| | BOM DIA | cura | curar-se pode exigir abrir mão da personalidade que foi construída em volta da sua dor. Você está disposto? | | …. | | |  | tradução: “que a Terra inteira possa conhecer o amor, fim.” |
| Você sente que, antes de se relacionar novamente, precisa estar curado? | Com o Dia dos Namorados chegando, eu gostaria de falar sobre a grande aventura humana: os relacionamentos. | Desta vez, queria refletir sobre uma ideia equivocada que circula muito hoje em dia: | | Mas será que é isso mesmo? Muitas vezes, é diante do outro que entendemos muitos dos nossos padrões e crenças que não são funcionais e, até mesmo, curamos traumas. | Porque são os relacionamentos dos quais participamos que nos convocam a olhar para nossas sombras, lidar com a falta e com as nossas faltas, considerar perspectivas diferentes e, assim, desenvolver aquilo de que precisamos para ser melhores e ter uma vida mais plena. | São os bons relacionamentos que nos dão vontade de trazer à luz o que temos de melhor — talvez justamente porque alguém finalmente nos fez entender que não precisamos ser perfeitos para sermos suficientes. | Afinal, as nossas vulnerabilidades encontraram um lugar em que há acolhimento — e isso nos dá confiança para sermos verdadeiros. |
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| Relacionamentos ruins podem nos destruir, mas os bons podem nos mostrar que, sozinhos, somos, sim, completos. Contudo, quando bem acompanhados, nos tornamos mais plenos. | Algumas pessoas que dedicaram a vida ao estudo e à observação da mente, dos comportamentos, da satisfação e das relações humanas concluíram algumas coisas no mesmo sentido: não é fora dos vínculos que nos transformamos, mas por meio deles. | John Bowlby, psicólogo e psiquiatra, ao desenvolver a Teoria do Apego, demonstrou que vínculos seguros são fundamentais para o desenvolvimento emocional saudável, sendo o relacionamento um elemento central — e não posterior — ao processo de organização psíquica. Para Sigmund Freud, o “pai da psicanálise”, é nas relações que conteúdos inconscientes emergem, especialmente por meio da transferência, permitindo que conflitos psíquicos sejam reconhecidos e elaborados. Carl Jung, psicólogo que desenvolveu sua própria teoria dentro da Psicologia, compreende o outro como um espelho da psique, indicando que aspectos inconscientes da personalidade se revelam no encontro com o outro. Os estudos de Mary Ainsworth, psicóloga do desenvolvimento, reforçam que a segurança emocional se constrói em relações consistentes e responsivas, sendo essas experiências fundamentais para a regulação afetiva. Carl Rogers, psicólogo fundador da abordagem humanista, destaca que a aceitação incondicional é uma das principais condições que favorecem o crescimento psicológico e a mudança. Já Donald Winnicott, outro dos grandes psicólogos do desenvolvimento, propõe a noção de “ambiente suficientemente bom”, no qual o indivíduo pode existir de forma autêntica e, a partir disso, se desenvolver emocionalmente.
| É quando amamos alguém por inteiro que aprendemos a amar. E é quando somos verdadeiramente amados que nos “curamos”. | Quando temos um ambiente em que podemos nos expressar como somos, até mesmo na nossa pior versão, algo dentro de nós desperta uma vontade de nos tornarmos a nossa melhor versão. | Encarar a grande aventura que são os relacionamentos humanos e o amor exige coragem. Mas é com eles que a vida ganha sentido pleno. | — @Sarinha |
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| | 63,38% de vocês votaram “Sim” na enquete da última semana, dizendo que conseguiram se perguntar o porquê do trabalho que têm, o porquê de querer comprar mais algum item, como um relógio, o porquê de se sentirem pressionados a fazer e querer o mesmo que todos e o porquê de conviver com as pessoas. A seguir, alguns comentários: | 🍽️ “Depois que li a edição passada, não consigo mais comprar nada ou tomar decisões sem pensar no porquê de eu querer aquilo, se eu realmente quero ou qual motivo é importante para mim. Obrigada por me ajudar a perceber que nem tudo que queremos é, de fato, aquilo de que precisamos.” 📱 “Na semana passada, passei por uma loja de iPhones e um vendedor me chamou a atenção. Ele disse o seguinte: ‘Pegamos o seu celular antigo como entrada para um novo’. Achei interessante e fui saber mais. Meu telefone tem seis meses de uso e o valor dele já caiu pela metade do que paguei quando o comprei. O vendedor ainda acrescentou: ‘É melhor trocar logo antes que ele perca ainda mais valor’. Foi quando percebi que somos bombardeados por estímulos o tempo todo e que é necessário se manter blindada, porque, no meu caso, eu não preciso trocar de celular. Ele é novo e me serve muito bem. Um fato é: sempre existirá um modelo mais novo, recém-lançado e mais atualizado. Mas isso não quer dizer que eu precise dele.” 👯 “Alguns ‘porquês’ foram respondidos, como o porquê do trabalho e o porquê de conviver com as pessoas. O porquê de me sentir pressionado a fazer o mesmo todos os dias (e não o mesmo que todos), ainda não. Não quis comprar nada durante o desafio.” |
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| | Reflita sobre as relações mais importantes da sua vida atualmente: | Como elas fizeram de você uma pessoa melhor? E o que, nelas, te convoca à mudança ou desperta uma consciência maior sobre seus gatilhos e inseguranças?
