| …. | Feliz Natal | bom dia. talvez a maturidade esteja em parar de exigir que o agora seja diferente do que é. | não precisa fingir só porque é Natal. | …. | | | | | | POV | | O período de Natal tem uma capacidade estranha de reunir pessoas no mesmo espaço físico e, ao mesmo tempo, evidenciar o quanto cada um está vivendo um tempo interno diferente. | Há dias em que só o nosso corpo está presente — ele chega, senta à mesa, participa da conversa e brinda. | Contudo, a mente está em outro lugar: no que passou rápido demais, no que não aconteceu e no que mudou sem avisar — e este texto é para quem não está se sentindo tão bem assim. |
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| Existe uma expectativa de que essa seja uma noite leve, feliz e cheia de gratidão. Mas, quando o sentimento não acompanha a expectativa, surge a culpa. Perguntamo-nos por que não conseguimos simplesmente aproveitar. Talvez o erro esteja justamente aí: achar que é obrigatório se sentir de um jeito específico. | Presença é honestidade. É permitir que o corpo esteja onde está e trazer o coração para esse lugar. Mas, mesmo assim, é aceitar que algumas datas simbólicas despertam silêncio, nostalgia e reflexão. E isso não significa ingratidão ou fraqueza; significa que você está vivo e atento ao que sente. | Aprender a estar onde o corpo está é um exercício de maturidade emocional. | É parar de lutar contra o momento porque ele não corresponde à expectativa; É não tentar ajustar o sentimento para caber na ocasião; É entender que nem todo encontro vem com conversa profunda, nem toda mesa é espaço de acolhimento, nem todo ano termina com respostas claras.
| Às vezes, estar presente é só sustentar o desconforto sem fugir para o celular, para a distração ou para a obrigação de parecer bem. É ficar ali, mesmo quando o pensamento escapa ou quando o silêncio pesa. É confiar que não precisamos resolver tudo numa noite só — muito menos em uma data específica. | Talvez o convite deste dia seja mais simples do que parece: desacelerar por dentro e habitar o agora como ele é, não como deveria ser. Permitir-se sentir o que surgir, sem julgamento. | Estar onde o corpo está. Respirar. Ficar. Às vezes, isso já é mais do que suficiente. | — @Gabi |
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| | | | | DESAFIO DO DIA | 80,46% de todos os votantes na enquete da edição anterior (23/12) disseram ter conseguido confiar um pouco mais em si e, antes de pedir conselho, fazer uma pausa e se perguntar: “o que eu já sei sobre isso?” ou “o que estou tentando evitar sentir ou assumir?”. Abaixo, alguns comentários: | 👗 “Eu escolhi um look para sair com uns amigos sem pedir a opinião de ninguém. Segui a minha intuição de que aquele look estava ótimo e eu estava me sentindo bem. Percebi que no fundo eu sempre pedia a opinião dos outros quando ia escolher um look para ganhar uma aprovação, para ter certeza que seria aprovada no local que eu iria. Parece bobo, mas foi libertador usar o que eu escolhi e sem depender da opinião de ninguém... Acho que me fez tão bem que recebi muitos elogios no dia rsrsrs” 🏁 “Decidi encarar o peso das minhas decisões. Ao ler a última edição, percebi o quanto andava pedindo validação até para coisas mínimas, com receio de desagradar. Nesta semana, fiz tudo pelas minhas próprias intenções, por minha decisão, com base na minha experiência. E foi libertador.” |
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| E sobre o desafio da última edição: você conseguiu buscar motivos para apreciar o que está ao seu redor agora e se permitir viver esses momentos com presença e intensidade? | | | Hoje, reduza a expectativa. Observe onde seu corpo está e permita que a mente chegue até lá. Sem corrigir o sentimento. Sem explicar nada para ninguém. | O desafio é simples: ficar presente no que é possível hoje. |
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| | | | | FILOSOFANDO |  | tradução: “sim, a vida pode ser maravilhosa se você não tiver medo dela. Tudo o que precisa é de coragem, imaginação.” |
| | ❝ | | | Sim, a vida pode ser maravilhosa se você não tiver medo dela | | | | Charlie Chaplin |
