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👋 Welcome. |
Essa é a primeira edição (1 de 4) da série Carreira à Prova de Futuro, apresentada pelo the jobs, a newsletter irmã do the news focada em carreira pra você ser melhor no trabalho. |
3 recados importantes pra começarmos: |
1️⃣ Você receberá esse e 3 outros emails e, ao final, teremos uma MasterClass ao vivo com o Luis Justo, CEO do Rock in Rio e ex-CEO da Osklen nas últimas décadas — e um líder que está transformando como sua empresa e seus colaboradores usam IA no dia a dia. 2️⃣ Essa aula ao vivo será no dia 13/nov, às 19h30, pelo Zoom, e o link será enviado nos nossos grupos de WhatsApp (clique aqui se você ainda não entrou). 3️⃣ Você também pode acessar nessa página do Notion aqui (ou no botão abaixo) o material compilado de tudo que estamos falando. Criamos pra facilitar sua vida:
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Um outro material que já está no Notion (você vai ver que tem um botão de “Materiais Complementares”) é um resumo de 5 pesquisas pra você ficar por dentro do que tá rolando com IA no mundo e como isso vai impactar sua carreira. |
📲 E se você ainda não entrou no nosso grupo de WhatsApp, clique aqui pra não perder nossos avisos e materiais complementares. |
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Na edição de hoje, vamos falar sobre: |
📖 Os principais termos e palavras pra você entender como aplicar IA na carreira, explicados de um jeito fácil de entender (material na nossa página do Notion); 💻️ Como os maiores pesquisadores&especialistas do mundo recomendam que você pense sobre e use a IA; 🛠️ Uma análise honesta das ferramentas de IA disponíveis no mercado atualmente e a nossa recomendação de quais ferramentas usar; 🦾 E, ao final, a parte mais importante: a aplicação prática do conteúdo e alguns prompts bem úteis pra você. |
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Talvez você já saiba o que significa RAG, MCP, LLM, token, janela de contexto, alucinações etc. Se você não sabe, você pode acessar nossa página do Notion clicando aqui ou no botão abaixo pra entender de um jeito super fácil o que cada uma dessas palavras significa (e também pra poder explicar pros seus colegas de trabalho, amigos ou até pros seus pais e avós que não entendem nada sobre IA, risos). |
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Optamos por não colocar tudo aqui pra não ficar um textão que vai ser desnecessário pra alguns (mas nós vamos falar daqui pra frente sobre algumas palavras e termos que estão no glossário, então se você não entender algo, é só clicar no botão pra entender). |
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Você provavelmente deve estar pensando quem são os especialistas, certo? |
Um resumo das principais referências que estudamos: Ethan Mollick, autor e professor de Wharton; Kai-Fu Lee, autor e ex-executivo do Google e Microsoft; Max Tegmark, autor e professor do MIT; e Erik Brynjolfsson, pesquisador de Stanford. Existem muitos outros (gosto também do conteúdo da Luiza Jarovsky, PhD), mas esses serão mais que o suficiente, caso você queira realmente estudar IA (e aproveito pra dizer que escrevo uma newsletter pessoal que analiso e traduzo muito do que leio em textos rápidos e fáceis pra quem tá com pouco tempo disponível). |
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Se juntarmos as principais recomendações dos especialistas sobre como usar IA, vamos encontrar alguns padrões que se repetem: |
1️⃣ Sempre convide a IA pra participar (do jeito certo) do seu trabalho. |
Com exceção de barreiras jurídicas ou éticas, você deveria convidar a IA pra participar do seu trabalho (ou, pelo menos, tentar convidar — no sentido de testar seu uso). Todos os especialistas dizem que existe uma chance alta de você se irritar ou frustrar… Mas faz parte. |
Você não está fazendo isso “só pela ajuda” que a IA pode te dar, mas porque conhecer os recursos e ferramentas te dá uma compreensão melhor do que é possível fazer. |
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E o mais importante de experimentar é que o custo pras empresas é sempre muito mais alto do que pros indivíduos, o que abre uma oportunidade enorme pra você se tornar um “especialista em IA no seu trabalho” enquanto muitas empresas não conseguem exigir usar IA em algo específico. |
