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👋 Boas-vindas às novas 202 pessoas que se inscreveram na nossa newsletter. Agora, somos 117.831 leitores criando a maior comunidade de carreira do Brasil. |
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FALA, JOBS! |
Essa é uma edição especial: estamos inaugurando os Career Cases, uma série onde entrevistamos alguns dos melhores profissionais do Brasil (ou, por que não, do mundo?) pra você aprender como grandes líderes foram formados: como tomaram decisões, como lidaram com perrengues e como se desenvolveram na prática. |
No nosso 1:1 de hoje, os aprendizados de uma das maiores executivas de growth e marketing do mundo: entrevistamos a Gina Gotthilf, a VP de Growth responsável por levar o app Duolingo de 3 para mais de 200 milhões de usuários no mundo todo, também cofundadora da Latitud Ventures, uma das maiores empresas de Venture Capital da América Latina, e agora empreendedora com a Outsmart College. |
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🔵 A FRASE DA SEMANA |
"Eu ainda não sabia o que faria, mas sabia que ia descobrir." |
Repare na convicção que essa frase transmite. Coincidentemente (ou não), Mark Zuckerberg tem uma frase muito legal que diz que você não precisa conhecer todo o caminho, mas precisa só dar um próximo passo. |
Essas palavras grudam. A gente ainda acha que precisa gabaritar a vaga pra merecer o crachá… Mas você vai ler durante o nosso 1:1 de hoje como a incerteza pode ser transformada em combustível. |
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🔵 O PROMPT DA SEMANA |
“Com base nas nossas conversas e no quanto você já conhece sobre mim, que habilidade você acha que eu subestimo em mim mesmo? Algo que eu faço bem e desconto — talvez porque veio fácil, ou porque não parece suficientemente impressionante?” |
Use com a ferramenta de IA com a qual você mais compartilha seu contexto e boas reflexões! E se você ainda não tem boa parte do seu contexto pessoal e profissional em uma IA, está ficando pra trás… |
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Um case de carreira de uma das maiores profissionais de marketing do mundo: Gina Gotthilf, a mulher que levou o Duolingo pra 200 milhões de usuários no mundo. |
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Nós quase enviamos essa edição no domingo pra celebrar o Dia Internacional da Mulher, mas preferimos manter a data oficial da segunda-feira… E é claro que vamos escrever essa edição em homenagem a uma mulher. Hoje, escolhemos a Gina Gotthilf. |
PS: Feliz Dia das Mulheres! 🌹 |
Ela é uma brasileira que foi a VP de Growth e sócia do Duolingo, responsável por levar o app pra mais de 200 milhões de usuários no mundo. Antes disso, ela também foi a responsável pelo Tumblr aqui no Brasil também (e já construiu muita coisa incrível). |
Nós entrevistamos a Gina e gravamos um podcast exclusivo com ela, disponibilizado na íntegra no Copiloto de Carreira, mas também trouxemos insights incríveis pra newsletter de hoje. |
Não se esqueça de adicionar ela no LinkedIn e mandar uma mensagem dizendo que conheceu ela por essa edição da the news better work! Você não vai se arrepender de acompanhar o trabalho dela. 😉 |
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A Gina se descreve como uma career failure no início (ela mesma comenta o termo “loser” na nossa entrevista). |
Ela cursou filosofia na mesma universidade do Steve Jobs. Parecia o início de uma baita história, até ela trancar o curso por depressão e voltar pra casa sem saber o que fazer. |
Mas, depois disso, retornou pros Estados Unidos e, depois de se formar, conseguiu dois empregos, e acabou sendo demitida de ambos, o que a fez perder os vistos e voltar para a casa dos pais duas vezes. |
E então, Tumblr entrou em contato com ela, oferecendo uma posição. A Gina disse não. |
O motivo? Ela não acreditava em si mesma... Mas eles conseguiram convencê-la, e foi quando tudo mudou. |
Dois reais ou um cargo misterioso? |
A verdade é que o Tumblr foi comprado pelo Yahoo pouco tempo depois e, com isso, um grande layoff rolou. Mas, na época, a Gina não sabia e, pra ela, foi mais um desligamento. |
Pra tentar contornar, ela criou um site e se posicionou como consultora. Esse site fez com que o Duolingo entrasse em contato para que ela ajudasse eles a entrarem na América Latina sem verba alguma, e ela topou. Começou no Brasil, e então Argentina e Chile, e fez o que dava: entrou em comunidades, criou parcerias, e foi usando a criatividade para fazer o app ganhar tração e novos usuários. |
Deu bastante certo. |
Foi quando ela foi convidada para ser a chefe de marketing, e, nas palavras dela: |
“O que eu percebi na minha carreira é que você tem que dar um passo, pra perceber qual é o próximo passo, pra perceber qual é o próximo passo e por aí vai.” |
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Logo em seguida, ela foi promovida a VP de Growth e aceitou! Só que ela comentou que, quando saiu da reunião pra assumir Growth, ela sentou na sua mesa e procurou no Google: |
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Sim, ela aceitou o cargo sem nem saber o que significava. |
E aí, pouco tempo depois, o Duolingo se tornava um dos aplicativos mais baixados do planeta por conta do trabalho dela. |
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Mas o mais curioso é que essa sensação de não saber o que está fazendo nunca desapareceu pra Gina. Inclusive, esse é um belo aprendizado de carreira pra quem tem grandes ambições: |
“Tudo na minha carreira eu começo do zero. Eu sempre falo sobre síndrome de impostor, mas eu acho que não é uma síndrome, porque eu sou uma impostora (risos). Toda vez que eu começo um trabalho novo, eu juro: eu não sei o que estou fazendo. Dá muita insegurança, é difícil.