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| Em uma cena do filme Limelight (1952), Calvero (Charlie Chaplin), um comediante em declínio, dialoga com a jovem bailarina Thereza (Claire Bloom). | A moça, após uma grave crise nervosa, desenvolveu uma paralisia psicossomática e acredita que jamais poderá voltar a dançar. Desesperançosa, vê sua vida sem sentido. Calvero, no entanto, procura convencê-la de que ainda vale a pena lutar: | — “A vida pode ser maravilhosa, se você não tiver medo dela”, afirma Calvero, com calma. — “Tudo o que a vida precisa é de coragem, imaginação. O que há de errado com você?”, continua ele, olhando-a com atenção. — “Eu nunca mais poderei dançar! Sou agora uma deficiente”, responde a jovem, tomada pela dor. — “Pura histeria”, rebate Calvero, firme. “Você se deixa acreditar nisso. Você mesma se convenceu dessa ideia; caso contrário, estaria lutando.” — “E o que ainda resta para poder lutar?”, pergunta a garota, desanimada. — “O que ainda resta para poder lutar?”, repete ele, devolvendo a pergunta. “O que ainda resta para poder lutar? Tudo! A própria vida! Não é suficiente? A vida em si, para ser vivida, sofrida, apreciada! A vida é uma coisa linda, magnífica. O problema é que você se recusa a lutar. Você desistiu, acomodando-se continuamente na doença e na morte.” Calvero, exaltado, se aproxima de Thereza e prossegue: — “Mas há algo tão inevitável quanto a morte: a vida! A vida, a vida, a vida! Pense no poder que existe no universo, movendo a Terra ou fazendo as árvores crescerem. Esse é o mesmo poder que existe dentro de você, se apenas tiver coragem e determinação de usá-lo.” |
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| A vida pode ser maravilhosa se você escolher não se acomodar, se acostumar com todo tipo de miséria, com o medo, com a doença ou com a tristeza. Com coragem e imaginação, sempre há tempo de começar mais uma vez. | Nesse momento de família, amigos, luz e renovação, te desejo um alegre fim de ciclo e muita coragem e bênçãos para um novo recomeço. | — @Sarinha |
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| | | | | APRESENTADO POR CAROL BASSI BRAND | Férias de inverno no Hemisfério Norte | | Enquanto muitos brasileiros aproveitam o calor do verão, outros escolhem atravessar o oceano para viver o frio, o esporte e a neve do inverno europeu. | Nos Alpes franceses o luxo é silencioso, e sussurra em cada petit détail. Algumas peças sintonizam com esse ambiente: | Este casaco telha carrega a energia do centrinho, quando você precisa de algo que seja ao mesmo tempo proteção do frio e presença. Com essa blusa café, o almoço no chalé ganha aquele conforto sofisticado — cashmere, vinho tinto, conversa boa, o luxo de não saber que horas são. E esta calça preta com esta blusa são para o jantar na vila: look urbano que atravessa o frio europeu com a elegância all black.
| A Carol Bassi Brand entende o inverno europeu. Explore todas as peças no site. ⛷️ | |
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| | | | | DESABAFO | | Sinto falta da casa da minha mãe. Sempre quis ter minha independência, morar sozinho e conquistar o mundo. Saí de casa há quatro anos, moro em outro país e tenho quase 30. Mas, hoje, levo uma vida tão solitária, sem amigos, sem relacionamentos, em um país com o qual não consigo me conectar. Às vezes, só quero voltar para a casa da minha mãe e recomeçar — mas vejo isso como um fracasso. Como posso tornar essa experiência vitoriosa e transformá-la em um novo começo? |
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| “Hoje, levo uma vida tão solitária, sem amigos, sem relacionamentos, em um país com o qual não consigo me conectar.” |
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| E o fracasso é ir para onde você estará mais perto do amor? Eu escolhi a sua pergunta para responder nesta época do ano porque este é, de fato, um tempo de refletir sobre novos começos, conexão, família, sentido, objetivos e, principalmente, amor. | O melhor lugar do mundo — as maiores conquistas — continuam tão grandiosos sem alguém com quem compartilhar? O que mais importa na vida são, sim, as pessoas. São os momentos que dedicamos a elas. | Se você vai para longe para tentar se provar e, no meio do caminho, perde de vista aqueles a quem realmente deve alguma coisa, aí sim, você fracassou; Se você passa dia e noite trabalhando para dar uma boa vida à sua família, mas não é capaz de tirar um momento para fazer, nem que seja, uma refeição com eles, você fracassou; Se você passa mais tempo olhando para a tela de um celular ou de um computador do que olhando nos olhos das pessoas, você fracassou; Se você está tão centrado em si mesmo — na sua evolução, no seu bem-estar, na sua paz — que se tornou simplesmente incapaz de conviver com outro ser humano, por causa da imprevisibilidade, da surpresa e do conflito que isso implica, você fracassou.
