BOM DIA |
O Brasil venceu a primeira partida pós-Copa do Mundo, mas novamente a atuação da equipe de Ancelotti não empolgou. |
Esse sentimento de frustração não é apenas atual. Desde 2002, temos visto um afastamento da Seleção Brasileira com o povo brasileiro. |
Mas qual o motivo por trás dessa sensação? |
É isso que o analista tático Matheus Kniss responde na edição de hoje. |
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ENQUETE DO DIA |
Qual o saldo do Brasil nesses dois jogos vs. Austrália? |
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RESULTADO DA ENQUETE DE ONTEM 30% de vocês votaram em Rayan como resposta para a pergunta: “Quem você colocaria de TITULAR no jogo do Brasil amanhã?” → (Rayan) “Vascoo” → (Gabriel Bontempo) “O meio campo do Brasil carece de jogadores versáteis, que sejam bons marcadores, com passes inteligentes e que cheguem ao ataque também. Bon Tempo tem se destacado em um time bem irregular como o Santos.” → (Breno Bidon) “O problema do Brasil claramente é o meio de campo. Precisamos testar jogadores com perfil diferente pro meio de campo. Joguem o Raphinha pra posição do 9, igual ele está voando no barça e abram espaço pra preencher a meiuca.” → (Otávio) “Atualmente o melhor goleiro do Brasil e com apenas 23 anos.” → (Pedro) “É o único centroavante que temos pois o Rafinha não tem este perfil.” |
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TEXTO POR MATHEUS KNISS |
A Seleção tem maltratado o torcedor brasileiro |
 | (Imagem: Saeed Khan/AFP) |
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Eu tenho sido maltratado. E não é só a falta de intensidade. O Brasil de 2014 tinha até demais. Também não é só a falta de técnica. O Brasil de 2006 era mais técnico do que qualquer outra seleção do mundo. |
Há uma conjunção de fatores que, ao longo dos últimos 24 anos, acabou nos trazendo até este momento sombrio de nossa história. Todos eles, em conjunto, formam essa pintura pitoresca e desajustada à qual aprendemos a nos acostumar. |
E que não se diga que não formamos bom material humano. Vini Jr., Rodrygo, Raphinha, Estêvão, Endrick, para falar dos talentos mais recentes. Se voltarmos um pouco mais — mas não muito, porque não é necessário —, a lista conteria Neymar Jr., sem dúvida o nome mais talentoso em muitas e muitas décadas, e passaria por Coutinho, Marcelo, Thiago Silva, Renato Augusto, Willian, Firmino... e por aí vai. |
Todos têm conexão com o futebol europeu, porque são considerados bons para atuar nos maiores clubes do mundo. Mas se o Brasil continua produzindo jogadores de elite, por que a Seleção não tem atuações de elite? |
 | (Imagem: Pedro Martins/MoWa Press) |
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O primeiro motivo é tão óbvio que chega a ser trivial, mas acaba se escondendo à plena vista: o futebol se tornou muito mais coletivo. |
Não desaprendemos a jogar futebol, mas o que sempre diferenciou nossos jogadores — a capacidade de resolver individualmente uma partida — não compensa mais deficiências coletivas. Ter 11 titulares craques não é o suficiente para vencer grandes jogos. |
Um dos maiores exemplos disso está em um dos maiores talentos que temos. Observe a derrota do Brasil contra a Noruega na Copa de 2026. Quantas vezes Vinícius Júnior conduziu a bola até o campo terminar e nada foi criado? Quantos jogadores melhor posicionados foram preteridos para que a bola chegasse ao camisa 7? Quantas tentativas de jogada individual forçadas pelo lado esquerdo sem resultado prático? |
 | (Imagem: Jose Breton/Pics Action/NurPhoto/Getty Images) |
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É óbvio: Endrick desperdiçou uma oportunidade clara; Bruno Guimarães perdeu um pênalti; Haaland esteve livre para marcar duas vezes; Rayan foi sacrificado para cobrir os espaços deixados por Danilo; Carlo Ancelotti convocou o volante Éderson para a vaga do lateral Wesley e manteve apenas duas opções de improviso para disputar uma Copa do Mundo. |
Todos têm culpa. Mas quem cobrou seu preço foi o exagero: de individualidade, de solidariedade, de desprezo pela coletividade. Isso também se revelou de forma preocupante no mais recente resultado tenebroso da Seleção Brasileira, um empate no último lance do jogo contra a fraquíssima Austrália. Para não falar do desrespeito à cultura local, sintetizado na expressão de jogadores que perderam a conexão com o mundo real há muito tempo. |