Quando cofundei a Latitud, eu não sabia nada de venture capital, e fazia perguntas ridículas. Agora, na Outsmart, estou liderando growth pra Gen Z – uma geração que eu nem entendo – e não temos nem produto lançado ainda. Então, tô aprendendo a usar TikTok, me sentindo uma velha, errando todos os dias. Mas é isso: tem que continuar.” |
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E talvez seja essa a melhor definição de coragem que exista: continuar, mesmo desconfortável. E é assim que entramos no próximo tópico — mas, antes, um recado rápido dos patrocinadores de hoje. |
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🔵 APRESENTADO POR CARREIRA MULLER |
Você sabe quanto o mercado paga pelo seu cargo hoje? |
Te pegamos, né? 👀 |
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A maioria das pessoas não sabe se está abaixo, acima ou na média do mercado. Sem essa referência, qualquer pedido de aumento vira um tiro no escuro, e a conversa, que já é delicada, fica ainda mais difícil. |
É justamente aí que entra essa pesquisa salarial: ela reúne dados reais de salários e vai além, mostrando bônus, PLR, PPR e benefícios praticados. Não é baseado em currículos ou estimativas, mas em pagamentos reais de +4 mil empresas, combinados a dados oficiais do governo. |
Ou seja: antes da próxima conversa desafiadora, faz sentido saber exatamente onde você está, e com quais números pode contar. E você pode ter acesso a essa pesquisa aqui. |
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Voltando aos aprendizados com a Gina: |
Quando foi a última vez que você se cercou de gênios? |
É muito provável que você já tenha visto essa imagem ou alguma outra derivada dela: |
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Ela ronda o mundo corporativo há tempo demais pra já parecer algo cringe, mas, ao mesmo tempo, isso não a torna menos verdade. |
Requer certo desconforto você ser colocado em uma cadeira que não sabe muito bem como fazer, mas, ainda que o quanto a Gina aprendeu com isso não possa ser quantificado, com certeza foi muito mais do que ela conseguiria aprender se apenas continuasse o que sempre fez. |
Um exemplo disso foi quando uma investidora do Duolingo comentou com o chefe dela que “a Gina é muito legal, mas ela não é metrics-based”. Foi um feedback forte. |
Ela ouviu e, é claro, doeu… Mas, depois de tirar um tempo pra processar, ela entendeu que realmente não era, e que precisava se tornar metrics-based. Foi quando começou a aprender mais sobre estatística, pra não tomar mais decisões sem base em dados. |
O desconforto é estranho, mas é o que faz a gente andar. |
Pense em fazer uma trilha. Os momentos onde o chão é instável é onde você mais toma cuidado para se mover, onde você mais calcula seu próximo passo, e é justamente aí quando o aprendizado acontece. |
Talvez você já tenha topado abrir um projeto sem ter especialização no tema, ou assumiu um cargo que sabia muito pouco, ou planejou pivotar sua carreira… Se foi o caso, então você vai saber exatamente do que estamos falando: da curva de aprendizado. Você sempre vai descobrir mais coisas no início da exploração de um tema. |
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Uma coisa muito legal que a Gina comentou é que ela busca ser a pessoa menos inteligente de onde quer que ela esteja. Isso porque se cercar de pessoas com muito conhecimento em diferentes assuntos te ensina muito, e te ensina coisas que você nem imaginava que pudesse aprender e recebe, por exemplo, recomendações de artigos, vídeos, podcasts, etc. que ampliam demais seu repertório. |
🔎 Curiosidades que talvez te tranquilizem. |
Alguns dados para mostrar que isso não é só para a Gina: |
70% das pessoas já sentiram síndrome do impostor. Não é exagero, mas parte de um estudo publicado no International Journal of Behavioral Science e, se profissionais não sentiram, muito provavelmente vão sentir em algum momento da carreira. Apenas 12% dos novos líderes sentem ter as skills mais importantes para assumir um novo cargo. Segundo pesquisa da DDI, a maior parte dos líderes dos novos líderes admitem que não se sentem totalmente preparados quando assumem posições de liderança. 70% do aprendizado acontece fazendo. O modelo 70-20-10, adotado por empresas globais, mostra que a maior parte do desenvolvimento profissional acontece no próprio trabalho, não antes dele. Quanto mais competente, mais você tende a duvidar. O efeito Dunning-Kruger mostra que pessoas com baixa habilidade superestimam suas capacidades, enquanto as mais competentes tendem a subestimá-las.