| Porque nada do que fazemos sozinhos, na tentativa de sermos melhores, serve de muita coisa se não for colocado no mundo, se não for testado diante do outro — para melhorar nossas relações e, assim, a qualidade da nossa vida. | O mundo tem se esquecido disso, mas enquanto eu e você respirarmos, precisamos nos lembrar: somos seres sociais e não podemos viver bem sozinhos. | A qualidade da sua vida depende da qualidade dos seus relacionamentos, do quanto você aprende a se tornar disponível para se doar, sair de si e, assim, caminhar junto de alguém e colocar no mundo aquilo que cultiva de bom dentro de você. | Naquilo que há de mais profundo na nossa humanidade, percebemos que, quando nos deparamos com algo belo, ele só é verdadeiramente “belo” porque sentimos vontade de dividi-lo com alguém: | O sentimento de felicidade nos dá aquela necessidade quase imediata de contar ao mundo o que o despertou; Nosso cérebro é programado para a conexão com outros cérebros; ele funciona em constante interação com as reações e os comportamentos das pessoas ao nosso redor.
| Ou seja: nossa natureza encontra plenitude e sentido quando está conectada com o outro, quando está amparada, acolhida e nutrida pelo amor. | Amor-próprio — como tanto se fala hoje — é importante. Mas de que adianta amar apenas a si mesmo? É preciso amar-se, sim, o suficiente para desejar para si aquilo que há de melhor na vida, que é aprender a amar os outros e construir o amor com quem deseja caminhar ao seu lado. | Sei que me alonguei, mas também sei que você, que enviou a pergunta, consegue entender tudo isso. A própria vida tem te mostrado, pela experiência, o que realmente importa. | Agora, espero que não te falte coragem para agir de acordo com isso — porque isso é valioso. E entenda: voltar para perto daquilo que importa não é um passo para trás, simplesmente porque não se caminha para trás na vida, apenas para frente. | Voltar para onde um dia você saiu é apenas mais um passo adiante na sua caminhada — para um lugar que você já conhece, mas com novos olhos e uma nova hierarquia de valores. E isso, por si só, já torna tudo novo.
| Que tal pensar em montar sua própria casa por aqui, por exemplo? Assim, você pode visitar sua mãe, manter sua independência e continuar conquistando o seu espaço no mundo. | Se as suas circunstâncias permitem essa mudança, te desejo coragem para se voltar para aquilo que mais importa — e muita disposição para viver bons momentos ao lado de pessoas que não estarão aqui para sempre. | Na verdade, é isso que desejo a todos nós nesta temporada de olhar para o que passou, para o que fica e para o que chega: | Que você consiga enxergar — e valorizar — as pessoas que ama, ou aquelas que ainda pode aprender a acolher, com um olhar mais amoroso. |
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| Porque, no fim, sem amor e sem pessoas, nada nos resta mesmo. | — @Sarinha | 🦋 Para enviar um desabafo, clique aqui. Queremos te ajudar em uma próxima edição :) |
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| | | | | | OPNIÃO DO LEITOR | Obrigado por ler até aqui! Quão satisfeito você ficou com essa edição? Deixe seu comentário após o voto. | O que você achou da edição de hoje? | |
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| | | | | | QUEM SOMOS | rising 🦋 | cc: @sarinhaspov e @gabriellagoldenstein | Despertando sua melhor versão. Afinal, se tudo na vida é ponto de vista, por que não aprender um melhor jeito de enxergar? | | Dúvidas, feedbacks ou sugestões? Responda esse e-mail ou envie um direct pra gente. Adoramos sua companhia! :) | até semana que vem! |
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