BIG STORY |
Menos açúcar na infância = menos risco de demência? |
 | (Imagem: NBC News) |
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Essa foi a pergunta feita por pesquisadores da Universidade de Guangzhou, na China. E, para tentar respondê-la, o grupo de médicos decidiu realizar um estudo científico, publicado na revista Nature. |
Para isso, tiveram que mergulhar um pouco na história, mais especificamente durante e depois da Segunda Guerra Mundial, comparando 60.394 participantes do UK Biobank nascidos entre 1951 e 1956. |
Naquele período, o Reino Unido racionava açúcar, e crianças menores de dois anos não tinham cota própria. |
Quando o racionamento acabou, em setembro de 1953, o consumo médio dos adultos quase dobrou, saindo de cerca de 41 para 80 gramas por dia. Essa virada súbita criou um experimento natural. |
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O resultado: bebês expostos a menos açúcar nos primeiros 1.000 dias — da gestação até por volta do segundo aniversário — tiveram risco 46% menor de desenvolver Alzheimer na vida adulta. Além disso: |
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A principal hipótese é a da programação metabólica, a ideia de que o corpo calibra seu funcionamento conforme os sinais nutricionais que recebe nos primeiros mil dias — janela em que o cérebro cresce mais rápido e fica mais sensível justamente a esses sinais. |
O excesso de açúcar nessa fase favoreceria a resistência à insulina, quando as células respondem mal ao hormônio, e a inflamação crônica de baixo grau. |
Os dois são fatores de risco já conhecidos para demência, porque desgastam vasos e neurônios de forma silenciosa. |
Também há uma pista estrutural: quem foi exposto ao racionamento da substância tinha hipocampo e tálamo maiores, o que daria ao cérebro mais reserva para enfrentar o envelhecimento. |
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Mas isso são hipóteses… |
Apesar da associação forte, não é possível afirmar que foi o açúcar, por si só, que fez a diferença no risco de demência. Além disso, o fim do racionamento veio acompanhado de muitas outras mudanças no Reino Unido do pós-guerra. |
O autor sênior, Bing Zhang, da Universidade Médica de Guangzhou, reconhece que nenhum estudo isolado muda diretrizes alimentares da noite para o dia. |
Ainda assim, ele defende que o achado sustenta a orientação de limitar o açúcar adicionado durante a gestação e na primeira infância. |
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APRESENTADO POR ENSINO EINSTEIN |
Ainda dá tempo de fazer diferente |
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É fácil deixar a atualização pra depois, especialmente com a rotina corrida da área da saúde. Mas o segundo semestre traz muitas oportunidades para ampliar sua rede de contatos e levar mais repertório e experiência pra sua rotina de trabalho. |
Para te ajudar com isso, os próximos eventos do Ensino Einstein já têm data: |
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GAME DO ESTAGIÁRIO |
Qual destes "instrumentos" foi usado pelos médicos durante séculos para diagnosticar doenças? |
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HEALTHCARE |
Novo medicamento reduz o "colesterol ruim" em quase 60% |
 | (Imagem: Everyday Health) |
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🫀 Um marco para a cardiologia. A agência reguladora americana (FDA) aprovou o enlicitide (Lipfendra), o primeiro comprimido de uma classe de remédios capaz de reduzir o colesterol LDL em quase 60%. |
🩺 Para quem não sabe, o LDL é a lipoproteína de baixa densidade, responsável por transportar gordura para as paredes das artérias. Quanto mais tempo ele circula em excesso, maior o risco de aterosclerose, que é o entupimento progressivo dos vasos. É esse processo que está por trás de infartos e AVCs. |
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Como funciona 🔍 |
Até agora, essa classe de medicamentos só existia na forma injetável, aplicada uma ou duas vezes por mês, e a agulha afastava muitas pessoas do tratamento. O novo remédio é de uso diário e precisa ser tomado em jejum, com um gole de água, café preto ou chá puro. |
A classe em questão se chama inibidores de PCSK9, proteína que destrói os receptores do fígado responsáveis por retirar o LDL da circulação. |
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Ainda assim, existem ressalvas, sendo uma delas o custo, que deve chegar a um valor equivalente a cerca de R$ 1.500 mensais, por tempo indeterminado. |
Consequentemente, ainda não está claro se os planos de saúde vão cobrir o medicamento, mesmo para pacientes com indicação formal de uso. |
Até o momento, o remédio ainda não foi liberado pela Anvisa no Brasil. No entanto, especialistas enxergam isso como uma questão de tempo. |
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APRESENTADO POR MSD |
Sua voz tem um papel importante nessa decisão! |
Participar das decisões de saúde pública no Brasil é mais simples do que parece. Todos os cidadãos podem opinar se uma nova tecnologia ou tratamento deve ou não ser incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS).¹ Veja como: |
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Sua participação contribui para ampliar as perspectivas consideradas no processo de avaliação de novas tecnologias conduzido pela CONITEC (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS).¹ |
👉 Saiba mais sobre as consultas públicas da CONITEC e a jornada de incorporação de tecnologias no SUS. |
*Consulte as referências aqui. |
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BELIEVE IT OR NOT |
Brasil vai ganhar uma nova arma contra o câncer |
 | (Imagem: Medicina SA) |
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Sim, você leu certo. O país vai ganhar sua primeira unidade de protonterapia, uma radioterapia de altíssima precisão, que será instalada no Rio de Janeiro. O projeto recebeu R$ 132,6 milhões do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. |
A técnica 🔬 |
A radioterapia convencional usa fótons, como os raios X. Eles entram no corpo, atravessam o tumor e continuam seu trajeto, irradiando tecido saudável. |
Os prótons se comportam de outro jeito. Eles podem ser programados para depositar quase toda a energia exatamente na profundidade do tumor e parar ali. Esse fenômeno é conhecido como "pico de Bragg". |
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É a diferença entre um feixe que não tem freio e um que tem. Menos radiação nos tecidos vizinhos significa menos efeitos colaterais. Na prática, os casos que mais se beneficiam são: |
Crianças com tumores próximos ao cérebro ou à medula; Tumores localizados junto a órgãos sensíveis; Pacientes com alto risco de efeitos tardios da radiação; Casos que precisam ser irradiados uma segunda vez.
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E agora? |
A protonterapia exige um acelerador de partículas, blindagem especial e equipe treinada, e a manutenção mensal do centro deve ficar em torno de R$ 6,1 milhões. |
Portanto, o tempo de implementação é longo. O equipamento será fabricado na Bélgica e deve chegar ao Brasil no segundo semestre de 2029. A previsão é que pelo menos 60% da capacidade seja destinada ao SUS. |
Enquanto isso, entre 20 e 30 brasileiros viajam ao exterior todos os meses para se tratar, com custo que pode chegar a R$ 1,02 milhão por tratamento. |
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