| | | | | | | Good morning, Brasil. | Depois de um dia que dispensa comentários, foco nos mercados. | O STJ proferiu uma decisão que destrava uma corrida bilionária entre farmacêuticas pelo lançamento do Ozempic genérico. A Aegea contratou bancos de investimento para estruturar um possível IPO. Petróleo na faixa dos US$ 60 pressiona a Petrobras. Brasil assume a liderança global na produção de carne bovina. | No Paper of the Day de hoje, analisamos a tributação de dividendos: o que já está acontecendo e quais as derivadas desse movimento para o mercado. | Aqui está o seu THE PAPER de hoje. |
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| | | | | | | | 📎 Read: Previdência privada entra em modo rouba monte após IOF no VGBL (Neofeed) | ▶️ Watch: Por que o CEO da Charles Schwab está preocupado com os jovens investidores? (WSJ) | #️⃣ Stat: Flamengo embolsa R$ 21,6 milhões com vice na Copa Intercontinental (Globo Esporte) | 🧊 Ice Breaker: A cerimônia do Oscar será transferida para o YouTube em 2029 (AP News) |
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| | | | | | | ANTES DO SINO | |  | Fechamento 17/12/2025 — (19:00) |
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| | | | | | | PAPER OF THE DAY | A nova tributação de dividendos e os efeitos colaterais | Com a nova regra de tributação de dividendos entrando em vigor em 1º de janeiro de 2026, empresas brasileiras aceleraram a aprovação de distribuições para garantir a isenção dos lucros gerados até 2025. | | A maioria desses valores será pago entre 2025 e 2026, com R$ 52,9 bilhões em 2025 e R$ 57,8 bilhões em 2026, concentrando quase 90% do volume nos primeiros dois anos. O restante segue o cronograma estendido até 2028, em casos específicos como o de empresas que optaram por distribuição parcelada de longo prazo. |  | Imagem: Fábrica Ambev (Divulgação) |
| A nova legislação permite que lucros de exercícios anteriores a 2026 permaneçam isentos, desde que aprovados em assembleia até 31 de dezembro de 2025. Pois a partir de janeiro do ano que vem, dividendos acima de R$ 50 mil mensais por empresa serão tributados em 10% na fonte. |
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| Comparação com a proposta original de reforma | Para entender o impacto total do movimento de 2025, é importante contrastar com o que poderia ter sido feito. | A proposta original de tributação defendida por Paulo Guedes (PL 2.337/2021) previa redução escalonada do IRPJ de 15% para 12,5% em 2022 e para 10% a partir de 2023, mantendo a alíquota de CSLL em 9%. O texto aprovado pela Câmara em 2021 (que não foi convertido em lei) chegou a prever IRPJ de 8% e CSLL de 8%, mas ambas as reduções eram condicionadas a outras medidas fiscais, e os dividendos seriam tributados em 15% a 20%. O objetivo era incentivar a retenção de caixa e o aumento do investimento corporativo ao longo do tempo. | O desenho atual produziu um incentivo oposto: ao manter a carga dupla (34% de imposto sobre lucro na empresa + 10% de imposto sobre dividendos na distribuição), o governo criou um cenário mais caro para as companhias e investidores. Agora, as empresas viram a necessidade de retirar caixa imediatamente para antecipar distribuições antes da tributação, ao invés de serem incentivadas a reter lucros para novos investimentos.