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É proibido estar confortável. |
Quando a Gina estava crescendo, ela fez aulas de teatro. Essa informação é importante, porque existe uma regra na improvisação onde você não pode dizer não. Loucura, né? Mas é uma das coisas que ela vê como algo necessário para a carreira dela ter tido o sucesso que teve. |
“O que eu acho que eu sou muito boa é tolerância para risco. Eu tenho estômago para conseguir fazer coisas que têm muita chance de eu cair de cara e vai doer e eu vou me sentir humilhada e estar disposta a passar por isso para chegar em coisas maiores.” |
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E essa proposta me fez pensar em quantas vezes a gente diz não por medo. |
Nessa conversa, nós perguntamos também para a Gina sobre worklife balance, especialmente durante os anos em que ela passava semanas viajando para diferentes países. A resposta completa (e surpreendentemente honesta) está no episódio completo disponível no Copiloto de Carreira, nossa plataforma para assinantes premium. |
Mas a gente já te adianta: é difícil existir worklife balance em uma carreira de alto crescimento e isso faz parte do jogo. |
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O que você precisa aprender com uma profissional incrível como a Gina? |
Talvez a maior mentira que a gente conta sobre carreiras brilhantes seja imaginar que elas são construídas por pessoas que sempre souberam exatamente o que estavam fazendo. Steve Jobs também já falava disso (“o mundo e todas as coisas incríveis à sua volta foi construído por pessoas comuns, não tão diferentes de você“). |
Muitas vezes, elas são construídas por gente que sentiu medo, vergonha, insegurança e dúvida, mas gente que continuou mesmo assim. E perceber isso muda tudo, porque os nossos problemas deixam de parecer sinais de incapacidade e passam a ser apenas parte do preço de crescer. |
É por isso que ouvir profissionais incríveis como a Gina importa tanto. As histórias reais desses profissionais não confirmam uma fantasia de sucesso e nos lembram que, por trás de uma carreira admirável, sempre existem conflitos muito humanos. |
Essa é, definitivamente, uma das perspectivas mais úteis que alguém pode ganhar: a de que os nossos medos não são pequenos porque somem, mas porque, vistos de perto, nem os profissionais mais incríveis escaparam deles. |
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Uma outra provocação mais prática é imaginar uma matriz do “Desconforto Produtivo”. |
Falamos muito sobre como é importante que você tenha certo desconforto, mas, mais importante ainda, é entender qual é o nível saudável de desconforto. Não é pra ficar em uma situação de sofrimento psicológico a todo momento. Por isso, nossa sugestão é dividir o que você está sentindo em 3 categorias: |
Desconforto técnico “Não sei como fazer.” → resolve estudando, perguntando, testando. É o melhor tipo de desconforto. Desconforto emocional “Tenho medo de parecer incompetente.” → resolve expondo-se gradualmente, com uma pessoa que está aprendendo uma nova língua e consegue se desenvolver muito mais a partir de momentos de conversação. Desconforto estrutural “Isso está me adoecendo.” → é hora de redesenhar o contexto e rever suas prioridades. Lembre-se que você sempre pode pedir ajuda de alguém que já passou por algo semelhante ao que está te desafiando.
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Enquanto o seu desconforto for técnico ou emocional, provavelmente é crescimento. Se for estrutural e constante, é um alerta. |
Qual é o seu “Sim Estratégico”? |
A Gina atribui muito do sucesso dela a dizer sim para coisas novas. Por isso, a proposta é: diga mais sim. Ao mesmo tempo, queremos que você tenha padrões ao aceitar algo. |
Quando surgir uma nova responsabilidade, projeto ou oportunidade, antes de responder automaticamente (seja sim ou não), passe por esse filtro: |
Isso me ensina algo além do que já sei fazer? Isso aumenta meu impacto ou minha visibilidade? Isso me aproxima de pessoas mais experientes que eu?
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Se pelo menos duas respostas forem “sim”, provavelmente é um crescimento saudável, mesmo que dê medo. |
O erro comum de novos líderes é esperar se sentir totalmente preparados para aceitar algo maior, mas, na prática, você raramente se sentirá pronto antes. |
A experiência vem depois da exposição. |
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🔵 QUER VER A CONVERSA COMPLETA COM A GINA? |
Se você quiser aprofundar nesse e outros temas, assine o Copiloto de Carreira. Lá, nós criamos Playbooks Práticos sobre como aplicar no seu dia a dia tudo que foi falado aqui na newsletter e muuuito mais, dá uma olhada aqui a seguir: |
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O que você achou dessa edição?(escreva sua opinião depois de escolher uma opção) |
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Nos encontramos na semana que vem e espero que você consiga traduzir essa edição para o seu dia a dia. |
Se eu puder ajudar com algo, não hesite em me mandar uma DM e dizer que veio da better work. |
🆘 Ou, se for algo mais técnico, envie um email pra [email protected] e a gente resolve rapidinho. |
Um abraço, |
Digo Lemos. |
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