| | | | | | | |  | VARIAÇÕES SEMANAIS | COTAÇÕES DE DOMINGO, 09/03 (PRÉ-MERCADO) |
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| | | | | | | | Caixa da empresa em Bitcoin: tendência promissora ou loucura? | | Cashback com Bitcoin. Na última semana, o CEO da Méliuz (CASH3), Israel Salmen, anunciou que o Conselho da empresa aprovou que um aporte de 10% do seu caixa em Bitcoin. | Em números, a companhia adquiriu mais de US$ 4,1 milhões na criptomoeda, a um preço médio de US$ 90.296. (A moeda caiu desde então, ou seja, esse valor está um pouco menor.)
| Com essa estratégia, a Méliuz se tornou a primeira empresa brasileira listada a ter um investimento desse nível em bitcoins. | A companhia famosa pelos cashbacks em lojas ainda criou um “comitê estratégico de bitcoin”, para analisar se é viável ou não aumentar o seu investimento na criptomoeda ao longo do tempo. | Segundo Israel Salmen, chairman e o maior acionista da Méliuz: | “É uma alternativa mais inteligente para a aplicação do nosso caixa. (…) estamos vendo nessa estratégia uma forma de deixar de depender do real e aplicar no bitcoin, que rendeu 77% ao ano em dólar nos últimos dez anos.” |
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| Ao que tudo indica, o mercado fez a leitura que a estratégia está certa: as ações da empresa dispararam mais de 20%, uma das maiores altas da bolsa brasileira no pregão pós-anúncio. | Olhando em outras janelas: | Nos últimos 5 dias, a empresa teve uma alta de 6%; No último mês, a empresa teve uma queda de 9,5%; Desde o início do ano, a empresa teve uma alta de 31,5%; Nos últimos 6 meses, a empresa teve uma queda de 15,5%; Nos últimos 12 meses, a empresa teve uma queda de 57,4%; Desde o seu pico em junho de 2023, teve uma queda de 61,9%; Desde que abriu capital em novembro de 2020, teve uma alta de 2.100%.
| | Importando a Estratégia | Apesar de ser uma novidade por aqui, algumas empresas começaram a fazer isso ao redor do mundo — a maioria por ter CEO ou o business em si adeptos à descentralização. | O principal exemplo, e mais midiático, é a MicroStrategy, que tem quase 500 mil bitcoins no caixa, o que dá aproximadamente US$ 45 bilhões. | A MicroStrategy era uma empresa de software “mediana” nos EUA, valendo algo entre US$ 1 e 2 bi. |
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| Desde 2020, o CEO passou a comprar Bitcoin com o caixa da companhia, algo não tão comum para o financeiro de uma empresa, pela volatilidade da moeda. | A estratégia começou a dar tão certo que a empresa passou a emitir ações e gerar dívida para comprar mais, mais e mais bitcoin. | Agora, ela tem “em caixa” centenas de milhares de bitcoins, avaliados em cerca de US$ 30 bilhões, sendo a maior proprietária corporativa da criptomoeda no planeta. | Em outubro do ano passado, enquanto a moeda subiu 47%, as ações da companhia subiram 97%, valendo mais de US$ 100 bilhões e fazendo a empresa chegar a uma das 100 maiores do país — ao nível de Boeing, Nike, Starbucks etc.
