| | | | | | | | Good morning, Brasil. | O Ibovespa contrariou o sinal misto de Wall Street e fechou a última sessão em alta de 1,37%, aos 186.340 pontos, acumulando valorização de 5,03% no mês. Em Nova York, os índices perderam força no fim do dia: o Dow Jones (-0,86%) e o S&P 500 (-0,25%) fecharam nas mínimas, enquanto o Nasdaq sustentou leve alta (+0,24%). | Nos negócios, as ações do Nubank subiram 6% após a fintech negar rumores de aquisição do Monzo; a Azul negocia um financiamento de R$ 2,6 bilhões com o BNDES para reforçar caixa e equacionar dívidas; e a Robinhood anunciou que passará a negociar ações 24 horas por dia, além de lançar agentes de AI para investidores. | No Paper of the Day, trazemos uma análise de Lucas Caldar, da Columbia University, sobre o mercado de Real Estate: afinal, como as diferentes classes econômicas estão reagindo e se posicionando no setor imobiliário diante do cenário atual? | Aqui está o seu the news money de hoje. |
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| | | | | | | | | | Use o cupom THEMONEYCARTAO para pedir o seu cartão ARQ | | Ativo | Fechamento | 1 dia | YTD |
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| Índices | | Ibovespa | 186.340,45 | +1,37% | +15,65% | | IFIX | 3.755,22 | +0,39% | -0,63% | | S&P 500 | 7.651,54 | -0,25% | +11,77% | | NASDAQ | 26.861,06 | +0,24% | +15,57% | | DAX | 25.199,19 | -0,79% | +2,89% | | FTSE 100 | 10.606,00 | -0,29% | +6,79% | | Nikkei 225 | 66.753,72 | +1,94% | +32,61% | | Shanghai | 3.842,19 | +0,31% | -3,19% | | Moedas | | Dólar | R$ 5,18 | -0,19% | -4,43% | | Dólar Digital (USDC) | R$ 5,18 | -0,19% | -4,43% | | Euro | R$ 5,86 | -0,68% | -7,72% | | Libra | R$ 6,87 | -0,15% | -5,76% | | Bitcoin | U$ 83.719,00 | +0,24% | -7,15% | | Commodities | | Brent (Barril) | U$ 97,84 | +1,62% | +60,45% | | Minério de Ferro (Ton) | U$ 96,59 | -0,14% | -9,84% | | Ouro (Onça troy) | U$ 4.157,80 | -0,41% | -4,46% | | Soja (60kg) | R$ 161,56 | +0,18% | +14,57% | | Milho (saca 60kg) | R$ 68,67 | -0,77% | -1,19% | | Café Arábica (saca 60kg) | R$ 1.576,85 | +0,82% | -27,49% |
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| | | | | | | PAPER OF THE DAY | Tem uma fila de compradores esperando o Copom | Por Lucas Cadar Rabelo | | Lucas é entusiasta do mercado imobiliário, com experiência em incorporação e gestão de equipes comerciais. Recentemente, se mudou para Nova York onde cursa um Masters in Real Estate Development na Columbia University. |
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| O mercado imobiliário residencial brasileiro tem hoje três andares bem diferentes: | No de baixo está o Minha Casa, Minha Vida, com funding próprio e regras definidas pelo governo. No de cima está o alto padrão, cujo comprador costuma usar pouco ou nenhum financiamento e por isso depende menos do custo do crédito. No meio fica o médio padrão, o apartamento de dois ou três quartos vendido para uma família que junta a entrada ao longo de anos e financia o restante no banco. É esse andar do meio que mais sente o juro.
| Os números mostram a distância entre os extremos. Em 2025, as vendas do MCMV cresceram 11,2% em unidades, segundo os indicadores da Abrainc com a Fipe. No mesmo ano, de acordo com o mesmo levantamento, as vendas do segmento que a entidade classifica como médio e alto padrão caíram 20,6%. |
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| |  | Os três modelos |
| Os detalhes | O MCMV opera num circuito à parte, com funding e regras próprias, e as famílias de menor renda contam com subsídio na compra. O programa, porém, trabalha com tetos de renda e de valor do imóvel num país com inflação. | Quando o custo da obra e o preço do terreno sobem, o apartamento que cabia no programa deixa de caber, e os limites precisam ser revistos. Isso acontece desde a criação do programa, em 2009. Ele mudou de nome para Casa Verde e Amarela em 2020, voltou a se chamar Minha Casa, Minha Vida em 2023, e em 2025 ganhou uma Faixa 4, voltada à classe média.
| Em abril deste ano, os limites subiram de novo: o teto de renda da Faixa 4 passou de R$ 12 mil para R$ 13 mil por mês, e o valor máximo do imóvel foi de R$ 500 mil para R$ 600 mil. | Dá para pensar no programa como uma escada que ganha degraus conforme o prédio cresce. Ela vai subindo, mas sempre chega um andar atrás. |
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| A classe média | Já acima desse último degrau, fica uma família difícil de nomear. Ela ganha mais de R$ 13 mil por mês e procura um apartamento de dois ou três quartos. Segundo um levantamento da Senior Sistemas, empresa de software de gestão usada por incorporadoras, o preço médio do metro quadrado dos imóveis novos vendidos no país chegou a R$ 9.474 no primeiro semestre de 2026. | Nesse preço, um apartamento de 70 metros quadrados custa cerca de R$ 660 mil, acima do teto do programa, e isso na média nacional, antes de olhar para as capitais. Pelos critérios do próprio governo, essa família já é classe média.
