| | | | | | | Good morning, Brasil. | Antes de mais nada, um Feliz Natal para você e sua família. Que seja um dia de descanso, de estar perto de quem importa e de fechar o ano com um pouco mais de calma. | Enquanto isso, Brasília não parou. O Congresso aprovou cortes no orçamento das universidades federais; Lula assinou o decreto de indulto de Natal; BC confirmou uma reunião com Gabriel Galípolo no contexto da Lei Magnitsky; e o Supremo Tribunal Federal autorizou a devolução de R$ 26,5 milhões a um ex-executivo da Petrobras envolvido na Lava Jato. | E falando em Lava Jato, o Paper of the Day de hoje é sobre o “Réxico”: a configuração da sociedade brasileira que ajuda a explicar muito sobre como funcionamos, como o poder se organiza e, principalmente, por que certas coisas no Brasil parecem nunca mudar. | Aqui está o seu THE PAPER de hoje. |
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| | | | | | | | 📎 Read: Bye Bye Brazil or Buy Buy Brazil? (David Wolf) | ▶️ Watch: Mundo precisa de 660 mil novos pilotos de avião para suprir demanda até 2044 (Jornal da Record) | #️⃣ Stat: 'Prévia da inflação', IPCA-15 sobe 0,25% em dezembro e fecha 2025 com alta de 4,41% (Valor) | 🧊 Ice Breaker: Atletas amadores gastam milhares em esportes de resistência (CNN) |
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| | | | | | | ANTES DO SINO | |  | Fechamento 23/11/2025 — (19:00) |
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| | | | | | | PAPER OF THE DAY | Por que o Brasil virou o “Réxico”? | Nos últimos meses, uma tese passou a circular entre investidores, economistas e gestores: o Brasil deixou de ser a Belíndia — a clássica metáfora de uma Bélgica rica cercada por uma Índia pobre — para se transformar em algo estruturalmente mais perigoso. O nome dessa nova configuração é “Réxico”. | O conceito foi cunhado pelo gestor Daniel Goldberg, da Lumina Capital, e descreve um país que combina dois modelos disfuncionais ao mesmo tempo: | | Mais do que desigualdade, o Réxico descreve captura institucional, extração de renda e violência organizada como modelo econômico informal. | Rússia no topo: capitalismo de laços e extração | No topo da pirâmide brasileira, a dinâmica se aproxima do capitalismo oligárquico russo: riqueza altamente concentrada, dependente do Estado e protegida por regulações, subsídios e conexões políticas. | Não é um capitalismo orientado à inovação, mas à extração. | Os dados ajudam a entender o paralelo: | Segundo o Global Wealth Report do UBS, o Brasil figura entre os países mais desiguais do mundo em riqueza, com índice de Gini próximo de 0,82, patamar semelhante ao da Rússia. O 1% mais rico concentra perto de metade da riqueza nacional, proporção típica de economias oligárquicas, não de democracias de mercado maduras. Setores dominantes — bancos, energia, infraestrutura, concessões — operam sob forte proteção regulatória, com retornos muitas vezes definidos mais por decisões administrativas e judiciais do que por competição.
| Na prática, o topo brasileiro funciona em um sistema de capitalismo de compadrio: lucros privados, risco público e barreiras jurídicas que afastam novos entrantes. | México na base: cartelização da vida cotidiana | Se o topo lembra Moscou, a base social deixou de parecer Índia e passou a se assemelhar ao México: territórios onde o Estado recua e organizações criminosas assumem funções de governo. | No Brasil, facções como PCC, Comando Vermelho e milícias já se tornaram conglomerados econômicos bilionários inseridos nas diferentes camadas da sociedade. | Hoje, há evidências consistentes de controle criminoso sobre: | gás de cozinha, transporte alternativo e linhas de ônibus, internet e TV a cabo, distribuição de combustíveis, mercado imobiliário informal.
| Em várias regiões, o cidadão tem que pagar “pedágio” para o crime para poder “sobreviver”. O consumo básico da população de baixa renda é taxado por quem controla o território. | Além disso, a fronteira entre crime e economia formal ficou turva: | empresas de ônibus concessionárias usadas para lavagem de dinheiro, postos de combustível e distribuidoras sob controle indireto de facções, fundos de investimentos e fintechs também sendo utilizados como lavagem, apostas esportivas e patrocínios infiltrando capital de origem criminosa.