| Para se ter uma ideia, com a alta da moeda no final do ano passado, influenciada pela eleição de Trump nos EUA, a companhia chegou a faturar impressionantes US$ 500M por dia graças à valorização do bitcoin — quando a cripto estava próxima de bater US$ 100k. | Agora, que a moeda perdeu cerca de 10-15% em valor, as ações da empresa também caíram. Ainda assim, na janela dos últimos 6 meses, a empresa teve uma alta de quase 100%, em dólares. | | O movimento de ajuste seguiu o grande receio de boa parte de Wall Street: uma possível queda do valor do bitcoin refletir na queda das ações da empresa. | Fora isso, ainda há o receio da empresa começar a vender bitcoin com as ações caindo para conseguir pagar parte dos US$ 4,8 bilhões que tem em dívidas. | Teve mais… 🇺🇸 | Também na semana passada, na quinta-feira à noite, o governo Trump anunciou que vai começar a criar uma reserva de Bitcoin do governo americano. Na sexta, o presidente teve um jantar com grandes players do setor no qual formalizou a decisão. | “Sobe no boato, cai no fato?” Apesar da notícia, a cripto caiu nos últimos dias da semana. Isso porque o anúncio oficial foi que o governo criaria uma reserva com 200.000 bitcoins (US$ 17,5 bilhões), mas que já foram pegos pela Inteligência Americana em golpes, fraudes etc — sem uma transferência imediata de valor da reserva do governo em ouro ou dólar para cripto. | Ainda assim, fato é que essa é uma possibilidade real, que, se acontecer, pode ser seguida por outros países. Da mesma forma que outras empresas podem seguir o movimento de Méliuz e MicroStrategy. | No fim do dia, se esses cenários se desenharem, a demanda pela moeda só tende a aumentar, e o valor da cripto, consequentemente, também. |
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| | | | | | | | 📞 Sob nova direção, Oi Fibra muda nome para Nio e busca retomar crescimento (InfoMoney) | 🇵🇱 Polônia pronta para buscar alternativas à Starlink para Ucrânia se Musk provar ser "pouco confiável" (POLITICO); Em resposta, Musk diz que não desligaria e não vai usar isso como barganha (Business Insider); | 💶 Klarna entrará com pedido de IPO em NY e pode destravar mercado para startups (Bloomberg Línea) | 🎞️ BNDES aprova R$ 32 milhões para produtora de “Ainda Estou Aqui” (Poder360) | ☕️ Recuperação judicial de gigante do café expõe crise no setor e grandes credores (Bloomberg Línea) | 💰️ Warren Rena: governo central teve déficit primário de R$ 29 bi em fevereiro (CNN Money) | 📊 Nasdaq também quer operar 24 horas - vale a pena? (Pipeline Valor) | — |
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| | | | | | | | Segunda, 10/03: Boletim FOCUS; Divulgação do Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI); Divulgação do PIB do Japão (previsto em 0,7%); | Terça, 11/03: Nos EUA, divulgação do Relatório JOLTS (sobre abertura de vagas de trabalho no país); No Brasil, dados de Produção Industrial; | Quarta, 12/03: Divulgação do IPCA acumulado; Nos EUA, divulgação do IPC EUA anual (previsto em 2,9%); No Canadá, decisão da Taxa de Juros; | Quinta, 13/03: Nos EUA, divulgação do IPP e dos dados de Pedidos por Seguro-Desemprego, Balanço Patrimonial do FED; No Brasil, dados anuais do Crescimentos do Setor de Serviços; | Sexta, 14/03: Resultados do IPC da Alemanha; No Reino Unido, divulgação do PIB; No Brasil, Divulgação do IPP e Vendas no Varejo. |
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| | | | | | | | Replicar o mercado seria mais simples, caro gestor | Esse estudo do JP Morgan de alguns anos — mas praticamente atemporal —, mostrou que, de 2002 a 2021, o S&P 500 teve uma alta anualizada de 9,5%. | Em contrapartida, o investidor médio americano teve uma performance anual de 3,6%. Como comparação, a inflação anual do período foi 2,2%. Veja: | | O óbvio: replicar o mercado, além de mais simples, provavelmente trará maiores retornos do que a busca incansável por um alfa. | Se a gente adicionasse a opção mercados emergentes no gráfico, o investidor médio ficaria com ainda mais vergonha. | O MSCI Emergentes Markets teve uma margem bastante considerável em relação a qualquer outro exposto acima. Leia esse trecho: | | Outro gráfico curioso… | Apesar de também não ser tão recente esse, esse gráfico pode ser considerada por alguns como a “resposta” para a tese de “Cash is King” nos EUA. | Teoricamente, segundo ele, a estratégia não compensa. Dollar-cost Averaging (DCA) traz maiores retornos que o “Buy the Dip” — comparando aportes recorrentes versus manter caixa e comprar na baixa. | | Agora, para travar sua cabeça de vez | Se você está vendo esse texto como alguma sugestão de tese ou, pior ainda, de um investimento específico — como S&P 500, por exemplo —, precisamos alinhar dois pontos: | Retornos passados não são garantias de retornos futuros; O tweet abaixo.
| | O ouro superou o principal índice americano em seis dos últimos sete anos. Tinha noção disso? | — |
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| | | DOLLAR BILL // THAT'S ALL, FOLKS | BECAUSE MONEY MATTERS. A leitura semanal obrigatória para gestores, traders e CEOs. Toda segunda-feira na sua caixa de entrada. |
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