Desde 2002, tivemos diferentes treinadores, conceitos e maneiras de interpretar a Seleção: Felipão, Parreira, Dunga, Mano Menezes, Tite, Ramón, Diniz, Dorival e Ancelotti. Só Dunga (2006-2010) e Tite (2018-2022) tiveram um ciclo completo de Copa. Para 2026, um absurdo a céu aberto: três treinadores, sendo dois improvisados ou interinos, até que Ancelotti tivesse a boa vontade. |
 | (Imagem: Rafael Ribeiro | CBF) |
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É difícil construir identidade se cada ciclo começa do zero, e é impossível fazê-lo quando um trabalho diferente do anterior recomeça várias vezes dentro de um ciclo curtíssimo de quatro anos. Tudo reflexo de uma CBF que se acostumou com o conflito interno e com ex-presidentes punidos judicialmente ou pela FIFA. |
E tem mais: excelentes atletas são produzidos na base de seus clubes no Brasil e têm empresário, chuteira personalizada e perfis em redes sociais antes mesmo de passarem pelo contrato de formação. Aos 16, já estão vendidos, e saem aos 18 por força de lei. Produzimos jogadores para o melhor futebol do mundo, mas não temos o poder para construir, dentro do nosso próprio futebol, o contexto de formação. |
Bons jogadores nós ainda produzimos. Mas será que sua conexão com a nossa camisa ainda existe? Será que todos ainda sabem o peso da camisa que vestem? |
Acho que não. |
Escrito por Matheus Kniss |
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TOUR DE MANCHETES |
|  | (Imagem: Rafael Ribeiro | CBF) |
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| Ganhou, mas não empolgou | A Seleção Brasileira venceu a primeira partida pós-Copa do Mundo. No “jogo de volta” contra a Austrália, o Brasil goleou a Austrália por 4 a 2. Os gols foram marcados por Vanderson, Raphinha (P), Bruno Guimarães e Vini (P). O próximo desafio de Ancelotti é a Índia no próximo sábado, às 11h. | |
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|  | (Imagem: JP Drone) |
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| Fim da dívida? | O Corinthians está negociando com a Caixa a quitação da dívida envolvendo a Neo Química Arena em troca dos naming rights do estádio. A dívida está avaliada em R$ 630 milhões, mais de 20% da dívida total do clube (R$ 2,8 bilhões). O Corinthians hoje recebe R$ 15 milhões por ano pelos naming rights, mas avalia que eles valham cerca de 70 milhões de reais por ano. | |
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|  | (Imagem: X | Reprodução) |
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| Desfalque rubro-negro | O meia Arrascaeta precisará passar por uma cirurgia no punho esquerdo após sofrer uma fratura no amistoso entre Uruguai e Coreia do Sul, disputado em Seul. O departamento médico do Flamengo acredita que o uruguaio desfalcará a equipe por seis semanas. | |
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|  | (Imagem: AP Photo) |
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| Giants make moves | Sem nenhum espaço em Minnesota, o quarterback J.J. McCarthy foi trocado para os Giants por uma escolha de 5ª rodada após a lesão de Jaxson Dart. O ex-camisa #9 dos Vikings, que teve 1.632 jardas, 11 touchdowns e 12 interceptações em 10 partidas pela equipe, agora deve ser o QB titular dos Giants para o restante da temporada. | |
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|  | (Imagem: Getty Images) |
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| Duro golpe para os Clippers | A franquia de Los Angeles anunciou que o ala Brandon Ingram está com o tendão de Aquiles parcialmente rompido, o que afasta o jogador do início da temporada da NBA. No ano passado, Ingram teve 21,5 pontos, 5,6 rebotes e 3,7 assistências de média por jogo, com aproveitamento de 38% nos arremessos de três pontos. | |
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|  | (Imagem: Bleacher Report) |
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| De molho por quase um mês | O Tampa Bay Buccaneers terá de jogar com o seu quarterback reserva nas próximas rodadas. Isso porque Baker Mayfield ficará fora dos gramados por três semanas após deslocar o polegar na derrota dos Bucs contra os Vikings, no último domingo. | |
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NO QUE ESTAMOS CLICANDO |
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AGENDA DO DIA |
⚽07h00 Amistoso: 🇧🇷 Brasil x Austrália 🇦🇺 | Globo, SporTV e GE TV ⚽15h45 Nations League: 🇪🇸 Espanha x Croácia 🇭🇷 | SporTV ⚽15h45 Nations League: 🇨🇿 Tchéquia x Inglaterra 🏴 | ESPN e Disney+ ⚽15h45 Nations League: 🏴 Escócia x Suíça 🇨🇭 | ESPN e Disney+ |
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