| | | BOM DIA | garra | “quem não faz, leva. e quem leva, volta pra casa.” talento não se sustenta sozinho. é preciso desenvolver um solo firme em virtudes para mantê-lo de pé e levá-lo à potência máxima. | …. | | | Difícil não falar de Copa |  | (Imagem: Globe Esporte) |
| Não seria louca de falar de futebol, pois obviamente não é minha praia. Mas queria trazer uma grande reflexão que a derrota do Brasil me trouxe sobre o homem e a mulher contemporâneos. | Tudo começa com o texto do Romário, um dos nossos grandes craques, após mais uma despedida em 2026: | | ❝ | | | “Em Copa, todo jogo é final, e hoje o Brasil não entrou com essa mentalidade. Foi um futebol lamentável, digno de quem mereceu ser eliminado. (…) Agora é fácil apontar culpados. Melhor digerir essa porrada, aprender a lição e entender o que está acontecendo. (…) Copa é isso: quem não faz, leva. E quem leva, volta pra casa.” |
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| Dessa vez, fiz mesmo questão de acompanhar a comoção em torno do futebol, e o que vemos ali realmente vai além do esporte. Acredito que a derrota da nossa seleção possa refletir crises do nosso tempo. | O futebol representa algo muito particular para o Brasil. Não é apenas uma paixão ou um “pão e circo”. É algo que somos muito bons em fazer. Esse esporte foi — e continua sendo — um grande orgulho para a nossa nação, pois temos mesmo grandes talentos e entendemos do assunto. | O Brasil desenvolveu excelência em poucas coisas como desenvolveu no futebol. Julgue isso como preferir. Há quem diga ser inútil, mas é impossível negar que é um mercado que gera empregos, realiza sonhos, une pessoas e leva o nome da nossa nação para o mundo inteiro. | | E, em meio a enxurrada de conteúdos sobre a derrota do Brasil, um dos vídeos que me marcou foi um em que o astro norueguês, Erling Haaland, dizia que nunca sonhou em defender a seleção de seu país da mesma forma que via acontecer com os jogadores brasileiros — e ainda fazia um apelo para que as próximas gerações do seu país sonhassem mais com isso. | E aí doeu: perdemos para quem nem levava tanto a sério uma das coisas que fazemos de melhor. | Existe uma tradição construída por gerações de homens que fizeram desse esporte uma das maiores expressões daquilo que somos capazes de realizar quando talento e entrega caminham juntos. |
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| E talento não faltou. Nossos jogadores estão entre os melhores do mundo, jogam nos maiores clubes e certamente cresceram sonhando em usar a camisa verde e amarela. | Talvez os últimos anos tenham revelado que aquilo que era admirado nas grandes seleções — assim como nos grandes heróis da história da humanidade — nunca foi apenas a habilidade, os sonhos e as conquistas em si, mas também a sua obsessão pelo que estavam fazendo. | Um interesse que chega a beirar a obsessão unido à dedicação é algo muito poderoso. |
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| Pensando na atual seleção brasileira, me pergunto se a maioria teria um coração verdadeiramente voltado para o título. Mas além disso, se os homens das nossas gerações campeãs conviveram mais de perto com alguns princípios que foram perdendo cor ao longo dos últimos anos: honra, legado e doação. | Ao longo de toda história, entre os grandes homens e mulheres, parecia haver uma disposição mais latente de dar tudo de si por um ideal. Parecia haver homens e mulheres mais comprometidos com algo maior do que a própria carreira e imagem. E foi exatamente esse o questionamento que me perturbou. | A verdadeira pergunta não era o que aconteceu com o futebol brasileiro — porque isso pouco me importa, rs — mas “o que