BIG STORY |
ONU emite alerta global sobre o aumento no uso de drogas sintéticas |
 | (Imagem: Axios) |
|
Segundo o Relatório Mundial sobre Drogas de 2026, divulgado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), o mercado global de drogas está em expansão acelerada, com destaque para uma explosão de novas substâncias sintéticas — cada vez mais complexas e diversificadas. |
Segundo o relatório, 755 novas substâncias psicoativas circulam atualmente nos mercados globais, das quais 118 foram identificadas pela primeira vez em 2024. |
|
|
As apreensões de narcóticos também revelam a escala do problema: comparado ao período pré-2000, atualmente existem cinco vezes mais tipos de drogas do que antes. |
Ao todo, em 2014, aproximadamente 5,2% da população mundial entre 15 e 64 anos utilizava alguma substância psicoativa. Em 2024, esse número subiu 20%, alcançando 6,2%.
|
Isso é extremamente perigoso ⚠️ |
O motivo é simples: a medicina opera sobre o que conhece, e essas substâncias são, por definição, desconhecidas. |
🩺 Muitas agem em receptores pouco estudados, gerando quadros clínicos imprevisíveis que não respondem às condutas padrão. |
|
|
Médicos nas emergências não dispõem de protocolos validados, antídotos específicos ou parâmetros toxicológicos para guiar o tratamento dessas intoxicações. |
E, infelizmente, o resultado desse fenômeno é a morte por falta de conhecimento, e não por falta de recursos. |
Tendências por substância |
Os produtores continuam criando novas substâncias sintéticas em uma tentativa de contornar regulamentações e evitar a detecção. |
Vale lembrar que cada “família” de drogas está passando por um momento específico. |
|
|
Quando pensamos nos opioides, o mercado de ópio e heroína segue impactado pela proibição do cultivo de papoula imposta pelo regime talibã no Afeganistão em 2022. |
|
Em relação à cannabis, o número de consumidores cresceu 40% entre 2014 e 2024, em parte devido à legalização e à descriminalização em vários países. |
Falando sobre a cocaína, a produção potencial da droga ultrapassou 4.100 toneladas em 2024 — mais de quatro vezes o registrado há uma década. |
No fim, a mensagem que fica é a seguinte: o mercado de drogas inova mais rápido do que a medicina consegue aprender — e isso pode ter sérias consequências. |
|
|
TRENDING TOPICS |
O que você deveria ficar por dentro… |
🩺 Oruam com tuberculose. Entenda mais sobre a doença citada pela defesa do artista, que pede a revogação da prisão preventiva |
🇧🇷 Orgulho do país. Alunos do Rio de Janeiro criam maca comandada por voz e ganham prêmio de ciência |
🇫🇷 Temperaturas extremas. Paris proíbe o consumo de álcool em público em meio à onda de calor |
🙏 Saúde e espiritualidade. Participar de atos religiosos pode aumentar o vínculo social e limiar da dor? |
🤰 Aumento de 38%. Estudo aponta que cesáreas avançam mesmo em gestações de baixo risco |
🧠 Talvez você se surpreenda. A melhor dieta para a saúde cerebral provavelmente não é o que você imagina |
|
GAME DO ESTAGIÁRIO |
O coração humano consegue continuar batendo fora do corpo. Por quanto tempo? |
|
|
RESEARCH |
Medicamento para diabetes pode frear a perda de visão relacionada à idade |
 | (Imagem: Terra) |
|
Um novo estudo feito por médicos da Universidade de Liverpool e publicado no BMJ Open Ophthalmology trouxe um dado inesperado: a metformina, medicamento antigo, barato e amplamente usado no controle do diabetes tipo 2, pode reduzir em 37% a progressão da degeneração macular relacionada à idade (DMRI). |
Sobre a condição 🩺 A DMRI é uma das principais causas de perda de visão em idosos. Ela afeta a mácula, região responsável pela visão central — usada para ler, identificar cores e reconhecer rostos — e se manifesta em duas formas. → Na forma seca, a mais comum (85% dos casos), partes da mácula se tornam mais finas com o tempo, causando perda progressiva da visão central. → Na forma úmida, vasos sanguíneos anormais crescem sob a retina e podem vazar fluidos, acelerando os danos. |
|
|
E como a metformina pode influenciar? |
A explicação biológica é plausível. O medicamento não age apenas no controle da glicose, mas também reduz o estresse oxidativo e a inflamação celular — ambos esses processos estão diretamente envolvidos na progressão da doença. |
Na prática, a retina é um dos tecidos com maior demanda de oxigênio no organismo, o que a torna especialmente vulnerável a esses danos. |
🩺 Mas, apesar da grande diminuição do risco observada, vale ressaltar que o estudo é observacional, ou seja, identifica uma associação, mas não prova que a metformina seja a causa direta.
|
|
|
Para confirmar o efeito, seria necessário um ensaio clínico randomizado comparando o medicamento com placebo em humanos. Inclusive, o primeiro está previsto para ocorrer ainda em 2026. |
Por enquanto, a conduta mais segura segue sendo o acompanhamento oftalmológico regular e o controle dos fatores de risco, como pressão arterial, colesterol, tabagismo e peso. |
|
|
APRESENTADO POR NOVOTEL |
A ciência por trás do momento mais gostoso da sua viagem |
|
5,7 mil pessoas curtiram esse tweet, e você provavelmente se identificou. |
O café da manhã de hotel tem um poder que vai além do buffet. Para a medicina do estilo de vida, comer com calma logo cedo regula seus níveis de energia e define sua performance pelas próximas horas. É onde a longevidade começa, na prática. |
É justamente esse cuidado que define o café da manhã dos hotéis Novotel: variedade para descobrir novos sabores e equilíbrio para manter sua rotina. |
🍳 Descubra como o Novotel une sabor e longevidade. |
|
BELIEVE IT OR NOT |
Quadros demenciais vão custar R$ 4,2 trilhões aos EUA em 2026 |
 | (Imagem: Axios) |
|
Um estudo publicado no periódico Alzheimer's & Dementia revelou que o custo total do tratamento do Alzheimer e das demências relacionadas nos EUA chegará a R$ 4,2 trilhões em 2026. |
Quando comparamos com o valor registrado no ano passado, observa-se um aumento de aproximadamente R$ 200 bilhões. |
|
|
Tá, mas como se obteve esse número? A resposta é simples e pode ser dividida em três “grandes blocos”: |
O primeiro são os custos médicos e de cuidados de longa duração: R$ 1,15 trilhão, incluindo R$ 570 bilhões do Medicare e R$ 228 bilhões do Medicaid, os dois principais programas públicos de saúde dos EUA, voltados, respectivamente, para idosos e pessoas de baixa renda. O segundo são os cuidados informais não remunerados, prestados por cônjuges, familiares e amigos, que somam 6,8 bilhões de horas e são contabilizados em R$ 1,23 trilhão. Por fim, o terceiro — e o maior de todos — é a redução na qualidade de vida dos pacientes: R$ 1,66 trilhão.
|
O cenário atual 📊 |
Em 2026, 5,7 milhões de americanos com mais de 51 anos vivem com alguma forma de demência. Desses, 5,1 milhões têm 65 anos ou mais. |
Com o envelhecimento populacional e o aumento na prevalência das demências, os autores alertam que esses custos tendem a crescer de forma acelerada — e talvez insustentável. |
PS: Não sabemos se você reparou, mas, dos R$ 4,2 trilhões projetados, a maior fatia não aparece em nenhuma linha de orçamento governamental. Ela está nas horas não contadas de filhos, cônjuges e amigos que cuidam de quem não os reconhece mais. |
|
|
|