| O efeito na dinâmica de mercado: recompra | Uma outra dinâmica interessante, de acordo com a visão de João Braga da Encore, é que quando o dividendo é creditado, grande parte dos investidores simplesmente recompra a ação. Por exemplo, se entre 30% e 50% dos R$ 124,1 bilhões em dividendos retornarem ao mercado via recompra, estaremos falando de R$ 37 a 62 bilhões em pressão compradora adicional. Esse fluxo concentrado nos primeiros dias úteis após cada pagamento cria pressão de demanda que teoricamente contrabalanceia a saída de caixa das empresas. | Há ainda um mecanismo técnico adicional via fundos passivos. Quando uma ação fica ex-dividendo, seu preço ajusta automaticamente. Mesmo que o dinheiro ainda não tenha sido pago, o índice "perde" valor naquele papel. Para se manterem aderentes ao benchmark, muitos fundos recalibram posições. O efeito líquido é uma pressão compradora via índice em um momento em que, teoricamente, o mercado deveria estar sofrendo com incerteza fiscal e tributária. | Consequências para as empresas | A retirada antecipada de caixa gera efeitos que não aparecem imediatamente nos preços dos ativos, mas impactam os seguintes itens: | menor disponibilidade de recursos para investimento necessidade futura de recomposição de caixa maior dependência de endividamento aumento de risco financeiro em setores intensivos em capital
| Além disso, a recomposição desse caixa tende a ocorrer ao longo de vários trimestres, não de forma imediata. | O que fica para 2026 | O volume recorde de dividendos anunciados em 2025, pode melhorar o retorno ao acionista no curto prazo, mas reduz a flexibilidade financeira das empresas nos ciclos seguintes. | A mudança tributária altera a forma de remuneração do capital, o ritmo de investimento, o perfil de risco e a dinâmica de crescimento das companhias fechadas e listadas. Ao final, o mercado apenas está reagindo aos incentivos disponíveis. |
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| | | | | | | HEADLINES | World Big News: | Trump ignora Venezuela e foca em economia e imigração em discurso à nação (CNN) A OMS alerta para uma nova variante da gripe ligada a um aumento de casos graves da doença; sintomas a serem observados (IBT) Crise castiga finanças de polos automotivos da Alemanha (DW) Cientista português que lecionava no MIT é morto a tiros nos EUA (Veja)
| Governo, Tesouro, BC e Brasília: | Câmara aprova corte de 10% em benefícios fiscais e taxação para bets, fintechs e JCP (Valor) Corregedor do CNJ autoriza pagamento de penduricalho de quase R$ 1 bilhão aprovado no TJ do Paraná (Estadão) Lula anuncia saída de Celso Sabino do Turismo; União Brasil pediu cargo após expulsar ministro (g1) Socorro a Correios deve ficar próximo de R$ 12 bi, diz Haddad (Valor) Decisão do STJ destrava corrida bilionária entre Hypera, EMS e Cimed por Ozempic genérico (InvestNews)
| Faria Lima, Wall Street, Euro, Ásia: | Projeto de tokenização da B3 é o primeiro passo para negociações de ativos 24 horas (Neofeed) Aegea contrata BTG Pactual, Itaú BBA e Morgan Stanley para plano de IPO (Bloomberg Línea) Para onde vão os R$ 41 bilhões de CDBs do Master? (Brazil Journal) Wall Street está cautelosa com a possibilidade de as ações superarem o desempenho da economia (Axios) Auditores globais de crimes financeiros visitam o Canadá após multa recorde aplicada a bancos (Reuters)
| Economia Real e Commodities: | Petróleo em queda pressiona Petrobras e pode prejudicar competitividade de fontes renováveis (InvestNews) Demanda por cafés especiais impulsiona a abertura de microtorrefadoras no país (Globo Rural) Preços da picanha e do filé mignon caem em 2025, mas ‘ciclo do boi’ aponta para alta em 2026 (InvestNews) Brasil ultrapassa EUA e assume liderança global na produção de carne bovina (Times Brasil)
| Tech, Silicon Valley, Startups, Criptos, VC: | Lovable é avaliada em US$ 6,6 bi em sua última rodada de financiamento (CNBC) Databricks reforça seu caixa com uma avaliação de US$ 134 bilhões em sua mais recente rodada de financiamento (Reuters) Startup apoiada por Altman e JPMorgan anunciam parceria de empréstimo de capital com a Amazon (CNBC) Google lança o Gemini 3 Flash e o torna o modelo padrão no aplicativo Gemini (TechCrunch)
| Deals, M&A e Private Equity: | Orizon incorpora Vital Engenharia, da Queiroz Galvão, e dobra Ebitda (Pipeline Valor) Conselho da Warner Bros Discovery rejeita a proposta concorrente da Paramount e segue com o deal com a Netflix (Reuters) IPO da Medline, o maior do ano, indica nova janela de ‘saídas’ para o private equity (Bloomberg Línea) Coursera vai comprar a Udemy, criando uma empresa de US$ 2,5 bilhões focada em treinamento em AI (Reuters) Spirit e Frontier Airlines planejam fusão nos EUA (Reuters)
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| | | | | | | GRÁFICO DO DIA | Ações da Medline subiram mais de 40% no IPO. | |
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| | | | | | | | AGENDA | Segunda,15/12: — Terça,16/12: Ata do Copom (BRA); Vendas no Varejo (EUA); PMI Industrial (EUA); PMI Serviços (EUA) Quarta,17/12: IPC (GBP) Quinta,18/12: Decisão de Juros (GBP); IPC (EUA); Pedidos Iniciais por Seguro-Desemprego (EUA) Sexta,19/12: Investimento Estrangeiro Direto (BRA); PCE (EUA) | | | | Aprofunde se quiser |
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| | THE PAPER // THAT'S ALL, FOLKS | BECAUSE MONEY MATTERS. Leitura diária obrigatória para gestores, traders, bankers e CEOs. Todas as manhãs de pregão, na sua caixa de entrada. | |
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