| | | | | | | Seu Spotify sugere o que ouvir, o TikTok te apresenta o próximo livro e as plataformas de streaming já sabem qual série colocar na sua frente. | Nunca tivemos tanto acesso à cultura. Mas, em algum momento, deixamos de procurar e começamos a esperar que as coisas chegassem até nós. | Descobrir também era entrar numa livraria sem destino. Aceitar a indicação de um amigo. Escolher um filme pela capa. Ouvir um álbum inteiro e perceber que… você odiou — e isso também fazia parte. | Essa semana, lançamos um desafio lá no Instagram: se você fosse recomendar algo para um amigo hoje (uma música, um livro, um filme, uma série), o que seria? Conte para a gente qual é a sua também. Quem sabe a próxima grande descoberta de alguém não vem daqui. | |
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| | | | | | | ENSAIO ABERTO | “Quem será o amor da minha vida?” |  | (Imagem: Pinterest) |
| Há mais de 15 anos eu faço a mesma pergunta: quem será o amor da minha vida? | Não me lembro exatamente quando essa pergunta surgiu. | Talvez tenha sido assistindo a filmes em que tudo terminava com um final feliz; Talvez tenha sido ouvindo músicas que transformavam o amor em sinônimo de felicidade; Talvez tenha sido vendo pessoas ao meu redor construindo relacionamentos enquanto eu esperava a minha vez.`
| O fato é que, por muito tempo, eu acreditava que existia uma linha invisível ligando a minha felicidade à chegada de alguém. | Quando eu encontrasse a pessoa certa, tudo faria sentido. Quando eu encontrasse a pessoa certa, a espera acabaria. Quando eu encontrasse a pessoa certa, a vida finalmente começaria. | O problema é que o tempo passou… e ela não chegou. |
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| Enquanto algumas pessoas viviam histórias que eu sonhava viver, eu me perguntava se havia algo errado comigo. Se eu estava atrasada, se tinha perdido alguma oportunidade, se Deus havia se esquecido de escrever essa parte da minha história. | Porque, quando você cresce em uma sociedade que transforma o amor romântico no centro de tudo, estar sozinha não parece apenas uma fase, ela se torna um problema. |  | (Imagem: Pinterest) |
| O final feliz é encontrar alguém: as músicas falam de amor, os filmes giram em torno de encontrar a pessoa certa, as redes sociais celebram relacionamentos… Sem perceber, começamos a acreditar que aquilo que todo mundo procura deve ser aquilo que realmente importa. | Anos depois, descobri que existe uma explicação para isso. George Gerbner chamou esse fenômeno de Teoria da Cultivação: a exposição constante a uma mesma narrativa molda a forma como enxergamos a realidade. | Quando você passa anos ouvindo a mesma história, ela deixa de parecer apenas uma história, ela passa a parecer a verdade. |
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| Mas a maior descoberta não foi entender essa teoria, foi perceber que a minha vida não estava em pausa. |  | (Imagem: Pinterest) |
| Enquanto eu esperava alguém chegar, Deus estava me formando. Enquanto eu perguntava quando viveria uma história de amor, Ele estava me ensinando a construir uma vida. | E foi nesse processo que algo mudou. Pela primeira vez, eu parei de olhar para o amor como o destino final, porque, se ele chegar, será um presente. Mas ele não pode ser a condição para que eu viva plenamente. |
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| Hoje, eu ainda não sei quem será o amor da minha vida, mas já não faço essa pergunta com a mesma ansiedade de antes. Porque descobri que a melhor história que Deus estava escrevendo não começava quando alguém chegasse. | Ela começou quando eu parei de esperar para viver. | Com amor, Gi. |
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| | | | | | | AUTORA | Giovanna Guimarães | | Giovanna é filha única, nascida e criada no interior, e, com 18 anos, decidiu se jogar em São Paulo para estudar Marketing e construir sua carreira. Hoje, aos 27 anos, descobriu sua real identidade a partir de sua fé e compartilha mais da sua vida nas redes sociais @giguimaraesc e é co-host do podcast Tá Podendo Falar. Lá, mostra que é possível viver uma vida que te faça feliz, mesmo em meio à rotina ordinária, através de experiências, treinos e viagens. |
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| | | | | | | APRESENTADO POR DISNEY | Um raio pode cair duas três vezes na mesma família? | | Há 20 anos, Tony Ramos e Glória Pires conquistaram o público brasileiro ao viver o casal que descobriu, da pior (ou melhor) maneira possível, o que é se colocar, literalmente, no lugar do outro. | Agora, a história ganha um novo filme: Helena e Cláudio estão de volta, mas é a nova geração que vai encarar essa experiência: Bia (Cléo Pires) e Aquiles (Rafael Infante) também vão descobrir como é acordar no corpo um do outro. |
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| Você consegue ver alguns detalhes, sem spoilers (te prometemos🤞) assistindo o trailer aqui. | 🍿 E clicando aqui, você escolhe seu lugar no cinema para assistir Se Eu Fosse Você 3, no dia 08 de outubro. |
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| | | | | | | | BASEADO EM UMA HISTÓRIA REAL | Eu estou aqui |  | (Imagem: Pinterest) |
| Yohanne havia decidido: 2026 seria seu ano sabático. | Nada de romance, nada de tentativas, nada de se expor ao que já havia doído demais. Oito anos de viuvez, dois filhos, uma vida construída sozinha — e a certeza tranquila de que estava bem assim. | Então, apareceu Talles. | O primeiro contato entre os dois tinha sido em maio de 2023, numa troca profissional tão comum que nenhum deles guardou aquele dia com clareza. | Por quase três anos, foi só isso: contato diário de trabalho, sem nunca terem se visto pessoalmente ou conversado sobre a vida fora dali… Até abril de 2026. | Foi uma suspeita de golpe que abriu a primeira porta. Yohanne mencionou que o filho já havia passado por algo parecido. Uma frase pequena, quase sem querer, do tipo que abre espaço sem pedir permissão.