E qual, então, é o jeito certo de convidar a IA pra trabalhar com você? É convidando ela pra pensar com você, não pra substituir seu pensamento. Em resumo: “escreva um texto sobre X pra mim” é bem pior do que “eu pensei em um texto sobre o tema X, considerando Y e Z; se você fosse um crítico com perfil ABC, o que você diria que está faltando nesse texto?”. Mais exemplos: |
❌ “Escreva um email pra pedir feedback pro meu chefe.” ✅ “Se você fosse um gerente sênior que valoriza clareza e objetividade, o que esperaria ver em um email pedindo feedback? Esse é meu rascunho, me ajude a melhorá-lo e me explique o que considerou.” |
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❌ “Qual dessas opções é melhor?” ✅ “Tenho essas duas opções e pensei nesses critérios. Se você fosse um líder com perfil X, o que levaria em conta antes de decidir?” |
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Deu pra entender, né? Delegar sua tomada de decisão pra IA sem questionar vai corroer seu discernimento e te deixar mais burro (de acordo com uma pesquisa do MIT que você pode ler um resumo fácil aqui). |
2️⃣ Os dois principais usos de IA. |
Use IA pra ganhar produtividade ou pra ganhar criatividade. Essa pesquisa de Harvard é uma bela referência pra esse segundo ponto de hoje (e você não precisa ler as 56 páginas). |
Em resumo: IA ajuda a ganhar produtividade se você sabe mapear bem seus processos (tentar aplicar IA no seu dia a dia sem clareza dos processos é uma distração disfarçada de produtividade — e essa frase é da CEO do Slack, Denise Dresser), mas essa pesquisa mostra os benefícios ainda maiores que a IA pode gerar se for usada mais como “um parceiro de trabalho” do que como uma ferramenta. |
Esse é um dos assuntos que vamos mergulhar nas próximas edições, mas, por enquanto, vamos mergulhar em outras informações. |
3️⃣ As IAs vão parecer muito convincentes. |
Essa é uma das principais partes da edição de hoje: as ferramentas de IA que você usa não têm compromisso com a verdade; elas têm compromisso com a resposta. |
Na prática, isso significa que elas são configuradas pra bajular você, te agradar. Esse objetivo costuma ser muito mais importante do que “dar uma resposta precisa” — e o pior: mesmo se você identificar o erro, as IAs também são boas em justificar uma resposta errada com a qual já se comprometeram. |
Mesmo quando perguntamos o motivo da IA ter tomado uma certa decisão, ela fabrica uma resposta em vez de refletir sobre os processos. |
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Você já deve ter sentido as implicações práticas disso: ela fica “puxando saco” e qualquer coisa que você fala parece ser uma ideia boa. Olha esse exemplo que acabei de criar: Falei que tive uma ideia genial de criar um business disruptivo vendendo guarda-chuvas com furos decorativos e a resposta veio “que ideia realmente interessante, criativa blablabla”. |
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Isso aconteceu, porque eu criei um chat temporário (que não usa a memória das minhas interações). No chat com a memória ativada, a resposta foi diferente: “ideia divertida e com charme conceitual — os furos podem até ajudar com o problema clássico do vento atrapalhar ao abrir o guarda-chuva, mas há um detalhe técnico: os furos vão molhar o usuário”. |
Entender isso é muito relevante, porque você precisa saber considerar a resposta que a IA te dá. Não confie cegamente, nunca, e não acredite em tudo que ela fala. A IA é como se fosse uma máquina que prevê a combinação mais provável de palavras pra agradar seu pedido. |
4️⃣ Trabalhe com a IA como você trabalha com uma pessoa (e diga qual pessoa a IA precisa ser). |
Só pra deixar claro: os sistemas de IA não têm consciência, emoções, senso de identidade, nem sensações físicas… Mas você pode se beneficiar fingindo que eles têm. O trabalho com IA fica mais fácil se você pensar nela como uma pessoa em vez de uma máquina. |
Ela é como uma pessoa infinitamente rápida e ansiosa para te agradar, mas propensa a distorcer a verdade pra isso. E assim como lidando com uma pessoa, quando você pede uma tarefa pra IA, um dos jeitos mais fáceis de melhorar a resposta é fornecer contexto e restrições. Dizer o que você não quer é tão importante quanto dizer o que você quer. |