| Tome seu tempo para pensar. Perceba como os bons vínculos que você tem ao seu redor — não apenas os românticos — podem, justamente por isso, potencializar a sua evolução. E também como pode ser difícil admitir e acolher aquilo que exige de nós uma postura ativa e disposta a sair do lugar. | Com isso em mente, tente enumerar e escrever alguns pontos — ou o principal deles — da sua forma de agir e responder que têm perpetuado algum ciclo ruim dentro de você ou dos seus relacionamentos. | Depois, faça o principal: proponha-se uma pequena mudança que interrompa esse ciclo. |
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| Não espere mudar tudo da noite para o dia ou se tornar uma pessoa diferente instantaneamente. Entenda que padrões levam tempo para serem transformados, mas que uma pequena mudança pode desencadear muitas outras. |
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| | | | ❝ | | | As palavras que você diz se tornam a casa onde você habita. | | | | Hafiz |
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| Não só as palavras que usamos, mas também a forma como as usamos têm impacto sobre aquilo em que acreditamos e, consequentemente, sobre a maneira como nos movemos pelo mundo. | Afinal, a palavra tem uma função simbólica: ela não apenas representa a realidade, mas também a organiza em nossa mente. É por meio da linguagem que damos forma ao que sentimos, ao que vivemos e ao que lembramos. | Sem nome, a experiência fica difusa, sem sentido e sem conexões. |
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| Mas, com as palavras, podemos elaborar uma narrativa — e isso cria um contorno para tudo aquilo que é vivido. Esse contorno se transforma na forma como enxergamos o mundo. Consegue perceber? | É por meio das palavras que a nossa biografia é tecida. É por meio da linguagem que falamos sobre quem somos e o que buscamos, e é em torno disso que nossos pensamentos e comportamentos são organizados. | Ou seja, as palavras que você usa com frequência são importantes, pois vão moldando a forma como você interpreta o mundo, como se percebe e como se posiciona diante das experiências. | Pense na diferença profunda que pode existir entre a motivação para agir de pessoas que dizem: | “Não consigo”, “é impossível” e “sempre dá errado”; ou “Isso é difícil, mas posso tentar”, “ainda não sei” e “estou aprendendo”.
| O seu cérebro acredita naquilo que você conta para ele. Você não precisa acreditar em tudo o que ele te diz. Você pode assumir o controle e dizer a ele o que prefere pensar e cultivar. Essa é uma grande virada de chave. |
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| | | Já tive diversas decepções amorosas. Recentemente, passei por mais uma, marcada por mentiras e mágoas. Estou cansada desse ciclo de as coisas não darem certo com ninguém, enquanto as pessoas ao meu redor namoram. Não quero sentir inveja, mas também gostaria de viver isso. |
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| Uma coisa que pode ser difícil de entender é que talvez nós sejamos os responsáveis por esses ciclos que se instauram em nossa vida. Pense comigo: | O que se mantém nessas decepções amorosas, mesmo com pessoas diferentes? |
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| Talvez seja preciso entender que exista algum padrão de crença e comportamento seu — e não do outro. Porque isso vai possibilitar uma mudança verdadeira. Quando nós mudamos, o outro e o mundo também mudam. | Por isso, encontre uma forma de refletir sobre quais partes de você — quais pensamentos, sentimentos, falas e, principalmente, comportamentos — contribuem para que esses ciclos de “não dar certo com ninguém”, mentiras e mágoas continuem acontecendo. | | Esse exercício de olhar para quais partes de você atuam na forma como se relaciona com o outro e com o mundo, mantendo exatamente esse padrão, pode ser muito incômodo, doloroso e nada fácil. Mas eu acredito que você consegue e que, quando conseguir, vai transformar aquilo que hoje tem te causado tanta dor. | Você precisa entender o que quer para ser capaz de comunicar isso ao outro e não permanecer em lugares que não são coerentes com os seus desejos e valores. |
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| Mudar algumas crenças pode te ajudar a ajustar essa postura e te aproximar daquilo que você mais deseja. | | Voltei a me aproximar de alguém que foi muito importante para mim, mas ainda tenho dúvidas sobre querer um relacionamento agora, porque sinto vontade de viver outras experiências e manter minha liberdade. Ao mesmo tempo, tenho medo de perder alguém com quem talvez pudesse dar certo no futuro. |
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| Como muitos se empenharam em responder aos desabafos das últimas vezes que fizemos esse exercício, vamos repetir a dose nesta semana com o desabafo acima. | Clique aqui e comente a sua resposta nesse post. A melhor resposta vai figurar em uma das nossas edições da próxima semana. | |
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| | Assim como o jardim cresce, o jardineiro também precisa crescer. |
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| | cc: @sarah.ferrreira | Despertando sua melhor versão. Afinal, se tudo na vida é ponto de vista, por que não aprender um melhor jeito de enxergar? Toda terça e quinta, na hora que o sol nasce, direto na sua caixa de entrada do e-mail favorito. | Dúvidas, feedbacks ou sugestões? Responda esse e-mail ou envie um direct pra gente. Adoramos sua companhia :) | até quinta-feira! | | |
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