BIG STORY |
Fevereiro Sem Celular: a trend que conquistou as novas gerações |
 | (Imagem: Axios) |
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Pois é. Depois do morango do amor, da estética 2016, do “cheesecake” de iogurte com biscoff e de tantas outras trends, uma nova campanha busca desafiar a rotina com um gesto simbólico: ficar um mês sem celular. |
A iniciativa parte de um dado chocante: segundo a Global Solidarity Foundation, usuários checam seus celulares, em média, 221 vezes por dia — ou seja, praticamente a cada 6 minutos durante o tempo acordado. |
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A campanha não propõe uma ruptura total — ao menos, não para todos. A própria organização reconhece que algumas pessoas dependem do aparelho para o trabalho ou outras obrigações. |
Na prática, o intuito é promover reduções estratégicas no uso de redes sociais, mensagens instantâneas e aplicativos de entretenimento. |
Quando nos aprofundamos nos dados… |
Globalmente, as pessoas passam, em média, 4h30 por dia usando o telefone. No Brasil, o cenário é ainda mais preocupante: passamos, em média, 5h12 no celular todos os dias. |
 | (Imagem: Waffle Studios) |
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De modo geral, podemos enxergar esse fenômeno de duas formas: uma (ligeiramente) filosófica, e outra diretamente relacionada à saúde mental. |
Alguém que usa o celular 5 horas e 12 minutos por dia acabará passando aproximadamente 17 anos da vida diante de uma tela. A partir desse dado, tire suas próprias conclusões. |
Em relação à saúde… |
O uso excessivo do celular interfere na regulação do sono, pois a luz azul da tela suprime a melatonina, dificultando o início do sono e afetando a qualidade do descanso. |
🩺 Além disso, o bombardeio constante de informações ativa repetidamente o sistema de recompensa do cérebro, favorecendo a ansiedade e dificultando a concentração. |
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O tempo prolongado em posição curvada também pode causar dores cervicais e lombares, além de prejudicar a respiração profunda. |
Estudos mostram que pessoas que passam mais tempo no celular têm maiores chances de desenvolver sintomas depressivos e sentimentos de isolamento. |
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O que fazer? Desligar o celular por alguns momentos pode ser um dos maiores atos de autocuidado da sua rotina. |
Sabemos, porém, que nem todos podem se dar ao luxo de participar da campanha, por diferentes responsabilidades e contextos de vida. |
Ainda assim, vale lembrar: ao abrir espaço para o silêncio, para o tédio criativo e para conexões reais, você fortalece sua saúde mental. |
E você, participaria do Fevereiro Sem Celular? |
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APRESENTADO POR ENSINO EINSTEIN |
Quem toma as decisões dentro dos hospitais? |
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A resposta é: todos eles. Nos últimos anos, a medicina deixou de ser apenas clínica. |
Hoje, médicos lidam com gestão de equipes, tecnologia, indicadores, orçamento, compliance e liderança humana, muitas vezes sem nunca terem sido treinados para esse papel. |
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É por isso que cresce, no mundo todo, a discussão sobre formação em liderança e gestão para que esses profissionais consigam tomar decisões que impactam o sistema nos hospitais. É o que chamam de saúde 4.0. |
📌 Por isso, o Ensino Einstein, uma das faculdades mais renomadas do país, desenvolveu formações que combinam gestão hospitalar, liderança, tecnologia e prática em ambiente clínico. |
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RESEARCH |
Câncer colorretal é o mais letal entre jovens nos Estados Unidos |
 | (Imagem: Dra Maria Luiza Queiroz) |
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Segundo um novo estudo publicado na revista médica JAMA, o câncer colorretal tornou-se, em 2023, a principal causa de morte por câncer entre pessoas com menos de 50 anos nos Estados Unidos. |
Sobre a condição 🩺 O câncer colorretal é um tumor maligno que se desenvolve no cólon ou no reto, geralmente a partir de pólipos que crescem na parede intestinal. Com o tempo, essas células anormais passam a se multiplicar de forma descontrolada, podendo causar sangramentos, dor, alterações no hábito intestinal e, em casos avançados, espalhar-se para outros órgãos. |
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O que está por trás do aumento? |
Por ora, não há uma resposta definitiva, mas existem hipóteses bem fundamentadas que envolvem fatores como: |
Aumento do consumo de ultraprocessados; Popularização do sedentarismo; Alterações no microbioma intestinal.
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O dado mais alarmante é a rapidez com que o câncer colorretal ascendeu no ranking de mortalidade: era o quinto mais letal entre jovens nos anos 1990 e, atualmente, ocupa o primeiro lugar. |
Ou seja, em poucas décadas, tornou-se uma ameaça crescente para uma faixa etária que, até pouco tempo atrás, nem era considerada de risco para esse tipo de tumor. |
Para se ter uma ideia, desde 2005, as mortes entre pessoas com menos de 50 anos nos EUA aumentam cerca de 1,1% ao ano — na contramão de outros tipos de câncer, cujas taxas de mortalidade estão em queda. |
Como prevenir? |
Manter uma alimentação rica em fibras, praticar atividades físicas regulares e evitar o tabagismo são atitudes que reduzem significativamente o risco da doença. |
Apesar disso, a forma mais eficaz de prevenção continua sendo o rastreamento precoce, por meio de exames como a colonoscopia, que permite identificar e remover pólipos antes que evoluam para câncer.
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Se você se enquadra nos critérios para realizar o rastreio, vale conferir a diretriz do governo federal sobre o tema. |
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HEALTHCARE |
O que é retatrutida — e por que ela é proibida pela Anvisa? |
 | (Imagem: Axios) |
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Perda de peso rápida e de forma expressiva. Foram essas as promessas da retatrutida que fizeram com que ela ganhasse atenção nas redes sociais e em grupos de emagrecimento. |
Contudo, longe de ser uma solução segura ou aprovada, a substância foi alvo de proibição imediata pela Anvisa, que determinou a apreensão de todos os produtos que a contenham. |
Tá, mas do que se trata? |
A retatrutida é uma nova molécula em fase experimental para o tratamento da obesidade, aplicada por meio de canetas semelhantes às já conhecidas semaglutida (Ozempic) e tirzepatida (Mounjaro). |
A diferença é que ela atua como um triplo agonista — imita três hormônios relacionados ao controle do apetite e do metabolismo: GLP-1, GIP e glucagon. |
🩺 Em teoria, isso torna seu efeito mais potente em comparação com os medicamentos anteriores. |
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É justamente aí que mora o problema: a substância tem demonstrado resultados impressionantes nos testes iniciais — como uma perda média de até 28% do peso corporal em estudos de Fase 2 e início da Fase 3. |
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Atualmente, o medicamento não possui registro nem na Anvisa nem no FDA (órgão regulador dos Estados Unidos), podendo ser utilizado apenas em protocolos rigorosos de pesquisa clínica. |
Sendo assim, quando um medicamento ainda não passou por todas as etapas de validação científica, seu uso significa assumir riscos desconhecidos. |
No fim das contas, a promessa de emagrecimento rápido pode custar caro: efeitos colaterais, falhas na fabricação e danos à saúde costumam surgir apenas após o uso estar disseminado — e, frequentemente, quando já é tarde demais. |
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