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Qualquer pessoa que for te falar de qual ferramenta usar vai ser enviesada. Uma regra de bolso é que “não existe a melhor ferramenta, existe a melhor pra um caso e uma pessoa específica”. |
Mas nós acreditamos que a grande maioria das pessoas do mundo corporativo vão se beneficiar das seguintes ferramentas: Chat GPT, Google Gemini e Claude, que podem ser usados de maneira gratuita inicialmente (por alguns bons meses usei gratuito, hoje pago elas pra fazer vários testes). |
É perfeitamente possível começar com os planos gratuitos e você consegue, inclusive, jogar conversas de um chat pro outro trabalhando com janelas múltiplas, mas vale a pena investir em um deles. |
Minha recomendação pessoal é que você não pague uma daquelas empresas que te prometem “acessar 15 ou 50 ferramentas pelo preço de uma”, porque você vai dificultar a construção de contexto/memória da ferramenta sobre você e também porque você vai usar versões gratuitas muitas vezes e não vai ter acesso aos últimos modelos (demora pra liberar)… Sem contar que é tudo uma bagunça comparado com a interface fácil e original das ferramentas. O Chat GPT tem hoje um plano de R$ 39 por mês. Se estiver em dúvidas, vai nele. |
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DeepSeek, Grok e outros: são outras ferramentas interessantes, mas que não são líderes de mercado e que não vão gerar um resultado diferente relevante (Grok vai se diferenciar apenas se você/sua empresa usar muito o X/Twitter). |
Boas perguntas valem mais que um “bom modelo” de IA. Lembre-se disso. |
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Sobre os planos pagos, eles têm versões normais e versões avançadas. |
👉️ Outras ferramentas além do “básico” (básico que já faz muuuita coisa): |
A Perplexity é uma ferramenta muito legal também, mas se você paga o GPT, Claude ou Gemini, você pode usar o modo deep research delas e não vai ter tanta diferença do Perplexity, que é mais especializada em buscas (é tipo um Google com anabolizantes). |
A Perplexity também lançou agora um navegador chamado Comet com assistentes integrados, mas estou aguardando pra mais testes, porque li especulações sobre desafios de segurança nesses casos (assim como o Chat GPT Atlas, concorrente do Google Chrome, hoje ainda disponível só pra Mac). |
O Manus é a melhor ferramenta hoje pra uso de agentes (IAs que executam tarefas por você). É muito legal “brincar” com ele, tem uma infinidade de casos de uso diferentes. |
Também recomendamos o Lovable para construção de automações, sites e projetos. Você também pode usar o n8n, Make ou Zapier - vai da interface que você lida melhor - mas o Lovable provavelmente vai fazer tudo que você fizer pelos outros também (são ferramentas diferentes, pode ser que você só precise da automação de n8n ou Make). |
Mas se tem uma que não pode ficar de fora dessa lista de recomendações é o NotebookLM do Google (ponto extra aqui pra assinar o Gemini): ela é muito boa pra analisar um ou vários documentos simultâneos e também tem plano gratuito. O Chat GPT e o Claude pagos também têm um modo de análise de documentos muito bom, mas o do Notebook LM merece pontos extras. |
Não caberia aqui, mas depois podemos fazer uma análise por ferramentas. Seria interessante pra você? |
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A parte prática é a mais importante, sempre. |
Nós colamos na nossa página do Notion (clique aqui pra acessar fácil) 2 prompts anti-alucinações e também um material complementar com 6 perguntas diferentes pra você fazer mais pra sua ferramenta de IA e destravar respostas diferentes — e melhores. |
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Aproveite esse material… Porque estamos só começando! 😉 |
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Tem algo que gostaria de ver aqui nessa edição? Ou não gostou de algo? Ou quer sugerir temas pras próximas? É só clicar aqui ou no botão abaixo pra deixar sua sugestão pro nosso time adaptar pras próximas edições: |
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Nosso time quer muito ouvir a sua opinião. |
Um abraço e até a próxima edição na quinta-feira (06/nov), |
Digo Lemos. |
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