BIG STORY |
Corridas extremas podem aumentar risco de câncer colorretal? |
 | (Imagem: USN | Defense.gov) |
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🏃 Jovens, magros e extremamente ativos. Esse era o perfil dos três pacientes que surpreenderam o oncologista Timothy Cannon ao chegarem ao consultório com câncer de cólon avançado. |
Nenhum deles apresentava fatores de risco conhecidos. Todos eram, em tese, o retrato da saúde. Mas, como a observação de dois pacientes é estatisticamente irrelevante, Dr. Cannon pensou: “Por que não fazer uma pesquisa sobre isso?” |
Para investigar a hipótese, o médico liderou um estudo com 100 maratonistas e ultramaratonistas entre 35 e 50 anos, todos submetidos a colonoscopias preventivas. Eis alguns resultados: |
49% apresentavam pólipos colorretais; 15% tinham adenomas avançados — lesões com potencial pré-cancerígeno; Para efeito de comparação, a taxa esperada de adenomas avançados nessa faixa etária varia entre 4,5% e 6%.
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 | (Imagem: Waffle Studios) |
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De modo geral, a prática regular de atividade física é reconhecida como uma das mais eficazes estratégias na prevenção do câncer colorretal. |
No entanto, quando entramos no universo dos atletas de altíssimo rendimento, submetidos a treinos extenuantes, essa lógica pode ser invertida.
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Afinal, quem se interessa por saúde já deve ter ouvido o ditado: “a diferença entre o remédio e o veneno está na dose”. |
Uma possível explicação 🩺 |
Atletas que praticam exercícios de resistência extrema podem apresentar episódios repetidos de colite isquêmica, condição em que o fluxo sanguíneo é temporariamente reduzido no intestino grosso. |
Esse desvio ocorre porque o corpo prioriza o envio de oxigênio aos músculos em atividade intensa. |
🩺 Como consequência, o cólon sofre lesões celulares e inflamações localizadas. |
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Com a repetição crônica desses episódios, surgem ciclos de dano e regeneração celular, o que favorece mutações no DNA das células intestinais. |
Essas mutações, ao longo do tempo, aumentam o risco de formação de pólipos e, potencialmente, de câncer colorretal.
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Ainda assim, vale a ressalva: o estudo realizado foi observacional — ou seja, não é possível afirmar com certeza que exista uma relação causal direta entre os dois fatores. |
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RESEARCH |
“Dieta do Mediterrâneo” pode prevenir surgimento de diabetes |
 | (Imagem: American Heart Association) |
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Uma nova pesquisa revelou que a união entre uma dieta mediterrânea com restrição calórica e exercícios regulares pode reduzir significativamente o risco de desenvolver diabetes tipo 2. |
O estudo, publicado no Annals of Internal Medicine, acompanhou pessoas com sobrepeso ou obesidade entre 55 e 75 anos e mostrou que a combinação foi capaz de impedir a progressão da doença. Eis alguns resultados: |
Participantes que seguiram a dieta proposta e praticaram exercícios regularmente tiveram um risco 31% menor de desenvolver diabetes tipo 2; Além disso, os pacientes apresentaram redução significativa de gordura corporal, especialmente da gordura visceral, ligada à resistência insulínica; Por fim, houve melhora substancial no índice de massa corporal (IMC) e na composição corporal como um todo.
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Qual é a relação? |
A dieta mediterrânea é um padrão alimentar inspirado nos países do sul da Europa, caracterizado pelo consumo abundante de frutas, vegetais, grãos integrais, oleaginosas e azeite de oliva como principal fonte de gordura. |
Ela também inclui peixes e frutos do mar com frequência, laticínios em quantidades moderadas e carne vermelha em pequenas porções, reduzindo a ingestão de alimentos ultraprocessados. |
🩺 Este perfil nutricional fornece fibras, antioxidantes e ácidos graxos saudáveis, que reduzem inflamações crônicas e equilibram o metabolismo da glicose. |
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Ao melhorar a sensibilidade à insulina, a dieta ajuda a controlar os níveis de açúcar no sangue e prevenir picos glicêmicos prejudiciais. |
Outro ponto central é sua capacidade de favorecer a perda de peso e diminuir a gordura abdominal, fator diretamente associado ao risco de diabetes tipo 2. |
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ANIMAL WORLD |
Estados Unidos relata primeiro caso de doença letal causada por mosca |
 | (Imagem: Waffle Studios) |
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Pela primeira vez, os Estados Unidos registraram um caso humano de “bicheira-do-Novo-Mundo”, uma condição parasitária grave causada por larvas que se alimentam de carne viva. |
O caso foi confirmado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) após a internação de um paciente que retornou de El Salvador, país onde a doença é endêmica. |
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Sobre o problema 🦟 |
A bicheira-do-Novo-Mundo é causada pela larva da Cochliomyia hominivorax, uma mosca que deposita seus ovos em feridas abertas na pele de mamíferos, incluindo humanos. |
De 12 a 24 horas, os ovos eclodem e liberam larvas que se alimentam de tecido vivo, destruindo pele e músculos ao redor. A infecção provoca feridas que não cicatrizam, sangramento, dor intensa e, frequentemente, um odor forte. Além disso, é comum que o hospedeiro sinta a sensação de movimento das larvas dentro da própria pele.
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Caso não tratada, a infestação pode gerar complicações graves e levar até mesmo à morte. O tratamento consiste na remoção cuidadosa das larvas, às vezes por cirurgia. |
E agora? 🔮 |
A má notícia é que esse tipo de infecção ainda é extremamente prevalente no Brasil. Apesar de ocorrer com maior frequência no gado, o problema atinge milhares de brasileiros anualmente. |
Em relação à prevenção, é essencial tomar cuidados básicos com feridas, evitando exposição a insetos em geral. |
Finalmente, é fundamental utilizar repelentes e telas mosquiteiras em áreas endêmicas, a fim de reduzir o risco de contato com moscas capazes de depositar ovos na pele. |
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APRESENTADO POR LITTLE BEAN |
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Em breve: Little Bean em todos os formatos — mas sempre sem açúcar 💛🐒 |
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