| E o espaço foi se abrindo. Vieram os primeiros assuntos pessoais, a indicação de uma série, duas ligações longas, muitas conversas. | No dia 17 de abril, Talles passou seu contato pessoal. | Yohanne ainda achava que era apenas alguém querendo se enturmar. Afinal, nunca tinham se visto. Como poderia existir alguma coisa além disso? | No dia seguinte, conversaram pelo telefone até as três da manhã. | A aproximação começou a parecer intensa demais para alguém que havia prometido passar o ano longe de tudo aquilo. |
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| Veio o primeiro encontro. O primeiro olhar. O primeiro sorriso. O primeiro dia em que finalmente se viram de verdade. | E, desde então, nunca mais se separaram. | Os dois não poderiam ser mais diferentes. | Talles é centrado, paciente, do tipo que pensa antes de agir e calcula cada rota. Yohanne é acelerada, impulsiva, do tipo que já está pronta antes mesmo de saber para onde vai. | — Bora! Lá a gente vê onde dorme. | Ele calcula. Ela já foi. | Mas talvez o lugar onde mais se encontrem seja na conversa. Passam o dia juntos, sem celular, lendo, ouvindo música, tomando vinho ou o que a ocasião pedir — e ainda assim nunca parecem esgotar os assuntos. | Yohanne foi criada pelos avós, que já se foram. Cresceu ouvindo “se vira”. E foi se virando. | Durante muito tempo, carregou a sensação de estar sozinha no mundo, mesmo quando não estava. Até encontrar alguém que segura sua mão e diz: | — Eu estou aqui. | São três palavras pequenas. Mas, para quem passou tanto tempo aprendendo a se virar, talvez sejam uma das maiores declarações de amor que existem. | Talles também lhe ensinou outra forma de enxergar o amor. | Certa vez, disse que não queria que simplesmente se apaixonassem. Queria que os dois quisessem bem um ao outro, porque querer bem é enxergar os defeitos e, mesmo assim, decidir ficar. | Cinco meses depois, Yohanne já sonha com a cadeira de balanço. | E, quando esta história for publicada, os dois estarão em Buenos Aires. Talles vai correr sua primeira maratona, e Yohanne estará esperando por ele na linha de chegada. | Talvez seja cedo para saber quantas outras ainda atravessarão juntos. | Mas existe algo bonito em pensar que 2026 seria justamente o ano em que Yohanne não procuraria ninguém… | … e acabou encontrando alguém que, em vez de dizer “se vira”, simplesmente segurou sua mão e disse: | “Vamos juntos. Eu estou aqui.” | |
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| | | | | | | EXTRA | “Tomar uma Coca-Cola com você | É ainda mais divertido do que ir a San Sebastián, Irún, Hendaye, Biarritz, Bayonne ou passar mal na Travessia de Gràcia em Barcelona, | em parte porque com sua camisa laranja você parece um São Sebastião mais feliz e melhor, | em parte por causa do meu amor por você, em parte por causa do seu amor por iogurte, | em parte por causa das tulipas laranja fluorescentes ao redor das bétulas, | em parte por causa do mistério que nossos sorrisos assumem diante das pessoas e das estátuas. (…)” | — Frank O’Hara |
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| | | | | | | EM CARTAZ | Nos cinemas ou no conforto do seu sofá |  | (Imagem: Divulgação) |
| A aguardada adaptação do bestseller do BookTok escrito por Ali Hazelwood, A Hipótese do Amor, faz sua estreia oficial no catálogo do Prime Video no dia 23 de setembro. | Protagonizado por Lili Reinhart e Tom Bateman, o romance acompanha uma brilhante doutoranda que engata um namoro de mentira com um intimidador professor acadêmico para provar que seguiu em frente, desencadeando uma reviravolta quando os sentimentos entre a dupla começam a se tornar reais. | Fun Fact: A história nasceu originalmente como uma fanfic do casal fictício Rey e Kylo Ren, da saga Star Wars, e o próprio Tom Bateman serviu de inspiração direta para a autora ao conceber a obra literária. | Confira os principais lançamentos da semana: | Habeas Corpus — 23 de setembro, na Netflix American Horror Story (13ª temporada) — 24 de setembro, na Disney+ Nem Toda História De Amor Acaba Em Morte — 24 de setembro, nos cinemas Hotel Amor — 24 de setembro, nos cinemas
| E você, assistiu a qual dos lançamentos que mencionamos na última edição? | |
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| | | | | | | | RODAPÉ | the news cult | Seu hub abrangente de curadoria cultural e comportamento. Uma lente para entender o mundo e as conexões humanas através do amor, da arte, do cinema, da literatura, das tendências de lifestyle e da vida digital. | Sempre aos domingos de manhã, às 10:00. |
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