| É a mexicanização econômica: quando o crime deixa de ser marginal e passa a integrar o sistema produtivo. | Por que o Réxico é pior que a Belíndia | A Belíndia descrevia um país desigual. O Réxico descreve um país predatório. | As diferenças são fundamentais: | Jogo de soma zero: no topo, a elite extrai renda via juros, isenções e proteção regulatória; na base, o crime extrai renda via extorsão, ágio e violência. Custo Brasil criminal: além de burocracia, operar significa negociar com poderes paralelos. Imobilidade social estrutural: o topo é fechado por relações de poder; a base é travada pelo controle territorial e pela violência.
| O resultado é um ambiente hostil à inovação, ao empreendedorismo e ao investimento produtivo. |
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| | | | | | | HEADLINES | World Big News: | Consumidores resilientes dos EUA impulsionam a expansão econômica mais forte em 2 anos (AP News) Trump afirma que os EUA precisam da Groenlândia para segurança e nomeia enviado para "liderar a iniciativa" (Reuters) FDA aprova primeiro comprimido de GLP-1 para perda de peso (Axios) CEO de dona de foguete sul-coreano que explodiu em Alcântara pede desculpas por falha (InfoMoney)
| Governo, Tesouro, BC e Brasília: | Congresso corta orçamento de universidades federais, que terão quase R$ 400 milhões a menos em 2026 (O Globo) Lula assina decreto de indulto de Natal e exclui condenados por crimes contra a democracia (g1) Após nota de Moraes, BC confirma reunião com Galípolo sobre Magnitsky (CNN Brasil) STF autoriza devolução de R$ 26,5 milhões a ex-Petrobras envolvido na Lava Jato (Revista Oeste)
| Faria Lima, Wall Street, Euro, Ásia: | Fundos Imobiliários "perdem" investidor pessoa física, mas batem (com folga) recorde de emissões (Neofeed) Hapvida anuncia troca de CEO após ano difícil na Bolsa, mas evita fixar data para a sucessão (InvestNews) Azul anuncia oferta de ações de R$ 7,4 bilhões para conversão de dívidas (Valor) Cosan levanta mais de R$ 2,5 bilhões em caixa com derivativos ligados à Rumo (InvestNews) MBRF conclui captação de R$ 2,375 bilhões e alonga dívidas até 2055 (Globo Rural) Amazon bloqueou 1.800 candidaturas de emprego de suspeitos de serem agentes norte-coreanos (BBC)
| Economia Real e Commodities: | Entenda a polêmica sobre a flexibilização de voos no Aeroporto Santos Dumont (g1) BNDES aprova R$ 2 bi para Rumo construir 162 km de ferrovia em Mato Grosso (BNDES) Líder mundial na produção de carne bovina, Brasil avança no mercado premium (Globo Rural)
| Tech, Silicon Valley, Startups, Criptos, VC: | | Deals, M&A e Private Equity: | General Mills põe Yoki à venda (Pipeline Valor) Gigante alemã investe R$ 1 bi em terminal de contêineres no Espírito Santo (Brazil Journal) Live Nation avança para se associar à 30e e montar operação bilionária no Brasil (Neofeed) Paramount garante o apoio de Larry Ellison na proposta revisada da WBD (CNBC)
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| | | | | | | | MEMES SESSION | Uma progressão de eventos até o dia de hoje | |
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| | | | | | | AGENDA | Segunda 22/12: PIB (GBP); PCE (EUA) Terça 23/12: IPCA-15 (BRA); PIB (EUA); Confiança do consumidor (EUA) Quarta 24/12: Pedidos iniciais seguro desemprego (EUA) Quinta 25/12: Natal Sexta 26/12: — | | | | Aprofunde se quiser |
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| | THE PAPER // THAT'S ALL, FOLKS | BECAUSE MONEY MATTERS. Leitura diária obrigatória para gestores, traders, bankers e CEOs. Todas as manhãs de pregão, na sua caixa de entrada. | |
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