aconteceu conosco?” | | Nunca tivemos tanto acesso ao conhecimento, nunca tivemos tantas oportunidades, nunca tivemos tantos recursos, mas, paradoxalmente, talvez nunca tenhamos tido tanta dificuldade para dedicar uma vida inteira a algo, se entregar e se rasgar diante de um objetivo. | Vivemos na era mais confortável que a humanidade já conheceu. Temos acesso ao prazer, ao entretenimento, à novidade e às recompensas de forma muito imediata e fácil. Em poucos segundos conseguimos produzir estímulos que, há poucas décadas, exigiriam muito esforço, espera e até disciplina. | O cérebro aprende com isso. Acostumado a recompensas rápidas, torna-se menos disposto a permanecer naquilo que é lento e exigente. Então, será que temos perdido o interesse por tudo aquilo que exige muito sacrifício? | | E toda grande obra humana foi construída justamente no caminho. Os grandes gênios, artistas e atletas eram obcecados por um ideal, assim como os grandes heróis. Nunca é só uma questão de talento. | É preciso ter vontade o bastante para desenvolver virtudes para sustentá-lo e elevá-lo à máxima potência. |
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| Tudo o que a humanidade fez de grandioso foi construído por alguém que encontrou uma ideia grande o suficiente para organizar a própria vida em torno dela — e talvez seja exatamente isso que estejamos perdendo. | As grandes ideias parecem deixar de nos fascinar e já não falamos sobre honrar algo, cumprir com a palavra, dever, ter que encarar responsabilidades como qualquer pessoa digna e deixar um legado. Somos muito imediatistas, materialistas e individualistas para isso. | Hoje, quase tudo parece girar em torno do dinheiro, da fama, do prazer e do conforto. Não porque essas coisas sejam ruins, mas porque passaram a ocupar o lugar central de uma existência, quando elas são apenas consequências de trajetos e objetivos verdadeiramente virtuosos, capazes de satisfazer e dar sentido àquilo que o ser humano faz. | | Os grandes homens e mulheres da história não foram grandes porque buscavam prazer, segurança e conforto. Foram grandes porque encontraram uma causa que julgavam maior do que eles mesmos e se dispunham a colocar os seus olhos nisso. | Homens e mulheres já fizeram mais questão de honrar a própria palavra e o nome — ou nação — que carregavam consigo. Muitos na história compreenderam, na prática, que uma vida vale por um bem que se escolhe servir. | E, na contramão do que muitos disseram nos últimos dois dias, ousaria dizer que a postura de Neymar diante dos jogadores rivais, que poderiam estar caçoando de seu talento e do legado da sua nação, tenha sido o que mais foi de encontro a isso na nossa seleção nesta Copa.
| Porque o ponto de partida para que algo comece a perder sua grandeza pode ser deixar de honrar justamente aquilo que faz de melhor. | O Brasil já presenciou muitos honrarem com muita garra aquilo que fazemos bem — e talvez seja essa a causa de tanta saudade e decepção hoje. | Acredito que parte de uma verdadeira crise do nosso tempo não seja falta de talentos nem de oportunidades, mas de interesse genuíno. |
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| Perdemos a vontade muito rápido e nos tornamos apáticos à maioria das coisas. Estamos apodrecendo mentalmente e tudo, em algum momento, começa a ficar muito entediante. | Já não sabemos por qual causa vale a pena gastar a vida e já não encontramos ideais grandes o suficiente para justificar o sacrifício. Na verdade, o sacrifício aparece, na maioria das vezes, como algo ruim. | E, sem nem perceber, vamos nos tornando uma geração profundamente competente para consumir, mas cada vez menos disposta a se doar e criar.