| Se é que dá para falar em uma classe média no Brasil, é essa que ficou desassistida: renda alta demais para a política habitacional e insuficiente para o crédito de mercado com a Selic em 13,75% ao ano, patamar definido pelo Copom em 16 de setembro. |
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| Essa família não desistiu de comprar. Ela só não passa na análise de crédito, que limita a parcela a uma fração da renda. Com o juro onde está, o valor que o banco aceita financiar fica abaixo do imóvel que ela procura. Cada corte na Selic aproxima essas duas linhas. Segundo o presidente da Abrainc, Luiz França, um estudo da entidade indica que cada ponto percentual a menos na taxa básica tem potencial de incluir 160 mil novas famílias no financiamento. É uma boa medida do tamanho da fila. |
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| Enquanto espera, essa família vê o mercado se ajustar a quem continuou comprando. A metragem média dos imóveis residenciais vendidos caiu cerca de 28% entre 2016 e 2025, segundo o mesmo levantamento, que reúne dados de mais de 200 incorporadoras e construtoras. | A espera também tem custo: o INCC-M, índice da FGV que mede a inflação da construção, acumulou alta de 6,6% nos doze meses até setembro.
| Esse fenômeno não é só brasileiro. Nos Estados Unidos, o comprador financia a casa em 30 anos com taxa fixa, uma estrutura que, em tese, protege a classe média. Mesmo assim, com juros mais altos, a participação de compradores de primeira viagem caiu para 21% do mercado, a menor já registrada pela National Association of Realtors no seu relatório anual de 2025, e a idade mediana desse comprador chegou a 40 anos. Segundo a entidade, essa participação encolheu pela metade desde 2007. |
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| | No fim, todo mundo trava esperando o mesmo número. A família adia a compra e segue no aluguel. O incorporador decide o que lançar pensando no juro que vai encontrar na entrega das chaves. O banco calibra quanto crédito oferecer. O investidor compara o imóvel com a renda fixa. | A classe média que financia apartamento em capital não é alcançada pela escada do programa habitacional. Ela só sobe com o elevador do juro, e a próxima reunião do Copom é a chance de ele se mexer. |
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| | | | | | | HEADLINES | World Big News | Co-piloto esfaqueia comandante em voo para Israel e passageiros evitam queda da aeronave antes de pouso na Arábia Saudita (AP News) Disparada do endividamento francês força governo a ampliar captação e eleva risco de crédito do país na Europa (Semafor) Marinha dos Estados Unidos concede contrato bilionário à Boeing para desenvolvimento do caça “futurista” F-47 (Axios)
| Governo, Tesouro, BC e Brasília | Renan Santos aciona TSE para participar de debate na Globo (CNN) PF já apreendeu R$ 30 milhões em operações contra crimes eleitorais em 2026 (Metrópoles) TSE proíbe posts que vinculam Flávio a fake news de Nossa Senhora (CNN)
| Economia Real, Infra, Agro e Commodities | Azul negocia financiamento de 2,6 bilhões de reais no BNDES para reforçar caixa e reduzir dívida (NeoFeed) BrasilAgro vende área na Bahia por 96,4 milhões de reais e retoma transações de terras no mercado brasileiro (AG Feed) Brasil atinge cota de carne bovina na China e passa a enfrentar tarifa extra de 55% (Bloomberg Línea)
| Faria Lima, Wall Street, Euro, Ásia | Mercado financeiro articula ajustes com o governo para conter impactos das novas restrições aos FIDCs (Brazil Journal) Vale estuda captar mais de 500 milhões de dólares na China em sua primeira emissão de Panda Bonds (InvestNews) A nova aposta da Eli Lilly para suceder o Mounjaro que impulsiona ações da farmacêutica em Nova York (NeoFeed)
| Tech, Silicon Valley, Startups, VC, Criptos | Kalshi negocia aporte de 1 bilhão de dólares e pode atingir valuation de 40 bilhões de dólares (The Defiant) Polymarket contrata ex-sócia do Goldman Sachs para liderar avanço sobre o mercado institucional (CNBC) Robinhood vai iniciar negociação de ações 24 horas por dia e lança agentes de inteligência artificial para investidores (Brazil Journal)
| IPO, M&A, Private Equity e Special Sits | Farm atrai 15 propostas não vinculantes de fundos globais e gigantes internacionais da moda (Valor) Britânica Care Plus fecha compra de parte da fatia da DNA Capital na Beep Saúde (Valor) Ações do Nubank sobem 6% após empresa negar aquisição do Monzo (Investing)
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| | | | | | | | AGENDA | Segunda 28/09: Investimento Estrangeiro Direto Terça 29/09: IGP-M; Taxa de Desemprego no Brasil Quarta 30/09: Dívida Bruta/PIB (BRA); PIB EUA; PCE EUA; PIB Reino Unido Quinta 01/10: PMI Industrial (EUA); Feriado China Sexta 02/10: Produção Industrial (BRA); Feriado China | | | | Veja mais |
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