foi em uma conversa profunda, no dia seguinte, que percebeu que ela era diferente. | | Felipe não aceitou. Disse que o mundo daria tantas voltas que poderiam se encontrar novamente. | O que se seguiu foi construído à distância: mensagens, chamadas de vídeo, um vínculo de confiança que foi crescendo antes de qualquer rótulo. A primeira vez que Felipe viajou de avião foi para visitá-la em BH. |
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| Foram para Alagoas sem ainda namorarem — e, numa garrafa de vidro, guardaram a areia da praia de Maceió como símbolo daquela primeira viagem. | | Uma cena diz muito sobre quem ela é. Estavam no Rio Grande do Norte, na parte de trás de um buggy, em direção às dunas de Genipabu. Chovia. O dia estava fechado, sem sol, e Felipe pensava em como tinham errado na escolha da data. | Então, olhou para o lado e viu Luana sorrindo, tomando aquela chuva no rosto, rindo, curtindo como se fosse um dos melhores dias da vida. | Os anos foram passando. Viagens por Minas Gerais, a formatura dela, a pandemia que os aproximou e os sonhos que iam tomando forma. |
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| E havia uma música. Luana não ouvia muito pagode, mas começou a gostar por causa dele. Juntos, escolheram que Como Nunca Amei Ninguém, do Exaltasamba, seria a música deles. | Um dia, indo a um restaurante com música ao vivo, a canção tocou no rádio do carro e Felipe brincou: “Nossa música. Se tocar hoje no restaurante, eu te peço em casamento.” | Quando entraram no local, era exatamente essa música que começava a tocar. Ele não tinha planejado, mas, de algum jeito, a vida tinha.
| Em 2024, foram morar juntos e, poucos meses depois, veio a surpresa: estavam esperando João Pedro. Ele nasceu em junho de 2025. | Desde então, a casa ganhou um novo ritmo: um pouco mais de barulho, um pouco menos de silêncio e muito mais amor ocupando os espaços. | Neste ano, pela primeira vez, o Dia das Mães terá outro significado — e, de algum jeito, o que começou com um adeus encontrou seu jeito de ficar. | |
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| | | | | EDITOR’S PICK | Dicas da nossa equipe |  | (Imagem: Amazon) |
| O livro Pequenas Coisas Como Estas se passa na Ireland de 1985. O respeitável comerciante de carvão Bill Furlong vive uma rotina pacata com sua família até a chegada do período de Natal. | O que começa como uma entrega comum em um convento local se transforma em um dilema moral devastador quando Bill faz uma descoberta perturbadora sobre as jovens que vivem ali. |
|  | (Imagem: Divulgação) |
| Em E Se Fosse Verdade, ainda sofrendo com a morte da esposa, David Abbott vê sua rotina se transformar ao se mudar para um novo apartamento e descobrir que a antiga inquilina ainda habita o lugar. | O que começa como um conflito por espaço com um espírito sem memória rapidamente se transforma em uma busca desesperada pela identidade de Elizabeth, fazendo David questionar os limites entre a vida, a morte e a possibilidade de um novo amor. |
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| | | | | EM CARTAZ | Nos cinemas ou no conforto do seu sofá |  | (Imagem: Divulgação) |
| Preparem os patins e o coração: a febre literária de Elle Kennedy finalmente ganha vida nas telas. A série Off Campus: Amores Improváveis estreia no Prime Video em 13 de maio, com todos os 8 episódios liberados de uma só vez para quem gosta de maratonar. | E a produção já chega com moral, tendo a segunda temporada confirmada antes mesmo da estreia. Para elevar a temperatura, o elenco principal veio a São Paulo para um evento exclusivo com fãs — veja uma entrevista aqui. | A trama foca no improvável romance entre o astro do hóquei Garrett Graham e a estudante de música Hannah Wells, prometendo entregar todo o magnetismo e a tensão que transformaram os livros em best-sellers globais e pilares do gênero new adult. | Confira os principais lançamentos da semana: | Todas Elas Em Uma — 11 de maio, nos cinemas. Abbott Elementary (5ª temporada) — 13 de maio, no Disney+. Belas Maldições (3ª Temporada) — 13 de maio, no Prime Video. Alma Negra - Do Quilombo Ao Baile — 14 de maio, nos cinemas. As Pessoas Ao Lado — 14 de maio, nos cinemas. Mambembe — 14 de maio, nos cinemas.
| E você, assistiu a qual dos lançamentos que mencionamos na última edição? | |
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| | | | | | FINAL NOTES | A próxima pode ser a sua 💌 | Gostou da história que leu? A próxima pode ser a sua. Conte pra gente aquela história de amor que só você sabe e tem dentro de si. Afinal, todo mundo tem a sua. | | Queremos compartilhar, pelo menos um pouquinho, desse sentimento que você tem aí dentro. Você nunca sabe o que ele pode provocar nas pessoas… |
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| | | | | RODAPÉ | the news cult | Seu hub abrangente de curadoria cultural e comportamento. Uma lente para entender o mundo e as conexões humanas através do amor, da arte, do cinema, da literatura, das tendências de lifestyle e da vida digital. | Sempre aos domingos de manhã, às 08:08. |
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