| Assim, sempre fica um grande vazio no peito. Não sentimos falta apenas de um título. Sentimos falta de homens e mulheres profundamente comprometidos com algo maior do que eles mesmos. | Estamos todos julgando o trabalho dos jogadores da nossa seleção, mas talvez também faça sentido olhar para a própria vida e perceber se nós mesmos temos valores grandes o suficiente pelos quais lutar. | Você também pode estar carente de um coração capaz de se gastar por alguma coisa. |
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| — @Sarinha |
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| | Things that make our mornings feel a little softer | | Acordar sem olhar o celular por 15 minutos, fazer o skincare, tomar um copão de água, ler por alguns minutos e tomar um café que faz a manhã começar direito. | Se você também faz parte do clube das meninas que não funcionam sem cafeína, fica a dica: escolha um café que seja tão gostoso quanto o seu ritual. | Banoffee, caramelo, chocolate ou avelã... a parte mais difícil é escolher só um. | Ou melhor: nem precisa. | Na compra de um little bean, você leva outro de presente. A desculpa perfeita para experimentar dois sabores e descobrir qual é o seu favorito. | Buy yours here. 💛 |
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| | 67,89% de vocês votaram “Sim” na enquete da última semana, dizendo que conseguiram se lembrar de ser mais gentis com vocês mesmos, mesmo quando se pegaram cobrando-se muito, regulando-se e resistindo a alguma coisa. A seguir, alguns comentários: | 👏 “Eu tenho persistido neste hábito há bastante tempo. Tenho tido sucesso discreto. Isso tem me estimulado, porque sei que são processos de aplicação contínua, por toda a vida. A vida tem essa metodologia de construção.” 🎶 “Errei a nota de entrada de uma música na igreja em que canto e quis me desesperar. Mas logo em seguida lembrei que, assim como eu, quem estava ali ouvindo também é humano e erra o tempo todo, então me acalmei e entreguei meu melhor solo com o coração leve!” 🧑⚕️ “Sou fisioterapeuta e comecei a atender em domicílio, porém esqueci de pedir o sinal de 50% para, caso a sessão fosse cancelada, eu não tivesse prejuízo. Mandei mensagem de confirmação para a mãe da criança e a mensagem nem chegou, porém fui mesmo assim, pois ela havia confirmado e eu tenho compromisso com a minha palavra. 15 minutos antes da sessão, ela cancelou comigo, mas eu já tinha pegado o Uber e estava perto da casa dela. Ela sumiu e eu fiquei com um baita prejuízo, pois estou desempregada. Fiquei chateada, mas não fiquei me cobrando. Imprevistos acontecem, erros também, e isso virou um aprendizado: preciso cobrar um sinal antes ou vou me lascar novamente. Kkk” |
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| | Talvez o último texto tenha te feito refletir. Se sim, esse desafio é para você: | Tente perceber e nomear alguns interesses genuínos que você tem na sua vida e coisas que você entende como as mais valiosas na sua existência. |
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| Não é uma tarefa fácil, mas pode parecer muito mais abstrata do que realmente é. Por exemplo: a família e a área de trabalho são interesses genuínos que você tem, enquanto o amor, a lealdade, a beleza ou a alegria são coisas muito valiosas para você. | Tente visualizar algumas dessas coisas e depois, escreva, para cada uma delas, uma frase que possa servir como um princípio que você gostaria que fosse incorruptível no seu dia a dia. Por exemplo: | “Para quem eu amo sempre haverá tempo.” “Palavra dada é palavra cumprida.” “Defenderei quem está do meu lado com minhas palavras e minha postura.” "A pressa é inimiga da perfeição."
