BIG STORY |
Fisiculturismo: Até que ponto o esporte contribui para a saúde? |
 | (Imagem: Metrópoles) |
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🏋️♂️ Não se fala em outra coisa. Após Ramon Dino conquistar o inédito título do Mr. Olympia 2025, pode-se dizer que o fisiculturismo vive uma era de ouro no Brasil. |
Mas esse fenômeno tem dois lados: um inspirador — e outro preocupante. Afinal, não se pode confundir saúde com alta performance a qualquer custo. |
O lado positivo 💪 |
De certa forma, a popularização do fisiculturismo estimula hábitos mais saudáveis, desperta o interesse por atividade física e reforça a importância da nutrição balanceada. |
Sem dúvida, a musculação é uma das formas mais eficazes de promover saúde física e metabólica. |
O treino de resistência aumenta a massa muscular, melhora a densidade óssea e acelera o metabolismo basal — o que ajuda no controle do peso corporal e da glicemia. |
🩺 Estudos mostram que praticantes regulares têm menor risco de desenvolver doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2. |
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Além disso, o exercício reduz sintomas de ansiedade, depressão e melhora o sono — tornando-se uma intervenção completa para o bem-estar e a longevidade. |
Por outro lado… ⚠️ |
Comparar-se com fisiculturistas pode distorcer a noção de saúde, já que esses atletas seguem rotinas extremas, voltadas à estética e à competição — não à longevidade. |
Para atingir o físico de palco, é comum recorrer a dietas altamente restritivas, desidratação severa e, em muitos casos, uso de esteroides anabolizantes. |
Um dos principais riscos dessas substâncias é o dano irreversível ao coração, como a hipertrofia cardíaca, que pode causar arritmias e aumentar o risco de infartos fatais. |
Um estudo publicado no Journal of the American Heart Association acompanhou por 11 anos mais de 1.000 homens que usaram anabolizantes e comparou com 59.000 da população geral. |
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 | (Imagem: Waffle Studios) |
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🩺 Vale lembrar que doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no Brasil e no mundo. |
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Além disso, o uso prolongado de esteroides causa alterações hormonais significativas, afetando fertilidade, humor e função hepática. |
Em resumo… |
O fisiculturismo pode, sim, inspirar disciplina, dedicação e autocuidado — mas é essencial diferenciar o que se vê no palco daquilo que realmente representa saúde. |
Em tempos de redes sociais e padrões idealizados, informação de qualidade é o que nos protege dos excessos. |
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APRESENTADO POR VOA |
Por que os profissionais da saúde estão usando essa IA? |
 | (Imagem: Giphy) |
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Uma assistente de IA tem chamado a atenção de mais de 60 mil médicos no Brasil. Eles têm usado essa ferramenta e falado: |
“Tornou minha prática clínica muito melhor e humanizada.” “Me ajudou a economizar tempo na correria da UBS.” |
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O que antes era um medo — ser substituído pela tecnologia — agora virou um aliado. |
Essa assistente tem inúmeras funções, algumas são: |
Escuta a conversa com o paciente, organiza as informações e gera documentos clínicos completos em poucos cliques. Tem um chat de apoio ao raciocínio clínico. Ele entende o contexto do atendimento e tira as dúvidas com respostas rápidas e confiáveis, baseadas em evidências. Gera documentos no estilo que você já usava, como anamneses, laudos ou modelos novos que queira testar.
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GAME DO ESTAGIÁRIO |
Quando foi realizada a primeira cirurgia cardíaca bem-sucedida da história? |
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DENTAL HEALTH |
As consequências da gengivite podem ir além a boca? |
 | (Imagem: WWD) |
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🦷 Para os amantes de odonto… Acredite se quiser, mas, segundo dois novos estudos publicados na revista Neurology Journals, a saúde bucal e a saúde cerebral podem estar mais conectadas do que você imagina. |
O primeiro analisou 1.143 pessoas e revelou que indivíduos com doença periodontal apresentavam um risco 56% maior de desenvolver grandes lesões na substância branca cerebral. Essas lesões são silenciosas, mas aumentam de forma significativa o risco de demência e outros déficits neurológicos. |
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O segundo estudo acompanhou 5.986 indivíduos ao longo de 21 anos e mostrou que o risco de AVC variava conforme a saúde bucal: |
🦷 4,1% — pessoas com boa saúde bucal; 😬 6,9% — pessoas com gengivite; 🦠 10% — pessoas com gengivite e cáries.
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Segundo os autores, o motivo provável está na inflamação crônica provocada pelas infecções gengivais. |
Esse processo inflamatório pode danificar os vasos sanguíneos cerebrais, favorecendo microlesões que se acumulam ao longo do tempo. |
Considerações finais ✍️ |
Antes de tudo, é importante reforçar que esses resultados são observacionais — ou seja, não provam uma relação causal direta entre os problemas bucais e as doenças cerebrais. |
Ainda assim, as hipóteses fazem sentido do ponto de vista fisiopatológico, e reforçam algo que a ciência já vinha apontando: a boca pode ser uma janela para a saúde (ou o risco) do cérebro. |
PS: Para quem quiser se aprofundar, aqui estão os primeiro e o segundo estudos. |
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BELIEVE IT OR NOT |
Cidade do Piauí tem explosão de casos de doença genética rara |
 | (Imagem: G1) |
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Em Acauã, município com pouco mais de 6 mil habitantes no interior do Piauí, um diagnóstico silencioso se espalha de forma inesperada. |
Trinta pessoas — incluindo o próprio prefeito — convivem com uma condição genética rara e sem cura: a ataxia de Friedreich. |
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Sobre a condição 🩺 |
A ataxia de Friedreich é uma doença genética e degenerativa que afeta o sistema nervoso, comprometendo coordenação motora, equilíbrio e fala. |
Ela é causada por mutações no gene FXN, que reduzem a produção de frataxina — proteína essencial para o funcionamento das mitocôndrias, responsáveis por gerar energia nas células. |
Com o tempo, a degeneração atinge nervos periféricos, medula espinhal e até o coração, podendo causar insuficiência cardíaca e diabetes. |
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Os sintomas geralmente surgem na infância ou adolescência e pioram progressivamente, levando à perda de mobilidade e ao uso de cadeira de rodas em muitos casos. |
Tá, mas por que a doença é tão comum por Acauã? A condição é hereditária recessiva, ou seja, só se manifesta quando o gene alterado é herdado do pai e da mãe. |
Em cidades pequenas, como Acauã, onde casamentos entre parentes próximos são mais comuns, a chance de ambos transmitirem o gene é maior — o que explica o número incomum de casos na região. |
E agora? |
Hoje, o omaveloxolona — aprovado recentemente pela Anvisa — é o único medicamento capaz de conter o avanço da doença. Mas o custo é altíssimo: cerca de R$ 180 mil por paciente. |
Diante disso, pacientes e familiares iniciaram campanhas para que o tratamento seja incorporado ao SUS, embora o processo dependa de análises de custo-efetividade e possa levar tempo. |
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