| Sabe aquelas coisas que você sempre escutou seus pais ou seus avós dizerem? Sabe aqueles princípios que eles jamais transgrediam? | É disso que estou falando. O desafio dessa semana — e um grande desafio para sua vida, considerando o nosso contexto — é criar alguns desses princípios para a sua própria vida também. | Nessas coisas, você pode começar a enxergar aquilo que orienta a sua vida, algo pelo que estaria disposto a se doar. | A verdade é que, mesmo quando encontramos algo pelo que estamos dispostos a nos entregar ao máximo, ganhamos também um sentido pelo qual viver. |
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| |  | tradução: “viciado.” |
| | ❝ | | | Muitos homens pensam que estão comprando prazer, quando na verdade estão vendendo a si mesmos para ele. | | | | Benjamin Franklin |
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| “Eu escolho, eu pago, eu consumo e depois vou embora.” Muitos acreditam estarem comprando e lidando com o prazer dessa forma. E o problema não é sentir prazer, ou escolhê-lo. Na verdade, o problema surge quando ele passa a ser aquilo que conduz alguém. | O motivo é simples: a repetição entra aqui como uma tentativa de preencher algo que nunca se resolve totalmente, afinal, o prazer é algo externo ao indivíduo e muito instável. O sujeito volta, paga de novo na tentativa de encontrar aquilo que faz sentido, mas nunca encontra, já que o que lhe causa uma sensação boa agora pode não fazer o mesmo amanhã. |
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| Portanto, se é essa a força motora de uma vida, o resultado pode ser caótico, pode ser aquele vazio insaciável e que deixa alguém completamente perdido sobre qual caminho seguir. | Sempre que algo externo vira uma condição para que você se sinta inteiro, surge esse risco de inversão de poder. | Se o prazer se torna o eixo organizador da sua vida, pode ser difícil delimitar um caminho sólido para se seguir, pois você nunca sabe ao certo onde encontrá-lo, quanto tempo irá durar dessa vez, muito menos o quão dependente pode se tornar desse ciclo insaciável. |
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| | | Ultimamente, tenho tido muitas tristezas no meu relacionamento. Parece que eu amo mais o meu parceiro do que ele me ama. Eu fico mal, e parece que minha vida fica sem sentido ou que eu fico perdida. |
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| Você coloca o amor como algo condicionado àquilo que você não tem controle nenhum sobre: os pensamentos, as reações e as disposições do outro. | | Isso te coloca em um estado de tensão constante, afinal, você está tentando controlar algo que não está ao seu alcance. Além disso, pode estar fazendo exatamente o contrário do que o amor convoca: medindo esforços e cobrando. | Amar exige entrega. Por isso, um relacionamento não vive na proporção “50/50” o tempo todo — esse, inclusive, nem deveria ser um critério. Na verdade, esse tipo de medida, de peso e condição, é o que pode fazer muitas relações fracassarem. | Porque todos nós passamos por dias e fases boas ou ruins e a pessoa que você escolhe como parceiro de vida justamente entra te ajudando a segurar a barra. Por vezes, não é mesmo 50/50, mas sim “60/40”, “70/30”, “80/20”… |
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| A parceria muitas vezes vai implicar em se doar um pouco mais e segurar a barra quando o outro não dá conta, sem medo e até com alegria, simplesmente porque ama. | Isso é a entrega do amor. Então talvez, algumas perguntas para você sejam: | Sou eu que sempre seguro a barra? Ou, em diferentes momentos, a pessoa do meu lado já se mostrou disposta e interessada em se doar e se entregar também? O quanto essa pessoa engaja na minha felicidade e o quanto eu estou disposta a engajar para fazer ela sorrir também?
| Você parece não sentir conforto em se entregar pela pessoa do seu lado e isso, sim, pode ser um sinal importante Por que será que você sente que só pode se doar se o outro fizer isso na mesma medida? | Talvez você esteja perdida e mal porque a sua relação não está mesmo firmada na essência do amor, mas em uma tentativa de controle e na insegurança: “e se eu me entregar demais?”; “E se a pessoa do meu lado não der valor nisso?”; “E se me passarem a perna e eu acabar sofrendo ou sozinho?” | Entenda: amar é mesmo sempre um risco, porque é dar acesso às suas vulnerabilidades para alguém. Mas o maior medo de quem ama é deixar que os riscos de ferir essa vulnerabilidade de quem ama se tornem uma realidade. Consegue perceber? | Não seria legal estar com alguém que acolhe e protege essas vulnerabilidades em vez de colocá-las em alerta? | | Eu sei que preciso me exercitar. Tempo até existe; o que falta é vencer as desculpas que eu mesmo invento. Sempre começo… e sempre paro. |
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| | O bom humor pode ser o mais alto grau da manifestação de alguma espiritualidade. |
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| | cc: @sarah.ferrreira | Despertando sua melhor versão. Afinal, se tudo na vida é ponto de vista, por que não aprender um melhor jeito de enxergar? Toda terça e quinta, na hora que o sol nasce, direto na sua caixa de entrada do e-mail favorito. | Dúvidas, feedbacks ou sugestões? Responda esse e-mail ou envie um direct pra gente. Adoramos sua companhia :) | até quinta! | | |
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